Make Me Your Woman

8 I'm Not Yours


Notas iniciais
oi gente! não sei o que dizer bemm ... obrigada pelos reviews no capituli anterior, amei todos como sempre e obrigada pelas pessoas que favoritaram a fic hehe

(POV Elena)

Aquele cara era muito esquisito, tinha algo nele que eu reconhecia, mas não sabia o que. Ele olhava para os lados, meio que tentando se esconder. Usava óculos escuros, um chapéu e terno. Muito estranho.

– Thomas.

– Thomas? Nome legal. – Tentei puxar assunto. Oh Elena que grande maneira de puxar assunto.

– Obrigado Elena. – Ele sorriu. Chegamos a um apartamento gigante e logo o portão se abriu. Nós entramos. Thomas estacionou o carro.

O carro se trancou, então fiquei assustada. Nós vamos mesmo transar no carro? Ele não se movia, retirou o chapéu e logo os óculos. Espera! Oh meu... Thomas o cacete. Era o Damon!

– Damon?

– Surpresa. – Ele sorriu.

– Não pode ser de novo não! Não, não. Você é doido!

– Calma!

– Abre essa porta. – Falei tentando abrir a porta, praticamente arrombando a porta.

– Não, não enquanto nós não conversarmos. – Eu o olhei furiosa.

– Como me achou ali?

– Espera! Vou lhe responder assim que ficar quieta. – Fiquei quieta, e larguei a porta. – Bem, eu tinha ido a um bar e quando voltei, passei pela aquela avenida e te avistei.

– MENTIRA.

– Juro por Deus que estou falando verdade.

– E como ousa usar o nome de Deus nas suas invenções!

– Não estou mentindo, ok? Pra iria mentir? Perda de tempo.

– O que quer de mim? Por favor, não me venha com aquele papinho de que quer o que é seu, eu te enganei e bla bla bla... – Falei o imitando.

– Acertou.

– Você é psicopata, não pode ser! Porque não vai direto ao ponto invés de me enrolar o tempo todo? Quer uma diversão para pagar é falar.

– Não.

– Não estou dizendo que é doido? – Disse me virando para a janela.

– Elena, não acredito que achou que eu estava atrás de ti só para uma transa qualquer, eu consigo isso com qualquer uma daquela rua que você estava. Só quero um pedido de desculpas, apenas. – Eu fiquei perplexa.

– Desculpas? É só isso que quer?

– Sim.

– Desculpas então.

– Desculpas então...

– Desculpas então, eu não deveria ter feito o que fiz, eu estava apenas confusa com algo que ocorreu.

– Tudo bem, desculpas aceitas. Viu? O que custa?

– Tá tá taá, agora me leva embora daqui.

– Onde mora? – Ele disse ligando o carro.

–Não vou ficar na minha casa, vou ficar onde você me achou.

– O que? Não! Não mesmo!

– Ah! Não começa ok? Me leva logo.

– Para lá você não vai!

– Virou minha mãe agora é? Mas que coisa chata e irritante! Eu não sou sua.

– Não acha que vou te deixar naquela avenida como uma prostituta. Okay?

– Damon, se você não percebeu ainda, eu sou uma. Eu trabalho com isso eu preciso disso para viver.

– Quanto precisa? – Ele falou pegando sua carteira.

– O que está fazendo?

– Vou te pagar. Quanto precisa?

– Eu não quero o seu dinheiro.

– Você não vai naquela avenida.

– E você não manda em mim. Abre essa porra dessa porta agora!

– Não vou abrir, vou te deixar em casa. Você tem duas opções, ou você vai para casa com o dinheiro ou não vai e vai ficar aqui.

– Até parece que vou ficar aqui até sei lá quando.

– Não duvide.

– Damon, mas que mania irritante.

– É só aceitar o dinheiro.

– Não quero o seu dinheiro Damon, ta difícil de entender? Quer que eu desenhe?

– Ótimo, então ficamos aqui. Até não sei quando.

– Não vai fazer isso, eu quebro esse vidro.

– Quebre. Vá em frente, quebre. – Comecei a bater no vidro com força até desistir. Droga. Odeio Damon.

– Parece que vamos ficar um bom tempo aqui Elena. – Sorriu cinicamente. Idiota.

(POV Damon)

Elena se recusava a aceitar o meu dinheiro, tão teimosa. Não iria para lugar algum além da casa dela. Eu não a deixaria voltar para lá. Não hoje.

– Damon, eu quero sair daqui.

– Que pena, não vai. O dinheiro está aqui em cima é só pegar.

– Ai Damon, como eu te odeio.

– Ótimo.

– Vai se arrepender por estar fazendo isso.

– Me arrepender? Porque?

– Por causa disso. – Ela mostrou o celular na mão. – Vou ligar para policia.

– Ah, mas não vai mesmo. – Fui a sua direção tentar pegar o celular, ela se debatia, enquanto eu tentar roubar o celular te suas mãos. O celular caiu e eu fui mais rápido.

– Peguei. Você não vai ligar para ninguém.

– Me dá isso aqui... – Rapidamente coloquei o celular dentro das minhas calças. Ela bufou.

– Damon me devolve agora!

– Pode pegar!

– Não duvide que eu pego.

– Pegue. – Quando ela iria pegar eu segurei a sua mão. – Porque quer pegar?

– Porque o celular é meu? – Falou com ironia.

– Pra que?

– Vou ligar para a polícia. Eles precisam prender um psicopata como você, isso é um sequestro sabia?

– Elena, eu não estou te sequestrando estou te ajudando. Tenho certeza que não gosto do trabalho que tem.

– Não me venha co..

– Não, Elena. – A cortei. – Você odeia, odeia o fato de ter que dar em cima dos homens para ter o que comer, odeia o fato de saber que não pode ser ninguém.

– Cala a boc...

– Demostre Elena, demonstre. Pare de ser covarde, estou te ajudando, acha que quero ver você assim? Sei que no fundo é apenas uma menina indefesa.

– Você não pode dizer isso.

– Não quer minha ajuda? Ok. Mas não reclame que eu já te dei chances para ser alguém. Tenho certeza Elena que você pode muito mais do que isso. Mas vá. – Entreguei seu celular. – Vá em frente, ligue, faz o que quiser. – Abri a porta. – Não diga que eu não te ajudei.

Elena olhou nos meus olhos novamente e ficamos ali por alguns segundo. Logo ela olhou para baixo e saiu no carro. Fechando a porta devagar, eu vi uma lágrima escorrer em seu rosto. Não queria a fazer chorar, mas eu queria lhe mostrar o quanto ela era capaz, apenas.


Notas finais
Gostaram? Não? Apenas não me matem.