Notas iniciais
Aqui super decepcionada com Império, mas vamos lá. Segue novo capítulo E esse é uma conversa entre o Comendador e a Imperatriz. Espero que gostem... Beijos.

José Alfredo fica ali alisando o cabelo de Marta e pensando em tudo que já viveram. O quanto se amaram e o quanto se machucaram. E naquele momento ele decide que fará as coisas diferentes dessa vez.

– Ah Marta! Tudo será diferente a partir de hoje. Nossa vida vai entrar nos eixos.

Ele a cobre, pois percebe que ela está sentindo frio e ali fica velando o sono da imperatriz. Passa-se meia hora e Josué bate na porta e entra. Quando ele olha para aquela cena ele fica meio perdido, pois não entendia que capítulo da novela ele tinha deixado de assistir.

– Está aqui comendador o café para D. Marta. Falava Josué ainda perplexo com a cena a sua frente, pois não era algo que ele pensava em presenciar.

– Viu Josué obrigado. Coloca na mesinha ali. Falava o homem de preto.

– A D. Marta tem alguma coisa? Perguntava o motorista ainda meio tonto.

– Não estava se sentindo bem. Estava tonta e pálida. E sem dormi direito. Mas, você já pode ir. Informava José Alfredo.

– Tudo bem. Qualquer coisa é só chamar. Falava se retirando Josué quando é interrompido pelo imperador.

– O Josué na hora de levar a Marta eu te chamo. Tchau. Avisou José Alfredo.

Passou mais meia hora e Marta começou a acordar. Ela começa a se espreguiçar e estranhar o local que está. Quando ela olha pra cima se assusta em ver o comendador e perceber onde estava deitada. E com isso, ela dar um pulo levantando com tudo e ficando tonta.

– Ai que susto! Fala ela com a mão no coração.

– Calma Marta... Você está melhor? Pergunta preocupado o Comendador.

– Estou sim, mas que horas são? Eu preciso ir embora o Maurílio vai encher minha paciência. Falava Marta se levantando quando é puxada pelo braço pelo comendador.

– Acalme-se Marta... Você não vai sair daqui agora. Nós vamos conversar. Temos muitas coisas para esclarecermos. Falava ele olhando fixamente para sua mulher.

– Hum... Tudo bem. Pode falar de uma vez o que tanto quer falar comigo! Falava Marta se ajeitando na cama e olhando intensamente para o homem.

– Certo, mas primeiro você vai se alimentar. Fala o Comendador pegando a cesta do café da manhã e entregando a Imperatriz.

Marta nesse momento não consegue disfarçar um sorriso que brotou em seu rosto por conta daquele gesto do marido. Ela estava comendo quando diz:

– Você não quer não Zé? Está tudo uma delicia. Falava Marta se deliciando com a comida.

– Eu já tomei café, mas vou tomar um suco para te acompanhar. Fala ele pegando o suco.

– Mas, pode ir falando... Falava ela olhando para ele.

– Marta que história é essa que você tem que casar com o Maurílio? Falava com uma cara emburrada o comendador.

­ – Depois da sua morte e do roubo do nosso dinheiro. Tudo se complicou não tínhamos mais dinheiro em caixa e não podíamos perder o Império. Eu vendi todas as minhas joias e a casa de Petrópolis, mas mesmo assim só dava para aguentar um mês das nossas contas. Com isso, o Maurílio chegou alegando que tinha direito aquela fortuna e que tinha capital para investir, mas a condição para fazer isso era que me casasse com ele. Falava Marta com ódio nos olhos em lembrar disso.

– Mas, porque você aceitou Marta? Por que não bateu o pé e disse que era uma mulher casada e que não aceitaria essa palhaçada. Falou o Comendador revoltado e olhando fixamente para a mulher.

– Não sei se o senhor se lembra de que com sua “morte” eu sou viúva e também a Império era sua vida e eu não queria destruir isso. Era uma forma de estarmos ligados a você. Por isso, eu aceitei era a única forma de salvar o nosso Império.

– Oh Marta eu te peço desculpas por tudo. Eu não queria ter causado isso. Mas, era a única solução para não perdemos tudo e eu ser preso por trafico de diamantes. Falava Zé Alfredo passando a mão no rosto da mulher por onde desciam lágrimas.

– Tudo bem não quero mais falar disso. Pelo menos não agora. Informava Marta.

– Certo... Mas, vamos resolver isso. E tirar esse infeliz da nossa vida, pois você já é casada e não pode casar de novo.

– Certo, mas quando isso acabar eu vou te dar o que você sempre quis. Falava Marta

– O que? Perguntava Zé sem entender.

– O divórcio! Você poderá se casar de verdade com a Maria Ísis. Assim, que fizermos isso assinaremos o divórcio e eu me mudarei. E cada um seguirá suas vidas. Falava Marta com convicção.

– Que palhaçada é essa Maria Marta?? Que história de divórcio? Eu não estou falando isso?! Exaltava-se o Comendador.

– Mas, eu estou falando! Chega Zé! Eu cansei. Falava a Imperatriz levantando e andando de um lado para o outro.

– Não entendo isso agora? Eu sempre te pedir o divórcio e você nunca mais nunca quis me dar. E agora de uma hora para outra você quer assinar? Não dar para entender! Levanta exaltado também o Comendador.

– Não consegue entender Comendador José Alfredo Medeiros... Então eu vou te explicar. Eu sofri feito uma condenada com sua “morte”. Você não tem ideia do quanto chorei do quanto desejei que estivesse vivo. Pra depois eu descobri que você estava vivo e que você contou a sua amante, quer dizer ao amor da sua vida, a Cristina, seus amigos daqui e eu? E nossa família? Ficamos chorando. Comendo o pão que diabo amassou, enquanto, você estava namorando e vivendo um conto de fadas. Exalta-se Marta deixando as lágrimas finalmente cair. Nem ligando se estava sendo fraca na frente dele.

– Mas, Marta... Eu precisei fazer isso? Tentava explicar o comendador.

– Não tem explicação. Se você queria me ferir e me humilhar. Você conseguiu. José Alfredo você me destruiu, mas será disso que eu me reerguerei e serei feliz novamente. Eu também tenho direito de ser feliz. Falava Marta com convicção.

– Claro que tem Marta!

Nesse momento o comendador se aproxima dela e coloca as duas mãos em seu rosto e lhe beija. Marta no começo tenta resistir, mas ela sentia tanta falta daqueles lábios. Daquela pegada que só ela tinha que ela se entrega ao beijo colocando também as mãos no rosto do Comendador. Era um beijo que transmitia todos aqueles sentimentos que eles tentavam esconder que o homem pensava que não existia mais. Eles estão tão entregues naquele beijo quando são interrompidos por um grito.

– Zéééé...

Notas finais
Digam o que acharam. Beijos