Maid Café Yaoi

2 Três Gotas De Chocolate


Notas iniciais
Yoo *-* Não me matem kkk Eu sei que eu demorei pra postar, mas eu disse que não tinha prazo para postar. Só escrevo quando a preguiça deixar auehuaheuahe Mas em compensação, esse capítulo ficou até meio grandinho rsrs Eu tento deixar os caps com menos de 2.000 palavras '-' mas nunca consigo D: Bem, a partir de agora, é sempre o Shun que vai narrar, não mais a Okami. Enfim, perdoem qualquer erro e espero que gostem *-*

Eu estava colocando meu uniforme de Maid, me preparando para mais um dia de trabalho. Eu realmente gosto de trabalhar aqui! Apesar dos constantes assédios que sofro das garotas, é divertido viver a vida de um personagem.

Faltavam 15 minutos para abrirmos, e todos os funcionários já estavam na loja... Menos Ichiro. Ele nunca foi de se atrasar, mas dessa vez ele ainda não tinha chegado, o que me fez ficar preocupado. E se tivesse acontecido alguma coisa?

Antes que esse pensamento continuasse atordoando minha mente, o garoto de chamativos cabelos azuis adentrou a loja com uma cara meio desanimada.

– Ah, finalmente chegou! – Disse Okami meio brava, mas ao ver a cara dele, mudou o tom de voz para um mais preocupado – Ei, que cara é essa? Aconteceu alguma coisa?

– Na verdade... – Ichiro começou falando – Aconteceu sim. Eu preciso falar uma coisa com vocês. Com todos vocês – ele olhou para Naoto e Mizuki que estavam conversando meio longe.

– Ei vocês! – gritou Okami para os dois – Deixem para se pegar quando abrirmos! Venham aqui!

Os dois reviraram os olhos e vieram em nossa direção. Eu não estava com um bom pressentimento sobre aquilo. O que Ichiro queria dizer?

– Não estávamos nos pegando! – protestou Naoto para Okami.

– Tá, não importa! – ela interrompeu – Ichiro tem uma coisa a dizer.

Todos nos sentamos em uma mesa. Nesse momento todos olharam para o garoto de cabelos azuis. Ele, percebendo que todos o esperavam falar, suspirou e começou a dizer:

– Bem... Vocês sabem que sempre foi meu sonho seguir carreira artística, né?

– Sim, e aí? – Okami parecia muito ansiosa.

– Lembram que mês passado eu disse que ia fazer um teste para um filme? Eu fiz esse teste, mas também fiz teste pra dançarino. Não passei no teste pra ator, mas no de dançarino sim...

– O quê? – Okami pareceu empolgada – Explica direito!

– Bem, me chamaram para ser dançarino de uma banda nova, e não sei se aceito...

– Aceita! – gritamos nós quatro ao mesmo tempo.

Ichiro até se assusto com a resposta. Nós, diferente dele, parecíamos empolgados. Okami, depois de dar um pequeno grito, falou animada:

– Claro que você vai aceitar! Você dança muito bem que eu já vi! E esse não era seu sonho? Está desanimado por quê?

– Meu sonho era ser ator! – protestou ele – Eu adoro dançar também, mas essa banda nem é famosa, começou agora...

– Mas é assim que começa! – falei – Ninguém começa do topo. Se você começar como dançarino, alguém vai te notar. Pode acabar virando cantor e até ator mais tarde.

– Não é só esse o problema... – ele abaixou o tom de voz – Essa banda é coreana. E se eu aceitasse, teria que viajar para a Coreia. E os ensaios começariam tipo... Amanhã...

Nesse momento, todos nós nos calamos. Os sorrisos se desfizeram de nossos rostos. Cada um com seus pensamentos. Então esse era o problema. Iríamos ficar sem o Ichiro tão de repente?

Percebendo o nosso silêncio, Ichiro falou:

– Por isso não sei se vou aceitar. Eu sei que é uma grande oportunidade, mas não posso simplesmente largar tudo tão de repente pra uma coisa que nem é tão certa assim.

Depois de mais um tempo calados, Okami bateu a mão na mesa, se levantando e dizendo decidida:

– Você vai sim! Não pode desperdiçar uma oportunidade dessas!

– Mas e a cafeteria? – perguntou Naoto – Nós somos dois casais? Como vamos ficar sem ele?

– Relaxe, eu dou um jeito. – Okami deu de ombros – O que importa agora é que Ichiro siga seus sonhos! Ah – ela virou para Ichiro – E se você aparecer divando em um m/v de K-pop, eu vou ser a primeira a ver!

Ele riu, e se levantou para abraçar Okami. Eu, como sou intrometido, me levantei também e abracei os dois. Naoto e Mizuki decidiram entrar na onda e nos abraçaram também. Ficamos um tempo assim, até que Okami, já sufocada, gritou:

– Ah! Ta bom! Me soltem! Eu quero ar!

Assim que a soltamos, ela ajeitou o cabelo e falou:

– Temos que abrir agora. Vamos aproveitar nosso último dia com Ichiro e fazer bonito!

– Hai! – todos concordaram

E o dia se passou mais rápido do que eu imaginava. No papel, Ichiro tinha que me ignorar, mas ele não fez isso hoje. Passou o dia todo me dando atenção. Acho que ele queria aproveitar o último dia que tinha como meu Seme. Confesso que vou sentir falta dele, ele era realmente um grande amigo para mim.

Assim que fechamos, ficou um clima muito tenso entre nós. Percebi que Okami segurava o choro. Pelo visto, Ichiro percebeu isso também, pois foi até ela e a abraçou, dizendo:

– Não chora não, senão vou chorar também.

– Não vou chorar, idiota! – disse ela, já deixando algumas lágrimas escorrerem.

Ele riu e a apertou mais forte.

– Eu amo todos vocês, sabia? – Ichiro disse, ainda sem soltar a garota – Okami, você, além de ser minha patroa, é uma grande amiga. Prometo manter contato.

Ele limpou o rosto dela e veio até mim, me abraçando bem forte. Eu retribuí o abraço, também deixando algumas lágrimas caírem.

– Vou sentir sua falta, meu Uke. – brincou Ichiro

Eu ri e o abracei com mais força, dizendo:

– Também vou sentir sua falta...

Ele me soltou a foi até Naoto e Mizuki para abraçá-los e se despedir. Depois de muito drama desnecessário, Ichiro pegou suas coisas e disse:

– Já tenho que ir. Tenho que arrumar as malas e tudo mais. Relaxem, eu vou manter contato.

E assim ele foi embora. Eu já ia pegar as minhas coisas para ir embora também, mas logo Okami me impediu:

– Espere! Não vão ainda, temos que conversar sobre como será de agora em diante.

Nós quatro nos sentamos numa mesa, atentos às explicações de Okami. Ela respirou fundo e começou a falar:

– Bem, vamos ter que mudar um pouco os planos. Sim, teremos que achar outro Seme para o Shun o mais rápido possível, mas também não vai ser tão fácil, não quero que seja qualquer um. Tem que ser alguém que conheça nosso sistema.

Ela olhou para nós para ver se concordávamos. Assentimos, então ela continuou:

– Mas enquanto não acho outro Seme, vamos mudar o roteiro. Vocês vão formar tipo um triângulo amoroso. Como três gotas de chocolate em um único Cookie.

– O quê? – fiquei meio incrédulo, eu não queria bancar o desgraçado que atrapalha uma relação.

– Calma! Deixe-me explicar! – ela continuou – Shun, você vai bancar o Uke abandonado. Claro que as garotas vão perguntar onde está seu Seme, e você responde que ele te abandonou, que ele te trocou e foi embora. Deixe que eu me encarrego de dar as verdadeiras explicações. É necessário que você faça drama, ok?

Concordei e esperei ela continuar:

– Enfim, você vai fingir estar muito carente e querendo um Seme, então, vai querer a atenção de Mizuki. Chega nele, pergunta o que ele ta fazendo e tal, abraça ele, faça de tudo! Não esconda que está carente.

– Hai... – concordei. Não gostei muito dessa ideia, mas era esse meu papel, então tudo bem.

– Mizuki, – continuou Okami – Você vai dar um pouco de bola para o Shun. Finja ser inocente e pense que ele só quer um amigo. Mas no fundo, você estará apenas querendo fazer ciúmes em Naoto.

– Hai! – concordou ele também, já se preparando para as novas funções do personagem.

– E Naoto – disse Okami – Você irá morrer de ciúmes deles dois. Mas como você é Uke fugitivo, não vai admitir isso, só vai tentar separar os dois. E claro que Mizuki vai preferir você ao Shun. Já o Shun – ela olhou para mim – Vai apelar para as garota. Faça elas se derreterem de pena de você.

– Hai – concordou Naoto.

– Mas assim elas vão querer me estuprar! – reclamei para Okami.

– É essa a intenção! – ela abriu um sorriso malicioso – Isso vai ser só até acharmos um Seme para você. Não vai ser difícil e vai ser legal também.

É, tivemos que concordar. Era o melhor a fazer já que agora Ichiro foi embora. Depois dessa conversa, arrumamos nossas coisas e fomos dispensados.

E logo chegou o dia seguinte, onde estrearíamos um novo roteiro. Eu estava preparado, já tinha programado algumas coisas para fazer, mas iria improvisar a agir naturalmente, como sempre fiz.

Abrimos a loja e várias pessoas foram entrando. Claro que perceberam a falta de Ichiro, então, um grupo de garotas que sempre vem aqui perguntou:

– Ei, Shun-chan, onde está seu Seme?

E como meu personagem devia fazer, fiz cara de abandonado e disse com voz de choro:

– Ele... Foi embora... Me abandonou...

Claro que elas se derreteram de pena. Ficaram o tempo todo me fazendo perguntas, e eu fazendo drama. Elas pareciam realmente tristes por ele ter ido embora, mesmo depois de Okami explicar que ele foi realizar um sonho.

Bem, resolvi sair um pouco de lá e fazer meu trabalho. Atendi alguns clientes, até que olhei para o lado e vi Mizuki limpando uma mesa. Era a deixa perfeita para a minha encenação.

– Mizukiiiiii! – gritei alegremente, me aproximando dele.

Falei bem alto para chamar a atenção das clientes, e funcionou. Praticamente todo mundo olhava para nós agora.

– O que você está fazendo? – perguntei, fazendo uma carinha fofa com um sorriso.

– Estou só limpando a mesa – respondeu ele com naturalidade, fingindo não perceber minhas intenções, assim como o personagem dele devia fazer.

– Quer ajuda? Eu gosto de ajudar os outros! – falei sem desfazer o sorriso.

– Ah, claro, obrigado – disse ele estendendo um pano.

E assim começamos a limpar a mesa juntos. Ríamos e conversávamos. Naoto finalmente pareceu perceber o que estávamos fazendo e viu que era hora de seu personagem agir:

– Ér... Com licença... – disse Naoto assim que se aproximou, com um tom meio zangado – Mizuki, eu acho que você pode muito bem limpar uma mesa sozinho...

– Bem, eu posso, mas é mais divertido limpar com o Shun – provocou Mizuki. – Adoro a companhia dele. Não é mesmo Shun?

Abri um enorme sorriso e pulei em cima dele, o abraçando bem forte, gritando:

– Mizukiiii! Eu também gosto de ficar com você!

Naoto fez uma cara de ódio enorme, arrancando vários comentários e risos da plateia que observava essa cena.

– Então... Tá! – rosnou ele e foi embora, fazer seu serviço.

Mizuki me largou e foi correndo atrás de Naoto. Ele o abraçou por trás e disse em seu ouvido, mas que foi alto o suficiente para todos ouvirem:

– Qual o problema? Está com ciúmes?

As garotas gritaram e riram. Isso acontece toda vez que a cena faz sucesso, por isso sabemos quando devemos continuar ou não.

– Claro que não! – gritou Naoto, com cara zangada – Por que eu teria ciúmes? Não preciso de você mesmo! Vai lá com o Shunsuke, vai!

A plateia vibrou em “owwwn’s”. As Fujoshis dizem que Ukes irritadinhos são a coisa mais fofa de todas. Pena que meu personagem não é Uke irritadinho.

– Own, que lindo você com ciúmes – Mizuki o apertou mais ainda.

– Eu não estou... – Naoto transferiu sua cara de raiva para uma triste – É só que... Só que... Você... Você é meu, entendeu?

Ok, dessa vez tive que tapar os ouvidos por causa dos gritos das garotas. Achei que elas fossem explodir de tão vermelhas que ficaram. O pior de tudo foi quando Mizuki abraçou Naoto de frente e lhe deu um selinho bem rápido. Sério, acho que fiquei surdo.

Como meu personagem devia fazer, forcei algumas lágrimas e me afastei deles dois, sentando em um canto solitário. Claro que as garotas da mesa ao lado vieram me mimar:

– Own, Shun-chan, o que aconteceu?

– Eu... – comecei com meu drama – Eu só queria um pouco de atenção... Ichiro me abandonou... E... Eu estou... Tão carente...

É, não devia ter feito isso. Antes que me desse conta, milhões de garotas voaram em mim para me abraçar, derretidas de pena. Tá, confesso que é legal ser o centro das atenções às vezes.

Bem, dei um jeito de me livrar delas e fui atender outros clientes. Quando de repente, vi um garoto de cabelos cinza bem ajeitados e óculos entrando na loja. Era Kaya. Ele se sentou em uma mesa e ficou lá, com uma cara desanimada. O que achei estranho foi que ele estava sem a Miwa.

– Olá Kaya! – fui até ele – Onde está a Miwa?

Ele, que já não estava com uma cara boa, fez uma cara mais triste ainda e suspirou, dizendo desanimadamente:

– Nós... Terminamos...

– O quê? – me espantei, e não hesitei em me sentar a mesa junto com ele – Como assim? Por que isso?

– Não sei bem... Foi ela que terminou, ela disse que não estava mais dando certo. Bem, eu sei que eu só vinha aqui por causa dela, mas vou continuar vindo porque adorei os doces daqui – ele forçou um sorriso.

– Poxa... Que pena – eu realmente estava decepcionado. Eu achei que eles eram daqueles casais que ficariam juntos para o resto da vida, mas pelo visto, estava enganado.

– Pois é... To me sentindo meio abandonado...

– Somos dois. – revirei os olhos – Ichiro não trabalha mais aqui.

– Sério? Por quê? – ele ficou surpreso.

Eu não via mais motivos para manter meu personagem, já que estávamos conversando sério, então expliquei o verdadeiro motivo:

– Ele foi para a Coreia, para ser dançarino de uma nova banda aí... Fico feliz por ele, mas as coisas mudaram um pouco aqui no Café...

– Nossa, que sorte a dele. – ele deitou a cabeça na mesa – Tudo ta dando certo para ele e errado para mim. Minha namorada terminou comigo, fui demitido do meu emprego, meu computador quebrou e tudo mais...

Opa! Uma coisa ali me interessou. Demitido? Quer dizer que ele estava disponível?

– Espera! – disse eu – Quer dizer que você está sem emprego?

– Sim... Por quê? – ele levantou a cabeça, meio confuso.

– Olha que coincidência! – até me animei – Você está precisando de emprego, e nós de funcionários! É obra do destino!

– Hein? – ele arregalou os olhos de cor acinzentada – Q-quer me contratar? Mas... Eu nem sei se sou qualificado e...

– Não importa! – interrompi. Estava animado de mais pra pensar nas consequências agora – Eu sei que você dá conta. Você já sabe como funciona a cafeteria e já é até nosso amigo!

– Mas... Eu teria que ser... – ele limpou a garganta e ajeitou os óculos – Seu... S-seme?

Percebi que ele ficou meio constrangido, então tentei explicar:

– Bem, é, mas você sabe que é tudo só atuação. E é mais fácil do que parece. Nós já somos amigos mesmo, não teria problema!

– Não sei... Eu nem preciso trabalhar, só tenho 17 anos, ainda estou terminando a escola e tal...

– E daí? Eu tenho 16 e faço os dois! Não é difícil! Por favor, Kaya! – fiz biquinho – Estamos mesmo precisando de um funcionário urgente. Eu não quero ter que ficar sendo assediado pelas meninas todo dia!

Ele pareceu não entender a parte de eu ser assediado, mas percebeu meu desespero. Ele ajeitou os óculos que teimavam em escorrer pelo nariz, passou a mão pelos cabelos cinza, suspirou e disse:

– Tá... Eu... Aceito o emprego.

Dei um pequeno grito de alegria e me controlei para não voar nele. Estava feliz porque tinha arrumado um Seme para mim tão rápido! Não precisaria mais bancar o abandonado. Bem, só queria saber se Okami deixaria.

Bem, claro que ela deixou. Apesar de Kaya ser meio tímido, ela garantiu que conseguiria transformar ele em um bom Seme. Eu fiquei tranquilo de meu Seme não ser um desconhecido, porque eu teria que fingir ter um romance com ele. Kaya já é meu amigo e já somos até meio íntimos, não teria problema. Pelos menos não para mim...

E assim se passou mais um dia, no Maid Café Yaoi.

Notas finais
Foi isso kkk Espero que tenham gostado *-* Se gostaram, deixem um reviewzinho >< Não custa nada e me motiva a escrever. Se não gostaram deixe reviews também U.U Bem, até o próximo capítulo (que não sei quando vai sair, depende de quando me der a louca auheuaheuh) XD Kissus *-*