Mais forte que o amor.

12 ...um informação confiável.


Notas iniciais
Oie!!!!!!! MAIS DE UM MÊS DESAPARECIDA eu sei, eu sei... demorei, mas voltei! Eu já havia postado esse capítulo antes (Bem menor) Mas resolvi excluir e postar de novo, arrumado e com um trecho a mais (A inspiração voltou *m*) Mais explicações abaixo. Se vc já leu, LEIA DE NOVO, pq tem informações novas!

—...uma informação confiável.

Dimitri (Carlo Benetti) point of view

Encarei aqueles olhos cheios de terror, tão diferentes do que aqueles com os quais tinha certeza de que havia passado aquela noite louca. Tentava a todo instante me lembrar quando as coisas haviam fugido do meu controle, porém, por mais que eu tentasse, a única visão que tinha era daquele loiro safado me pedindo para arrombá-lo. Bufei, sentindo a irritação tomar conta de mim.

Havia feito tudo como sempre fazia: depois da foda maravilhosa, segurei Milo pelo pescoço, jogando-o contra o chão e imobilizando-o. Peguei o pequeno serrote dobrável, que estava sempre preso à minha canela. Vi o loiro se debater e gritar, tentando se livrar de mim. Aquele era o ápice para mim. Mais prazeroso que qualquer transa no mundo, era ver aquela reação: o medo e o terror nos olhos do outro me deliciavam. Queria poder passar horas e horas admirando aquele olhar em minhas vítimas, por isso eternizava aquela expressão, levando-lhes a cabeça. Não foi diferente com Milo. Lentamente, senti o calor de seu sangue encobrir minhas mãos. Ele gritava e esperneava, tentando se desvencilhar, até começar uma convulsão que passava aos poucos, enquanto o sangue ia fluindo para fora de seu corpo e a lâmina se afundava em sua carne. Logo estava sem vida e sem a cabeça. Tratei de recolher minhas roupas e ir embora, levando comigo o suvenir. Como todas as outras vezes, ao chegar ao galpão onde me abrigava, coloquei a cabeça do loiro em um aquário com produtos para conservação e fui dormir.

A surpresa veio no dia seguinte, quando mal consegui me levantar da cama. Parecia como se houvesse sido atropelado por uma manada de mamutes furiosos. Todo meu corpo doía, meus músculos latejavam ao menor movimento e até minha visão estava embaçada. Levei algumas horas para conseguir me mexer, ainda com algum esforço. E quando cheguei à sala onde mantinha meus troféus, deparei-me com um rosto completamente fora de contexto. Um viado de cabelos coloridos e rosto tatuado me encarava com seus olhos vítreos e cheios de medo através do vidro do aquário.

Três dias haviam se passado desde então e eu ainda tentava entender como tudo havia acontecido. Como Milo havia escapado de minhas mãos.

—Aquele filho duma puta me drogou, só pode. – Pensei em voz alta. – Mas isso não vai ficar assim, Milo... Vou lhe mostrar uma brincadeira ainda mais divertida do que essa... e você vai me pagar por ter me enganado.

—--x---

Camus Point of View

Eu estava de mãos atadas. O departamento estava entrando em colapso e nem mesmo o setor de inteligência conseguia explicar como aquilo havia acontecido. Era impossível conseguir qualquer antecedente de “Carlo Benetti”, o Serial Killer apelidado pelos internautas como “Máscara da Morte”, simplesmente por que esses antecedentes não existiam. Todos os documentos encontrados eram falsos, até mesmo sua certidão de casamento com a mãe de Lizzie. Não existia nenhum registro daquele homem nem na França e nem em qualquer outro país da Europa.

Além disso, um novo problema havia se instaurado: a quebra do padrão do assassino. A sétima vítima havia desestabilizado nossas linhas de investigação, pois não possuía nenhuma das características físicas das seis anteriores.

—Tem alguma coisa errada... – Murmurei, fitando novamente a foto da sétima vítima: um rapaz completamente fora do contexto, de cabelos coloridos e tatuagens por todo o corpo.

—Você acha que ele pode ter um comparsa? – Shura indagou, sentando-se na cadeira ao meu lado.

—Não, não acho que seja esse o caso. – Respondi, recolhendo a foto da cena do crime e o relatório e fotos da autópsia. – O corpo da sétima vítima recebeu o mesmo tratamento das demais: Nudez, sinais de atividade sexual, decapitação... O exame de DNA já comprovou que o sêmen encontrado no corpo da vítima é o mesmo que foi encontrado nas vítimas anteriores. A diferença é que, além do sêmen do assassino, também foi encontrado sêmen da própria vítima, o que poderia indicar que não houve estupro. Até aí temos duas divergências pontuais e que podem mudar completamente o rumo das investigações: A aparência não seguir o padrão e o fato de possivelmente não ter ocorrido o estupro.

—Será que eles já se conheciam?

—Eu também pensei nisso, mas analisando os passos do serial killer, não teria como. E segundo amigos e familiares, nunca haviam visto o rapaz com ninguém que se parecesse com Carlo Benetti. – Expliquei. Quando Shura estava prestes a fazer uma nova pergunta, Dohko entrou na sala, aproximando-se.

—Consegui a liminar. Vamos poder recolher as gravações das câmeras de segurança hoje mesmo! – Exclamou, colocando os documentos sobre minha mesa. – Com as imagens talvez consigamos alguma outra pista de como pegar esse cretino!

Era uma ótima notícia. As imagens das câmeras, tanto da casa noturna onde, segundo as testemunhas, o rapaz e Máscara da Morte haviam se encontrado, quanto do prédio onde o assassinato ocorrera eram fundamentais para a continuidade das investigações.

E algo me dizia que com certeza encontraria uma resposta fundamental nessas filmagens.

—--x---

—Senhor Camus! Tem alguém no telefone querendo falar com o senhor! – A garota adentrou o departamento de investigações correndo e me abordou, ofegante. Era Shina, a encarregada do departamento de telecomunicações.– É uma denúncia anônima, mas está criando o caos no nosso setor. Ele insiste em falar com o senhor.

Fitei-a desconfiado. O protocolo do setor de denúncias era anotar as informações e passa-las ao setor de análises, que iria conferir se a informação era verdadeira ou não, para só então chegar ao nosso departamento. Agora, como uma única ligação conseguiria causar tanto alvoroço eu não conseguia entender.

—O que está acontecendo? – Indaguei, tentando entender melhor o que se passava enquanto a seguia. Os agentes ao redor nos observavam tensos.

—Ele está em todos os nossos telefones! Já pedimos para a inteligência investigar, mas eles não conseguem descobrir de onde vem o sinal.

—Um hacker?! Como estão nossos sistemas?

—Nenhum ataque virtual foi detectado. – Ela respondeu, abrindo a porta. O setor estava realmente um caos, pessoas corriam de um lado para o outro, tentando arrumar uma solução para aquele problema. Shina pegou o telefone mais próximo e me ofereceu. – Estamos gravando tudo. Então, por favor Senhor Camus...

Peguei o aparelho de sua mão encostando-o em minha orelha.

—É Camus quem está falando.

Demoraram para te chamar, Senhor Camus.— A pessoa do outro lado da linha disse. A voz era distorcida e robótica, nenhum pouco humana. – Tenho algo que é de seu interesse.

—E o que seria? – Perguntei.

Uma informação.— O individuo fez uma pausa.

—A troco de quê está nos oferecendo esta informação?

Nada. Estou apenas cumprindo meu trabalho.— Ele respondeu. – A flor de lótus irá murchar as vésperas do florescer da primavera, senhor Camus. Fique atento a isso.

A chamada se encerrou. No cômodo, uma estranha atmosfera tomava conta, todos estavam apreensivos, até que os telefones voltaram a tocar. Sem indivíduo potencialmente perigoso nas linhas. Voltei-me novamente a Shina.

—Eu quero uma cópia desta gravação. E um relatório detalhado do setor de inteligência virtual. – Pedi, retornando apressado para minha mesa, anotando a frase exatamente como fora dita. O que aquilo podia significar?

Não demorou muito para que Shina viesse me entregar um CD com a gravação de toda a conversa com o anônimo. Coloquei-o no computador e passei a ouvir o áudio do começo, enquanto fazia uma pesquisa rápida no computador sobre a flor de lótus, que o desconhecido havia mencionado.

—Parece concentrado, Camus. – A voz de Dohko me fez assustar. Sua mão apertou de leve meu ombro, em um pedido de desculpas. – O pessoal me contou sobre o que aconteceu a pouco no setor de denúncias. Precisamos investigar isso, não podemos deixar alguém bagunçar nosso sistema tão facilmente.

—É o que estou fazendo neste instante. – Respondi-o. – Mas não consegui entender ainda onde a mensagem que foi passada se encaixa.

—Bom, deixe isso de lado por hora. Estou com as filmagens, quero que me ajude a analisá-las.

Dohko levou-nos, Shura, Aiolia e eu, até a sala de multimídia, onde diversos monitores estavam ligados. Ele colocou o primeiro CD no computador e as imagens passaram a ser exibidas, divididas em quatro na tela. Era a casa noturna, onde supostamente o assassino e a sétima vítima haviam se encontrado. Não foi difícil reconhecer o jovem de cabelos coloridos dançando no meio da pista. Meus olhos o seguiram, ao mesmo tempo em que procuravam Carlo Benetti. A filmagem rolou até que o rapaz fosse ao balcão. Só então pude ver o autor do crime sentado, usando um boné e roupas de esporte. O garoto o puxou repentinamente para dançar e, minutos depois os dois saíram juntos do local.

—Dohko, pode rodar a filmagem novamente? – Pedi.

—Percebeu alguma coisa, Camus?

—Só quero confirmar algo. – Falei. Dohko assentiu positivamente e colocou o vídeo para rodar mais uma vez. Desta vez já sabia onde Benetti apareceria na tela. Fixei meu olhar no balcão, logo encontrando sua figura encostada, apenas a observar. Um jovem de longos cabelos loiros presos em um rabo de cavalo aproximou-se do serial killer. Ele se encaixava perfeitamente no perfil das seis primeiras vítimas. Os dois ficaram conversando por um bom tempo, bem próximos, até a vítima do ultimo assassinato puxar seu carrasco para dançar. Tinha algo errado ali. Pedi para que rodasse novamente apenas o trecho em que Benetti e o loiro conversavam. Observei atentamente. O jovem havia colocado algo na bebida do outro. E logo em seguida Carlo Benetti foi embora com sua vítima. Aquilo não se encaixava. Era exatamente esta a peça que faltava, mas ela não se encaixava em nenhum lugar do quebra cabeças. Quem era aquele rapaz loiro e o que havia colocado na bebida do assassino? O que pretendia com isso? Por que Cabrlo Benetti foi embora com um rapaz completamente diferente do padrão registrado até o momento, sendo que tinha a vítima perfeita diante de seus olhos? Suspirei, fazendo anotações enquanto Dohko trocava o CD.

A nova filmagem era das câmeras de segurança externas do prédio onde o crime havia acontecido. A vítima e o serial killer já haviam chegado ao local aos beijos e em poucos minutos estavam nus, sem pudor algum de estarem fazendo sexo na rua, em meio ao lixo. A repulsa subiu pelo meu peito e respirei fundo para afastá-la. A cada minuto de gravação os dois pareciam sentir mais e mais prazer, até o findar do ato sexual e enfim, Mascara da Morte mostrar sua face, matando o rapaz e indo embora com sua cabeça.

—Eu gostaria de ver novamente, Senhor Dohko. – Pedi. Mesmo que aquela cena me deixasse com nojo, eu precisava vê-la de novo. Com mais calma, poderia encontrar algo que os outros não conseguissem ver.

—Pedirei para que façam uma cópia para você Camus.

—Obrigado.

—Sei que você tem um bom faro e ótimos olhos para encontrar detalhes que nos parecem invisíveis. Acredito plenamente que conseguiremos resolver esse caso o quanto antes.

Ele disse, apertando meu ombro novamente e deixando o recinto. Resolver tudo isso era definitivamente o que eu mais queria.

Notas finais
MAH OEEE OLHA QUEM VORTO!! Fiquei mais de um mês sem postar por conta do curso, me perdoem @.@ Ontem, havia postado esse capítulo bem menor, pq era o que eu já tinha pronto e eu não tinha ideias para colocar. Aí ontem eu fui dormir e no meio dos sonhos, pensei em algo para concluir essa parte. Acabei de escrever, exclui o capítulo 12 velho e estou postando esse novo. Se você já leu da primeira vez, LEIA DE NOVO. Mudei uns detalhezinhos (coisa pouca) e a acrescentei mais um PEDAÇÃO! Espero que tenham gostado e não esqueçam de deixar aquele comentariozinho que nóis gosta né? Beijokas! s2