Minha cabeça doía, meu corpo estava dolorido e tudo a minha volta girava. fechei os olhos novamente e respirei fundo, talvez, talvez agora tudo estivesse normal. Abrir os olhos novamente e avistei dois pares de olhos me fitando, olhos verdes e castanhos.

—finalmente acordou, como você ta? — perguntou o homem.

—minha cabeça ta doendo — disse fechando os olhos novamente. — muito.

—vou pedir para trazerem um remédio pra você, ta? — falou a loira que estava com ele.

—ta, vocês são o que? médicos? — disse abrindo os olhos novamente, eles olharam pra mim sem entender e sorriram sem graça.

—você sabe o que nos somos — respondeu o moço.

—eu sei? — disse o encarando.

—sim...não é? quem eu sou?

—um enfermeiro? — minha resposta o chocou, nossa acho que eu errei feio.

—como você se chama?

—eu..eu, ai — levo a mão ate a cabeça, respiro fundo e digo — eu não sei quem sou .

—Lucy, por favor, chame a Doutora Katia — diz o rapaz aflito.

—esta bem — a loira sai do quarto e eu volto a fita-lo.

— porque você ta chateado? — pergunto

—você não se lembra mesmo de mim?

—não, eu deveria?

—sim, Grace eu sou seu marido.

—meu o que? não, desculpa, mas acho que você esta me confundindo com outra pessoa.

—Nunca confundiria seus cabelos vermelhos, seu rosto tão sereno e bela como sempre, seu sorriso tão brilhante como a lua.. — ele diz me encarando.

—você é estranho, muito estranho — digo seria

—sou, mas sou o seu estranho.

—Por favor, pare, esta me deixando assustada. — Ele observou meu rosto e segurou minha mão. Suas mãos era grandes e frias, e isso me assustou, recolhi minha mão rapidamente. — suas mãos são frias, não me toque.

— me desculpe. — ele se levantou e saio do quarto cabisbaixo.

Não demorou muito e ele voltou novamente ao quarto, agora acompanhado da loira e de uma outra mulher, que eu acho que deve ser a tal da Doutora Katia.

—Ainda está com dor de cabeça minha querida? — ela perguntou.

—sim

—aqui, tome — ela me entregou um comprimido e um copo de água, engoli o comprimido junto com a água. — agora responda-me do que você se lembra?

—nada exatamente.

—Faça um pequeno esforço para lembrar. — eu a encarei e respirei fundo, forcei um pouco a cabeça e tudo que veio a minha mente foi uma luz branca e um grande barulho.

—desculpa, mas não dá.

—Tudo bem, mas não se esforce muito, irei fazer vários exames ao longo dos dias para conferir se a perda de memória é temporária ou não e também para ver como esta o bebê...

—Está bem...espera ai. — interrompi.

—O que? Você disse bebê? — gaguejou o homem, ele estava tão surpreso quanto eu, sua expressão havia mudado bruscamente, da tristeza foi a alegria, podia-se perceber o brilho em seu olhar.

—Sim, ela está gravida, ela não te contou?

—não — ele respondeu.

—Eu á sabia — respondeu a loira — Mas a Grace me mandou guardar o segredo dela e olha no que deu.

—Tudo bem, agora deixaremos você descansar e vocês dois devem vir comigo.

A medica saiu empurrando os dois para fora do quarto, assim que eles saíram eu fechei os olhos e adormeci. Quando acordei novamente, a dor já havia passado e aquele rapaz de antes esteva a me encarar de novo.

—você só deve me amar, o que você ta fazendo aqui? — digo me acomodando na cama.

—sim eu te amo muito, e eu vim te levar pra casa. — ele fala enquanto me entregando, eu pego, entro no banheiro e troco de roupa.

—você e mais quantos?

—eu e eu mesmo — ele sorri — Vamos então, prometo ajuda-la a recuperar sua memória.

—você tem cara de tarado — ele rir e sussurra alguma coisa — mas eu vou, não posso morar aqui mesmo.

—ótimo — ele me oferece o braço, mas recuso e me levanto sozinha. — teimosa.

—idaí? vamos logo to com fome — Caminho ate a porta e ele me segue, trocamos de posição logo apos sair do hospital, afinal eu to mais perdida que barata tonta e ele é o único, nesse exato momento que ta me ajudando. Entrei no carro dele e me mantive calada durante um bom tempo, até que ele resolveu puxar assunto.

—Você amará nossa casa, afinal, você mesma escolheu tudo o que tem nela.

—hum legal.

—Pena que a Lucy não está indo com a gente.

—quem? — pergunto.

—A mulher loira que estava com a gente hoje, ela é sua irmã.

—A que legal.- sorrio — e você? é o que meu?

—Eu? Sou seu marido, seu Khal Drogo, seu príncipe e seu maravilhoso e amado esposo.

—ha há, está mais para um maluco desconhecido com cara de tarado e convencido. — digo olhando pra ele.

—É devo ser isso também, sou o que você quiser. — ele pisca pra mim.

—Fala sério, eu não consigo acreditar que você é meu marido.

—Porque? sou lindo demais né? — ele sorri pra mim.

—não, você é um idiota mega convencido e alem do mais é muito irritante. Eu devia estar fora de mim para me casar com você.

—Não foi isso o que pareceu no dia do nosso casamento. — diz ele parando o carro. — É aqui onde eu, você e a Lucy moramos.

—Nossa, é enorme, mas espera ai, porque minha irmã mora com a gente?

—Ah é simples, você colocou fogo no apartamento dela. Mas foi um acidente. — ele diz abrindo a porta da casa. — vem, entra.

—Como assim eu coloquei fogo no apartamento dela?- digo entrando na casa.

—Como posso explicar você estava na casa dela e tinha uma vela acesa perto da porta, ai quando você saiu à vela caiu e o apartamento pegou fogo.

—nossa — digo me sentando no sofá — eu sou uma pessoa horrível.

—Não mesmo, você é uma pessoa incrível e linda. — diz ele aproximando seu rosto do meu — posso?

—pode o que? — digo ficando vermelha.

—te beijar — sua boca estava próxima demais da minha, muito próxima, próxima mesmo.

—não — o empurro — não, não, não e não eu nem te conheço direito seu tarado!

—Tudo bem, eu não ligo, ainda mais que eu não vou desistir de te beijar. — sinto meu rosto queimar, mas que ódio — Esta da cor do seu cabelo ruivinha.

—cala a boca — taco uma almofada nele.

—oTambém te amo muito viu, vou esquentar lasanha para nós. — diz ele me mandando uma piscada. Idiota.