Notas iniciais
O capítulo está um pouquinho hot, só um pouquinho! Afinal, uma dose de pareja tekila sempre faz bem pra alma! (pelo menos para a minha faz, e muito). Beijos e boa leitura! :*

No capítulo anterior...

– Estevão eu fiquei na rua o dia inteiro, cheguei e fui conversar com a Estrela, ainda não tive tempo de descansar e você já quer...

– Se você não vier, eu vou até você.

– Eu vou tomar banho, sossega aí. E não venha atrás de mim! (entrando no quarto e fechando a porta de acesso)

Estevão até pensou em entrar no quarto pela porta do corredor, mas resolveu esperar um tempinho...

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~~ Quarto de Maria ~~

Maria pegou suas roupas e foi para o banheiro. Se despiu e ficou um bom tempo debaixo do chuveiro frio, acariciando sua barriga e sorrindo ao pensar que faltava pouco menos de quatro meses para a chegada de sua filha, que ela ainda nem sabia que nome daria. Terminado o banho, passou um de seus hidratantes mais cheirosos, vestiu uma camisola preta de seda, penteou os cabelos e voltou para o quarto, se assustando ao ver Estevão sentado em sua cama:

– Eu não falei pra você não vir atrás de mim?

– Ah meu amor, estou apenas matando as saudades dessa cama e pensando em dormir aqui hoje, o que acha?

Maria mantém uma expressão séria e balança a cabeça em negativa.

Estevão insiste – Poxa, me sinto tão abandonado, tão sozinho naquele quarto... Às vezes até esqueço que sou casado! (fazendo cara de coitadinho)

– Nunca te dei motivos pra isso, pare de ficar apelando.

– Apelando? Pedir pra dormir com a minha mulher é estar apelando? De verdade, Maria, tem horas que eu não consigo entender você. Sei lá, você tem um jeito meio estranho de...

Maria o interrompe – Se for para ficar me criticando é melhor voltar pra sua cama, boa noite.

– Não mesmo! (se encostando à cabeceira da cama, olhando para ela).

– Então eu sinto muito, mas vou ter que dormir no seu quarto ou no quarto de hóspedes.

– Só se eu deixar, o que é difícil. E também eu tranquei a porta, nem tem como você ir lá agora. Se quiser jantar, eu peço para a Rebeca trazer aqui em cima. (piscando)

– Mas é claro que eu quero jantar, eu estou morrendo de fome e agora eu como por duas, ou você se esqueceu da sua filha?

– Ah, como eu vou me esquecer do meu amorzinho? (sorrindo) Pare de besteira e venha aqui.

– Ai Estevão, tem horas que você parece um adolescente, sério! – Estevão começa a rir.

Maria continua – Tudo bem... Já vi que com você não tem jeito mesmo, né? – Maria o encarava com um sorriso e olhar provocantes ao notar que ele estava apenas de cueca, também da cor preta.

– Então vem logo Maria, vem! (suspirando)

Maria apagou as luzes e os abajures do quarto e se deitou na cama, virando-se de costas para Estevão e respondendo – Tenha bons sonhos, meu amor.

Estevão permanecia na mesma posição em que estava: sentado e encostado na cabeceira da cama, só que agora se sentia completamente no vácuo. Maria permanecia deitada de lado, com os olhos abertos e segurando o riso.

– Maria... Ainda é muito cedo pra dormir, você não acha? – Maria fechou os olhos e fingiu que estava dormindo – Estevão continuou – Maria?! Maria?! (tocando em seu braço)

C a l i f ó r n i a

~~ Hotel ~~

Alma estava deitada no sofá da sala esperando por Ângelo; já era por volta de 21h e ele ainda não havia chegado. Ela fala consigo mesma:

– Por que ele não chegou até agora? (tentando chama-lo pelo celular, sem sucesso) E ainda por cima não atende ao telefone! Meu Deus, o que está acontecendo? (chorando) Eu não acredito nisso, eu não acredito que... Não! (se derramando em lágrimas)

Em algum bar perto dali...

Gabriel chega acompanhado de uma de suas mulheres – Mais uma tequila aí, Angelito? (debochando) – Raquel o encara.

Ângelo, que já estava um pouco bêbado, respondeu – Não... Não senhor Ramírez, eu preciso ir para casa, eu não avisei nada pra Alma...

Raquel vira para Ângelo e diz – Ai! Para de falar dessa mulher! (dando beijinhos no pescoço dele) Poxa, eu estou aqui, cheia de amor pra te dar e você vem falar de Alma? Por favor, meu amor.

Ângelo – Raquel, isso é errado, eu não devia estar aqui e aquilo que aconteceu, por favor, esqueça.

Raquel – Que nada, foi só um beijo. O que há de errado num beijo? Hm? – Nisso ela rouba um selinho dele, deixando-o desconcertado.

xX chega e grita – Vamos tomar mais uma pessoal?!

Gabriel – Claro que vamos! Mais uma, por favor! (pedindo ao garçom) Vamos, rapaz! Vamos nos divertir... (falando para Ângelo)

xX – Nós trabalhamos muito e temos que ter um tempinho para nos divertirmos, não é verdade?

Raquel – Mas é claro!

Ângelo dá um sorriso sem-graça e responde – Sim, vou tomar mais uma com vocês, mas só essa... Mas esperem um minuto porque eu preciso ligar pra minha esp...

Raquel tenta o interromper – Pra que ligar meu amor? – Gabriel a interrompe e faz um sinal para que ela o deixasse ir.

Ângelo – Com licença.

–-

Raquel – Por que você o deixou sair? E se ele vai embora?

Gabriel – Calma garota, você não sabe de nada. Ele vai voltar! E quando ele voltar, (tirando um vidrinho do bolso) você vai se encarregar de cuidar dele com muito carinho, ouviu? MUITO CARINHO. (alisando as pernas dela)

Raquel – Eu não vou fazer isso com ele, o Ângelo não merece isso.

Gabriel – O que foi, hein? O que deu em você? Vai me dizer que mal conheceu esse merda e se apaixonou? Ah, pelo amor! Você vai fazer o que eu “tô” mandando e pronto e acabou! Você sabe o que pode acontecer se não me obedecer, não sabe? (acariciando o rosto dela) Cuida dele! (saindo)

Raquel colocou as mãos na cabeça e sentiu uma raiva imensa; ela não queria fazer aquilo com Ângelo, o achava uma pessoa boa demais para ser vítima de tamanha atrocidade. Contudo, movida pela chantagem, acabou cumprindo o que Gabriel havia lhe ordenado.

M é x i c o

~~ Apartamento de Adriana ~~

Adriana – Ai! Estou morta, vou dormir. (bocejando)

Laura – Sim amiga, descanse porque amanhã você precisa estar bem disposta para encarar mais uma vez o seu chefe gostosão. (rindo)

– Ninguém te merece! (rindo e bagunçando o cabelo de Laura) Boa noite.

– Sua vaca, você bagunçou meu cabelo, ridícula!

– Você vai dormir Laura, para de palhaçada. (indo para o quarto e fechando a porta)

– Bons sonhos com o Estevão! (gritando)

Laura pulou de alegria; nisso deu uma conferida para ver se Adriana tinha realmente ido para seu quarto e pegou o telefone:

...

– Oi? ... Hm, está livre agora? ... O que você acha de vir aqui, ah...

–-

Enquanto isso, Adriana estava deitada na cama, perdida em seus pensamentos enquanto olhava para a janela que vibrava com a força do vento:

Flashback on

Estevão e Adriana se levantam; Quando Estevão ia devolver a pasta para Adriana, acaba deixando-a cair no chão, sem querer. Num impulso os dois se abaixam para pegar, tocando suas mãos. Adriana olha fixamente para Estevão, que rapidamente se levanta e age normalmente.

Estevão – Perdão senhorita...?

Adriana – Me chamo Adriana senhor, Adriana Fonseca.

– Muito bem senhorita Adriana, vou lhe acompanhar até a porta. (sorrindo simpaticamente)

(...)

Adriana – Não precisa se dar esse trabalho senhor, a Lupita pode me levar, não é?

Lupita – Sim, eu a levo.

Estevão – Não, não, eu que devo te levar. Foi um acidente logo no seu primeiro dia de trabalho, não quero que...

Estrela os interrompe – O que é que isso, papai? Ah, então essa é a ridícula que ligou lá pra casa?

Maria – Estrela, por favor.

Estrela – “Por favor” o caramba! Só de olhar pra cara dessa mulher dá pra ver o tipinho que ela é, oferecida.

Flashback off

– Meu Deus! Acho que de tanto a Laura ficar falando essas coisas pra mim eu acabo não conseguindo tirá-lo da minha mente. Será que foi o sorriso? Os olhos? O jeito? Não! Ele é casado, tem filhos, tem uma família! Eu não sou uma oferecida como aquela garota disse, e quem ela é pra falar isso de mim?! (chorando) Eu não sou esse tipo de mulher, eu não quero alimentar essa ilusão! Isso tem que acabar logo antes que vire uma tortura. Eu preciso esquecê-lo! Ele é apenas meu chefe! Meu chefe! – Adriana dizia consigo mesma.

~~ Mansão dos San Román ~~

Estevão já estava se sentindo irritado com aquela atitude de Maria, então se levantou e acendeu todas as luzes do quarto.

Maria se senta e pergunta – Por que fez isso?

– Eu é que te pergunto: por que você faz isso? – Estevão responde.

– Ai, nem tem mais graça brincar com você, sabia?! – Maria dá gargalhadas.

– Você gosta de fazer esse joguinho, não é? Gosta que eu fique me arrastando aos seus pés, mendigando atenção, carinho... Não é?! (falando em tom exaltado)

Maria se assusta com a seriedade com que Estevão estava falando e responde – Eu estava apenas brincando, amor, mas você...

– Esquece Maria, esquece! Eu vim para cá crente que nós iríamos... (gesticulando) Né?! Aí a dona “Maria sem-infância” faz algo desse tipo. Cansei! (saindo do quarto)

Maria fica com cara de boba e ri sem entender nada. “Depois dessa, vou jantar!” – dizia enquanto colocava o robe e descia.

Enquanto isso, Estevão se acabava de tanto rir em seu quarto, pensando: “Daqui a pouco ela vem aqui pedir desculpas... Ai Maria!”.

~~ Sala de Jantar

Maria jantava sozinha na mesa, quando Carmem chega e pergunta:

– O que foi Mariazinha? Por que está aí tão sozinha, meu amor? Se eu soubesse tinha lhe esperado para jantar com você! E o Estevãozinho?

– Ficou chateado com uma brincadeira que eu fiz e foi pro quarto dele. (comendo)

– Ah, logo, logo vocês estão bem de novo, não se preocupe. Você melhor que ninguém sabe como ele é.

– É né... (sorrindo) E Vivian? Heitor?

– Estavam aqui agora a pouco e perguntaram por vocês, mas já foram se deitar. Vivian aproveitou que o Juanzinho está dormindo para dormir também.

– Verdade, ela tem que aproveitar mesmo porque esse menino chora a madrugada inteira! Essa noite mesmo eu que tive que ajuda-la a coloca-lo pra dormir porque ele não sossegava de jeito nenhum nos braços dela.

– É porque você tem o jeitinho de mãe, Mary. Já é muito experiente e a pobrezinha dessa menina ainda não é tanto assim.

– É... Eu seria um pouco mais experiente se tivesse tido a oportunidade de acompanhar o crescimento dos meus filhos, ver cada fase deles... Mas chega de falar disso! (suspirando) vou descansar também querida, boa noite.

– Também vou meu amor, boa noite e vê se resolve as coisas com aquele meu sobrinho lindo, dá um beijo nele por mim!

Maria começa a rir e responde – Está bem...

~ Quarto de Estevão

Estevão já estava cansado de esperar por Maria e logo concluiu que ela não iria até lá. Ao sair do quarto, acabou encontrando com ela no corredor.

Maria – Olá Senhor estressado que não sabe brincar! (sorrindo)

Estevão respondeu o sorriso sem dizer nada e desceu para a cozinha.

Maria – Se ele pensa que eu vou atrás dele, ah, mas não vou mesmo! – Falando sozinha enquanto entrava em seu quarto.

(...)

Alguns minutos depois...

~~ Quarto de Maria ~~

Maria estava deitada, mas não conseguia pegar no sono porque pensava em Estevão. Enquanto isso, Estevão também estava do outro lado sem conseguir dormir pensando nela.

[Víveme de novo, por favor.]

Tengo un deseo escrito en alto que vuela ya

Mi pensamiento no depende de mi cuerpo

Créeme esta vez

Créeme porque

Me haría daño ahora, y ya lo sé.

***

Maria se levanta indo em direção à porta de acesso e Estevão faz o mesmo. Os dois colocam as mãos na maçaneta da porta e Estevão gira, abrindo-a. Quando Maria percebe, se afasta e sorri sem acreditar. Estevão também se surpreende ao vê-la ali na sua frente daquele jeito e num impulso a pega no colo beijando-a apaixonadamente. Estevão coloca Maria na cama com cuidado e, sem dizerem absolutamente nada, apenas se comunicando através dos olhares e sorrisos, os dois se entregam aos beijos e as carícias que estão recebendo um do outro de uma forma doce e ao mesmo tempo desesperada. Maria deita e se deleita com os toques do seu tão amado e perfeito Estevão, que vai tirando sua camisola delicadamente, depositando beijos e pequenas mordidas em seu pescoço, descendo uma trilha de fogo pelo seu corpo... Ah, era tão indescritível aquilo que Maria sentia quando sua pele entrava em contato com a dele, quando ela sentia seu cheiro ou apenas sua presença... Era como se tivessem um ímã ou algo mais forte, impossível de conter.

Estevão já havia tirado a camisola de Maria completamente e continuava acariciando seu corpo e passando seus lábios por todas as partes que queria; Maria apenas olhava atentamente cada gesto que seu marido fazia, cada expressão que surgia em seu rosto quando a encarava, cada sorriso pícaro que ele a devolvia... Estava se contendo ao máximo, mas seu corpo já estava fervendo e ela queria mais! Estevão enlouqueceu quando finalmente ouviu um gemido dela no momento em que seus lábios tocaram sua intimidade. Maria sentia como se estivesse sendo devorada por ele e se contorcia na cama, gemendo sem pensar em mais nada, só nele e naquelas suas carícias maravilhosas. Quando Estevão mordiscou seu clitóris, ela sentiu como se tocasse as estrelas, gritou o nome dele de forma tão alta que foi preciso que ele a calasse com um beijo sufocante...

Maria conseguiu fazer com que Estevão se soltasse dela um pouco e disse – Meu amor, desse jeito... (se sentando, ofegante) Ah... Nossa, nós temos que parar um pouco porque...

Estevão a interrompe – Não tem problema nenhum minha vida, hm? Você quer tanto como eu, vibra só de me sentir assim... (mordiscando a orelha de Maria enquanto acariciava seus seios) Eu te quero (beijo) te desejo (beijo) sou louco por você! (falando com a voz mais rouca e sensual possível) – Maria apenas respondia com suaves gemidos

Estevão delicadamente puxou o corpo de Maria contra o seu e continuou – Sinta o tamanho do meu desejo por você... Sinta como só você me domina, me fascina... Eu sou teu, Maria...

Os dois continuavam se beijando e se acariciando, sentindo prazer em apenas tocarem suas partes íntimas, apesar das peças que ainda vestiam.

Maria — Sim... Sim meu amor, (gemendo) você é meu e (falando entre os beijos) sou sua, me faça sua! Eu sou sua mulher, (suplicando) sua!

Estevão rapidamente se livrou de sua cueca e tirou a calcinha de Maria, puxando-a pelas pernas e penetrando. Maria dava gemidos cada vez mais intensos e prazerosos olhando a forma como ele se movia, sentindo-o tocar seu interior completamente. Quando tiveram o primeiro orgasmo, Maria sentiu um reboliço em seu ventre e até chegou a se assustar um pouco, mas era apenas a pequena dando o ar da graça, já que também compartilhava daquele momento em que os pais estavam vivendo.

Depois de terem feito amor várias vezes e com os corpos completamente suados, sentaram-se um de frente para o outro.

Maria – Ah... Se nós não ficássemos tão cansados poderíamos fazer a noite inteira!

– Isso é porque você não queria, não é senhora San Román?

– Ai Estevão, não estraga o momento! (se jogando nos braços dele)

– Não... Não... Não quero estragar por nada desse mundo! – Os dois sorriem – Te amo Maria. (tirando as mechas de cabelo do rosto dela e lhe dando um beijo na pontinha do nariz) É você quem eu amei, amo e sempre vou amar, não duvide disso. (dando um selinho nela)

– Não meu amor. Prometo não duvidar mais de você, nem desconfiar, nem me chatear por qualquer coisa sem importância... Mas de vez em quando vou continuar dando uns puxões de orelha em você.

– Ah... Não! (rindo) Tudo bem. Uns puxões de orelha e uns ciúmes fazem bem de vez em quando.

– E você tem que me prometer também, afinal eu não sou a única ciumenta e reclamona aqui.

– Tá, eu prometo! Prometo tudo o que você quiser! Prometo senhora San Román.

– Promete não me chamar mais de senhora também?

– Isso aí já é difícil de prometer (rindo)

– Não disse que prometia tudo? Viu como você é mentiroso!

Os dois se beijam novamente e continuam conversando, fazendo suas brincadeirinhas de costume. Acabaram pegando no sono do jeito em que estavam.

Notas finais
A respeito do(s) próximo(s) capítulo(s): Posso postar amanhã mesmo como daqui a uma semana, não sei! Pois eu prefiro ficar um bom tempo sem postar nada e depois voltar com um capítulo pelo menos "legal" do que sair escrevendo qualquer coisa todo dia e a história acabar perdendo o rumo. Escrever uma fic dá trabalho, por isso peço que entendam a demora nas postagens! Desculpem qualquer coisa e obrigada por acompanharem!