Notas iniciais
Mais um pra vocês! Espero que gostem :*

No capítulo anterior...

– Matar uma pessoa do jeito que você matou qualquer um sabe fazer meu amor. (debochando)

– Sim... Qualquer um sabe fazer, até você, não é? Não. – Fabíola dava um trago em seu cigarro e pensava “Você não faz ideia do que eu já fiz seu idiota! Aliás, todos são uns idiotas!” – De repente ela começa a dar gargalhadas, descontrolada.

Bruno se assusta com o jeito que Fabíola ficou de uma hora para outra e se intriga com as palavras que ela acabara de dizer.

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C a l i f ó r n i a

~~ CW Business & Co. ~~

Ângelo – Bom, acho que é só isso por hoje! Nossa, como foi complicado fechar negócio com aquele pessoal da Itália...

X – Verdade. Então amigo, nos vemos amanhã! (saindo)

Ângelo – Até!

Raquel chega – Olá Angelito!

– É... (sem jeito) Oi Raquel.

– Bom, é... Tem planos pra agora à noite?

– Sim, vou sair com a Alma.

– E posso saber quem é Alma?

– Minha esposa, por quê?

Raquel pega a mão esquerda de Ângelo e olha sua aliança – Hm... Você não me disse que era casado.

– Talvez porque você não tenha me perguntado. Agora se me permite, preciso ir embora, por favor.

Raquel se aproxima de Ângelo e diz – Realmente quer ir? (puxando sua camisa)

– Por favor... É... – Raquel põe o dedo em sua boca, o silenciando.

– Desde a primeira vez que eu te vi senti vontade de fazer isso, mas você é muito difícil, hein? (rindo)

– Nã... Nã... – Raquel o beija e ele acaba correspondendo.

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M é x i c o

~~ Carro de Estevão ~~

Maria e Estevão permaneceram em silêncio durante quase todo o caminho de volta para casa, até que Estevão decide parar em uma rua deserta:

Maria – Por que parou aqui?

– Por que precisamos ter uma conversa.

– Conversa? Sobre o quê?

– Maria, por favor. Desde cedo você está diferente comigo, saímos da empresa sem falarmos nada demais, entramos no carro em silêncio... Eu quero que me diga o que está acontecendo.

– Estevão, não é nada. (virando o rosto)

– Pare de agir assim! Eu te conheço muito bem e sei quando você está triste, quando está chateada, de mau humor... Eu conheço todas as suas manias, as suas crises de ciúme...

Maria o interrompe, com a voz alterada — Ah, começou! Tinha que colocar a culpa em cima de mim! Como sempre, eu sou a ciumenta. Tão ciumenta que até seria capaz de matar alguém por isso, não é verdade?

Estevão se espanta e a vira, pegando-a pelos braços e fazendo com que ela olhasse em seus olhos – Nunca mais repita isso, está me ouvindo? Nunca mais fale dessa forma! Nunca mais!

– Não fale assim comigo você! E me solta! (o empurrando)

– Para com isso, Maria. Hein?! Você sabe que é única pra mim, que só você me faz perder a cabeça... (quase sussurrando) Eu odeio quando você fica fria comigo, quando me ignora ou diz palavras que me fazem sentir culpa e remorso. Por favor, vamos ficar bem, não quero brigar com você...

– Estevão (abaixando a cabeça e deixando rolar algumas lágrimas pelo seu rosto)

– Meu amor, não chore. (a abraçando) – Maria chora mais ainda.

– Me perdoe, é que...

– Não, não... Pronto... Eu entendo, eu sei que você está sensível devido à gravidez e a todos os problemas que não conseguimos resolver, mas (levantando o rosto dela) eu prometo que vou fazer tudo o que puder pra te fazer feliz, pra te ajudar no que for, eu prometo! Eu não vou te decepcionar mais e tire isso da sua cabeça de que eu possa te trair porque eu jamais faria isso com você.

– Mas eu não...

– Maria, eu te conheço. Não vamos mais voltar a tocar nesse assunto, ok?

– Tudo bem. (secando as lágrimas) Eu preciso te contar uma coisa.

– Diga meu amor.

– Nesta semana mesmo irei a Aruba.

– O quê?! Maria, você...

– Já está decidido. Leonel me contou algo sério hoje, parece que estamos a um passo de descobrir quem matou Patrícia.

– Como?

– Vamos pra casa e eu te conto com mais detalhes, mas por favor, eu preciso ir! Minha vida depende disso!

Estevão dá um suspiro profundo, batendo no volante do carro – Está bem, em casa você me conta tudo e aí veremos como vão ficar as coisas.

Maria responde com um sorriso tímido.

– Mas antes de ir, eu quero uma coisa.

– O quê?

– Isso...

Estevão beija Maria apaixonadamente e ela o corresponde da mesma forma. *-*

~~ Apartamento de Adriana ~~

Laura – E aí, como foi o primeiro dia de trabalho da nova secretária das empresas San Román?

Adriana responde com uma expressão triste, sentando no sofá e jogando a bolsa no chão.

Laura – Vish, pelo visto não foi muito bom então. E o que é isso no seu braço?

– Pra você ver! Primeiro dia na empresa, um corte no braço e uma briguinha básica com a filha do seu chefe. Está bom ou quer mais?

– O quê? Como foi que aconteceu isso tudo, menina? Me conta! O que foi que você aprontou?

– Eu? Nada. Aconteceu que uma das lâmpadas da sala caiu de repente, e com isso acabei cortando meu braço. Aí eu estava voltando para o meu andar quando o senhor Estevão viu o meu estado e quis me levar até a enfermaria, só que nesse mesmo momento chegaram a mulher e a filha dele, e...

Laura a interrompe – Armaram confusão pro teu lado porque acharam que você estava dando mole para o bonitão, foi?

– Mais ou menos. A tal Maria nem ligou muito, mas a filha dele só faltava avançar em cima de mim.

– E você ia deixar ela te bater assim sem motivo? Eu hein!

– Claro que não, mas o enfermeiro e a outra secretária a seguraram. Tinha que ver, coitada! E sabe o que eu descobri?

Laura começa a rir e responde – Nossa, já descobriu coisinhas no primeiro dia de serviço, hum então você não é tão lerda como eu pensava!

Adriana joga a almofada nela – Palhaça! Escuta: não tem a Maria, a mulher do meu chefe?

– Sim... Mas eu não a conheço ainda, então...

– Escuta! Hoje teve uma reunião importante lá na empresa, aí eu estava conversando com o Estevão sobre meus planos profissionais, essas coisas...

– Hummm... (rindo)

– Para de graça! Nós estávamos conversando normalmente, sua maldosa. Ele me disse que a mulher dele já esteve no meu lugar, que ela era uma jovem secretária que estudou muito e hoje é o que é e blá, blá, blá...

– Pera aí! (espantada) A mulher dele era secretária? Então ele...

– Isso, ele casou com a secretária.

– Não falei pra você? Querida, nesse meio não podemos perder tempo, meu amor. Com certeza quando eles se conheceram ela era que nem você e aí se jogou pra cima dele.

– Calma, e ainda tem outra: o mais estranho é que, pelo o que ele me disse, ele e a Maria se conheceram quando eram jovens, mas a Lupita, a outra secretária, falou que eles tinham se casado recentemente, e que a Maria não era a mãe da filha dele.

– Hã? Como assim? Então a mulher dele é jovem?

– Não garota, você não me entendeu! Ela deve ter mais ou menos a idade dele, ou é um pouco mais nova, não sei. Mas é muito bonita e elegante, cheia de pose.

– Estranho isso, não tem cabimento. Se ele disse que quando a conheceu ela era jovem e eles só se casaram recentemente, vai ver que naquela época eles só tiveram algum caso, porque ele já era casado com outra... Ele era casado com a mãe da garota! (olhando com uma expressão sarcástica)

– Será?

Amore, esses homens são todos iguais. Ele deve ser do tipo que só esperou a mulher morrer pra casar com essa Maria aí, ou até traía a mulher com ela. Se você for esperta, não vai demorar muito pra ele ficar com você também. (piscando)

– Ai Laura, você não tem jeito... (pensativa e sorridente)

~~ Mansão dos San Román ~~

Maria e Estevão chegam...

Estrela – Nossa! Até que enfim chegaram, meu Deus! Eu não disse que queria conversar com você, Maria?

Estevão – Nada disso. Eu é que tenho que conversar com você, mocinha. Não gostei nada da sua atitude hoje e muito menos do que me contaram.

Maria – Por favor, Estevão. Disse que iríamos esquecer esse assunto, não disse? Além do mais, Estrela tem algo importante pra falar comigo.

Estevão – E sobre o que é que eu não posso saber?

Estrela – Coisa de mulheres.

Estevão – Hmm... Que conversem depois então.

Estrela – Não dá pra ser depois! Eu tenho um compromisso agora.

Estevão – E posso saber com quem?

Estrela – Com quem mais? Com meu namorado, Greco.

Maria – Ai Estevão!

Estevão – Ah... Sim. Temos que conversar sobre ele também. (irritado)

Maria – Deixe que EU converso com ela, sim? (sorrindo para ele)

Estevão – Está bem. Vou tomar banho então. Maria, depois NÓS precisamos conversar também, não esqueça. (rindo)

Estrela – Lá vêm essas “conversas” de vocês! (dando gargalhadas) Não cansam não?

Maria – Estrela! (irritada)

Estevão apenas ri do comentário de Estrela e sobe as escadas.

Maria – E então, sobre o que quer falar?

Estrela – Ai, vamos pra saleta, é que eu não quero que alguém chegue e nos escute.

Maria – Mas por quê?! (sorrindo)

Estrela – É que... Vem! (puxando Maria pelo braço)

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Saleta

Estrela fecha a porta e as duas se sentam no sofá. Maria diz:

– Fale meu amor, sou toda ouvidos.

– Eu fico meio sem-graça de perguntar essas coisas porque, sei lá, é que eu não tenho assim uma amiga em que eu confie muito para contar minha intimidade. A única que eu tinha era a Magui, mas ela não passava de uma oferecida, e as outras são muito inexperientes e...

– Pare de rodeios, fale logo Estrela. (rindo, pois já estava entendendo sobre o que ela queria conversar).

– Bom, o Greco me chamou pra jantar com ele e depois nós estávamos pensando em ir pra... Enfim, é que eu sinto vontade de estar com ele.

– Estar?

– É... Eu quero passar a noite com o Greco, (falando rapidamente) entendeu?

Maria ri e responde – Sim, perfeitamente. Mas você nunca esteve com nenhum homem antes?

– O quê? Você achava que eu...? (surpresa)

– É que você chegou a morar um tempo com o Carlos, pensei que pudesse ter acontecido alguma coisa.

– Não. Não houve nada. Ele quis me enganar porque em uma noite fiquei muito bêbada e depois acordei na cama dele, mas foi apenas uma armação pra que continuássemos juntos.

– E agora você se sente pronta para se entregar ao Greco? Sente que ele realmente é um homem que vale a pena? Se sim...

– Eu amo o Greco, amo como nunca amei nenhum outro, sabe. Com ele me sinto tão protegida, tão amada... Mas é que ainda sinto medo, medo de que aconteça mais alguma coisa e ele me deixe.

– Não pense isso... (segurando as mãos dela) Não pense pelo lado que ele vai te deixar. Pense que aconteça o que acontecer, ele sempre vai estar ao seu lado. E se isso vier a acontecer algum dia, seja firme, pois se o amor de vocês for verdadeiro, não há nada que possa destruí-lo: nem o tempo, nem a distância, muito menos o abandono.

– Maria, você... Você fala de um jeito que... (olhando fixamente nos olhos dela) Nossa! Aproveitando esse seu conselho, sem querer ser indiscreta, eu queria te perguntar outra coisa.

Maria respira fundo, contendo as lágrimas – Sim meu amor, pode perguntar o que quiser.

– A sua primeira vez valeu a pena? Você se sentiu pronta quando se entregou?

Maria olha para baixo, envergonhada.

Estrela insiste – Não precisa me dizer com quem foi, até porque não cabe a mim saber isso né? (rindo) Apenas me diga se foi bom, se... Se você gostou, ou...

– É... Foi... – Maria se perde em seus pensamentos

Flashback on

Acapulco, 1980. Maria e Estevão estavam num quarto de um luxuoso hotel, recém-casados e completamente felizes.

Estevão abraça Maria por trás e fala em seu ouvido – Meu amor, esse dia vai ficar marcado para sempre em nossas vidas! Será um dia que nunca iremos esquecer, apesar do tempo ou de qualquer coisa. O dia em que você e eu nos tornamos um só... (beijando o rosto dela)

Maria suspira – Ah Estevão! (sorrindo) Não há como explicar o que sinto! (apertando as mãos dele que envolviam sua cintura) Você é tão perfeito, tão... Eu te amo tanto! — Maria estremece ao sentir os lábios de Estevão em sua nuca, deslizando pelas suas costas enquanto ele ia desabotoando delicadamente seu lindo vestido de noiva.

– Também te amo meu amor, te amo e te desejo como nunca desejei a ninguém.

Após Estevão ter tirado completamente o vestido de Maria, ela se sentiu um pouco envergonhada e nervosa em estar na frente do homem que amava apenas de roupas íntimas, ainda mais percebendo a forma como ele o olhava.

Estevão — Tranquila meu amor, eu prometo ser o mais carinhoso possível com você, não quero te machucar, apenas te dar prazer. (pressionando-a cada vez mais contra o seu corpo)

Maria se sentiu um pouco mais confiante e tomada pelo desejo que a consumia, respondeu – Não se preocupe com isso, minha vida. Eu estou pronta pra ser sua, (sussurrando) completamente sua...

E assim os dois se entregaram ao amor, pela primeira vez.

Flashback off

Maria – E foi mais ou menos assim, (sorrindo) ele foi um cavalheiro comigo e... Posso dizer que foi uma das melhores noites que eu já vivi em toda a minha vida.

Estrela estava de boca aberta – Nossa, que inveja! E porque vocês não continuaram juntos? Por que se separaram?

Maria volta à realidade e se dá conta de que Estrela estava dizendo aquilo porque não sabia que na verdade o seu primeiro e único amor havia sido seu pai, Estevão.

– Espero que você não se chateie, mas eu não gostaria de falar sobre esse assunto.

– Tudo bem Maria. Acho que já perguntei demais, eu nem devia ter te incomodado com uma besteira dessas... (olhando para o relógio) Ai meu Deus, ele já deve estar chegando aqui!

– Não tem problema, filha. Sempre que quiser conversar, sabe com quem contar. (sorrindo) Seja responsável antes de tudo.

– Sim. Nossa me sinto mil vezes melhor depois de ter conversado com você, ai, obrigada! (dando um abraço apertado em Maria)

Carmem bate à porta – Estrelinha, você está aí? Aquele rapazinho está te esperando ali fora...

Maria – Aí, já chegou!

As duas saem da saleta.

Greco – Boa noite senhoras. Vamos Estrela?

Maria e Carmem respondem – Boa noite.

Estrela – Tchau tia! (dando um beijo em Carmem) Tchau minha linda, awwn! (dando um abraço e um beijo no rosto de Maria) E mais uma vez, obrigada por tudo!

Maria – De nada! Vai com Deus, meu amor! (colocando as mãos no rosto, emocionada).

Greco – Tchau. Boa noite!

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Carmem – Mariazinha querida, fico tão feliz em te ver bem com a sua filhinha. Por que vocês não acabam logo com isso? Acabe com esse sofrimento, conte logo que é a mãe desses meninos. Veja como a Estrelinha gosta de você! Não dá pra negar quando a voz do sangue chama! (enfatizando a última frase)

Maria – Você tem razão, Carmem. (suspirando) Mas para isso eu preciso descobrir quem é o verdadeiro assassino de Patrícia, só assim finalmente poderei ser feliz. (apertando as mãos de Carmem)

Maria sobe as escadas.

Carmem olha para o nada, com uma expressão assustada.

~~ Quarto de Estevão ~~

Maria sai entrando no quarto de Estevão, e dá de cara com ele completamente molhado, só de toalha:

– Depois diz que eu é que fico te provocando. (o olhando de cima a baixo, com uma cara de safada).

– Mas o que é isso? (rindo) Eu estou no meu quarto, você é que entrou sem bater.

Maria respira fundo e se abana, mexendo nos cabelos – Bem, você disse pra eu vir aqui porque tínhamos uma conversa séria, não foi, senhor Estevão?

– Exatamente. Temos que rever isso de você querer ir para Aruba. (se sentando na beirada da cama)

– Rever não, eu vou para Aruba, isso já é algo decidido.

– Mas Maria, você está grávida, o médico disse que...

Maria o interrompe – Estevão, eu não posso adiar isso! Eu preciso acabar com toda essa história, eu não aguento mais ter que ficar mentindo pros meus filhos, ficar inventando coisas porque eu me sinto culpada por algo que eu não fiz. Quem matou a Patrícia precisa pagar por esse crime e eu não vou descansar enquanto não conseguir colocar essa pessoa atrás das grades.

– Calma. Tudo bem, você vai. Mas o que foi que o Leonel descobriu de tão importante pra fazê-los ir até lá? Vocês tem ideia de quem tenha sido?

– Um dos homens que trabalhavam no hotel foi subornado e depois ameaçado por um bom tempo para que não contasse a verdade. Esse homem viu tudo, ele sabe quem foi e tem provas. Segundo ele, uma mulher é a assassina, e uma mulher loira.

– Mulher loira? (surpreso) Então pode ter sido a Daniela...

– Verdade. (colocando as mãos na boca) Mas não podemos acusar ninguém sem ter provas, é por isso que precisamos ir urgentemente pra lá.

– Eu vou com vocês.

– Não Estevão, é melhor você ficar aqui cuidando dos negócios, dos meninos... Quem precisa resolver isso somos nós: Leonel e eu.

– Maria, você nem devia fazer uma viagem dessas estando grávida e ainda não quer que eu vá com você, você está maluca? É claro que eu vou!

– Não vai e pronto e acabou.

– O chefe da casa sou eu e eu digo que se eu não for, você não vai.

– Chefe da casa, mas não meu chefe. Você não manda em mim! Eu vou sim.

– Ah, mas não vai mesmo.

– E o que pensa em fazer? Me trancar em casa? (rindo)

– Até que não seria uma má ideia...

– Para de graça, Estevão. Se você for pode complicar ainda mais as coisas, por favor, me entenda!

Estevão suspira e responde – Tudo bem. Quando pretendem ir?

– Nesta semana mesmo, sexta-feira, talvez.

– Sexta-feira?! (espantado)

– Por que, algum problema?

– Eu vou ter que ficar o final de semana inteiro sem você?

– Você ficou vinte anos, ficar um final de semana não é nada, querido.

– Vem cá.

– Não, eu vou tomar banho.

– Para com isso, vem cá.

– Estevão eu fiquei na rua o dia inteiro, cheguei e fui conversar com a Estrela, ainda não tive tempo de descansar e você já quer...

– Se você não vier, eu vou até você.

– Eu vou tomar banho, sossega aí. E não venha atrás de mim! (entrando no quarto e fechando a porta de acesso)

Estevão até pensou em entrar no quarto pela porta do corredor, mas resolveu esperar um tempinho...

Notas finais
CONTINUA.