Notas iniciais
Perdão pelos erros, não fiz revisão! :|

No capítulo anterior...

Adriana apertava o braço, que estava sangrando – Perdão senhor, é que uma lâmpada caiu de repente e sem perceber acabei levando um corte no braço, ai...

– Meu Deus, como foi isso? Onde?

– Na sala do Daniel, do nada uma das lâmpadas espatifou no chão, por sorte não nos ferimos gravemente, acho que deve ter voado algum estilhaço em mim.

– Nossa, mas está sangrando demais! Vou te levar até a enfermaria... (pegando no braço de Adriana)

Maria e Estrela chegam e se deparam com aquela cena; Estrela fica boquiaberta.

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Adriana – Não precisa se dar esse trabalho senhor, a Lupita pode me levar, não é?

Lupita – Sim, eu a levo.

Estevão – Não, não, eu que devo te levar. Foi um acidente logo no seu primeiro dia de trabalho, não quero que...

Estrela os interrompe – O que é que isso, papai? Ah, então essa é a ridícula que ligou lá pra casa?

Maria – Estrela, por favor.

Estrela – “Por favor” o caramba! Só de olhar pra cara dessa mulher dá pra ver o tipinho que ela é, oferecida.

Estevão – Estrela, pare de dizer besteiras! Adriana se feriu e eu estou apenas tentando ajuda-la.

Estrela – Ai, homens são todos iguais... Não podem ver uma mulher que já ficam querendo se mostrarem prestativos, cavalheiros. Ridículo isso!

Estevão fica irritado e fala – Lupita, acompanhe Adriana até a enfermaria.

Lupita – Sim senhor. Vamos... (levando Adriana)

Estrela – Por que não a levou logo? Não era isso que queria fazer?

Maria – Estrela! Quem devia estar contestando alguma coisa aqui sou eu, afinal eu sou a esposa do seu pai e não vi nada demais...

Estrela a interrompe – Maria, por favor! O problema não é meu pai, é essa mulher! Você viu o jeito que ela estava se jogando nele?

Estevão ri e responde – Você está vendo coisas demais, minha filha, por favor! Aconteceu que eu pedi para Adriana ir levar uns papeis para o Daniel assinar, quando ela chegou à sala dele uma lâmpada caiu e ela acabou se cortando. Ela estava me contando e eu estava me oferecendo para leva-la à enfermaria...

Maria – Não precisa ficar dando explicações meu amor, eu confio em você. (dando um beijo frio em Estevão) Vou para a minha sala.

Estrela – Mulher ridícula! Agora vai se desculpar com a Maria, porque eu duvido que ela tenha engolido essa. (saindo em direção ao elevador)

Estevão fica sem entender e grita – Estrela volte aqui!

Estrela ia descer para ir embora, mas antes ela precisava ter uma conversa com a tal “secretária oferecida”, então voltou e foi para a enfermaria.

~~ Sala de Maria ~~

Estevão entra e pergunta – Meu amor, você ficou chateada com o que viu?

Maria vira a cadeira e responde – Não, eu já disse. Não precisa explicar nada, não houve nada demais.

– Não gosto quando você fala assim comigo e me responde dessa forma.

– Como você queria que eu te respondesse Estevão? Queria que eu me zangasse? Que eu arrumasse um escândalo só porque meu marido estava segurando o braço da secretária dele e sendo solidário? – Maria dá um riso sarcástico.

– Que bom que você pensa assim. Até porque não há motivos pra ficar colocando preocupações na mente; já temos problemas demais em nossas vidas para resolvermos e mais um não será bem-vindo.

– Exatamente, querido. Só te digo novamente: apesar de tudo o que você me fez passar, disse que voltaria a confiar em você e estou confiando porque eu te amo e você também me deu muitas provas de que merece meu amor, mas uma traição... Escute bem! Uma traição, depois disso tudo... (suspirando) Eu jamais perdoaria. Jamais! Agora saia que eu tenho muita coisa pra fazer.

Estevão fica indignado ao ouvir aquelas palavras, mas consente para evitar discussões – Está bem, como quiser SENHORA. (saindo da sala).

Maria coloca as mãos no rosto, suspira novamente e começa a chorar, pensando:

Por que ajo dessa forma tão estúpida com Estevão? Por que apesar de dizer que confio nele, continuo desconfiando e achando que uma hora ou outra ele vai me trair? Ah, meu Deus, me dê uma solução... E os meus filhos, meus filhos queridos?! Hoje Estrela me deu mais uma prova do seu carinho por mim, mas isso não é o suficiente. Não vejo a hora em que eu finalmente possa dizer quem realmente sou e ouvi-los me chamar de mamãe...” – ela fala em voz alta, consigo mesma: Aconteceram tantas coisas nesses meses que eu acabei perdendo o meu foco, o meu rumo, o porquê de eu ter voltado! Preciso descobrir quem é o verdadeiro assassino de Patrícia, eu não posso deixar essas buscas de lado, não posso! E se ele estiver do meu lado? E se for uma pessoa com quem eu convivo, que eu lido diariamente?! Preciso descobrir quem foi o verdadeiro assassino! Preciso tirar essa culpa de mim! Preciso recuperar os meus filhos! – Maria chora intensamente.

~~ Enfermaria ~~

Enfermeiro – O corte não foi profundo, (terminando o curativo) pronto. Finalmente o sangue estancou (sorrindo)

Lupita – Estava sangrando tanto que acho que isso foi o que mais a assustou (rindo)

Adriana – É, porque doer nem está doendo muito, o problema era o sangramento, pensei que tivesse sido algo mais sério.

Enfermeiro – Não, não... Isso acontece, logo cicatriza. Você é nova por aqui, não é?

Adriana – Sim, estou começando hoje. Me chamo Adriana, sou secretária do senhor Estevão.

Lupita – Ela está no lugar da Alma, Miguel.

Enfermeiro – Ah tá. Eu me chamo Miguel Duarte, sou um dos enfermeiros que sempre fica à disposição nessa empresa (rindo)

Adriana – Que bom que...

Estrela chega, puxando Adriana pela blusa – Escuta aqui, garota!

Miguel – Ei, ei, ei! Como assim você sai entrando e puxando a menina desse jeito? O que deu em você, Estrela? (separando-a de Adriana)

Adriana segura o próprio braço, que estava ferido – Ai! Você é louca! Tirem essa louca daqui!

Estrela – Louca é você de se meter com o meu pai! Olha, se você continuar se oferecendo pra ele eu juro que eu acabo com você, está me ouvindo? Eu acabo com você! (gritando)

Lupita – Para com isso, Estrela. Vamos...

Estrela grita com Miguel – E você me solta!

Miguel – Não, não vou te soltar até você se acalmar! Que jeito é esse de falar com a senhorita, ela não fez nada!

Adriana – Garotinha mimada, estúpida. Pensa que só porque é filha do patrão pode falar assim com todo mundo é? Você não sabe de nada, nem estava aqui quando aconteceram as coisas, só porque viu seu pai tentando me ajudar já está aí falando besteira!

Estrela parte pra cima de Adriana – Ah, mas agora você vai ver só sua ridícula!

Miguel e Lupita puxam Estrela e a tiram da enfermaria.

Lupita – Vamos Estrela, já passou da hora de você aprender a agir feito mulher, você não é mais criança!

Estrela – E quem é você pra me dar sermões? Acha que só porque é namorada do Leonel pode se meter na minha vida? Já virou amiga dessa vagabunda (gritando) aí?

Leonel chega...

Lupita – Ai, que bom que você chegou! Leve a Estrela daqui, pelo amor de Deus!

Leonel – O que foi que deu em você, Estrela? O que está acontecendo?

Adriana sai da enfermaria...

Estrela – Foi tudo por culpa dessa aí! Meu pai não sabe mais contratar as pessoas, sai chamando qualquer tipo de gente pra trabalhar aqui... Oferecida, desgraçada!

Adriana – Olha que eu posso te processar por calúnia e difamação hein, sua maluca!

Estrela – Vai, processa! Olha, tô cheia de medo... (debochando)

Leonel – Já chega! (gritando) Estrela, vamos que eu vou ter uma conversa séria com você, já passou da idade de ficar dando esses ataques de ciúmes! Vamos (puxando-a pelo braço)

Adriana suspira e fala – Meu Deus, essa garota é sempre assim?

Lupita – É o jeito dela: impulsiva e explosiva. Sabe como é, cresceu sem a mãe, viveu criada pelas tias e pelo visto o pai quase não tinha tempo para ela e o irmão...

Adriana – Então ela não é filha da Maria? (espantada)

Lupita – Da DONA Maria, você quis dizer. Não, a senhora Maria se casou com o senhor Estevão há pouco tempo pelo o que eu sei.

Adriana – Hm, nossa! Então... (confusa)

Lupita – Então?

Adriana – Não, nada. Vamos voltar a trabalhar porque hoje é meu primeiro dia e... Meu Deus, que dia! (suspirando) — Ela estava intrigada com o que Lupita acabara de dizer e se recordou do que Estevão lhe contou mais cedo; tentou “ligar os pontos”, mas ficou mais confusa ainda. “Essa história desses dois é muito estranha...” – Pensou.

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~~ Sala de Maria ~~

Batem à porta...

Maria – Entre.

Leonel – Maria!

– Olá, Leonel. (sorrindo) Sente-se.

– Nossa, sua filha está demais!

– Quem? Estrela? Mas ela não foi embora? (espantada)

– Foi embora agora porque eu a mandei ir. Ela já estava discutindo com uma jovem, acho que é a nova secretária...

– Ai meu Deus! Estrela não tem jeito... Ela ficou com mais ciúmes que eu. (rindo) Mas não houve nada demais, né?

– Não houve porque parece que o Miguel da enfermaria e a Lupita as separaram.

– O quê? (se levantando) Quem aquela garota pensa que é para encostar na minha filha?!

– Calma Maria, calma. Elas não chegaram a se agredir! E foi a Estrela quem começou, ela que queria bater na menina.

– Não interessa! (exaltada) Se aquela garota, ou seja lá quem for se atrever a mexer com os MEUS FILHOS vai se ver comigo, pois por eles eu faço qualquer coisa!

– Calma. Respira... Olha que você está esperando uma outra menina aí e espero que essa seja um pouco mais tranquila. (rindo)

– Ah Leonel, por favor.

– Mas mudando de assunto... Eu descobri uma coisa que acho que vai te deixar ou muito feliz ou muito mais preocupada do que já está.

– Descobriu? Descobriu o quê? (surpresa)

– Bom, daquela última vez que viajei para Aruba acabou que não conseguimos nada com nada, as testemunhas pareciam terem sumido do mapa.

– E...?

– E aí que, ah... Como eu posso dizer?

– Diga logo, Leonel, está me deixando nervosa!

– Um dos homens que estavam lá no hotel naquela noite, há vinte anos, finalmente decidiu falar. Um outro funcionário com quem eu mantenho contato me afirmou que ele estava sendo pressionado durante todos esses anos pelo assassino para não contar a verdade e que inclusive nos primeiros anos essa pessoa o subornava sempre mandando dinheiro para que ele ficasse quieto e não contasse absolutamente nada do que sabia.

– Então esse homem sabe quem foi o verdadeiro assassino de Patrícia e... Ai meu Deus! (trêmula) Ele sabe de tudo e nunca contou nada, esse covarde! Me deixou pagando vinte anos por um crime que eu não cometi! Esse imbecil, idiota! (dando um soco na mesa)

– Maria, se acalme, por favor! Me ouça primeiro!

– Está bem, termine logo de falar.

– Se põe no lugar dele, ele estava sendo ameaçado pelo assassino, estava correndo risco de vida... O assassino o pagava uma boa quantia por meses, mas depois ele quis se aproveitar da situação e pedir para que aumentasse o valor que recebia. O assassino então, se aproveitou da fraqueza desse homem e conseguiu fazer com que, além dele não receber mais nada, continuasse calado, pois tinha o poder de mata-lo a qualquer momento. Agora como, eu não sei!

– Me por no lugar dele? Ai, por favor! As pessoas que deviam ter se colocado no meu lugar porque fui eu quem ficou vinte anos trancada numa cela sem direito a nada! E afinal de contas, quem é esse assassino? Quem é essa pessoa que o ameaçou durante tanto tempo? Quem pode ser essa pessoa maldita que fez isso tudo? Quem?

– Pelo o que tudo indica, foi uma mulher. Uma mulher loira.

– O quê?! (espantada) Mas quem era essa mulher?

– Ele disse ter uma prova, mas pra isso teremos que ir até lá. O problema é que você está...

– Não interessa! Essa semana mesmo eu vou, ou melhor, nós vamos. Nós vamos para Aruba acabar com isso de uma vez por todas!

~~ Mansão de Fabíola e Bruno ~~

Bruno – Já reparou meu amor? Já reparou que desde aquele incidente entre você e a falecida Albinha os San Román não querem mais saber da gente?

Fabíola – Melhor assim. Estou pouco me lixando para aqueles ridículos! Mas ainda tenho medo de me acusarem de ter a assassinado.

Bruno – Até agora não falaram nada e mesmo assim, você não a matou querida! (rindo) Foi, digamos que... Uma consequência do que ela já estava planejando. Ela queria envenenar a Maria, não queria? Então. Ela apenas teve o azar do champanhe envenenado parar em sua boca.

Fabíola – Mas fui eu que troquei as taças, eu que dei a taça envenenada pra ela! Eu matei a Alba! Eu sou uma assassina Bruno. Eu sou uma completa assassina! (chorando)

– Ah meu amor não fale assim, não se culpe! (a abraçando e falando ironicamente) A única coisa ruim é que por sua causa eu não vou mais ter a chance de colocar as mãos na fortuna deles (apertando o pescoço de Fabíola)

– Seu doente, você está me machucando!

– Que nada, isso é apenas para você sentir um pouquinho, só um pouquinho da minha raiva. (rindo)

Fabíola se solta bruscamente de Bruno e grita – Você não sabe de nada! Você não sabe do que eu sou capaz de fazer! Se eu quiser, eu acabo com você agora mesmo porque eu sou uma assassina, uma completa assassina.

– Matar uma pessoa do jeito que você matou qualquer um sabe fazer meu amor. (debochando)

– Sim... Qualquer um sabe fazer, até você, não é? Não. – Fabíola dava um trago em seu cigarro e pensava “Você não faz ideia do que eu já fiz seu idiota! Aliás, todos são uns idiotas!” – De repente ela começa a dar gargalhadas, descontrolada.

Bruno se assusta com o jeito que Fabíola ficou de uma hora para outra e se intriga com as palavras que ela acabara de dizer.

Notas finais
Besitos e até segunda-feira postarei mais!