Notas iniciais
Gente ainda não estou recuperada daquele beijo. Que cena forte a de Malfred hoje. Segue novo capítulo... Digam o que estão achando.

– Tudo bem meu pai eu entendi, mas o que vamos fazer agora? Perguntava Cris tentando ajudar o pai a resolver esse impasse.

– Eu vou pensar uma forma de adiantar esse negocio e vamos livrar a Marta desse casamento sem um pingo de noção. Afinal, ela é uma mulher casada. Falava com convicção José Alfredo.

– Tudo bem meu pai... Agora eu tenho que voltar pra Império. Beijos. Fala Cris indo dar um beijo no pai.

– Beijos... Até minha filha. Fala o Comendador se despedindo da filha.

Enquanto isso na casa do Medeiros de Mendonça e Albuquerque...

Marta termina seu banho e vai deitar e as lágrimas que ela tinha segurado o dia todo cai dos seus olhos sem que ela pudesse controlar. Ela chora lembrando tudo desde o dia que foi pedida em casamento por ele.

Pov on Maria Marta

–Não sou homem fino, não sou educado... Não tive berço, eu sou só um contrabandista. Mas fique você sabendo que eu não vou ser pra sempre isso não. Quero que as pessoas me olhem, me admirem, quero que as pessoas saibam que eu valho mais que os diamantes da terra, todos juntos. Não sou só um zé ninguém que deu sorte na vida não, quero que me tratem como eu mereço. Feito um rei. Eu sei que vou ter que subir e descer daquele monte mil vezes pra então fazer o que eu quero. Mas não duvide nem por um segundo que eu vou te dizer agora, vou construir um reino, e logo você, paulista quatrocentona cheia de sobrenome diz que tá esperando um filho meu, esse filho poder seu herdeiro... O dono do meu reino. E pra isso a mãe dele não podia ser nada menos do que uma rainha. Falava o Comendador olhando em seus olhos.

Pov off Maria Marta

Sim eles tinham construído o reino. Sim eles tinham sido muito felizes, quase explodiram de tanta felicidade, mas haviam se perdido no meio desse caminho. Ela com medo de ser abandonada por ele, pois ele vivia procurando carinhos em outros braços. Não tinha se dado conta que foi com seu golpe que realmente o afastou.

O orgulho daquele nordestino arretado era muito grande para procurar compreender os seus motivos e entender que ela já tinha se arrependido e procurava uma forma de consertar aquilo. Mas, nesse meio tempo ela a exilou em Petrópolis e eles se distanciaram mais. Quando ela realmente se decidiu para voltar a distancia entre eles já estava maior ainda.

E com isso, tinha aparecido a franga ruiva. Aquela que fazia com que o ego daquele homem inflamasse, pois era a conquista para ele. Namorar com uma menina cheia de viço e principalmente uma forma de castigá-la mais.

Essa volta dela foi marcado por uma corrida de cão e gato. Eles viviam em pé de guerra. Cada hora se provocavam mais e ele não perdia a chance de humilhá-la. Como pensar em tudo isso pesando com os momentos felizes que já tinham vivido doía. E foi em meio a esses pensamentos que ela adormeceu.

Enquanto isso em Santa Teresa...

Josué acabava de chegar da mansão e foi ver se o Comendador precisava de algo. Ele vai em direção ao quarto. Quando recebe uma ligação.

Ligação on

Oi... Boa tarde! Algum problema. Perguntava assim que atendeu ao telefone

– Oi. Boa. Não eu só liguei para saber o Zé está precisando de algo? Ou se aconteceu algo com ele, pois o achei estranho mais cedo quando nos falamos. Tentava soar normal a ninfeta.

– É...Que eu saiba está tudo normal D. Maria Ísis. O comendador só está resolvendo uns problemas da Império. Respondeu Josué omitindo a parte da Imperatriz.

– Tudo bem Josué obrigada. Vou voltar a trabalhar agora. Tchau.

– Tchau... Bom trabalho. Encerrava a ligação

Josué, enfim bate na porta. Quando escuta um “entre” ela a abre e encontra o comendador sentado na cama com uma cara não muito boa.

– Tudo bem comendador?! Falava o motorista encarando o homem a sua frente.

– Josué... Como está a Marta? Ela ficou bem em me reencontrar. Perguntava o Comendador numa urgência e sem disfarçar sua ansiedade.

– Ah sim... Ela foi daqui para casa com um olhar perdido parece que estava digerindo tudo que aconteceu. E também me agradeceu por ter ajudado o senhor nesse momento que mais precisaste e que ela não pode estar. Falou o homem relembrando as expressões da Imperatriz.

– Humm... Bem típico da Marta mesmo... Mantendo sua pose de pessoa inatingível. Aquela pessoa forte. Que só deixou cair aquela pose quando pensou que eu estava morto. Que foi quando confessou seu amor por mim. Falava Zé com um sorriso de canto lembrando-se de sua esposa.

– É comendador... Quem me ligou agora a D. Maria Ísis. Queria saber se estava tudo bem com o senhor. Informou o fiel escudeiro.

– Uata rell. Mas, eu já disse a Maria Ísis que hoje eu não poderia vê-la, mas que coisa. Falava o homem se exaltando e deixando Josué surpreso com aquela reação do comendador em relação a sua amante.

Eles terminam de conversar e com isso passa-se dois dias desde a conversa entre o Comendador e a Imperatriz.

Marta está descendo as escadas para ir pra empresa quando recebe uma ligação de um número desconhecido. Ela fica tentada a não atender, mas sua curiosidade é mais forte e ela resolve ceder.

Ligação on

Alô. Atendeu ela com sua voz forte e decidida.

Marta... Sou eu! Preciso falar com você urgentemente. Falava o Comendador tentendo disfarçar sua ansiedade.

– Ah... Eu estou ocupada agora. Estou indo pra Império. O Maurílio está me esperando lá, pois vamos sair para resolver alguma coisa do casamento. Informava a Imperatriz.

– Shit Marta! Eu não quero saber disso. Preciso falar com você urgente e estou lhe esperando. Manda esse infeliz pipocar nos infernos. Você vai vim? Falava já se exaltando o Comendador com a menção do nome do Maurílio.

– Tudo bem eu vou, mas não poderei demorar. Fala Marta

– Aqui a gente resolve isso! Beijos... Estou te esperando Marta. Fala desligando a ligação o comendador.

Ligação off

Eu hein... O que esse homem quer agora? Mas, é melhor eu ir de táxi. Marta assim faz dispensa Briguel e liga para um táxi e segue para Santa Teresa.

Chegando lá ela é recebida por Manoel.

– Bom dia Imperatriz. O homem está esperando a senhora já. Informava Manoel.

– Bom dia. Muito obrigada. Estou indo lá. Falava Marta indo em direção ao quartinho que estava seu marido. Chegando ela bate na porta. Quando escuta um entre. Ela abre a porta e entra.

– Milagre é esse Maria Marta Medeiros de Mendonça e Albuquerque batendo na porta? Procurava uma graça Zé Alfredo. Recebendo um olhar feio da esposa.

– Você me chamou aqui para procurar graça foi José Alfredo, pois se é assim eu já vou dando meia volta. Pois, não estou com paciência para gracinhas. Responde a mulher colocando a mão na cabeça, pois não estava se sentindo muito bem.

– Marta... Você está bem? Você está branca feito papel. Falava o Comendador preocupado e se aproximando da mulher.

– Não... Eu não estou muito bem. Esses tempos não tem sido fáceis. Falava a mulher ficando tonta.

– Marta vem aqui. Deita aqui. Falava Zé ajudando ela a deitar.

– Não precisa. Eu estou bem! Falava ela tentando soar convincente

– Maria Marta para com isso, eu estou vendo que você não esta bem. Fala o Comendador tirando os saltos da esposa para que ela possa ficar mais a vontade.

– Obrigada. Fala ela colocando a cabeça no travesseiro e sentido o cheiro do seu comendador.

– Vou buscar um copo de água pra você. Fala ele indo buscar e voltando em seguida, e entregando o copo a ela.

– Marta você anda se alimentando direito. Estou achando você mais magra. Falava preocupado o Comendador

– É mais ou menos. Com a sua “morte” eu não conseguir comer e dormi direito e agora com esse casamento próximo pior ainda. E para completar você me aparece vivo. Foi muita coisa para minha cabeça. Falava Marta fechando os olhos.

– Dorme um pouquinho eu vou está aqui protegendo você. E quando você acordar eu vou mandar buscar algo para você comer. Falava o Comendador colocando a cabeça de Marta em seu colo e fazendo carinho.

– Eu não vou começar sarapatel não viu. Falava Marta rindo e pegando no sono.

– Dorme Marta... Você é demais Maria Marta. Falava ele olhando para o rosto dela e fazendo carinho.

José Alfredo estava ali velando o sono da Imperatriz que parecia que estava tirando o atraso desses dias de insônia, de dor e pressões. Quando o celular da mesma começa a tocar. Nesse momento, faz uns múrmuros e o comendador trata de pegar o celular da mesma para desligar antes que ela acorde com o barulho.

– Uata rell. O que esse infeliz quer ligando para minha mulher? Ai se eu pudesse atender você ia ver seu infeliz. Fala o comendador desligando o celular.

Quando ele decide ligar para Josué.

Ligação on

Fala patrão. Algum problema? Pergunta o motorista assim que atende.

– Hum... Problema algum Josué. Eu só quero que você passe em uma delicatessen e compre aquelas coisas que a Marta gosta aqueles pães cheio de viadagens, frutas, sucos essas frescuras que ela adora. Falava o Comendador alisando o cabelo da imperatriz.

– E é para eu entregar lá é? Perguntava Josué sem entender nada.

– Não! É para você trazer aqui, pois ela está aqui. E agora adiante. Tchau!

– Tchau. Daqui a pouco chego aí. Falava já desligando o motorista.

Ligação off

José Alfredo fica ali alisando o cabelo de Marta e pensando em tudo que já viveram. O quanto se amaram e o quanto se machucaram. E naquele momento ele decide que fará as coisas diferentes dessa vez.

– Ah Marta! Tudo será diferente a partir de hoje. Nossa vida vai entrar nos eixos.

Notas finais
Espero que tenham gostado Amanhã tem mais. Comentem. Beijos