Maldito vampiro.
7 Inferno de eternidade
Capítulo 6
“Sou uma pecadora, pois desejo o homem de outra e ainda sim não consigo arrepender-me. Se o diabo quisesse me levar com ele, eu o seguiria com prazer, se o mesmo me mostrasse um caminho para longe de Dimitri.”
— Por que você não vai me visitar, qualquer dia desses? — Rosalie pôs sua xícara na bandeja de prata. — Soube... que você não sai de casa sem seu marido.
Eu a encarei o que pareceram horas; fiquei contemplando sua beleza estonteante, e sua expressão era de total honestidade. Ela estava realmente preocupada comigo e era apenas a segunda vez que nos encontrávamos. Seu vestido de cor pêssego era perfeito, simples, mas perfeito para ela; contornava seu corpo gloriosamente. Como alguém poderia não preferir ela a uma mulher magra e pequena como eu? Edward estava apenas brincando comigo, não é?
— Quem lhe disse isso? — eu apertei meus olhos. — Não sabia que andava com as fofoqueiras de Londres. — falei agressivamente, ela não tinha culpa alguma, mas meu ciúme era mais forte do que eu.
— Deus me livre! — ela bateu delicadamente, três vezes em minha mesa. — É que... Bem, as pessoas comentam e... Eu ouvi por acaso.
— Estava escutando escondida? — eu arqueei minha sobrancelha direita. — Que vergonha! — fiz minha melhor cara de repreensão.
— Eu não fiz por mal. — ela disse corando. — Bem, isso não tem a menor importância. A questão é: por que você não sai de casa?
Eu suspirei e repuxei meus lábios em um sorriso que não chegou aos meus olhos.
— Eu tenho uma doença... — eu disse, “o que não deixava de ser verdade, contando com o fato de que o vampirismo era uma doença”.
— Oh, meu Deus! É muito séria? — ela estava preocupada comigo, enquanto eu só pensava em como foi bom sentir o noivo dela dentro de mim.
Corei.
— Não. Eu só tenho uma indisposição à luz; minha pele é muito pálida e sensível, sofro muitas queimaduras no corpo, por isso eu saio apenas à noite.
— Entendi. Nossa! Essa é a doença mais estranha das quais eu já ouvi falar. — ela pos a mão na boca e me olhou com os olhos esbugalhados. — Perdoe-me, eu não quis dizer isso. Foi muito rude de minha parte.
— Não há problema querida. É uma doença, mas diga o que você pensar, eu não me importo. — sorri para ela e dei uma batidinha em sua mão.
— Está bem. Hum... o que eu vim fazer aqui na realidade é te convidar para o chá de bebê da minha irmã. Será à noite; contará com apenas mulheres. — ela disse com expectativa.
— Oh, claro. Eu só tenho que falar com meu marido. — eu disse olhando para o outro lado da sala, onde uma porta levava a uma escadaria escondida em que ficava meu quarto; ele estava lá escutando tudo que nós dizíamos.
— Está bem. — ela se levantou e pôs a xícara na bandeja de prata, que estava em cima da mesa de madeira branca. — Tenho que ir, mas nossa conversa ainda não acabou. A comemoração será este domingo, às nove da noite. Eu vou estar te esperando. — ela abraçou-me e franziu o cenho ao olhar meu rosto de perto. — Eu poderia jurar que te conheço de algum lugar, mas não sei de onde.
— De outra vida talvez. — eu disse e ela sorriu. — Eu vou tentar ir, prometo.
— Eu cobrarei sua presença, nem que eu tenha que sair no meio da festa e vim buscá-la. Eu adorei passar essa tarde com você Isabella. Posso chamá-la assim, não é? — eu assenti e ela com sorriso, saiu, abrindo a porta de madeira branca que combinava com todo o resto do salão; por um segundo eu me senti quase normal, mas então a dor lancinante atingiu meu braço, que foi exposto aos raios de sol que entraram pela porta.
Meu braço ficou vermelho e em alguns pontos, bolhas surgiram, alguns pedaços ficaram tostados e o cheiro de pele queimada subiu no ar. Corri para o outro lado do corredor, onde havia a entrada que levava ao meu quarto. Precisava de sangue urgentemente, pois a dor era terrível; só o sangue me curaria.
Entrei em meu quarto sombrio e escuro, me sentindo mais depressiva do que de costume. Eu gostaria de uma vez na vida ser normal como todas as pessoas; não teria que tomar sangue, nem me esconder do sol e... Poderia escolher alguém para casar assim como todas as jovens queriam. Era tão fácil para elas, ter que pensar somente em arranjar um bom marido.
— Você não irá à parte alguma. — Dimitri disse quando eu entrei.
— Por que não? — peguei uma garrafa de sangue e sentei ao seu lado na cama.
— Só terá mulheres e eu quero tanto ir. Por favor! — eu implorei.
— Eu já disse que não. É perigoso você ficar sozinha, você pode chamar atenção indesejada. Esqueceu o que aconteceu da ultima vez, em que a deixei sozinha? — ele olhou-me com puro ódio brilhando em seus olhos.
— Mas... — tentei retrucar, mas me impediu.
— Cale essa maldita boca. — ele berrou.
Era como se eu estivesse vendo vermelho.
— Eu odeio você. — levantei e joguei a garrafa, a qual eu não havia nem provado o gosto do sangue, em direção a sua cabeça, mas ele desviou e ela bateu na cabeceira da cama, sujando a parede e os lençóis de sangue.
— Não faça isso novamente. — em um salto ele estava a minha frente, agarrando o meu pescoço e me batendo contra a parede. — Você não vai e ponto final. Não quero a minha prostituta andando por aí sem supervisão.
— Por que não posso? — repliquei tentando respirar. — Não pode me manter presa o resto de meus dias aqui.
— Quer apostar? — ele arqueou aquela maldita sobrancelha escura para mim. — Posso mantê-la aqui para sempre. É só você me deixar mais irritado do que já estou.
Como eu o odeio. Como eu o odeio, meu Deus.
— Por que tem que ser tão odiável? Sabe o quanto te desprezo? Não, provavelmente não sabe; afinal tão alto é o seu ego, seu maldito bastardo.
— Não me chame disso. — ele apertou mais ainda meu pescoço.
— Por que não? É isso o que você sempre foi; não é? Um maldito bastardo da Normandia. Um bárbaro que não se importou em destruir a vida de uma jovem inglesa. Um imbecil que caiu nas graças de um rei idiota que estava louco por poder. Só por isso você ganhou esse titulo imbecil. Mas você nunca teve um pai, sua mãe era uma prostituta infeliz e odiava você assim como eu.
— Eu lhe dei a imortalidade, sua vadia ingrata. — ele gritou e me sacudiu com força.
— Pois eu não a pedi. Preferiria morrer a ficar toda eternidade engaiolada com um louco como você. — isso bastou para que seu punho batesse contra meu rosto e quebrasse meu nariz.
— Você se acha muito boa para mim, não é? — ele parecia um cachorro espumando pela boca de tanta raiva. Eu havia ferido seu ego, mas não estava nem ai para seus sentimentos, ele machucara o meu durante séculos a fio.
— Eu não me acho nada. Eu nunca fui nada; nunca fui uma namorada, nunca fui uma esposa... tudo isso graças a você. — eu cuspi as palavras que estavam entaladas em minha garganta. — Oh, espere! Eu fui algo sim: fui uma escrava, uma sombra e principalmente um maldito monstro, por sua causa.
— Eu me casei com você. Você esqueceu isso? — ele me agarrou pelos cabelos pressionou seu quadril contra o meu e sorriu malignamente. — Você sempre foi uma garota muito má. Você merece ser castigada por isso. Acha que não sei que você anda se deitando com cada homem que vê.
— Isso não é verdade. — em minha vida eu tive apenas três homens, pensei comigo mesma. Um que me transformou em um monstro; outro que me obrigou a dormir com ele para proteger o homem pelo qual valeu a pena me arriscar; e o próprio homem que entreguei meu corpo, minha alma e meu coração, o qual eu nunca mais iria esquecer.
Ele levantou a barra do meu vestido e puxou a liga com violência, arrebentando-a. Seus olhos brilhavam como se ardessem com o fogo do próprio inferno, ele sorria malignamente enquanto abaixava suas calças com uma mão e com a outra me prendia ainda pelo pescoço. Ele estava se divertindo a minhas custas, me afligir com a dor física era um de seus passatempos favoritos.
— Vai prostituta, abra as pernas! — ele lambeu o sangue que escorria pelos meus lábios e enfiou seus dedos em meu órgão genital. Ele penetrou com força dentro de mim, arrancando gritos que eu não desejava soltar, mas que eu não podia impedir. Eu era dele, não tinha como lutar contra isso. — Você não queria me desafiar? Pois conseguiu me irritar, a um ponto em que eu só penso em machucá-la. Eu vou entrar em você, até deixá-la esfolada e sem sangue para se recuperar.
— Isso não... — respirei fundo, tentando acalmar a dor que estava sentindo, estava sendo invadida por seus dedos furiosos. — Isso não muda nada. Eu ainda o odeio, e na primeira oportunidade que tiver eu irei me livrar de você.
— Tsc, Tsc, Tsc! Sabe qual é o problema com as crianças? — ele tirou seus dedos de mim e agarrou minhas pernas, prendendo-as abertas contra a parede; a ponta de seu membro entrou em minha genitália, mas ele não se afundou por completo. Ele prendeu meu corpo com o seu e aproximou seus lábios de meu ouvido. — O problema delas... é que elas estão sempre querendo medir forças com os mais velhos.
Ele se afundou para dentro de mim, eu estava seca, nada naquilo me excitava, mas nele parecia provocar reações gloriosas. Ele estocou dentro de mim; uma, duas, três vezes; o maldito sorriso sem nunca abandonar seu rosto. Ele nunca me pareceu tão bonito como agora, mas não era uma beleza bonita de se ver, era uma beleza que queimava os olhos de quem ousasse contemplá-la; a Medusa teria morrido de inveja se soubesse que tal diabo possuía o mesmo dom que ela.
— Está... gostando... vadia? — cada palavra sua vinha com uma estocada mais forte e mais funda dentro de mim.
— Tanto quanto gosto de andar no sol. Mas pensando bem eu prefiro o sol. — eu cuspi na cara dele e ele furioso apertou meu pescoço com força.
Suas estocadas continuaram cara vez mais fortes. Ele passou a línguas pelas feridas de meu rosto, provando o meu sangue. Desnudou meus seios e os sugou até que ficassem muito vermelhos.
— Ahh! — ele gozou dentro de mim, mas não retirou seu membro de mim; sua cabeça afundada em meu pescoço, não me deixava ver seus olhos e então... ele me mordeu, eu já estava fraca o suficiente, com as queimaduras de meu braço, mais as feridas que ele causou em mim e agora ele me mordia, para sugar meu sangue e me deixar ainda mais fraca. — Agora eu quero ver você se curar, minha vadia. Vai passar um tempinho presa neste quarto.
Ele se afastou e deixou que meu corpo caísse não chão. Eu gemi por causa da dor que eu estava sentindo e que se acentuou com o impacto com o chão, eu estava esfolada, como ele dissera que me deixaria.
— Vamos ver se assim, você começa ter bons modos. Não se preocupe, eu ordenarei aos empregados que não entrem aqui. — ele se ajeitou e foi até a mesa de bebidas e pegou todas as garrafas de sangue, para levá-las do quarto. — Oh, a propósito, eu permito que você vá ao tal chá de bebê. Alistair vai vigiá-la obviamente.
Eu sorri com raiva. Ao menos eu ainda podia vê-lo mais furioso.
— Vai pedir para que aquele verme me vigie, ou para que ele me coma de novo?
Seus olhos brilharam vermelhos e ele se aproximou de mim tão rápido que eu não pude acompanhar. Ele agarrou meu rosto com força e apertou minhas bochechas.
— Do que você está falando?
Eu gargalhei sem humor. Minha visão já estava obscurecida pela raiva e meus olhos vermelhos pela fome estavam refletindo seu brilho nos olhos dele.
— Ele fodeu-me semana passada. Devo dizer que ele tem a estranha preferência por minha entrada traseira. Disse que ele também tinha direito de me provar e que você era muito egoísta em não dividir minha carne entre os seus. — ri com maldade, pelo menos eu poderia tornar a vida desses dois tão infelizes quanto a minha.
— Aquele filho de uma puta suja. Eu vou arrancar os ossos dele, vou esfolá-lo vivo. Como ele ousou tocar em meu brinquedo?— ele vociferou, as garrafas espatifaram-se nas mãos dele; sangue espirrou pelo chão e eu tentei lamber uma gota que caiu próxima a mim.
Ele me chutou para longe da gota.
— Não querida, isso não muda nada. Você ainda vai pagar e ele também. Por ter se entregado a ele como uma rameira, nem ao chá de bebê irá. Vai ficar aqui até o próximo milênio.
— Faça-me um favor, sim?Apodreça no inferno, você e ele. Cada um comendo a carne do outro e fodendo seus orifícios traseiros. — eu disse antes de cair na inconsciência.
Notas finais
xoxo,
supernatural girl
Fale com o autor