Make it to me

3 Sweet dreams dancing with reality


Notas iniciais
Mais um pouquinho de açucar pro nosso casal mais doce e fogoso ♥ Espero que gostem. Ainda essa semana teremos o próximo capítulo!

— Senti falta de tocar em você — Foi a primeira coisa que escutei da boca de Kurt depois que nos abraçamos ainda tremendo de prazer

Eu o abracei mais forte e encostei nossas testas. Era tão bom sentir sua presença, sua força. Meus olhos estavam fechados sentindo tudo aquilo quando eu abri ao escutar sua voz.

— Também senti falta de tocar em você — Respondi com um sussurro e beijei seu ouvido

Ficamos nos olhando por um tempo apenas absorvendo aquilo tudo que tinha acontecido. Depois desse últimos mês eu não esperava que Kurt me perdoasse e hoje ele estava ali, pra mim, me perdoando. Antes mesmo que eu me perdoasse. Ele havia sido mais fiel a mim que eu estava sendo a mim mesma e isso era tão contemplativo.

— Obrigada por me perdoar — completei em um sussurro e depois beijando seu nariz

Ele me jogou de volta no sofá, me tirando de seu colo e me deitando, mas logo veio novamente com seu corpo pra cima do meu

— Desculpa por não ter te protegido — ele disse e eu coloquei as mãos em seus lábios, dando mais um selinho nele

— Eu é quem devia ter te pedido isso, por causa de Cade — disse olhando em seus olhos

— Melhor eu do que você — ele finalizou e voltou a me beijar

Sentir seu toque era tão estremecedor. Era como alcool em meio a um incêndio. Por mais perto que estivesse nossa pele e mais intenso que tivesse nosso beijo ainda não parecia suficiente. Não depois de tanto tempo se desejando, não depois de meses tendo trocado apenas dois beijos. Tínhamos tanto a dar um ao outro que tempo ou fôlego algum era suficiente. Seus lábios voltavam a trilhar meu pescoço e o arrepio era inevitável com roçar de sua barba em mim. Meu corpo já estava procurando inquietamente por mais contato quando seus lábios percorriam meus seios e seu telefone tocou. O comando de voz disse que era Tasha. Olhamos um pro outro numa pausa já sem fôlego.

— Preciso atender. — Ele disse já saindo de cima de mim

— Mesmo? — Perguntei necessitada dele e ele riu, colocando as mãos em meus lábios para que eu calasse. Ele colocou no viva-voz

Kurt, você já tem notícias da Jane? — Ela perguntou preocupada. Não pude não sorrir ao perceber sua preocupação

Sim, ela está bem, só estava com enxaqueca. Eu fui ao seu quitinete e dei um remédio a ela — nesse momento ele me olhou com um riso malicioso e eu segurei o riso — então agora ela já deve estar melhor, ela disse que ia dormir

Por que você não me ligou? Você voltou a falar com ela? — Tasha perguntou astuciosa como sempre

Talvez — ele disse agora segurando o riso

Já era tempo — ela respondeu rindo e completou — e beijar ela, quando você vai voltar a fazer?

Tasha! — Kurt disse alto e ela riu

Ok. Amanhã eu vou lá saber como ela ta. Se cuida. — Ela disse e desligou

Ele riu e veio em meu sentido

— Talvez? — Eu perguntei em um tom sarcástico e ele me jogou de volta a posição que estávamos antes. Entrelacei uma de minhas pernas ao seu corpo enquanto ele voltava a me beijar

— Talvez eu já tenha falado muito, e agora não quero falar — ele disse chupando um de meus seios e me fazendo arrepiar — agora eu quero só agir.

Ele beijou e lambeu todo o meu corpo até que voltamos a nos beijar e eu passei a saborear seu corpo. Já estávamos em puro êxtase quando nossos olhos se reencontraram. Acabamos rolando do sofá pro tapete e depois de muitos movimentos Kurt estava novamente dentro de mim. Um incêndio provavelmente seria mais fácil de controlar que nós dois naquele momento. Meu corpo se perdia entre desejo e prazer e cada vez que ele entrava em mim era um ápice novo de prazer que eu sentia. Passei a gemer ainda mais quando ele puxou meu cabelo pela nuca e lambeu meu pescoço. Eu mordia, mas isso só dava mais força para seus movimentos. Depois de pingarmos de suor, uma onda de prazer tomou meu corpo e sentindo ele estremecer Kurt aumentou seus movimentos.

Eu via estrelas em um céus azul diante dos meus olhos. Eram os olhos de Kurt e as sensações que seu corpo havia me dado. Passei a rebolar pra ele, pois apesar de saciada eu precisava compensá-lo. Não demorou muito para que suas mãos fossem a minha bunda e suas pernas começassem a se contrair. Intensifiquei ainda mais meus movimentos e ele começou a gemer e a me puxar pra ele de forma mais forte. Alguns segundos depois estávamos inundados um dentro do outro, suados e deitados no tapete um em cima do outro. Apenas nossas respirações poderiam ser ouvidas. Trocamos olhares e não podíamos deixar de sorrir. Ele puxou minha mão e entrelaçou nossos dedos, e ficamos olhando para nossas mãos enquanto contemplamos a presença um do outro.

— Estou com fome — eu finalmente disse

— Tem alguma coisa aí? — ele perguntou me olhando de lado

— Pizza congelada, talvez?! — eu completei numa afirmação não muito convincente, pois sabia que ele não ia gostar

— Você podia parar de se alimentar tão mal, sabia?

Eu me levantei e vesti minha calcinha, acompanhada de sua camisa cinza

— Talvez — respondi depois de alguns minutos quando ele estava se vestindo

— Não. Você vai parar de se alimentar tão mal. Vou pedir alguma comida pra nós. Quem sabe assim você para de comer massa.

Eu o olhei e não pude não rir. Ele me olhou sério.

— O que foi? — Ele perguntou achando que tinha algo de errado. Não pude não rir.

— Agora você também é meu nutricionista. — e foi a vez dele rir

— Larga de ser chata e liga pra esse número. Dois pedidos a moda da casa e você passa o endereço.

Liguei e pedi. Nos sentamos no sofá para esperar. Minhas pernas estavam sob as suas, minhas mãos em seus braços e sua mão estava acariciando sua nuca. Acabei me aconchegando em seus braços em um abraço de lado.

Comecei a pensar novamente na equipe, em como fazê-los me perdoar não seria tão fácil. Eu e Kurt éramos apaixonados um pelo outro, então foi fácil contornar tudo isso, mas e Patterson? E Tasha? E Reade, principalmente?

— Você acha que eles vão me perdoar um dia? — perguntei em voz baixa pro Kurt, sentindo a dor do meu erro

— Jane… — Kurt disse no tom que eu mais gostava de escutar, o tom compreensivo — as meninas já te perdoaram. Você acha que Tasha me ligou por mim pq? Você acha que Patterson lhe presenteia com outras coisas só pra te distrair? Tasha já te perdoou, ela só teme um pouco por você mesmo temer… E a Patterson acredita muito em você, mas ela quis dar seu espaço, está esperando você se perdoar pra poder se aproximar mais. Reade é que, você sabe… — ele finalizou com um meio sorriso.

A campainha tocou e era a comida. Comida tailandesa. Uma mistura de carne com um molho de pimenta e muita verdura. Fomos a mesa nos servir. Eu sentei e Kurt me serviu. Eu porém estava voltando a ficar distraída pensando na equipe. Kurt beijou minha testa.

— Vai ficar tudo bem. — Ele disse tentando me reconfortar.

Dei um meio sorriso pela sua crença, mas não compartilhava do mesmo sentimento. Comemos falando sobre qualquer coisa aleatória. Eu estava com sono, mas não cansava de olhar para ele. Estava lutando contra mim mesma para não dormir. Não queria acordar. Tinha medo. Medo de acordar e Kurt voltar a não falar comigo, a relembrar de todas a mentiras, a se arrepender.

Nos levantamos e ele recolheu o lixo, indo lavar as louças. Eu disse que não precisava, mas ele insistiu. Me sentei novamente na mesa e o fiquei observando lavando as louças. Como eu gostava dele. Era inexplicável.

— Você já vai pra casa? — Perguntei e ele se virou para me olhar

— Já? — ele disse com um sorriso no rosto

— É… — respondi abaixando a cabeça — eu… não queria que você fosse

Ele deu mais um sorriso, dessa vez enxugando as mãos e me abraçando por trás, dando um beijo em meu rosto

— Nós estamos sendo vigiados — ele disse com uma ponta de tristeza — Algumas vezes alguém vem aqui de madrugada, ou vai no meu apartamento e não quero complicações para nós agora. Eu não posso ficar aqui com meu carro lá fora.

— Tenho medo de você relembrar das mentiras amanhã quando acordar e voltar a me odiar — eu disse sendo sincera e mostrando meus medos a ele

Ele me beijou e me abraçou

— Nem nos nossos piores dias eu consegui odiar você

Nos beijamos mais um pouco, nos separando apenas quando o ar se fez necessário

— Assim você não está me deixando ir… — ele disse num tom risonho. Ri junto.

— Essa é minha ideia…

— Jane… — Ele disse num tom mais forte e eu segurei o riso

— Ok, então. — Eu disse dando um sorriso meio falso. — Posso ficar com sua camisa? Preciso do seu cheiro

— Como eu vou pra casa? — Ele perguntou rindo

— Você ta de carro, ta tarde e não é tão longe, tem como ir sem camisa

Ele riu.

— Ok. Mas tem que me entregar algo que tenha seu cheiro também. — Ele disse entrando em meu jogo.

Fui até o quarto e peguei meu lençol, ainda amassado. Entreguei em suas mãos.

— Ótimo saber que vou dormir com seu cheiro hoje — ele disse rindo, depois me deu mais beijos, dessa vez mais lentos, até que eu o levei a porta. Ele me encostou na porta e me deu mais um beijo.

— Eu preciso te expulsar ou teremos problema… — eu disse e ele riu

— Amanhã estou de volta. — ele finalizou, me dando mais um beijo — aí eu vou gostar de ter problemas.

Ri e ele se foi. Tomei banho e me deitei, vestindo sua camisa novamente. O cheiro de sua camisa veio a mim. Sorri ao lembrar da noite, chorei de felicidade depois de dias e finalmente consegui dormir sem ter pesadelos.