Mais forte que o amor.
8 ... uma maçã luxuriosa.
Notas iniciais
—... uma maçã luxuriosa.
Dimitri Point of View
Saímos do lugar aos beijos. Eu estava louco de tesão e, não importava quantas vezes eu tocasse aquele corpo, queria cada vez mais. Nos embrenhamos pela cidade e, em meio aos amassos ele me conduzia a algum lugar. Eu pouco me importava para onde iríamos, desde que chegássemos logo. Adentramos uma rua estreita e completamente escura, nos esbarrando nas paredes e nos móveis e outros objetos largados por ela, até que chegamos a um beco sem saída, atrás de um prédio comercial. Não pensei duas vezes e prensei o loiro contra a grade que impedia a passagem para o outro lado, vasculhando seu corpo com as mãos, passando-as para debaixo do tecido de sua camisa, retirando-a, entre os beijos. O loiro riu, fazendo o mesmo com a minha camisa.
—Não é excitante? Pensar em transar assim, no meio da rua? – Indagou, ainda rindo. – Sex on the city. A adrenalina corre e deixa tudo ainda mais prazeroso.
—Na praia, na rua, pouco me importa. Você me excita! – Respondi, pressionando-o ainda mais contra a parede, fazendo com que nossas ereções se tocassem. Ouvi-o gemer, abraçando meu pescoço e depositando ali sua atenção, beijando, chupando e mordiscando o local.
Desci minhas mãos às suas nádegas, apertando-as e quase instantaneamente senti-o envolver minha cintura com suas pernas. Segurei-o, levando-o até uma lixeira que ali se encontrava, usando-a como apoio. Sem parar em nenhum momento as provocações, o loiro levou a mão ao cós da minha calça e, com habilidade, abri-la, enfiando a mão por dentro de minha cueca, massageando meu membro rijo.
Por cima do tecido de sua calça, fiz o mesmo em si, apertando-lhe a intimidade e ouvindo-o gemer alto e se remexer sob minha mão. Tudo nele me deixava louco... a ultima vez que estive tão excitado... “Ah sim, foi naquele dia... como eu queria que fosse a minha criança ali, todinha para mim...”. Deixei um sorriso sádico se formar em meus lábios. Em poucos instantes, Milo estava nu, a minha frente, rebolando enquanto eu o masturbava com vontade.
—Ah! Eu não aguento mais! – Ele disse, tirando minha mão de si e virando-se de costas para mim. Com as mãos espalmadas em suas próprias nádegas, apertou-as, abrindo-as. – Me fode! Me fode com força! Quero sentir você me rasgando ao meio!
Senti todo meu corpo vibrar. Como resistir a um pedido tão tentador? Abaixei completamente minhas calças, removendo-as e coloquei uma das mãos na cintura do loiro. Friccionei meu membro entre suas nádegas, ouvindo-o gemer, para só então introduzi-lo em si, de uma só vez, deliciando-me com a sensação apertada e com o gemido alto e dolorido que o loiro soltou.
—É assim que você gosta, não é? – Indaguei, enfiando a mão em seu cabelo, removendo o elástico que prendia os fios, puxando sua cabeça e, consequentemente, seu corpo para cima. Com os longos cachos dourados soltos, parecia ainda mais com aquele que mais mexia com meus instintos. “Aah! Como seria bom fodê-lo mais uma vez...”. Sorri enviesado, sentindo meu membro pulsar de desejo e voltei minha atenção ao presente. – Rude e grosseiro, gosta de sentir dor.
—Sim... aah, é assim mesmo que eu quero – O loiro respondeu, movendo os quadris. – Vai, me arromba de uma vez! Me faça gemer e gritar de dor, só pra você!
Não pensei duas vezes. Joguei todo o peso do meu corpo sobre ele, fazendo-o praticamente deitar-se sobre a lixeira, e estoquei, com vontade. Nossos corpo chacoalhavam e eu podia sentir sua entrada apertar meu membro, que pulsava, a cada nova investida. O loiro intercalava entre gemido altamente luxuriosos e gritos de dor e prazer. Aquilo me enlouquecia, todo o seu corpo, seus movimentos, me deixavam em um estado de excitação entre o inferno e os céus. Eu mordia seu pescoço, enquanto ele embrenhava as mãos em meus curtos fios acinzentados, puxando-os com força.
Sai de dentro de seu corpo, apenas para virá-lo de frente para mim, levantando uma de suas pernas até meu ombro. Só então reparei em uma pequena tatuagem de escorpião em seu tornozelo. Não dei muita atenção aquilo, tinha algo muito mais interessante a fazer. Voltei a estocá-lo, com ainda mais força e velocidade. Agora eu tinha a maravilhosa visão de seu rosto, deleitando-me com suas expressões de extremo prazer, entre gemidos, gritos e mordidas ao lábio inferior.
—Aah! Vai mais! Mais fundo! Mais forte! – Pediu, tentando levantar o corpo. Desci sua perna e, junto com a outra, ele envolveu novamente minha cintura, intensificando o contato. Inclinei meu corpo contra o seu novamente, sentindo-o mover-se contra mim. Aproveitei para investir mais fundo e forte. Ele abraçou meu pescoço, puxando meu cabelo e mordendo minha pele, sem parar de gemer em nenhum instante. Aquilo me levava ao loucura, me fazia querer fodê-lo mais e mais. Senti-o estremecer e aumentei ainda mais a velocidade e a força as estocadas. Ele se contraiu, apertando meu membro de uma forma que me fez explodir de excitação. Não me segurei, deixei meu líquido jorrar dentro de si, sentindo um prazer como nunca antes havia sentido. Nem mesmo após tantas noites, tantas cabeças perdidas.
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Afrodite Point of View
As sacolas pesavam em minhas mãos, porém, eu estava feliz. Minha nova coleção havia sido aprovada com louvores e logo teríamos o ensaio fotográfico para a divulgação na revista. E nada melhor para comemorar do que presentear aqueles que amo! A felicidade era tanta que estava quase saltitando pelas ruas, quando senti meu celular vibrar no bolso da calça. No display, o nome de Mu piscava. Fazia tanto tempo que não nos falávamos que atendi de pronto.
—Boa Noite Mu, Há quanto tempo!
—Ele está de volta, Dite.— Ele parecia nervoso do outro lado da linha. Eu sabia que não era um trote, a voz de Mu era facilmente reconhecível.
—Do que você está falando? – Indaguei, sem entender. Parei de andar, começando a ficar ansioso. Aquela sensação angustiante que havia sentido antes, retornando. – Mu, me responde, eu não estou entendendo nada.
—Eu acabei de chegar na França... o rosto daquele monstro está estampado em todos os jornais.
—O-o que?! – Meu coração batia acelerado e senti meu corpo perder o calor. Nos monitores da loja de eletrônicos passava o noticiário, as diversas manchetes pipocavam diante de meus olhos.
“Serial Killer mata jovem, decapitada.”
“Após estupro, assassino em série mata vitima decapitada, e foge com a cabeça.”
“Corpo da sétima vítima de psicopata é encontrado na lixeira.”
O rosto do assassino surgiu na tela. Deixei o celular escorregar da mão de tão trêmulo que estava. As imagens que tanto lutei para esquecer retornavam com força total e vi tudo escurecer.
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