Mais que amigos

13 Uma princesinha!


Notas iniciais
Hey!! Estou eu aqui de novo com mais um capitulo saindo agorinha haha. Espero que gostem e que comentem e favoritem muitoo.

Por João Lucas

A Du já está com quase quatro meses de gravides e hoje teremos uma consulta, ela fará uma ultra e o medico falou que talvez de para ver qual o sexo do nosso bebê. Até agora não perdi nenhuma consulta dela e pretendo não perder nenhuma. A gravides dela não vem sendo nada fácil, ela sempre está se sentindo mal, os enjoos não aparecem muitos mais, mas as tonturas são constantes, o que faz as idas dela ao medico serem muitas. Esses dias até ando faltando ao trabalho, ou acabo saindo mais cedo para ficar mais com ela.

No inicio minha mãe não gostava nada da ideia de ter um neto mas percebo que a cada dia que passa ela está se acostumando com a ideia, principalmente pela Du estar sempre tão mal, dona Maria Marta anda preocupada com ela e eu sei disso. Todos sabemos que a família dela está cagando para ela, tanto que até hoje nem se quer ligaram para ver como ela está, parece que às vezes, principalmente meu pai, da mais atenção a ela do que a mim, isso é algo que me deixa feliz e ela também fica, consigo ver em seus olhos.

Nós insistimos muito para que ela parasse de trabalhar, tiveram semanas em que ela não conseguiu ficar um só dia o período completo sempre passava mal, mas ela é jogo duro e fala que só ira parar de ir se realmente estiver morrendo, o medico já ate pediu que ela repousasse um pouco mais, só que é extremamente difícil faze-la ficar parada.

Há dias em que ela está super carente, nesses dias ela não fala muita coisa, fica mais recolhida e já tiveram vezes que a peguei chorando, esses dias para mim são os melhores, não por gostar de ver ela sofrer claro, mas porque ela pede Carinho e atenção, e é quando eu aproveito para ficar agarradinho com ela, a abraço, faço cafuné, mas o ruim é que esses são os únicos dias que ela não reluta ficar muito perto de mim, porque geralmente ela não gosta muito quando me aproximo.

Até hoje não conversamos sobre a noite que dormimos juntos, eu já tentei mas nunca consigo, queria pedir desculpas, mas é complicadíssimo para mim. Estou tentando tomar coragem para tentar me abrir com ela hoje. Durante esse tempo que ela está aqui as vezes em quando a olho dormir reflito muito e percebo o quão burro eu fui e também consigo ver que eu me confundi nos sentimentos. Me enganei, acho que na verdade a única pessoa que eu já amei na vida foi ela, o resto, sempre foi e sempre será o resto. Mas e agora,?! A burrada já estava feita e o difícil era mostrar para ela os meus reais sentimentos e principalmente fazer ela acreditar em mim. No fundo sei que nosso sentimento é reciproco, o que impede ele de ser mostrado é a magoa que ela ainda sente.

Ainda é muito cedo, como na maioria dos dias eu acordei primeiro que ela e estou no banho, por isso me perdi em pensamentos, Mas quando menos espero ouço ela me chamar.

DU: Ou Lucas, como é que é?! Vai demorar muito vai? Eu também quero usar o banheiro. — É incrível como ela anda fazendo xixi. Dou uma risada alta e falo.

JL: Foi mal, pode entrar, eu estou no banho, não me importo em dividir o ambiente com você, mesmo que sege para você urinar.

DU: Só vou entrar porque estou muito apertada, se não eu não iria, seu ridículo. — Ela fala com tom de brincadeira.

JL: Às vezes parece que deram em você todos os sintomas que uma gravida pode ter.

DU: Nem me fale, mas pelo menos não tive nenhum desejo, por enquanto.

JL: Claro, você mal consegue comer — Falo rindo.

Assim que termina o que estava fazendo ela vai escovar os dentes. Quando ela acaba de escova-los e já ia saindo eu acabo meu banho e percebo que esqueci a toalha então saio de dentro do box pelado e a chamo:

JL: Ou Du, faz um favor?

Quando ela se vira e vê que estou nu, leva um tremendo susto, fica vermelha no mesmo instante, ela tenta disfarça, mas eu percebo e adoro.

DU: O que?

JL: Pega minha toalha, eu esqueci. Dou um sorrisinho e continuo — Por Favor.

DU: É... Ta eu pego, calma ai.

JL: Tá bom.

Ela logo traz a toalha para mim. Me troco rapidamente e a chamo para descer para tomarmos café.

Ao chegarmos lá em baixo apenas minha mãe e minha irmã, Clara, estão à mesa. Nos juntamos a elas e falo.

JL: Bom dia pra vocês.

CL: Bom dia maninho, Du. — Ela acena com a cabeça.

MM: Um bom dia só se for para vocês, porque para mim ele já começou péssimo.

JL: O que aconteceu coroa.

MM: Já falei para não me chamar assim! — Du e Clara riem da situação Seu querido papai que não dormiu em casa e não atende a porcaria do telefone.

Minha mãe sabia muito bem onde ele estava, e eu e a Du também. Até hoje não contei nada para ela, sei que vai acabar sobrando para mim e nisso a Du concorda comigo.

JL: Ata — é a única coisa que eu falo. Quando ela esta distraída cochicho no ouvido da Du.

JL: Sabe onde ele está né?

DU: Claro que sei, tá na sua querida Talita.

JL: Sai dessa Du! — Falo em tom de voz normal.

MM: Sai dessa de onde menino?

JL: Ih, não é nada não! — Dou um gole bem grande no meu suco. — Acho que já podemos ir não é Du, vamos acabar nos atrasando.

DU: Claro que não. Está maior cedo Lek.

JL: Não está não, vamos vai!?

MM: Deixa a menina terminar o dejejum dela. — Fala ela autoritária. — Afinal, vai aonde com essa pressa toda?

JL: Vamos ao medico, talvez hoje conseguiremos ver o sexo do bebê — Falo na maior empolgação.

MM: Ah então será hoje que saberei se é um menininho ou ima menininha que me chamara de um jeito que vai fazer eu me sentir anos mais velha! Que alegria!

Nós rimos do que ela diz. Logo todos nós terminamos nosso café, minha mãe e Clara vão para empresa e eu e a Du pegamos meu carro para irmos até o medico.

No caminho ela coloca alguma musica no radio que não presto muita atenção qual é. Quando estou com ela no carro fico mil vezes mais atento ao transito. O único som que se ouve no carro é o da musica e leve barulho de motor, quando Du quebra o silencio perguntando.

DU: Você prefere que seja o que?

JL: Como assim?

DU: Menina ou menino.

JL: De verdade Du? Tanto faz.

DU: Serio? nenhuma preferencia?

JL: Ah, sendo meu não importa — Dou risada e continuo — Mas eu gostaria de uma menininha pra chamar de minha princesa.

DU: Menina Lucas?

JL: Sim por quê? Tu prefere menino né? É a sua cara.

DU: É...

JL: Mas e se for menina?

DU: O que é que tem?

JL: Você não ficará triste? Ou sei lá.

Du: Claro que não. — Assim que ela diz isso chegamos ao hospital. Saímos do carro e eu pergunto.

JL: Trouxe seus documentos?

Du: Trouxe.

JL: O resultado daquele exame, você trouxe também? — Falei me referindo a um exame pedido pelo medico uma consulta atrás.

Du: Eu trouxe tudo. Da pra parar de querer ser minha mãe? — Diz ela com tom brincalhão.

Subimos de elevador até o andar de seu medico.

Ela não estava mais indo ao doutor Carlos. Ele tinha a indicado um especialista, pois ele era apenas clinico, ela ia lá apenas quando passava mal.

Apesar de termos chegado alguns minutos antes do horário marcado para sua consulta não ha ninguém lá para ser atendido antes de nós, por isso logo somos chamados.

Entramos na sala do medico, o nome deste era Vínicos, como já de praxe ele a faz algumas perguntas e mede sua pressão, e como sempre estava baixa, porem dentro das conformidades. Sei o quanto Du fica aflita quando o medico fala que sua pressão está baixa, nós pesquisamos sobre pressão baixa na gravides e acredito que os resultados que encontramos a deixou com medo. Depois de algumas novas recomendações chega o grande momento.

Dr. VÍ: E então Eduarda e João Lucas, ansiosos para saber o sexo do bebe de vocês?

JL: Você nem sabe o quanto doutor.

Dr. VÍ: Então vai lá Eduarda se troque e deite Na maca.

JL: Se troca rapidinho Lek.

DU: Vai se catar. — Ela fala fazendo apenas sinal com a boca. Ela se troca rapidamente. Logo estamos todos ligados à tela que apresenta a nos alguns borrões.

DU: Conseguiu ver Doutor?

Dr. VÍ: Ainda não, o bebe de vocês não quer que pais vejam o seu sexo.

DU: Vai ver que ele está indeciso do que quer ser.

JL: Nossa Du, que coisa pra se falar, esse é o tipo de comentário que eu faria, não você.

DU: É verdade. — Nós rimos e o Doutor fala:

Dr. VÍ: Olhem aqui, resolveu mostrar.

Du: Não vejo nada.

JL: O que é?

Dr. VÍ: Vocês terão uma linda menina.

Caraca, serei pai de uma menininhas, mal posso acreditar. Olho para Du, quero ver qual foi sua reação.

Ela está emocionada. Posso ver em seus olhos, por mais que esteja tentando disfarçar se fazer de durona.

JL: Você viu Du, é uma menina, minha princesa. — Falo emocionado.

Du: É eu vi sim Lek. — Ela fala isso tentando conter a emoção.

O medico então a libera e ela vai colocar sua roupa, enquanto a espero fico sentado em um sofá que tem na sala do medico.

Uma coisa não saia de minha mente, eu serei pai concretamente daqui a alguns meses. Como as coisas são. A meses atrás era um inconsequente e responsável e agora o que eu mais quero é cuidar de minha família. Nunca pensei que seria tão magico ser pai. Ela não demora e logo seguimos para minha casa.

A volta foi mais rápida que a ida, chegamos em casa rapidamente. Estamos no elevador quando eu pergunto:

JL: Você gostou? De ser uma menina?

DU: Claro que sim. — Ela fala acariciando a barriga — Mas olho, eu não vou deixar você colocar só rosa na minha.

Nós rimos, dou um beijo em sua testa e o elevador se abre. Chegamos em meu andar.

JL: Hoje você não está se sentindo mal né?!

DU: Não, eu estou até que bem,

JL: Vamos aproveitar que hoje nos só iremos trabalhar apos o almoço e bora almoçar juntos?

DU: Ah, sei lá...

JL: Sei lá por quê? Vamos comigo vai? — Faço cara de piedade. — Por favor?

DU: Tá bom vai. Mas eu vou descansar um pouco antes

JL: Vamos ficar um pouco aqui na sala? Assistindo TV!

DU: Pode ser.

Nos sentamos no sofá, ela apoia sua cabeça no meu ombro e ficamos vendo um filme que eu coloque para passar hora.

Hoje pela manhã decidi que eu iria me declarar para ela, queria almoçar com ela para isso mas estou com medo, coragem me falta então resolvo falar agora mesmo!

JL: Ou Du?

DU: O que foi? — Ela fala deixando de se apoiar em meus ombros; Fico perdido em seu olhar por alguns instantes e os volto pra realidade quando ela chama minha intenção.

Du: João Lucas? — Ela estrala os dedos em minha cara. — Fala o que foi!

JL: É que assim... Já fazem dias que eu queria te falar que...

Sou interrompido pela minha mãe que chega de surpresa.

MM: Ah, já chegaram. E então, como foi a consulta? — Mais que droga, ela tinha que chegar logo agora?

DU: Foi boa.

MM: Mas qual o sexo do bebê?

DU: É uma menininha! — Ela fala empolgada.

MM: Parabéns papais!

JL: Obrigado, — Falo rapidamente. — Mas, por que você chegou tão cedo?

MM: E eu lhe devo satisfações desde quando?

JL: Nossa foi só uma pergunta

MM: Não sei pra que. Nunca se entrezou pelos meus horários. Estava querendo fazer alguma coisa que minha presença impediu por acaso? — Na verdade sim!

JL: Não ué.

MM: Então pronto. — Ela segue para seu quarto e a Du fala.

DU: Continua falando Lek. — Tinha perdido a coragem já. Minha mãe tinha que me atrapalhar.

JL: Não, esquece não era nada demais.

DU: Certeza?

JL: Aham. Esquece.

Ela volta a apoiar a cabeça em meus ombros, mas sinto que ela sabe que eu tenho algo pra falar, mas sinceramente perdi totalmente a coragem.

Depois de um tempo nós subimos para irmos nos trocar e depois vamos almoçar, fomos a um restaurante perto do trabalho da Du. Quando terminamos já estava perto do horário dela entrar. Hoje nós entraremos depois do almoço por causa da consulta que ela teve. Aproveito e a deixo lá e depois sigo para a empresa. Infelizmente não foi hoje que consegui falar o que eu sentia...

Notas finais
Digam ai tudinho que acharam, criticas opiniões e sugestões. Espero todos vocês nos comentários e... Obrigada por acompanharem minha história!!