Maldito vampiro.
8 Ataque surpresa?
Capítulo 7
”É no escuro que encontramos aquilo que mais nos assusta, mas não podemos esquecer que a escuridão nem sempre representa o mal, assim como a luz nem sempre ao bem.”
Eu abri meus olhos e me deparei com a escuridão do quarto. As velas que ficavam nos castiçais há muito tempo já haviam derretido e a cera pairava sobre os moveis. A lareira não estava acesa, mas o cheiro de fumaça impregnada ainda era presente. Tudo estava frio e cheirando a sangue. Meu sangue.
Levantei do chão, apoiando meu peso na mesinha próxima de mim e praticamente me arrastei até a cama. Minhas pernas doíam, minhas partes íntimas estavam muito machucadas e meu nariz ainda estava quebrado. Ele sabia. Estava só esperando à hora certa de agir, mas ele sabia de meu encontro com o humano Edward, na biblioteca da mansão Essex. E muito provavelmente por que contei que dormir com Alistair. Alistair deve estar furioso e prometendo a Dimitri levá-lo até o humano em troca de sua vida.
O que será que ele pretendia fazer com Edward? Isso se ele já não fizera algo. Ele não tivera culpa de gostar de mim, afinal os vampiros liberam feromônios que atraem aos humanos, desde que não mostremos o quanto somos perigosos. Era nisso que eu me apoiava para que não criasse falsas esperanças em relação à Edward.
Uma batida na porta me despertou de meus devaneios. Já estava um pouco curada, afinal graças a minha imortalidade, eu poderia sentir muita dor, mas não morreria, a não ser que ficasse sem sangue por muito mais tempo, não pelas feridas, mas sim por definhar por não me alimentar; obviamente eu estaria curada, muito mais rápido, se houvesse me alimentado com sangue. Andei até a porta e tentei a abrir, mas a porta estava trancada por fora. A batida ainda soava pelo quarto, foi quando percebi que ela vinha da madeira da janela.
Olhei o relógio de madeira que ficava no canto do quarto e nele marcava uma hora, mas eu não sabia dizer se era da manhã ou da tarde; tudo estava escuro aqui dentro do quarto e eu corria o risco de me queimar caso ainda houvesse luz sol do lado de fora. Mas... espera! Quem poderia estar batendo em minha janela?
— Quem é? — perguntei ao me aproximar da janela, mas nenhuma resposta veio.
— Pare de me perturbar, ou chamarei meu marido.
O barulho parou. Tudo ficou silencioso, mas a pessoa ainda não havia ido embora; meus sentidos ainda estavam um pouco conturbados, mas eu ainda podia sentir um cheiro estranhamente familiar vindo do lado de fora, mas havia também o cheiro de álcool. Meu visitante inesperado estava bêbado, ou... estava tentando queimar a casa. Ouvi uma respiração afoita lá fora, como se a pessoa lá fora estivesse tomando fôlego; então... um baque irrompeu pela porta, a madeira vibrou e o trinco cedeu um pouco.
— Pare com isso! — eu gritei e mais outra batida veio de repente. Eu não tinha como me defender de um ataque, eu estava fraca e machucada; lá fora poderia ter um caçador tentando me matar.
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