Magnor...um vilão ou um herói?
2 Capitulo 2 Não busque por respostas...que não queira aceitar.
Apos esse feliz incidente, que por algum motivo terminou na amizade entre dois desconhecidos, sentindo-se um pouco mais confortável sabendo que tem alguém ao seu lado agora, tudo começa a volta ao que ele mesmo julga normal (mesmo sabendo que nada em sua vida era normal).
Apesar de ser obrigado a conviver com aquela sensação insana e desconhecida por esse tempo, decidiu ir a fundo e procurar.
Contou o que sentia dependendo a situação e explicou quando isso começou a acontecer, Lita simplesmente vez o que achava melhor, socou com força o ombro de Magnor que praguejou contra ela e depois começou a rir, aquela temível e adorável sensação voltara a atormenta-lo. Lita satisfeita por ter completado seu "experimento", ficou fascinada com aquilo, nunca conhecera um humano que ria ao sentir raiva, desgosto e dor. Então simplesmente olhou para os olhos de Magnor:
–Vou te vender para um circo.
Magnor encarará Lita, não achando graça em sua piada.
Depois da crise de risos de Lita ter acabado, ele pediu sua ajuda para encontra uma solução para isso ou apenas descobrir a causa dessa sensação.
Pesquisaram em livros de biologia, química e ate mesmo livros sobrenaturais, mas não encontraram muito coisa útil, apenas que essa sensação poderia ser algo sobrenatural, quando sentia raiva ou dor significava que algo tinha tomado conta de seu corpo, fazendo assim Magnor se sentir "feliz" com isso, mas descartaram essa hipótese de imediato, era algo idiota e irracional segundo eles. Depois de um dia de buscas começou a aceitar a hipótese de que estaria ficando louco e que deveria conviver com isso.
Ate que certo dia, apos dizer isso há ela, Lita deu lhe um tapa na cara com uma expressão seria (nunca vista antes por ele) ó assustando:
– Você esta me dizendo que é louco por ser diferente. – Disse ela. — E dai? Apenas seja você mesmo. Não ligue para o que os outros têm a dizer é ate mesmo não escute certas coisas que você mesmo tem a dizer ou pensar. Isso pode acaba te destruindo por dentro. Acredite...
Magnor olhava em seus olhos e nota um tom de sinceridade e tristeza, com uma leve troca de cor (em que estava tão assustado com a reação dela que não notara isso). Sem o que dizer apenas olhou para o chão, sentindo-se culpado e com uma desordem mental maior ainda. Sem saber se deveria sentir-se bem com isso ou levar a coisa toda como uma brincadeira mal feita.
Ele apenas colocou a mão no rosto para tampar a marca vermelha da mão de Lita, sabendo que ela estava certa apesar de tudo.
Quando aquele infeliz sermão de Lita terminou, Magnor volta a si e retoma a pesquisar que estava fazendo a respeito de suas confusas sensações, seus sonhos bizarros e aparições estranhas de pessoas que nunca conheceu (ou achava nunca ter conhecido).
Algumas semanas se passaram, Magnor conhecia cada vez mais Lita (tendo suas duvidas se ela não seria uma criança super desenvolvida). Conforme o tempo passava, eles se tornavam cada vez mais amigos e sua sensação bizarra apenas piorava cada vez que algo desagradável ó importunava (principalmente seu pai.) é cada vez mais confortante em comparação com as outras emoções, tornando-se quase um vicio.
Seus sonhos, cada vez mais estranhos (como da vez que sonhou estar lutando contra varias criaturas.) todos eles eram estranhos, bizarros e apavorantes às vezes, mas tinham algo incomum, em todas as vezes que sonhava carregar aquela foice e algumas cicatrizes de cortes em seu braço direito que vinha do começo do cotovelo ate final do pulso, não cortes de laminas, mas cortes desiguais como garras de alguma fera. Ate que começou a pesquisar e procurar por pessoas que talvez tivessem os mesmos sonhos que ele ou sonhos parecidos.
Encontraram apenas lendas, a maioria sobre coisas sobrenaturais e estranhas, outras sobre premonições e Déjà vu. novamente apenas ignorou aquilo e segui-o seu trabalho em busca de esclarecimento em seus sonhos e suas emoções.
Semanas procurando por respostas. Ate decidir esquecer isso e tentar conviver, mesmo sendo quase impossível, com aquela sensação estranha.
Dias se passaram e ele não aguentava mais aquilo, aqueles sonhos os perseguiam ate mesmo quando estava acordado, tornando tudo insuportável.
Entretanto, certa vez teve um sonho totalmente diferente dos demais. Sonhou que estava em um local árido, com nevoa densas que dificultavam sua visão ao redor. Um monstro grande em comparação a uma pessoa, com aproximadamente 3 metros de altura, tinha escamas avermelhadas, garras grossas e pretas no lugar de unhas, não usava nada mais que uma espécie de calça feita em couro, rasgada dos joelhos para baixo em tiras que aparentavam ter sido provocado por garras de urso, tinha há mesmas marcas de cortes no braço direito, olhos fundos e penetrantes, chifres negros e marcados com símbolos estranhos, a criatura não tinha nariz muito menos boca, apesar da altura seu corpo era definido com músculos que demonstravam sua aptidão com esforços físicos e um desenho ainda mais estranho na sua mão esquerda que parecia brilhar. Apesar de não ter boca, a criatura falava com Magnor, por meio de seus pensamentos e sua voz era grosa e amedrontadora. O monstro grita em seus pensamentos:
–Negaritos Morbi.
Grita Magnor esquecendo o tamanho e a ferocidade da criatura.
–O QUE?
A criatura grita de volta para Magnor.
–IMBECIL.
–CALA A BOCA!
–se ao menos eu tivesse uma. Garoto você não fez ideia de quem sou não é?
–Como assim? Eu deveria conhecê-lo?
– Você realmente não me conhece? Sou um enviado Dos Superiores, vim aqui para ter sua custodia.
–Sim, mas falando nisso. Quem é você? Que lugar é esse? E o que caramba é um “Superior”?
–Idiota, nem sabe com quem estava falando. Sou Destroer, um dos maiores vigilantes já existentes. Quem são Os Superiores, realmente é uma boa pergunta. Nem mesmo eu sei quem são ou o que são, mas são eles quem controlam o poder natural de tudo, animais, plantas, planetas, estrelas, galáxias.
–Humanos?
–Menos os seres conscientes como humanos, demônios, anjos...é entre outros...
–Pera ai, isso e apenas um sonho? – Disse Magnor tentando entender o que estava acontecendo naquela lugar.
–Calma garoto, você faz muitas perguntas para um tampinha. É sim isso e um sonho. No entanto preciso pega sua guarda rápido, antes que você acorde, agora me de seu braço direito rápido.
– Mas por que eu? Você e o responsável pelos meus sonhos? – Perguntou enquanto forçava a vista para enxergar a criatura.
–Sonhos? Não garoto, não sou responsável pelos seus sonhos, sejam eles qual forem. Depois lhe explico mais, agora vamos. – Respondeu com o que parecia ser um tom sincero em sua mente.
Magnor com um pouco de medo esticou seu braço direito em direção a Destroer, que com suas garras grandes segurou o antebraço de Magnor e puxando lentamente.
Com uma dor insuportável e sangue começam a escorrer de seu antebraço ele foi se agonizando e se aliviando ao mesmo tempo, (como aquilo era apenas um sonho, logo apos acabar as marcas em Magnor e seu enorme corte já estava se cicatrizando), ate que ficou com uma cicatriz de garras em seu braço, Destroer com voz em seus pensamentos segurando uma risada:
– Agora você esta selado a min.
– Como?
– Não e nada de mais, só que agora você passara a me obedecer ou vai sofrer.
– Não, já não basta ter que obedecer meu pai. Imbecil, isso e apenas um sonho.
Magnor vira as costas para Destroer enquanto ele diz:
–Então, prefere sofrer.
Destroer ergue seu braço que continha um símbolo estranho na mão e o que havia no braço de Magnor começo a arder, latejar e doer insuportavelmente. Não conteve os gritos de dor e desespero para que aquilo parasse, logo a dor foi se espalhando para o corpo todo.
– PARE, CHEGA. EU FAÇO O QUE VOCÊ MANDA, MAS FAÇA ISSO PARAR.
Abaixando a mão de novo, a dor sentida por Magnor foi diminuindo e acalmando, ate desaparecer. Estava suando frio e odiando a si mesmo por ter lhe oferecido o braço há este monstro.
– O que você quer? — Disse Magnor ofegante.
– Nada de importante, apenas um serviço Dos Superiores. -
– Então por que apenas não pediu para min?
–Por que sei que recusaria.
– E o que seria esse pedido? — Disse Ele com a voz irritada.
– Que mate uma pessoa.
Ele não poderia fazer aquilo, Destroer sabia disso ou não teria forçado ele.
– E quem seria essa pessoa? — Encarando a criatura com frieza, o tom de voz de Magnor ficou frio.
– Podemos dizer que não é uma pessoa. E sim um anjo.
– Como assim um anjo? Anjos não existem. E se fosse um anjo, por que precisaria ser morto, anjos não são criaturas perfeitas, celestiais e etc?
– Menos este, ele tentou fazer algo que não devia.
– E o que seria?
– Isso não lhe interessa no momento. Tudo que precisar saber e que ele precisar ser morto, ou melhor dizendo, ELA precisar ser morta.
–Explique-se direito. – Sem perceber muda para um tom ameaçador, como se aquilo fosse ajudar contra tal criatura
–E uma mulher na qual você não precisar saber sua origem, muito menos o que fez para receber essa punição. Apenas saiba que seu nome é Elaja. Vou lhe dar instruções de como encontrara-la.
– Não tenho escolha agora. – Resmungou o garoto com amargura olhando para o anti-braço e se arrependo. Mas logo cogitou “Aquilo não era apenas um sonho?” Pensou.
Apos dizer isso, Destroer ergue novamente a mão com a marca estranha é um símbolo, parecendo ser a lamina de uma foice surgi na mão esquerda de Magnor.
– Tudo que precisa fazer e desenhar este símbolo na parede ou no chão de qualquer local, assim fara para conseguir a arma que usara na lutar contra ela.
Logo apos desenhou um símbolo no chão Destroer completo:
– E este outro símbolo que desenhei no chão e para abrir um transportador, para que vá à dimensão na qual ela se encontra, provavelmente terá mais anjos que cometeram crimes imperdoáveis e fugiram para o mesmo lugar que ela. Não se preocupe, tudo que precisa fazer e mata-la e logo em seguida invadiremos trazendo nosso exercito para esmagar todos os insetos. – Parecendo ansioso demais para que isso acontece-se.
–Tudo bem... – Disse em desdém.
Destroer vira apenas uma sombra, podendo se unir ou se separar da sombra de Magnor.
– Nessa forma poderei lhe ajuda e acompanhar, mas não lutar. Agora, Acorde! ACORDE!
Magnor acorda com a respiração rápida, suando frio na madrugada gelada, ele vai ate o banheiro para lavar o rosto e tomar folego daquele sonho estranho e inexplicável. Quando olha para seu braço encontra a marca feita por Destroer, ele se assustando vendo aquilo e tenta lavar.
Apos alguns tentativas frustrantes, ele nota que aquilo e realmente a cicatriz feita em seu sonho é pergunta a si mesmo com a voz baixa dentro do banheiro enquanto encara aquela marca:
–Será que foi mesmo um sonho ou real.
Quando termina a frase ele ouve uma breve risada vindo de seus pensamentos. De imediato reconhece a voz::
– Destroer? – Cochichou para a cicatriz como alguém quem fala em um alque toque.
De traz da sombra de Magnor surge apenas a sombra da criatura se desgrudando e se formando a parti da dele. Dando risadas assombrosas:
– E sempre engraçado quando a pessoa escolhida se surpreende ao notar que não era um sonho.
Magnor fica pasmo com aquilo e lentamente virando a cabeça tentando olha para sua própria sombra, vendo que dela saia a silhueta de Destroer. Rapidamente Magnor fecha a porta do banheiro.
– O que? Como? – Disse com a voz tremula e assustada.
– Como eu lhe disse aquilo não foi um sonho, apenas menti para você e arrastei para meu local ou como vocês humanos chamam mesmo. Casa certo? Tudo isso enquanto estava dormindo. Depois foi só coloca-lo para dormi de novo e pronto.
– Maldito... – Praguejou baixo, tanto por estar assustado, quando por medo do que Destroer poderia fazer caso ouvisse.
Destroer repetiu a mesma explicação que deu para Magnor no suposto sonho. Acrescentando desta vez outra explicação:
– Porem esses símbolos no seu braço são Runas, usadas apenas por anjos, demônios – Fez uma prevê pausa. — Às vezes vazam informações delas para sua dimensão, como os símbolos escritos por Egípcios e ate mesmo Maias usavam dessas Runas para controlar e manipular de quase tudo. – Outra pausa dramática. - Mas em algum momento, essas informações ficaram escassas e conhecidas apenas por poucas pessoas. Foi quando seu povo sem conseguir explicar aqueles símbolos acusava quem as usasse de bruxaria.- Outra pausa maior que as demais, como quem tenta lembra algo importante que não deveria esquecer. - As pessoas foram ficando sem tempo de praticar essas runas e destorceram nas de runas destrutivas e caóticas, para runas curativas e protetoras, logo foram adotadas pelos anjos Potências e Arcanjos (Anjos Potências são responsáveis pela ordem e protegem a humanidade dos inimigos exteriores. Zelam pelos elementos. Favorecem a perpetuação de todas as espécies que existem na natureza. Conferem proteção contra o desequilíbrio do meio-ambiente. Sua energia é mais intensa próxima à floresta, aos rios e aos lagos. Já os Arcanjos, seus nomes são invocados para dar força, energia, coragem e proteção. E quando e invocado, ele defende quem o invocou, com o grande poder que tem, e o protege contra os perigos, as forças do mal e os inimigo. Apesar de nunca terem sido invocados por humanos, pois nunca descobriram um modo para isso). Que a modificaram e tornaram oficiais devido a sua alta precisão e funcionalidade, mas o conjurador destas Runas não poderia curar a si mesmo com elas. – Disse dando fim a explicação.
Então Magnor pergunta para Destroer:
– Então que tipo de anjo seria essa Elaja?
– Uma Tronos.
– Não faço ideia que tipo de anjo seja esse. Conheço os anjos Potências e Arcanjos apenas. (Por conta da pesquisa que ele fez, acabou encontrando outras coisas).
– Proclamam a grandeza divina e inspiram os homens à arte, - Disse com o que parecia ser sua voz de nojo dentro da mente do garoto. - À poesia e à música. Basicamente tem como função promover a paz e a união entre os homens. Odeio esse tipo, são o que eu chamo de anjos inúteis. — Terminou Destroer com uma risada irônica.
Magnor mesmo sabendo da aparência obvia de Destroer respira fundo e engole em seco tentando busca coragem para pergunta o que queria desde que estava em seu suposto sonho:
– E você o que seria. Um demônio. Um anjo disfarçado. Uma ilusão? – Falou enquanto engolia em seco
Destroer para imediatamente com a risada e ergue Magnor pelo pescoço e escorando-o na parede do banheiro enquanto o levanta:
– Isso parece uma ilusão pra você?
Ele tentando tirar a mão dele de seu pescoço:
– Não. – Boquejou quase engasgado com a saliva que tentava engolir. — Um demônio então?
Ele o solta no chão e vira de costa como se procurasse algo dentro do banheiro que apenas ele podia ver:
– Bem. Talvez sim. Talvez não. Isso depende de sua interpretação de demônio . - Falou enquanto se virava para trás procurando as palavras na parede do banheiro. Se com "demônio" se refere a minha aparência, então sim. Mas, se for pelos meus atos não, sou apenas um anjo que foi punido pelos Superiores, pelo fato de desobedecer a uma ordem direta.
– E qual era essa ordem?
– Ir atrás de você o quanto antes — Terminou dizendo com sua silhueta ainda virada para trás. neguei e aguentei todas as punições por um ano, sabia que você não estava pronto para isso. Mas esses sentimentos novos que não consegue identifica bem, isso só prova que a hora chegou.
–O que? Você sabe o que sinto? — Surpreso perguntava. — E pode me explica?
–Bem, isso são apenas mudanças de...
E quando ele ouve a voz de seu pai na porta do banheiro gritando:
–EI, COM QUEM VOCÊ ESTA FALANDO AI DENTRO? ESTA QUASE NA HORA DE IR PARA A ESCOLA SABIA?
Apavorado Magnor responde:
– Não estou falando com ninguém, apenas tentando...Lembrar a letra de uma musica. — Murmurou enquanto buscava uma desculpa em meio a tantas pergunta que queria fazer. — Bem estou indo tomar banho.
Ele encara Destroer e diz tão baixo a primeira vez que tem de repetir:
– Ele não pode te ouvir?
–Claro que não esqueceu, estou apenas dentro de sua cabeça ou acha que alguns humanos falam com anjo como? Os anjos respondem apenas para eles. Para comprovar o que vocês chamam de Fé. Imagine como seria o mundo com uma fé falsa por que todos sabiam da existência de anjos.
– Hummmm. Entendi. — Diz ele bem baixinho enquanto
entrava no box do banheiro.
Começou encarando a silhueta de Destroer ainda de costas para ele, esperando que ele saia do banheiro para que tenha um pouco de privacidade (afinal ninguém consegue tomar banho com uma coisa daquela te observando.) ele volta para o braço que contem a cicatriz.
Apos acaba o banho fica preocupado com as duas marcas que ganhou de Destroer no antebraço direito e a runa em formato da lamina de foice na mão esquerda:
– E essa marca e a runa como escodo elas? — E cochicha para a cicatriz sem muita esperança de receber resposta.
– Não precisa, não será vista por almas humanas. O que a alma não vê, os olhos ignoram e o coração não sente. – Terminou a frase quase com um tom orgulhoso.
Aliviado ele termina seu banho, se arruma e vai para a escola como faz todo dia.
Chegando lá esperava receber o abraço caloroso de Lita como todos os dias, mas desta vez ela olha assusta para seu antebraço e com a voz assustada:
– Como isso aconteceu?
–COMO VOCÊ CONSEGUE VER? — Magnor responde mais assustado ainda e quase gritando.
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