Mais que amigos

19 Uma quase noite de amor - Perigo - Dois.


Notas iniciais
Heyy galera! Muito obrigado pelo carinho, pelos comentários e tudo maiis. Continuem, estou amandoo.

Por João Lucas

A Du está meio difícil hoje, ela deve estar querendo me deixar louco, estávamos quase lá e ela decidiu tomar um banho. Eu entendo que ela pode estar cansada, mas parar assim, eu não aguento não.

Estou na cama a sua espera. Quando ela quer ela sabe ser demorada, mas estou tão feliz que nem vou ligar. Nossa festa foi maravilhosa.

Depois de algum tempo sem que ela saia de lá, começo a me preocupa, mas escuto o barulho do chuveiro sendo ligado.- Nossa o que será que ela fazia esse tempo todo lá — Penso em voz alta. Rapidamente percebo que o chuveiro desliga. A Du está fazendo tudo em um tempo maluco. Me distraio por um tempo e quando me dou conta escuto que a Du chama por mim desesperada no banheiro.

DU: Lucas! Ou Lucas, corre aqui, vem logo!

JL: Estou indo. — Praticamente pulo da cama, sua voz é realmente de desespero.

Entro no banheiro e ela está chorando. Uma de suas mãos apoia a barriga na parte debaixo da outra... A outra está suja de sangue.

DU: Lek, me ajuda, olha isso. — Ela me mostra sua mão.

JL: Fica calma, me fala, o que é isso?

DU: Eu não sei. — Ela ia vir até mim que ainda estava parado na porta do banheiro do nosso quarto, mas parece sentir alguma dor, pois segura na barriga com mais força e começa a chorar. Olho para baixo e percebo que um pouco de sangue escorre por suas pernas. Vou até ela e a pego no colo, o que estava acontecendo, só podia ser um pesadelo.

A coloco na cama e corro para colocar uma roupa. Tentei ser bem rápido e enquanto me trocava dizia:

JL: Calma tá bom Lek, é só ter calma, tenha calma.

DU: Eu quero ir ao medico, me leva lá Lucas.

JL: Eu vou te levar, fique calma.

A essa altura eu não sabia se fala tanto a palavra calma para ela ou para mim.

Pego alguns documentos e as chaves do carro, estou em desespero, ela chora e eu sei exatamente o motivo, não é normal esse sangramento, será que nossa bebe está bem?

A pego no colo novamente e desço com ela. Não sei nem como, mas consegui abri a porta. Abro o carro e a coloco no banco de trás com cuidado. Entro e quando começo a dirigir pergunto.

JL: Me fala Du, o que você está sentindo.

DU: Eu estou com uma dor no pé da barriga, e está ficando forte. Será que vai nascer antes da hora Lucas.

JL: Não, vai ficar tudo bem... Desde que horas você começou a sentir isso?

DU: Constante assim, desde quando entrei no banheiro, quando eu fui tomar banho vi o sangue. Mas... Fazem uns três dias que as vezes eu sentia uma pontada, só que era só as vezes, pensei que não era nada, eu andava agitada, poderia ser isso.

JL: Du, você deveria ter me falado! — Falo isso meio bravo, mas agora não era hora para brigar, respiro fundo e tendo me acalmar.

DU: Eu não queria te preocupar. — Ela volta a chorar e então pergunto.

JL: Ainda está doendo muito?

DU: As vezes doe mais.

JL: Aguenta só mais um pouco, a gente já está chegando.

Para ser sincero nem sei como estou conseguindo dirigir, eu estava uma pilha, meu coração batia mais forte, eu estava muito preocupado.

Aproveito um sinal fechado e ligo para o hospital avisando da nossa chegada. Ligo também para minha casa e peço para que Silviano avise meus pais.

O caminho para o hospital pareceu mais longo que o normal, só depois de algum tempo chego lá.

Haviam dois enfermeiros a espera de Eduarda com uma cadeira de rodas, um deles me ajuda a tira-la do carro e a coloca na cadeira. Entramos no hospital e o medico dela estava lá também a sua espera, fiz bem de ligar.

Dr. VÍ: Vou precisar saber o que aconteceu. Vamos levem-na para minha sala.

DU: Lucas vem comigo. — Ela pede chorando. Sei que seu choro não é pela dor que sente e sim por medo.

JL: Eu posso ir Doutor?

Dr. VÍ: Espere só um pouco, me deixe examina-la primeiro que já te chamo.

JL: Está bem.

E é isso que acontece, eles a levam para dentro daqueles imensos corredores e entram em uma das salas. Após um tempo, que para mim parece ter sido longo ele vem até mim.

JL: E então? Está tudo bem né? Minha filha, está bem não é?

Dr. VÍ: Calma, uma pergunta de cada vez, eu queria que você viesse comigo para ver uma coisa, só então eu explicarei tudo.

JL: Tá, vamos lá.

Nós vamos para o quarto onde eles estavam. Quando chego lá Eduarda parecia mais calma, o que me acalma um pouco também. Viu para seu lado e pego em sua mão para esperar o medico falar.

Dr. VÍ: Nas ultimas ultrassons de Eduarda, eu já havia percebido, mas não podia falar nada, até porque não dava para ter certeza, mas hoje, ele saiu de onde estavam. Olhem aqui... — Ele aponta na tela e eu mal posso acreditar. — Não era apenas uma menina, vocês serão papais de dois, olhem aqui, também tem um menininho, ele estava se escondendo atrás da irmã.

JL: Olha Du, — Falo emocionado. — São dois, ele é tímido.

Fiquei olhando para ver sua reação e lagrimas caem do seu rosto, quando escuta o que eu falo ela sorri de leve e fala olhando para mim com ternura.

DU: São dois Mores.

JL: É! — Dou um beijo em sua testa e pergunto para o medico. — Mas doutor e esse sangramento? É o que?

Dr. VÍ: Então... Em decorrência do acidente que Eduarda sofreu, o peso de dois bebes, a pressão nunca estável e a tendência que ela tinha para isso houve um deslocamento de placenta, apesar de não muito comum são de sexos diferentes porém são univitelinos, estão na mesma placenta, a estrutura de Eduarda não conseguiu aguentar o peso digamos assim. — Ele faz uma pausa. — Eu poderia fazer um parto de emergência agora... — Du o interrompe.

DU: Mas ainda não está na hora.

Dr. VÍ: Sim exatamente e, por isso não farei, eles não estão totalmente formados e nem com peso adequado, você ainda tem condições de suportar a gestação por mais tempo, não seria conveniente então, porque eles teriam que ficar no hospital por um longo tempo e se temos a possibilidade de deixa-los ai por mais um tempo é o que faremos. Mas, você terá que ficar de repouso absoluto, realmente não fazer nada, pela sua saúde e pela de seus filhos, qualquer esforço maior pode fazer a bolsa estourar antes do tempo. Qualquer coisa que você sinta será só vir para cá urgente, mas você ainda ficara aqui por dois dias em observação, quero ver o que acontecerá.

Com tudo que o medico disse fico preocupado e é nítido que a Du também está. Uma duvida surge e então eu pergunto.

JL: Mas e a dor que ela sentiu?

Dr. VÍ: Foi por causa do deslocamento. Se sua duvida é referente a ela continuar sentindo-a, não se preocupe, ela já foi medicada, e eu recomendarei alguns remédios, caso vocês estejam em casa e ela sinta, coram para cá. E mais uma vez nada de esforços.

JL: Me sinto culpado, hoje foi nosso casamento e a fiz ficar de pé grande parte do tempo.

Dr. VÍ: Não se culpe isso iria acontecer de qualquer forma, claro que os esforços que ela andou fazendo nesses últimos dias contribuíram, mas pelo que vi ela tem tendência a isso. Bem agora vou saindo, tenho que ver alguns outros pacientes. Conto com a ajuda de vocês.

JL: Pode deixar se depender de mim nem o garfo até a boca ela terá que carregar.

Ele sorri para nós e já ia saindo da sala, assim que abre a porta parece se lembra de algo então ele se vira para nós e fala.

Dr. VÍ: Ah sim, quando digo esforço, também estou me referindo a sexo. Evitem ao máximo, pelo menos por agora, primeiro vamos ver o que acontecerá nos próximos dias.

Ai meu Deus, terei que esperar até os bebes nascerem para consumar minha lua de mel... Mas não faz mal, pelo menos eles ficaram bem.

Olho para Eduarda e ela parece triste, então resolvo perguntar.

JL: O que foi Mores?

DU: Ah Lucas, você ouviu o que ele falou... Que raio de mãe serei eu se nem consigo carregar meus filhos enquanto ainda estão dentro de mim.

JL: Você será uma ótima mãe, que ficara quietinha esses últimos três meses para que tudo de certo. A culpa não é sua meu amor. Não é e não foi bem isso que o medico disse né.

DU: Ah mais é que...

JL: Mais é que nada. Tira isso da sua cabeça! — Dou um beijo em sua boca e percebo que será muito difícil de aguentar não poder fazer nada, estando tão perto dela.

DU: Lucas.

JL: Que foi?

DU: São dois...

JL: Ah, nem fale, eu estou tão feliz, um casal de filhinhos para nos chamarmos de papai e mamãe, nem posso acreditar.

DU: Acho que estou ficando meio maluca, vai ser muito trabalhoso, mas estou muito feliz por isso.

JL: A gente caprichou em?!

DU: Nossa Lucas, isso é coisa que se fale?

JL: Ah, mas é a verdade. — Nós rimos e ela fala.

DU: Eu acho que na verdade eu sempre soube que eram mais de um, eu sabia que nós teríamos um menino também. Lembra, até comprei aquela roupinha.

JL: Olha a intuição materna ai.

Estamos descontraídos quando batem na porta.

JL: Entra. — É minha mãe e meu pai. Já estava achando que não viriam.

JA: Mas que susto em? O que aconteceu.

DU: Eu tive um sangramento e uma dor no pé da barriga, estou com deslocamento de placenta.

JA: Ai meu Deus, vocês sabem que isso é perigoso, requer cuidados.

JL: Nós sabemos, não precisa nos assustar mais do que já estamos.

MM: Mas agora está tudo bem?

DU: Sim, graças a Deus eles estão bem.

MM: Como assim eles?

JL: É mãe, descobrimos que são dois, ele estava escondidinho. É um menino e uma menininha.

JA: Parabéns meus queridos! – Ele me dá um abraço. — Terei um neto homem. Muito obrigada Eduarda, por estar me proporcionando isso.

MM: Mas vocês dois mal cuidam de si próprios, imagina de duas crianças. — Percebo que Eduarda fecha a cara na hora. — Acho que seria bom vocês irem para nossa casa novamente, lá você terá maiores cuidados, tem a Cecilia, eu, fora que quando os gêmeos nascerem vocês não darão conta.

DU: Nós daremos sim.- Diz Eduarda alterada.

JL: Du, nada de estresse. Mãe numa boa, nós vamos dar conta de tudo. Eu vou cuidar dela. Queria até te pedir mais um afastamento pai.

JA: Não se preocupe com a empresa, cuide da sua mulher e dos seus filhos!

JL: Obrigado pai.

MM: Continuo achando isso uma loucura, por mim, vocês iam para nossa casa.

JL: Já está decidido mãe!

JA: Seria ideal vocês arrumarem alguém para ajudar em casa. Você poderia ver isso Marta.

MM: Vou mandar Silviano providenciar.

JA: Já que tudo se resolveu, nós vamos indo para deixar vocês descansarem, já está tarde. – Depois de se despedir abraçando a mim e a Eduarda ele fala. -Tchau meu filho. Fiquem bem!

JL: Tchau pai, tchau mãe.

MM: Ate mais.

Assim que eles saem Eduarda fala.

DU: Caraca, tua mãe é um chute no saco em?! — Dou risada e falo.

JL: Não liga pra ela não. — Falo acariciando seu rosto. — E olha acho que já está na hora de você dormir.

DU: Eu também acho. Mas e você?

JL: Eu me viro na poltrona Du. Não se preocupe.

DU: Tá. Mas vem aqui antes. — Vou até ela e falo:

JL: Que foi?

Ela estava deitada na cama, mas me puxa pelo pescoço e me da um beijo de tirar o folego. Fico pegando fogo, como vou fazer, não consigo resistir a ela.

Assim que paramos o beijo ela fala.

DU: Boa noite.

JL: Pra vocês também.

Ela logo adormece, enquanto não durmo fico pensando em tudo que aconteceu hoje e percebo que esses últimos meses passaram bem devagar.

Acordo de madrugada, minhas costas doíam, olho para cama e não vejo Eduarda, escuto um barulho vindo do banheiro que tinha no quarto e percebo que é ali que ela está. Fico a esperando na porta do mesmo. Assim que ela abre e me vê fala.

DU: Ai que susto seu maluco!

JL: Susto levei eu quando não te vi na cama.

DU: Eu só fiquei com vontade de ir ao banheiro.

JL: Você deveria ter me chamado.

DU: É que você estava dormindo, não quis te acordar e também, o medico falou que não é para eu fazer esforço. — Ela da ênfase na ultima palavra.

JL: Andar é fazer esforço, da próxima me chama tá?!

DU: Tá bom.

JL: Eu to aqui para te ajudar e principalmente cuidar de você... — Du cuidou de mim por muito tempo, me tirando de todas as robadas que eu me metia e segurando minhas barras, agora era minha vez de cuidar dela.

Notas finais
Tomara que vocês tenham aprovado mais este capitulo, não sei até quando conseguirei seguir com a fic, até quando ela vai durar ou até quando terei imaginação, mas quero que saibam que estou amando escrever e que está sendo uma experiencia incrível! Obs.: Não deixem de comentaaaar. hahaha