Magnor...um vilão ou um herói?
3 Capitulo 3 Nem tudo é como aparenta...nem todos somos...o que apresentamos...
– ME RESPONDA COMO CONSEGUE VER ISSO? – Continuava gritando assustado.
– NÃO SEI, EU APENAS CONSEGO VER. – respondeu ela com a mesma intensidade, também quase gritando.
– O que aconteceu? — O abraçava fortemente, enquanto cochichava no seu ouvido.
– Depois lhe explico Lita, apenas haja naturalmente tá bom? – Ele notava enquanto as pessoas ó olhavam se perguntando “O QUE DIABOS ESTA ACONTENCEDO.”
– Tá. – Falou enquanto se afastava dele.
– Ela e um deles e nem ao menos sabe. – Cochichou ele de dentro da Runa, seguido de um risinho irritante.
– Um do que? – Responde baixo, preocupado se alguém ouviria.
– Um anjo. Ela é um anjo e não faço ideia de qual tipo de anjo ela é – Mais pausas dramáticas, aquilo já estava irritando ele. — Acho que ela também não sabe, o que realmente é verdade ou ela simplesmente esconde isso de você.
Magnor ficou assustado com aquela possibilidade. Tentou ignorar o que Destroer dizia, mas simplesmente não conseguia aquilo ficava martelando sua cabeça.
Apos mínimos dez minutos com aquilo em sua cabeça e Destroer criando teorias loucas (como por exemplo, ela pode te matar e sumir, Alguns anjos tem capacidade de mudar de aparência ou seja ela pode ser um homem) é então no meio da aula ele a cutuca:
–Você é realmente um Anjo? – Cochicha ele, por se sentir constrangido com a pergunta (que não fazia o menor sentido e por estar no meio da aula.)
Lita fica confusa com a pergunta. Achando que era uma cantada ou coisa do tipo:
– Por favor, agora não é hora de você me dar cantada.
Isso era a prova que Magnor precisava. Ele acabava de descobri o que ela não tinha ideia do que era. (ou ao menos esperava que sim.) Apesar disso ficou com o rosto corado e nariz vermelho só de pensar na possibilidade de dar uma cantada em Lita.
– Como sabe que ela e um Anjo? – Falava olhando disfarçadamente para os lados, o que só chamava mais a atenção.
– Não consegue ver a aura em volta dela?
Ele se silencia por um momento, esperando que ele interpreta-se aquilo como um não.
– Em demônios tem a cor de um avermelhado rubro com pontas negras. Em anjos, brancas com pontas douradas percorrendo todo o corpo...
Destroer para de falar dê repente.
– E em almas humanas? E em min o que você consegue enxergar? — O garoto perguntava com um tom de hesitação.
– Tanto demônios e anjos podem dividir almas humanas é coloca-las em seu lugar sua própria alma. Sem contar que isso e muito ariscado, pois parte do poder descendente desses espíritos ira para o mortal e em certa idade de sua vida ele acaba se tornando imortal ao tempo, enquanto a alma implantada cresce em seu interior.
– Isso quer dizer que sou imortal? — Diz espantado e feliz com isso.
– Não exatamente, você ainda pode morrer em combate, por laminas ou Runas. Mas veja, apenas laminas demoníaca e angelicais podem lhe matar, armas humanas não. Acho que se fosse você, não se precipitava em se atirar na frente de espadas e armas, você ainda não esta desenvolvido, sua alma humana ainda esta em você, sinto isso por que seu outro lado ainda não desenvolveu.
– Bem, mas e como seriam as almas humanas? – Falava isso sem notar que seu tom de você aumentava gradativamente a cada palavra. — Vamos diga.
– Almas humanas não tem cor alguma, isso ate que morram e seja julgadas pelos Superiores e decididas entre Demônio e Anjo. — Outra longa pausa dele paira no ar.
– O que você vê. O que eu sou? – Perguntava, não aguentava mais aquela demora e não notava que seu tom de voz estava mais elevado.
– Bem...Como posso dizer...você e um...
Antes que pudesse terminar a frase o professor de Magnor ó interrompe:
– Com quem esta falando Magnor? Pode compartilhar esta conversando com a sala?
Aquilo deixa Magnor constrangido e com o rosto avermelhado enquanto apenas balança a cabeça negativamente.
Depois que a aula acabou, Magnor ainda tinha muitas perguntas a fazer para seu guardião oculto e também queria desesperadamente falar a verdade para Lita, o que ela realmente era, mas como deveria esclarecer tudo isso para ela? Destroer interviu em seus pensamentos:
– Não faça isso, ambos, tanto anjos quanto demônios são difíceis de serem encontrado nesse plano. Se descobrirem que ela e um anjo mandaram alguém para busca-la e obrigaram ela há fazer missões que botaram sua vida em risco.
– Mas ela é filha de anjos?
– Não seja tolo, espíritos não podem engravidar, muito menos serem engravidados. Quando um anjo ou demônio nasce de almas humanas ou são gravemente feridos em outras dimensões, nas quais esses ferimentos não podem ser curados com Runas, os Superiores autorizam estes espíritos para ir ate esta dimensão e remover parte da alma humana recém-nascida e substitui-la por sua parte boa que não foi ferida. Sendo assim continuando seu legado porem em outra dimensão. E com um corpo humano, que servira como uma casca, uma segunda vida. Pois se um anjo que fui coloca em um corpo humano morrer em batalha surgira de novo no mesmo lugar, se libertando do corpo e mantendo o espirito intacto.
– Como chamam essa dimensão?
– Você faz perguntas de mais. – Disse irritado.– Bem, chamamos de Dimensão Terrana.
– E demônios como pedem autorização para Os Superiores?
– Irei responde apenas a mais essa pergunta, — Com o tom muito irritado que chegou a arrepiar seu protegido. — Estou cansado das suas perguntas chatas e idiotas. Demônios tem essa vantagem, eles não precisam de autorização ou algo assim, simplesmente podem vir e substituir a alma humana pelas suas quando quiserem. Bem, isso ate a primeira guerra santa, onde uma quantidade alarmante de demônios tomou conta de muitas pessoas. Ate Os Superiores decidiram mandar algumas laminas Angelicais para matar os demônios em corpos humanos.
– E como pararam a invasão de demônios nesta dimensão?
– Eu lhe disse que responderia apenas a mais essa pergunta. – Sua voz ficou horripilantemente estrondosa é se não estivesse segurando o guidão da bicicleta colocaria as mãos nos ouvidos. - Não aguento mais fica preso neste Runa, vou me esticar um pouco à sua sombra novamente. Isso pode doer um pouco.
Magnor deixa os músculos rígidos esperando a pior dor do mundo e tudo que sentiu foi um formigamento vindo de seu antebraço direito, onde estava sua Runa. Ele vê uma sombra esquisita indo de seu antebraço para sua própria sombra e um desabafo de Destroer o surpreende, junto com o alivio de seu formigamento:
– Ah, bem melhor. Agora que estou aqui, tenho que lhe treinar em convocação de Runas e com sua arma ou não terá a menor chance de lidar contra Elaja. Seja rápido garoto precisamos chegar logo a sua...
–Casa. — Corrige Magnor.
–Sim a sua casa. – Concorda Destroer.
Magnor acelera as suas pedaladas enquanto Destroer grita em sua mente:
– ACELERA, ACELERA, ACELERA...
– NÃO É TÃO FACIL QUANTO PENSA.
Protestava, gritando no meio da rua. Fazendo com que todos a sua volta olhassem em sua direção. Envergonhado, ele simplesmente abaixa a cabeça e continua pedalando o mais rápido que podia.
Chegando a sua casa, tirou apresado seu tênis, uniforme escolar e bolsa. Ansioso para aprender sobre Runas e a lutar com sua arma. Destroer pergunta para Magnor em tom baixo como se mais alguém conseguisse ouvi-lo:
– Tem mais alguém aqui?
– Não, meu pai geralmente só volta à noite. Fico sozinho a tarde todo.
– Que bom, eu acho. Vamos para os fundos da casa, lá deve ter mais espaço.
Magnor achou estranho pôs sua sala/cozinha eram bem espaçosos, mas não discordou apenas foi.
Fazia muito tempo desdá ultima vez em que esteve nos fundos de sua casa, era mais espaçoso do que ele pensava (Magnor tinha ficado dois anos sem ir aos fundo DE SUA PROPRIA CASA).
–Tem certeza que não há mais ninguém aqui? – Pergunta ainda incrédulo
–Sim, tenho certeza. – Confirma ele olhando para todos os lados, só pra garantir.
Os fundos da casa de Magnor eram enormes em comparação a seu quarto, todo o chão era terra batida, preparado para uma construção que nunca aconteceria, tinha um coqueiro grande bem ao canto, seus galhos eram tão altos que ultrapassava o muro e invadia parte da propriedade ao lado e por fim o muro da casa vizinha que se encaixava perfeitamente ao seu.
Recriando sua forma original, porem com uma tonalidade mais escura, seu corpo era completamente escuro e leve vapores negros surgiam dele
Magnor se surpreende com aquilo, seu corpo ficou leve, como se estive-se carregando-o nas costas, ele se sentia bem, mais livre e aliviado.
Destroer então começou suas ordens para o treinamento o que era simples, apenas desenhar a Runa de invocação da foice de Magnor, mas isso deveria ser feito com sangue, explicou ele:
– Toda Runa tem de usar vestígios minúsculos do corpo de quem a invoca, sendo assim, ela ficara selada a você e ninguém mais além de quem a invocou poderá usa-la. Humanos com espíritos angelicais ou demoníacos, devem usar seu próprio sangue para fazer isso. Os anjos, como são fortalecidos pela fé das pessoas, usam dela ao invés de sangue, apesar de não terem sangue. Já os demônios usam do medo e do pavor das pessoas para se alimentarem e também usam isso para invocar suas armas.
– E quanto de sangue tenho de usar para desenhar essa Runa?
–Não muito, fure seu dedo com uma... — A memoria de Destroer falhara por um prevê momento e se esquecera do nome do objeto:
–Agulha? — Corrigiu seu pupilo rapidamente.
– Sim, agulha e desenhe a mesma Runa que esta em sua mão esquerda em qualquer lugar. Além disso, sempre carregue com você uma agulha caso precise invocar sua arma.
– Ok.
Passou o dia todo treinando sua Runa, mas nada, não conseguia invoca-la por mais que tenta-se. Destroer insistia no treinamento dele, que durou uma semana.
Ate que em uma Terça-feira atarde ele consegui-o, uma venta se abriu no chão no exato formato em que desenhou a Runa, dento estava um breu total e aos poucos consegui ver sua arma subindo aos poucos, era uma foice feita inteiramente de prata, tinha aproximadamente 1,70 contando a lamina, a lamina reluzia a luz do sol e o cabo da arma, também feito de prata, não era acoplado na lamina, por algum tipo de Runa sua lamina flutuava há alguns centímetros sobre o cabo.
Magnor se surpreendeu com aquilo, a foice apesar de ser feita de prata era extremamente leve, e a Runa que fez no chão com seu sangue desapareceu ao pegar sua arma em mãos, nos dias anteriores ele precisava apagar as marcas chutando um pouco de terra por cima.
Destroer olha supresso para a lamina. Nunca viu algo tão magnifico e tão mortal junto:
–Meus parabéns garoto, — Seu tom era arrogantemente orgulhoso, e ficava extremamente estranho com aquela voz grave. - Agora tente manda-la de volta e bem mais simples do que pensa. Você só precisa imagina que ela não existe, que não esta em suas mãos.
Tentou e sua foice sumiu em poeira cinza sobre suas mãos. Destroer continua com as instruções:
– Agora que você conseguiu-o, tente fazer um furo em seu dedo, estique seu braço e coloque seu dedo furado alinha a seu nariz e dessa com o ele ate seu joelho ou apenas faça um breve risco no ar.
Ele tentou, sua arma voltou a aparecer, mas desta vez uma fenda se abriu do risco feito de sangue e teve de enviar a mão nela para retirar-la. Surpreso e irritado pelo fato de não ter falado sobre essa possibilidade antes:
– Por que não me falou sobre isso antes?
– Não adiantaria, você precisava conjurar sua arma ao menos uma vez para que isso possa acontecer em seguir. Bem, acho que seu treinamento com armas ira começar.
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