Notas iniciais
Capítulo novo enserido no meio da história.

Capítulo 5

“Beije-me apaixonadamente, então verá o quanto posso me apaixonar facilmente.”

— Olá. Tem alguém aí?— eu sussurrei ao entrar na biblioteca e fechar a porta. Eu podia sentir a presença dele, mas uma pessoa normal não. Eu tinha que parecer uma. — Edward?

Meus olhos percorreram pela sala até eu vê-lo. Ele estava tão lindo quanto eu me lembrava. O rosto perfeito, os cabelos com cachos escuros e na altura dos ombros; os olhos de tons dourados quase verdes mel; e aquele corpo... Deus, ele era tão lindo. Ele era o sonho de toda mulher. Ele despertava a luxuria até mesmo em mulheres gélidas como eu. Pelo menos era o que Dimitri dizia que eu era.

Ele estava escondido entre as sombras, mas eu podia sentir seu cheiro; podia ouvir o som de sua respiração ofegante. Ele estava... excitado por mim. Ele era problema na certa. Mas eu não estava ligando para isso, pelo menos não agora. Não quando eu estava voltando a viver de verdade, não apenas existindo.

— Isabella. — meu nome em seus lábios soava como musica celestial.

Ele andou em passos largos até mim. Ele ficou em minha frente, seu corpo grande e másculo quase colado ao meu corpo pequeno e magro. Ele ergueu a mão e roçou as gemas dos dedos em minha bochecha esquerda. Seu hálito fresco tocou meu rosto quando ele ofegou.

— Pensei que não viria. — disse docemente com um sorriso de satisfação nos lábios.

— Eu não deveria estar aqui. — eu sussurrei em um fio de voz.

— Por que não? — ele perguntou com a voz rouca. — Não sentiu saudades? — ele passou a mão por trás de mim e fechou a porta com a chave.

— Eu... — ele agarrou-me pela cintura e me puxou para o sofá que ficava no centro da biblioteca. — Você... — eu não conseguia abrir minha boca para falar nada.

— Estou com saudades de você, Isabella. Estou com saudades do seu cheiro. — ele disse arrastando seu nariz em meu pescoço.

— Você é louco, por ter mandado aquele recado para mim. Meu marido poderia ter visto.

— Mas não viu. — ele deitou-me no sofá e imediatamente seu corpo estava sobre o meu. — Você é tão gostosa.

— E você é um libertino. — disse quando senti sua mão vagando por minha coxa. — Um muito bonito. — eu disse gemendo ao sentir sua outra mão apertando meu seio com força.

— Se entregue para mim, Isabella. Deixe-me amá-la, como você merece. — ele sussurrou em meu ouvido, logo ele estava mordiscando meu lóbulo.

— Eu estou aqui, não estou? Aproveite está noite, pois ela será única. — sussurrei acariciando os cabelos em sua nuca.

Ele gemeu, mas levantou a cabeça para me olhar. Seus olhos estavam quase negros agora pela a excitação. A pupila tinha dilatado até deixá-lo com os olhos escuros de desejo por meu corpo. Olhou-me muito sério.

— Não, não. Uma única noite não é o suficiente, eu quero muito mais. Quero você para mim, somente minha. — ele levantou a barra do meu vestido e desamarrou o laço de minha peça intima. — Quero sentir seu calor, seu sabor e sua umidade.

Seus olhos não se separaram dos meus em nenhum instante, enquanto suas calmas e experientes mãos, que já haviam dado muito prazer para muitas outras mulheres, percorriam a parte interna de minhas coxas. Meu quadril levantou-se sem minha permissão contra sua mão, querendo sentir seu toque em minha intimidade.

— Estou louco por você. — ele sussurrou.

— Então somos dois. Eu também sinto o mesmo por você. — rebati de volta, gemendo, quando senti seus dedos me penetrarem.

— Céus, você está tão molhada. Poderia passar noite a fio sentindo sua umidade.

— Eu também gostaria de passar uma noite com você, mas não posso. Meu marido mataria você. Eu não quero que nada aconteça com você. Agora ande depressa! Meu marido já deve estar atrás de mim.

— Não quero que vá para cama com ele hoje. Não quero que o cheiro de meu corpo saia do seu. Você deve ser minha, Isabella.

— Eu sou sua... por está noite. — eu levantei minhas mãos e o puxei para baixo, colando nossos lábios pela primeira vez essa noite, antes que ele reclamasse de minha observação.

Corri minhas mãos por seu corpo até chegar a sua calça e a desabotoei. Pus seu membro duro e pulsante para fora pressionei a glande.

— Você está tão duro.

— É você que me deixa assim. — ele ergueu minhas coxas e as enrolou em sua cintura. Seu corpo pesou para frente trazendo seu membro para dentro de mim.

Eu gemi, pressionado minhas unhas em suas costas. Ele me penetrava lenta e dolorosamente até que ele estava estocando dentro de mim com força e cada vez mais rápido. Era como se estivéssemos em outro mundo, meu corpo era sacudido por espasmos de prazer que nunca senti antes. Ele estocava cada vez mais fundo, como se quisesse estar o mais perto possível de mim. Nossos gemidos estavam cada vez mais altos quem passasse pela porta poderia ouvir perfeitamente sem ao menos encostar-se a ela.

— Você é tão apertada. — ele gemeu. — Eu quero devorá-la há dias e não posso me imaginar sem estar dentro de você novamente.

— Mais forte. — disse sem poder dizer nada mais, ele acelerou os movimentos seu corpo fazendo barulho quando entrava em choque contra meu. — Ahhh.

Senti meu prazer escorrer por minhas pernas, meu corpo ficar flácido, mas ele continuou estocando, o que me excitou novamente. Minha intimidade apertou seu membro como se o estivesse sugando para dentro de mim. Seu membro começou a pulsar e eu sabia que ele estava vindo; eu estava próxima também de gozar novamente.

— Goze comigo, Isabella. — ele deu mais algumas estocadas até se liberar dentro de minha intimidade e cair em cima de mim; ele ficou dentro de mim por mais alguns minutos, enquanto nossas respirações voltavam ao normal. — Esteve maravilhosa, amor. — ele disse ao sair de dentro de mim.

— Você não acha que sou frígida?

— De onde tirou uma coisa tão absurda? É a mulher mais doce e mais excitante que conheci em toda a minha vida. — ele acariciou minha bochecha e deu um pequeno beijo em meus lábios. — Mal posso tirar minhas mãos de você.

— Meu marido diz que sou... nunca senti prazer com ele. — eu corei de vergonha e humilhação. — Dimitri diz que um cadáver é melhor na cama que eu. Eu realmente não me importo, mas...

— Ele é um bastardo, Isabella. — ele me interrompeu e me lançou um olhar duro de raiva, não sobre graças a Deus. — Você é a mulher mais maravilhosa que me deitei.

Eu sorri.

— Você foi maravilhoso também. Nunca vou me esquecer de você. — eu disse, meus olhos encheram-se de lagrimas não derramadas e levantei ajeitando minhas roupas e fazendo o esforço de não chorar, eu ainda estava lânguida de prazer, minhas pernas tremiam.

— Aonde você vai? — ele levantou rapidamente e ajeitou suas calças.

— Ficar com meu marido. — eu disse sem olhá-lo nos olhos.

— Fique comigo. Podemos fugir juntos.

— Não vai funcionar. Eu sou uma mulher casada, lembra? — eu sorri amarga. — Não vá perder a cabeça por uma aventura. Foi apenas uma boa aventura.

— Apenas isso? Para você foi apenas isso? — ele me olhou furioso. — Não foi apenas uma aventura. — ele agarrou meu braço e me puxou contra ele de novo. — Eu a terei para mim.

— Mas eu não o quero. — disse desviando o olhar do dele, pois ele saberia que eu não falava a verdade. — Eu sou casada e você Milorde está noivo. Agora solte-me, por favor.

— Já disse que não amo Rosalie. — ele largou meu braço.

— Eu já lhe disse... — eu andei para trás até encostar-me à porta. — Isso não da minha conta. Agora me devolva à chave.

— Está mentindo, você se importa. E não lhe devolverei, até prometer que me encontrará de novo. — ele disse com um sorriso que não chegou a seus olhos. — E engana-se se pensa que você não tem nada haver com isso.

— Não. Não podemos nos ver nunca mais. — eu disse, bati com minha mão na porta por trás de mim, sem que ele visse e quebrei a maçaneta o que abriu o trinco. — Meu marido lhe esfolará vivo.

Ele veio em minha direção, eu abri a porta o mais rápido que pude sem revelar meus poderes e fugi dele correndo. A mesma garota estava em um dos corredores quando eu a vi. Ela se assustou com minha chegada repentina e quase gritou, mas tapei sua boca com minha mão.

— Você pode me fazer um favor? — eu perguntei e ela balançou a cabeça afirmativamente. — Se um homem passar por aqui me procurando o segure o máximo de tempo que conseguir. Por favor!

— Sim, Milady. E obrigada pelo anel.

— Não há de quê. — respondi olhando para trás.

— O que Milady fez com o...

— Não se preocupe, ele não irá importunar mais ninguém.

— Milady o matou? — ela arregalou os olhos e piscou, mas quando os abriu novamente eu já havia desaparecido.

Eu corri de volta para festa e parei ao lado de Dimitri.

— Podemos ir embora?

— Agora não. — ele respondeu olhando-me de cima a baixo.

— Por favor! Eu não estou me sentido muito bem.

— Somos vampiros, querida, não temos doenças. — ele disse secamente.

— Mas...

— Tudo bem, se quiser peça ao cocheiro que a leve. Eu não vou para casa essa noite de qualquer forma. — ele disse com um sorriso sem vergonha.

— Tudo bem. — por mim ele que dormisse onde o raio que o parta. — Estou cansada, não dormi muito bem essa manhã.

— Vá direto para casa, você entendeu? Alistair está te vigiando. — ele disse ameaçadoramente, ele segurou meu braço e me olhou de uma forma estranha até que me soltou e não falou mais nada.

— Sim. — eu me afastei e quando tive certeza de que ele não me via eu corri para o jardim. Entrei na carruagem as pressas e pedi ao cocheiro que me levasse para casa. — Ande depressa.

A última coisa que eu vi daquela festa, foi Edward encostado em uma árvore olhando-me enquanto eu fugia como uma covarde. E a ultima coisa que ouvi foi um grito, provavelmente alguém havia encontrado um corpo sem a cabeça no chão de algum quarto. O que eu não daria para ver a cara de uma dessas mulheres nobres da sociedade inglesa encontrando o corpo.

Fui para casa e deitei em minha cama pensando em como havia sido maravilhoso sentir as mãos de Edward em meu corpo. Seus beijos molhados e doces; seu membro dentro de meu corpo. Fechei meus olhos e sorri como uma boba apaixonada. Rapidamente sacudi minha cabeça. Amor era algo que não existia, afinal eu nunca o conheci. Minha mãe esperava que meu pai saísse de casa para o castelo do Rei, logo ela levava um homem para sua cama. Minha irmã vivia com um homem que não amava. E eu... bom minha existência era infernal. E Edward aparecera apenas para confundir minha cabeça e acabar com meu coração. Simon foi apenas uma aventura de adolescente, ele era meu melhor amigo e era um jovem bonito.

A porta do meu quarto foi aberta abruptamente e um Dimitri encolerizado entrou em meu quarto.

— O que pensa que estava fazendo sua imbecil? — ele agarrou-me pelos cabelos e me jogou contra a parede, segurando meu pescoço no alto.

— Do que você está falando? — eu o olhei com os olhos arregalados, se ele descobriu sobre mim e Edward...

— Deixe-me refrescar sua memória... um corpo... — ele bateu com minha cabeça contra a parede. — Separado da cabeça. — ele bateu novamente com minha cabeça e rachou um pouco a parede vinho. — Lembrou? Ou terei que bater mais ainda com sua cabeça?

— Sinto muito. — sussurrei, mas estava aliviada.

— Você sente? — ele deixou meu corpo cair no chão. — Você quer atrair a atenção dos caçadores para nós? Estão todos procurando o culpado.

— Eu não pude evitar, o cretino havia estuprado uma criada.

— Dane-se, que estuprasse mais dez criadas, isso não é da minha conta muito menos da sua. Ele era meu sócio, tem noção de que as autoridades irão investigar sobre ele e não demorará até que cheguem a mim. — ele sentou na poltrona que ele mantinha no quarto e me olhou furioso. — Você só sabe ferrar com minha vida.

— Foi você que acabou primeiro com a minha. E não finja que será algum problema para você. Não é a primeira vez que você despista os humanos. E nem será a ultima.

Ele bufou me olhou com escárnio.

— É sempre por sua culpa que eu sou obrigado a mudar meus planos. — ele levantou e foi até a porta. — Não saia desse quarto! Alistair. — ele berrou e bateu com a porta.

— Sim, meu senhor? — ele disse obediente.

— Não deixe essa cadela sair do quarto.

— Sim, Milorde.

Assim que Dimitri saiu pela porta da frente da casa e o cocheiro o levou provavelmente para um prostíbulo; Alistair entrou em meu quarto e me encarou com um sorrisinho de escárnio.

— Sempre tão desobediente. — ele balançou a cabeça fingindo falso pesar. — Se fosse mais servil provavelmente teria uma vida de rainha.

— O que quer? — eu o olhei com ódio, seus olhos estavam cobertos por seu cabelo loiro. Ele seria bonito se não fosse visível à loucura em seus olhos.


— Oh, nada de mais. — ele sorriu e veio em minha direção. — Rir de sua cara talvez. Ou quem sabe coisas melhores... — ele cheirou meu pescoço e sua mão agarrou meu braço.

— Saia de perto de mim. Eu tenho tanto nojo de você quanto tenho dele.

— Tem nojo de mim? Que pena, eu poderia tornar sua vida muito mais fácil, mas estou vendo que você não quer a minha clemência. — ele começou a se afastar, mas eu o segurei.

— Do que está falando?

— De um lobo que anda pulando a cerca de Dimitri e roubando certa ovelha dele.

— Não sei do que está falando. — disse sem o encarar.

Ele aproximou-se de mim novamente e abaixou a alça de mina camisola. Depositou um beijo em meu ombro e pôs a mão sobre meu seio, beliscando meu mamilo.

— Eu acho que você sabe. E o interessante é que eu não sabia que havia lobos na Rússia. — ele disse abaixando minha camisola e eu fechei meus olhos com força.

Eu teria que permitir que ele me tomasse. Era isso ou deixar que ele contasse a Dimitri sobre Edward. Teria que entregar meu corpo a ele.

— Promete que não contará a Dimitri? — por mais estranho que pudesse parecer, Alistair mantinha sua palavra, seu senso de honra era distorcido, mas existia. — Eu farei o que pedir.

— Eu prometo. — ele disse tomando meu seio em sua boca e o sugando.

Eu não senti nada com seus toques além de asco. Mas eu não poderia deixar que Edward se ferisse, não por minha causa. E se tivesse que vender meu corpo para isso igual uma prostituta eu o faria.

Ele tinha um estranho sonho de penetrar-me por trás. Foi uma das coisas mais humilhantes que fiz minha existência, mas pelo menos o local onde Edward depositou sua semente, não seria maculado. Nem por ele nem por Dimitri. Não essa noite de qualquer maneira. Alistair penetrou-me com força todo o tempo e se eu fosse humana com certeza isso teria feito uma hemorragia. O filho pródigo tão odioso quanto o pai.



Notas finais
desculpe por isso, mas tenho certeza que as leitoras vão gostar dos capítulos