Maldito vampiro.
15 Briga de casal: Edward
Notas iniciais
Capítulo 14
Edward
— O que vocês estão olhando? Voltem ao trabalho. — Edward saiu da cabine soltando fogo pelas ventas. Ele a roubara de seu marido, um muito provável assassino.
Desde que ele a vira naquele salão de festas, ele sabia que tinha que tê-la para ele. Pesquisou tudo sobre ela e seu detestável marido. O homem estava a pouco tempo em Londres, mas carregava muitas mortes não esclarecidas em suas costas. O que mais ela queria para que ele provasse que estava sendo sincero?
— Se acalme Edward, vocês estão se tornando o espetáculo do navio. — Eric pôs a mão no ombro de seu patrão e amigo; que estava sentado na proa com os ombros encolhidos; ele o tocara com o intuito de confortá-lo, mas ele parecia muito furioso com Isabella.
— O que essa mulher deseja de mim? Eu já disse que a amo.
— Uma vez eu li em um livro de um escritor inglês, uma citação que se parece muito com esse momento: “Não há no céu fúria comparável ao amor transformado em ódio nem há no inferno ferocidade como a de uma mulher desprezada”.[1]
— O que você quer dizer com isso? — Edward contemplou seu amigo de aparência rústica, mas que por baixo da capa negra que envolvia a áurea dele percebia-se um homem culto.
— Que talvez ela se sinta desprezada. Há anos ela foi maltratada por um bárbaro em pele de cordeiro, ele a humilhava de todas as formas existentes e a dominava. Talvez ela só queira que você não minta para ela e que a ame de verdade. Em outras palavras... Ela está com ciúmes de você seu tonto. Não se acha boa o suficiente para você.
— Você consegue ser insuportável, quando quer, sabia? E eu poderia mandar cortar sua língua por falar assim comigo. E... odeio quando você está certo. — ele disse irônico, mas encolheu os ombros de vergonha. — Eu a amo. Não há mulher nesse mundo tão boa quanto ela.
— Você não teria coragem, eu vi você nascer seu moleque. E estou sempre certo por que você está sempre fazendo bobagens. — Eric sorriu e deu um tapinha nas costas de Edward. — Vá lá e peça desculpas.
— Simples assim? E meu orgulho de homem como fica?
— “Os infinitamente pequenos têm um orgulho infinitamente grande”.[2] — ele cruzou os braços e olhou carrancudo para Edward.
— Está bem, está bem, mas, por favor, não roube frases de outros para me passar sermões. Seja original e crie os seus próprios.
— Está bem. Aja como um homem, ou arrancarei aquilo que você mais presa. — Eric cruzou os braços em seu peito forte e o olhou sagazmente.
— Eu vou falar com ela. — ele suspirou e foi em direção à cabine, mas não sem antes resmungar. — Basta saber se ela vai querer falar comigo.
Edward entrou na cabine, ainda furioso e foi na direção de Isabella. Ela estava sentada na cama, quando ele chegou e pegando-a pelo braço, levantou-a e tomou a boca dela na sua.
Ele sentiu-se nas nuvens pelos segundos que durou o beijo. E que beijo! Deixou-o sem ar; as pernas dela tremeram e ele segurou-a em seus braços.
— Não voltemos a brigar; o que acha? Não enviei uma carta a meus pais, pois eu estava desconsolado em uma poltrona, com uma garrafa de O Porto em mãos, quando tive a insensatez mais deliciosa de minha vida. Roubar uma Lady de seu marido, para meu bel-prazer. — ele abraçou-a ternamente e enterrou seu nariz nos cabelos dela. — Não tive tempo de terminar com Rosalie, mas prometo fazê-lo. Só há uma única mulher nesse mundo para mim. Eu terminarei formalmente com Rosalie. Por você. Por mim. Por nós...
Ela só pode olhar em seus olhos e assentir bobamente. Ele a beijou mais, muito mais vezes aquele dia.
— Desculpe-me eu estou sendo uma boba. — ela disse.
— Tudo bem. No seu lugar eu faria o mesmo. Muito provavelmente eu desafiaria a um duelo ao imbecil que ousasse dizer que você lhe pertence. — o inferno que ele não faria, já era duro o suficiente outro homem tê-la tocado e ainda por cima maltratado.
Ele a abraçou apertado, suas mãos desabotoaram os botões de madrepérola que prendiam o vestido dela por trás. Logo estavam deitados na cama, nus em pêlo. Uma ótima forma de se reconciliar de uma briga.
[1] Citação de William Congreve
[2] Citação de Voltaire
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