Notas iniciais
Pessoal desculpa a demora. Mas, a vida está bem corrida. Segue novo capítulo. Boa leitura Beijos

O único barulho depois disso foram às respirações pesadas dos dois. Ela se pôs a acariciar o cabelo dele ternamente, que desfrutou do carinho por tempos, até erguer o rosto, selando os lábios com os dela. Ele riu de leve. Ela apanhou uma mão do cabelo dele, puxando-o.

– Seu cangaceiro, bode velho. Condenou, e ele riu – Eu te amo seu jumento. O sorriso de Zé nesse momento parecia que ia ultrapassar todas as barreiras possíveis. Ele não esperava ouvir aquelas palavras dela.

– Me promete uma coisa Marta? Perguntou olhando fixamente nos olhos da imperatriz. Ela assentiu olhando para ele. Nunca mais diz que não me quer. Falou com os olhos cheios de lágrimas.

– Zé... eu... Falava Marta olhando fixamente para o homem de preto e passando as mãos no rosto do comendador secando as lágrimas que corriam ali.

– Fala meu amor... Me diz que você não vai me deixar nunca. Fala José Alfredo suplicando a mulher. Com um olhar tão entregue, sem defesas que a imperatriz nunca tinha visto.

Ding! dim! plim! trim!

– Ai quem será um hora dessa?! Fala José Alfredo revoltado colocando o roupão e indo abrir a porta indignado seguido por Marta.

– Boa noite. Senhor José Alfredo Medeiros? Fala o policial

– Sim sou eu.

– O senhor está preso por Estelionato (171, “caput”, CP). Queira nos acompanhar. Fala o policial deixando o comendador e a Imperatriz atônitos.

– Tudo bem! Deixa eu só vestir uma roupa. Marta meu amor. Vem aqui comigo. Fala Zé chamando a atenção da mulher que estava em choque com aquilo tudo.

– Ham... Sim... Vamos. Os senhores podem sentar aí. Fala Marta apontando para o sofá.

– Marta meu amor... Eu preciso que você se acalme. Tudo vai dar certo. Nós sabíamos que isso iria acontecer uma hora ou outra. Fala Zé com as mãos no rosto da amada. Que a essas alturas estava derramado em lágrimas.

– Ai meu Deus Zé... Fala Marta dando um beijo no comendador.

Zé Alfredo desce e é acompanhado pelos policias ele chega na porta olha para Marta e balbucia um eu te amo para ela.

Em seguida, da partida de José Alfredo Maria Marta liga para o Doutor Merival.

Ligação on...

Marta você me ligando uma hora dessa?! O que aconteceu? Fala Merival já prevendo que tinha acontecido algo.

– Eu não posso falar agora. Eu preciso que você venha imediatamente para a casa de Petrópolis. Fala Maria Marta nervosa.

– Certo. Eu estou aqui em Petrópolis mesmo... Então em cinco minutos eu estarei aí. Fala Merival encerrando a ligação.

Nesses cinco minutos a imperatriz andava de um lado para o outro. Até que é tirada dos seus devaneios pelo toque da campainha.

– Doutor Merival que bom que o senhor já estava aqui. O José Alfredo foi preso por forjar a própria morte. Fala Marta de uma só vez.

– Marta deixa eu te explicar a “Infração pode existir não pelo simples fato de se “fingir” de morto, como criar uma série de “evidências” de suicídio no mar, por exemplo, com bilhetes, gravação de mensagens acerca desse suposto propósito, e um barco à deriva em região perigosa, para depois “desaparecer” no mundo: tudo levaria a crer que a pessoa tirou a própria vida. Ou simular que está sendo ameaçado, e tecer uma trama para “evidenciar” que teria sido realmente sequestrado e morto.

Crimes podem existir dependendo da finalidade do agente com essa trama, e da maneira pela qual essa simulação se desenrola. Se obtiver vantagem em prejuízo de alguém para não pagar dívidas, por exemplo, o crime é estelionato (171, “caput”, CP). Eventualmente, crime contra a Previdência (ex. art. 171, § 3º). Se destruir ou ocultar coisa própria com o intento de receber valor do seguro, ao mesmo tempo em que simula a própria morte, ocorre também uma modalidade de estelionato (art. 171, § 2º, V, CP). Havendo falsificação de documentos, o crime é contra a fé pública: falsidade documental material (art. 297, art. 298, CP), ideológica (art. 299, CP), de certidão (se um médico atesta falsamente o óbito, se há ajuda de funcionário público para isso etc).”

– Ai meu Deus Merival temos que agir logo. Eu quero o Zé fora da cadeia o mais rápido possível. Fala Marta olhando fixamente para o advogado. Não economize em nada e p senhor será muito bem recompensado.

– Tudo bem Marta eu faço isso por você. Fala Merival saindo.

Enquanto isso com Maurílio...

– Uma hora dessa aquele comendadorzinho de merda deve está sendo preso. Fala gargalhando Maurílio.

– Maurílio quando ele descobrir que foi você que o denunciou ele vai querer te matar. Fala Daniele alertando o marido.

– Que nada... Se a justiça nesse país ele não sairá tão cedo daquela cadeia. Vamos brindar a isso Daniele. Fala Maurílio levantando a taça.

– Maurílio eu não sei não. Acho que estamos comemorando muito antes da hora. Tentava Daniele.

– Para de ser estraga prazer meu amor. Vamos comemorar a nossa primeira vitória. Fala ele batendo sua taça na de Daniele.

De volta a Maria Marta...

Aí Zé tudo dará certo e nós ficaremos juntos... Eu não consigo ficar longe de você seu bode velho. Fala Marta secando uma lágrima que descia dos seus olhos.

Pov on Maria Marta

Sua barriga está enorme. – Disse José Alfredo, deitado. Marta estava recostada em travesseiros (N.A. A cama estava cheia de travesseiros que o comendador tinha colocado. Pra a cabeça a dela, os pés, as costas, enfim.), e ele deitado com a cabeça na barriga dela fazendo carinho – E mal tem cinco meses. – Disse, acariciando-a – Oi, meu herdeiro.

– Ele não te ouve Zé. – Disse, acariciando a cabeça dele.

– É claro que ele ouve, não diga tolices. Ele reconhece o pai. – Ela riu de leve – Você me ouve, não me ouve, garotão? – Mimou, acariciando a barriga dela.

– Garotão. – Observou, sorrindo a imperatriz – Eu nunca vi ninguém com uma barriga tão grande, tão rápido. Deve ser sinal que ele é saudável e bem cuidado o nosso príncipe. – Disse, satisfeita.

– Então é melhor assim. – Disse o comendador, virando o rosto pra beijar a barriga dela – Eu preciso ir. – Disse, desgostoso – Quer que eu mande trazer seu café aqui?

– Quero sim. – Disse, manhosa – Meus pés doem. – Marta fez bico, e ele beijou o bico dela.

– Mandarei trazerem uma compressa. Está tudo bem? – Ela assentiu, sorrindo – Me sinto mal de deixá-la só, mas tenho que cuidar da construção do nosso reino.

– Só? Que bobagem sua. – Disse, com uma careta de deboche – Não te contaram? Eu estou montando o quarto do nosso herdeiro com uma comitiva. – José Alfredo riu. – Assim que saíres este quarto estará um inferno, creia. – O comendador sorriu, beijando-a levemente em seguida, repetidas vezes.

José Alfredo se levantou, indo pro banho. A imperatriz ficou, fazendo carinho na barriga. Estava tão feliz que nem podia calcular! Seu bebê era saudável, seu marido a amava… A vida fora doce com ela. Ela relaxou, ouvindo a água caindo no chuveiro, então se levantou, tirando a camisola (com dificuldade). José Alfredo não viu quando ela entrou no Box. Estava de olhos fechados, a água caindo em seu rosto, descendo livremente por seu peito. Então ela o abraçou por trás, dando-lhe um beijinho no ombro.

– Ei. Isso é invasão – Disse, sorrindo, se virando pra ela – Vai acordá-lo com a água fria. – Repreendeu.

– Continuará dormindo, não seja turrão. – Disse, abraçando-o. A barriga entre os dois era um lindo empecilho, mas ele a acolheu, beijando-lhe a testa. – O que vai fazer hoje?

– Vou resolver essas coisas e volto para ficar com vocês dois. Falou o comendador beijando-a em seguida.

Pov off Maria Marta...

A seu bode velho como eu te amo! Fala imperatriz indo se vestir para ir ver a situação do marido.

Notas finais
Digam o que acharam... Até o próximo Beijos