Make it to me

4 You Give me Something


Notas iniciais
Esse capítulo vai especialmente para as meninas que me cobraram atualizações. Vocês são um amor comigo! Melhoram muito meus piores dias. Aproveitem um pouco mais de doçura nesse capítulo, pois em breve o Martin Gero de Saias irá atacar hahaha E não deixem de comentar, favoritar, ler pro cachorrinho (se ele for de maior)

Eram 10 horas da manhã quando um barulho na porta do meu quarto me acordou. Levantei assustado, pois Jane não havia dado qualquer sinal que apareceria aqui, mas ela era a única que compartilhava a casa comigo e poderia ter as chaves. A batida se intensificou e eu abri: era Sarah. Suspirei aliviado ao ver que era ela e ela foi adentrando.

— Por que a cara de susto, irmão? — Ela perguntou se sentando na cama

— Só estava dormindo e não sabia que você ainda tinha as chaves daqui. — Respondi olhando pra qualquer lugar, com medo de qualquer vestígio de Jane — Vai passar quanto tempo?

— Só vim almoçar pois tive que vir aqui pegar uns documentos na escola do Sawyer. Ele ta dormindo então deixei ele no antigo quarto. Até que ta arrumado, hein? — Ela disse em tom de deboche e eu ri um pouco nervoso, com medo dela suspeitar de qualquer coisa.

— Você sabe que sou um ótimo dono de casa

— Sim — ela respondeu rindo — até… — ela ia dizer algo quando puxou o lençol que estava em cima da cama. — Comprou lençóis novos?

Sorri nervoso, sem saber muito bem a qual mentira recorrer. Ela mal sabia sobre estarmos escondendo Jane, e não poderia saber assim que ela estava dormindo em casa. Para ela, Jane teve que ir embora ao descobrirmos que ela não era Taylor. Não poderíamos envolvê-la na verdade, pois era perigoso demais.

— Algo que queira me perguntar? — Eu disse sabendo que ela desconfiava de algo, tentando bolar qualquer mentira convincente.

Ela me olhou bem diretamente.

— A Jane voltou? A sua casa ta com cheiro de mulher. Seu lençol — ela disse levantando o pano — e o quarto de Sawyer… Eu te conheço e você não me engana. Além do seu bom humor que é quase inexistente quando alguém te acorda.

Sorri tentando bolar qualquer ideia. Nada veio em minha mente.

— Não. Ela nos abandonou depois de… você sabe. Não quero falar sobre isso. — Eu disse fugindo de Sarah e pegando a toalha para ir ao banheiro — Agora se me der licença, vou tomar banho e nós saímos para almoçar. — Terminei e entrei no banheiro, tentando bolar alguma resposta para as perguntas de Sarah



****

Passava do meio-dia quando Tasha bateu na porta. Eu já estava acordada vendo qualquer coisa, mas ainda estava com a camisa do Kurt. Não demorou muito pra ela passar a gritar meu nome enquanto eu fui ao quarto e tirei a camisa, jogando-a em qualquer lugar do quarto e me enrolando em uma toalha.

— Calma, já estou indo. — Disse enquanto procurava as chaves. Não demorou e eu abri. Ela já estava impaciente.

— Um pouco mais e eu arrombava essa porta pra saber se você tava viva aqui. Ta melhor? — Ela perguntou colocando a mão em meu pescoço e entrando.

— Eu não tava com febre, Tasha. Tava com enxaqueca. E estou melhor sim. — Disse indo até o meu quarto. — Você pode me esperar enquanto tomo banho? Levantei agora a pouco. Tem cerveja na geladeira.

— Espero sim. Afinal, eu vim passar o dia aqui mesmo. — Ela respondeu dando de ombros.

Fui ao banheiro tomar banho e demorei um pouco. Estava pensando no que dizer a Tasha e como dizer. Eu nunca havia de fato conversado com ela sobre tudo que aconteceu. Ainda havia um desculpa entalado na minha garganta. Além disso, eu sabia que ela ia perguntar por Kurt, pois ela sabia que ele havia estado aqui. Ela nunca escondeu que nos queria juntos, mas eu não sabia sobre como ela agiria depois de tudo que aconteceu.

Saí do banho e para minha surpresa, ela estava sentada em minha cama. Me assustei com sua presença e ela riu.

— Você está bem, realmente? — Ela perguntou num tom de deboche.

Enquanto me encaminhava pro guarda roupa para me vestir, decidi ser bem direta com ela.

— Algo que queira me perguntar? — Disse por fim.

— Ainda bem que você não gosta de jogos, Jane. — ela disse e continuou — Você e o Kurt voltaram a se falar?

Não pude não ficar nervosa e derrubar minhas roupas no chão.

— Acho que seu comportamento responde minha pergunta. — Ela disse com seu deboche.

Enquanto juntava as roupas do chão, me vesti e me virei pra ela.

— Nós tivemos uma conversa na sexta, sobre tudo — disse um pouco desconfortável — e ontem ele veio aqui. Nós conversamos mais sobre isso, ele deixou remédio e depois foi embora. Então, bom, ele ta falando comigo, mas isso pode ser considerado amizade?

— Nada entre Jane e Kurt pode ser considerado só amizade. — Ela concluiu me olhando no olho.

Fiquei em silêncio com a afirmação e ela prosseguiu.

— Uma pena que a reconciliação de vocês não tenha terminado em sexo. — Ela disse agora rindo.

—Tasha! — Eu disse batendo no ombro dela

— Esse papel de bronca é da Patterson, viu? — Ela respondeu debochando de mim. E eu novamente lembrei que precisava conversar com as duas.

Fomos pra sala e eu sentei no sofá enquanto Tasha foi pegar cerveja.

— Você quer chamar aqui? — Eu perguntei quando ela sentou ao meu lado

— Quem? Kurt? — Ela perguntou me olhando com os olhos arregalados

— Patterson — Respondi bem seriamente

— Chamo sim. Vou ligar para ela.

Não demorou muito e Patterson chegou. Dessa vez ela trouxe comida, mas apenas se sentou conosco na sala, ficamos num clima um pouco estranho.

— Bom… — eu disse quebrando o silêncio — Eu sei que já devia ter feito isso antes, mas eu queria pedir desculpa a vocês. — Eu concluí e Patterson se aproximou.

— Jane! — Ela disse tocando em meu ombro e eu a olhei.

— Eu não imagino como deve ser sido doloroso pra vocês me incluir na vida de vocês e acabar nisso. — Eu disse já com lágrimas nos olhos. — Não imagino o quão ruim deve ser achar que tem uma amiga e no final descobrir que eu não sou uma amiga, que na verdade eu só arrisquei e estou arriscando a vida de vocês por causa de uma escolha que eu nem lembro. — Já entre muitas lágrimas eu finalizei —Desculpa.

Patterson me abraçou, passando a mão em meu rosto e limpando minhas lágrimas. Ela também estava chorando e Tasha, embora também estivesse distante, também estava chorando.

— Eu também já fiz escolhas que colocaram você em perigo, Jane. Por isso me preocupo tanto com você. — Tasha disse me olhando. — Fiz escolhas que me tiraram o sono e quase tiraram você de nós, e todos os dias eu espero que você me perdoasse quando ficasse sabendo disso.

Lembrei da escuta da CIA na sala dela, do vício em apostas que conversamos e de Carter pouco antes de morrer me torturando. Seus olhos estavam repletos de lágrimas.

— Espero que você também me desculpe. — Ela disse sussurrando.

Nos abraçamos forte. Patterson estava na nossa frente.

— Não acredito que me arrumei inteira pra vocês acabarem com minha maquiagem. — Ela disse e nós rimos.

Secamos nossas lágrimas.

— É por isso que não gosto de maquiagem. — Disse de maneira sincera. Ela deu de ombros. — Você não precisa de maquiagem pra ter um homem maravilhoso olhando 24 horas por você.

Tasha bateu de ombro com ela e fomos pra cozinha comer.

— Patterson, sabia que Weller e Jane voltaram a se falar?? — Ela disse um tom malicioso. As duas me olharam enquanto eu colocava comida pra nós.

— Nós só conversamos, e foi pouco. Não é por causa de um beijo na locker room que ele vai me perdoar fácil assim. — Eu disse pra elas, mas também pensando em mim mesma e em como iríamos agir ao nos reencontrarmos.

— Ele só precisa se perdoar. — Patterson disse se sentando na mesa. Eu assenti com um sorriso para ela. Muitas coisas ainda precisavam ser superadas entre mim e Weller. Servimos o almoço e ficamos conversando qualquer besteira. Besteiras que me deixaram muito feliz, pois pela primeira vez em muitos dias eu me sentia parte das meninas, e não só alguém que estava sob a custódia delas.

****

Era fim de tarde quando coloquei Sawyer dormindo dentro do carro de Sarah e eles partiram. O dia tinha sido cansativo pois havia saído pra almoçar com Sarah e depois acabei brincando a tarde inteira com Sawyer. Enganar a Sarah quanto ao lençol não foi tão difícil. Na verdade eu apenas a interroguei sobre outras coisas para que ela pudesse não ter tempo para me perguntar muita coisa. O que tinha me inquietado um pouco era o silêncio de Jane. Eu tive vontade de ligar pra ela hoje, saber como ela ta, mas com Sarah por perto não tinha como fazer isso. Pensei em mandar sms, mas com seus celulares descartáveis não teria como fazer isso também. Ela porém não mandou qualquer mensagem. Tasha havia me avisado que estava com ela, ela sempre me avisava por questões de segurança, mas só isso.

A noite ia caindo quando ouço as quatro batidas conhecidas na porta, pouco antes de entrar. Era Jane.

— Hey. — Ela disse entrando lentamente na casa enquanto eu estava sentado no sofá terminando de colocar em ordem os documentos que havia acabado de finalizar. — Boa noite. — Ela disse com um sorriso de canto de boca.

— Boa noite — Eu disse sem esconder minha felicidade por vê-la. — Tudo bem? — Perguntei demonstrando preocupação.

— Eu quem tenho que perguntar. — Ela disse jogando sua mochila em cima do outro sofá. — Não está me odiando? — Ela perguntou levantando a sobrancelha. Eu me aproximei dela rindo.

— Talvez sim. — Disse jogando ela no sofá. — Mas só porque hoje você não me deu qualquer sinal.

— Não quis te pressionar. — Ela disse me olhando nos olhos. Trocamos o primeiro beijo naquele dia.

— Senti falta disso. — Eu disse sussurrando com os lábios a centímetros do dela.

Ela deu aquele sorriso que me deixava louco.

— Eu também. Mas agora podemos matar a saudade, né? — Ela disse sorrindo novamente e voltamos a nos beijar.

Sentir o calor de seu corpo era tão bom e reconfortante. Era como se parte de mim tivesse voltando a ativa, uma das partes de mim que eu mais gostava. Não demorou muito e já estávamos trocando carícias. Minha mão já invadia o corpo de Jane e sua boca explorava muito além de minha boca.

— Kurt… — Ela sussurrou enquanto beijava meu pescoço e minha barba

— Oi, Jane — Eu respondi tentando recuperar o fôlego e desabotoando seu sutiã. Ela parou de me beijar e puxou minha cabeça, me olhando com seus penetrantes olhos verdes no fundo dos meus olhos

— Posso dormir na sua cama hoje?

Não pude não sorrir e a peguei pelos braços.

— Seu desejo é uma ordem. — Disse adentrando no meu quarto pouco antes de jogá-la em cima da cama. Ela sorriu de volta pra mim e me pegou pelo pescoço, me dando mais um beijo.

Nos deitamos e ela tirou sua blusa, jogando-a junto com o sutiã pra longe. Eu retirei apenas a bermuda que eu estava e a camisa e ela logo voltou a me abraçar. Trocamos beijos e carícias e ela voltou a beijar meu pescoço, dessa vez mordendo meu queixo.

Resolvi provocá-la e coloquei sua calcinha de lado, não demorou para que eu sentisse a umidade que havia dentro dela. Ela se contorceu com meu primeiro movimento dentro dela e eu sorri. Ela mordeu meus lábios e voltou a me beijar. Meus movimentos se intensificavam ainda mais. Eu queria escutar sua voz, tinha sentido falta dela o dia todo. Eu precisava escutá-la, principalmente dizendo meu nome. Não demorou e ela começou a interromper nossos beijos entre gemidos, meu sorriso era de pura satisfação. Ela me olhava no olho apesar de tudo, tentando não se render ao desejo que já estava nítido no movimento do seu corpo. Ela se contorcia a cada vez que eu intensificava meus movimentos, até que ela agarrou meus braços.

— Por Deus, Weller… — Ela disse entre suspiros. — Eu preciso muito de você. — finalizou mordendo os lábios e olhando pra mim. Parei meus movimentos e tirei meus dedos de dentro dela.

— Eu preciso escutar mais alto o que você disse. — Eu disse tirando a cueca e me posicionando de frente pra ela, beijando-a e mordendo seus lábios vermelhos

— Eu preciso de você. — Ela disse em alto e bom som, até que eu entrei dentro dela e ela deu um suspiro forte. Trocamos sorrisos até que eu passei a entrar e sair de dentro dela numa velocidade enorme. Já estávamos suados e o cheiro do seu suor era tão bom. Enquanto entrava e saia de dentro dela, escutando o agradável som de seu gemido no meu ouvido, eu lambia sua pele, precisava sentir seu gosto. Ela despejou seu sabor por entre nós, mas continuava rebolando alucinadamente pra mim, enquanto gemia e mordia forte meu pescoço. Naquele momento eu não pensava muito nas marcas, eu só queria sentir todo seu sabor, sua força, nossos sentimentos. Jane me alucinava. Depois de muitos movimentos, eu despejei todo meu sabor dentro dela. Ela me olhou sorrindo, mas continuou rebolando pra mim. Eu queria muito sentir seu sabor. Trocamos mais beijos e ela ainda parecia sedenta. Beijei suas tatuagens e sua barriga, até chegar entre suas pernas. Seu sexo estava tão molhado, mas ao mesmo tempo tão quente. Coloquei minha cabeça entre suas pernas, e ela entrelaçou minha cabeça em suas coxas. Me deliciei por minutos até ela se contorcer novamente, dessa vez segurando minha cabeça por entre suas pernas com suas mãos. Seus gemidos tomaram conta de todo o quarto e eu finalmente senti seu sabor em meus lábios.

Ficamos ofegantes por um tempo apenas um olhando pro outro. Ver seu sorriso era uma das coisas que mais me faziam sorrir.

— Desculpa. — Eu disse olhando em seu olho e entrelaçando nossas mãos. — Por ter feito você evitar esse sorriso por tanto tempo.

Ela rechaçou. Antes porém dela falar qualquer coisa eu continuei.

— Ter feito você evitar esse sorriso também me fez evitar vários dos meus, Jane.

Ela sorriu com sinceridade. Tomamos banho e deitamos juntos. Ela parecia tão distante no pensamento, porém. Me reencostei em seu corpo.

— Pensando em algo? — Perguntei tentando tirar toda a preocupação de sua cabeça.

— Você. — Ela respondeu com um meio sorriso e me deu um selinho. Sorri de volta — Não tem medo do que pode voltar a acontecer conosco por conta disso tudo?

— Não tenho medo de nada que me leve a você. — Respondi com toda sinceridade do meu coração. Ela me abraçou forte e ficamos ali abraçados. Aquela foi uma das noites mais confortáveis dos últimos meses.



Notas finais
Capitulo especial dedicado a Ana, pois ela comentou que adorou muito, e minha doce Lisi, por sempre se empolgar pois seus comentários me fazem muito bem! Vocês tem um cantinho no meu coração! Se você quer um cantinho aqui ♥ também (não que seja grande coisa, hahaha) comente! ♥ ♥ Espero que tenham curtido!