Maldito vampiro.

14 Briga de casal: Bella


Capítulo 13


Oceano Glacial Ártico, 1822.


Um dia antes de atracarem no porto.


— Estamos chegando. — Edward estava eufórico por voltar para sua terra natal. — Você vai adorar Peterhof, Isabella. A cidade, apesar do gelo, fica magnífica está época do ano. As ruas são tomadas pelo branco...

— Mas demorará muito para chegarmos, não é? Nós iremos atracar no porto de Murmansk[1]. — já estava ficando farta desse barco.

— Sim, mas os cavalos de nossa carruagem são bastante rápidos, e toda vez que pararmos em uma estalagem trocarei os cavalos. Talvez cheguemos dentro de quatro dias ao meu palácio. Você ficará lá até que eu resolva alguns problemas pendentes e depois vou lhe apresentar a minha família.

— Por que não me deixa com seus familiares? — eu o olhei com meus olhos pressionados. — Você enviou uma carta dizendo que estava me trazendo, não é?

— Bem... — ele teve a decência de ficar vermelho de vergonha.

— Não é? — pressionei.

— A verdade é que não tive a oportunidade de mandar nenhuma carta.

— Edward. — eu levantei da cama e me afastei dele. Puxei um dos lençóis e cobri meu corpo, com minha força ele quase caiu da cama, pois o lençol estava de baixo dele. — Você não os avisou? Eu não acredito nisso. — andei de um lado para o outro, então o encarei. — Você irá contar a eles que terminou seu noivado com Rosalie?

— Eu ainda não terminei, tecnicamente. — ele me olhou envergonhado, pelo menos era o que parecia.

— O que? — eu berrei. — Você não o fez? Então porque diabos está me levando para a Rússia? Por deus... sabe o quão louco é isso tudo? Eles não me aceitarão. Serei tratada como uma puta... Ou talvez eu seja uma, não é mesmo? Não terminou com Lady Rutherford para poder casar-se com ela quando se cansar de mim. — um ciúme desmedido tomou conta de mim.

Talvez eu estivesse sendo um pouco irracional, mas o que eu poderia fazer? Dimitri provavelmente apareceria a qualquer momento e era muita pressão em cima de mim. Nos vampiro não gostávamos de dividir. E a idéia de Edward amando outra mulher que não fosse eu me enfureceu.

— Não é nada disso, eu não quero nenhuma outra mulher, nenhuma é tão boa para mim, quanto você.

— Então por que não terminou esse maldito noivado? — Rosalie era uma boa moça, no fundo eu apenas sentia um pouco de ciúmes dela, a pobrezinha passaria uma vergonha enorme perante Londres.

— Alteza? Esta tudo bem aí dentro? — um dos tripulantes veio à porta, provavelmente atraído por nossos (meus) gritos que eram audíveis por todo navio.

— O que está fazendo aí? Volte para o trabalho, ou lhe deixaremos em um bote no meio do oceano. E pode ter certeza que se sobreviver, o que eu acho difícil, não terá emprego em nossos navios de novo. — gritou Eric, assustando a tripulação como sempre. Eu rolei meus olhos.

— Si-sim senhor. — o homem gaguejou e saiu a passos apressados do corredor.

— Estamos sendo ridículos. — Edward disse após o homem ir.

— Eu não estou sendo ridícula. — disse em tom mais brando; meus olhos estavam molhados pelas lágrimas que eu prendia, não pretendia chorar na sua frente, não mesmo. — Você não tinha o direito de me colocar nessa mentira.

— Isabella... — ele levantou e aproximou-se de mim, suas mãos estendidas para me tocar; ele me segurou por meus ombros, colou minhas costas contra seu peito e beijou meus cabelos.

— Não me toque. — eu o afastei. — Não quero mais falar com você hoje.

— Ótimo. — ele suspirou, abriu a porta da cabine e saiu batendo a mesma.

— Ótimo. Ahhh! — enfiei meu rosto em um travesseiro da cama e gritei para extravasar minha raiva, meus olhos faiscaram vermelhos.

Fiquei sozinha por menos de uma hora no quarto, pois um Edward furioso entrou pela porta e veio em minha direção. Eu estava sentada na cama, quando ele chegou e pegando-me pelo braço, levantou-me. Ele tomou minha boca na sua, ardentemente, sua língua em uma guerra de vontades com a minha. Senti-me nas nuvens pelos segundos que durou o beijo. E que beijo! Deixou-me sem ar (não que eu precisasse dele); minhas pernas tremeram e ele segurou-me em seus braços.

— Não voltemos a brigar; o que acha? Não enviei uma carta a meus pais, pois eu estava desconsolado em uma poltrona, com uma garrafa de O Porto[2] em mãos, quando tive a insensatez mais deliciosa de minha vida. Roubar uma Lady de seu marido, para meu bel-prazer. — ele abraçou-me ternamente e enterrou seu nariz em meus cabelos. — Não tive tempo de terminar com Rosalie, mas prometo fazê-lo. Só há uma única mulher nesse mundo para mim. Eu terminarei formalmente com Rosalie. Por você. Por mim. Por nós...

Eu só pude olhar em seus olhos e assentir bobamente.

— Desculpe-me eu estou sendo uma boba. — choraminguei.

— Tudo bem. No seu lugar eu faria o mesmo. Muito provavelmente eu desafiaria a um duelo ao imbecil que ousasse dizer que você lhe pertence.

Ele me abraçou apertado, senti suas mãos desabotoaram os botões de madrepérola que prendiam meu vestido por trás. Logo estávamos deitados na cama, nus em pêlo. Uma ótima forma de se reconciliar de uma briga.


[1] Um porto pesqueiro da Rússia

[2] Vinho famoso na Inglaterra.

Notas finais
oi amores, alguem fez a prova da UFF hoje?
Eu acertei 36 e por sorte não zerei nenhuma matéria. Para cinema e audiovisual isso está muito bom graças a deus.
Deixem mais reviews e volto a perdir, recomendações, que mais terde talvez eu poste mais, talvez...
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