Magnor...um vilão ou um herói?
1 Capitulo 1 Seria esse o fim...ou apenas o começo?
Era só mais um dia na vida de Magnor, mais um dia chato e deprimente. Como todos os outros, mas ao acorda em sua casa, Magnor notou algo de diferente naquele dia, como se coisas novas, diferentes ou simplesmente inusitadas viessem a acontecer. Porem ele ignorou, como um pressentimento que nunca aconteceria.
Magnor levantou de sua cama como sempre fez, com cara de cansaço, cabelo desarrumado e roupas velhas e surradas.
Magnor tinha aproximadamente um metro e oitenta centímetros, pesava cerca de 70 Kg, tinha cabelos pretos e levemente enrolados nas pontas grandes o suficiente para cobrir parte de sua testa, seus olhos eram tão negros que sua pupila não podia ser vista, o corpo era magro apesar do peso, a pele era parda com uma tonalidade bem clara, como alguém que não gosta de sair ao sol, suas mãos e pês maiores que o normal e suas sobrancelhas finas davam á ele um ar de mais velho.
A casa de Magnor era pequena com apenas quatro cômodos sendo a cozinha e a sala apenas um, seu quarto sendo outro e o quanto de seus pais outro e por ultimo o banheiro. Após ter de se arrastar para o banheiro onde olhou para o espelho, mexeu um pouco no cabelo é disse com uma voz ainda roca por ter acabado de acorda:
– Mais um dia medíocre e chato... Ufa tenho que ir logo tomar banho antes que ele venha encher o saco.
Assim que liga o chuveiro ouviu seu pai bater na porta e falar com um tom sarcástico:
– Pensei que não estaria vivo para ver essa cena, meu filho tomando banho sem que ao menos se mande. — Seu tom de voz volta ao normal ao termino da frase. — Ande logo, o café vai esfriar.
Aquilo encheu Magnor de raiva, revirou seu estomago vazio a procura de algo para destruir e deixou seus dentes rangendo, mas além de raiva ele se sentia...Feliz!? Não uma mera felicidade momentânea como alguém que ganha algo de que tanto queria, era algo mais, como encontrar alguém que não via há anos. Era uma felicidade estranha para ele, na qual nunca tinha sentido antes, mas enquanto ria e gargalhava descontroladamente dentro do bainheiro, seus pensamentos acabavam por deixa-lo intrigado, era que aquilo acontecera apenas hoje, pela primeira vez em dezesseis anos a raiva ó deixava feliz.
Sua risada era um misto de raiva com o que ele julgava ser felicidade, foi quando se lembrou de algo importante, que estava atrasado para a escola!
– O que estou fazendo aqui ainda!?
Acabando seu banho as presas é tomando café com mais rapidez ainda, colocou o uniforme escolar branco, com gola e a barra das mangas pretas e o emblema da escola no lado direito do peito, também usando um jeans preto com leves rasgos perto dos joelhos (nada mais que antigos tombos de bicicleta) é ténis brancos.
Pegou sua bicicleta e foi para a escola, que ficava apenas a alguns quarteirões de sua casa.
A escola (ou pequeno inferno de 5 horas como costumava chamar) em que ele estudava não era tão grande vista do lado de fora, seus muros eram brancos e altos, os portões que só eram possíveis distinguir serem amarelos por pequenas partes ainda pintadas em meio a ferrugem que descascou a tinta. Mas lá dentro o lugar parecia realmente grande, o pátio era enorme, onde no meio se encontrava algumas mesas e cadeiras, a direita existia um enorme corredor com as salas do ensino médio de informática e a biblioteca, há sua esquerda as salas do ensino fundamental e no final, subindo uma pequena escada de quatro degraus largos (o suficiente para três pessoas passarem ao mesmo tempo) chegava-se ate a quadra, que ainda estava em construção.
Ele estava tendo seu primeiro contato com a escola recém-aberta na região, um pouco (muito) perdido e vagando por ela em busca de sua sala.
Isso ate uma garota aparecer e dizer com uma voz suave e gentil atrás dele:
– Você parece perdido, sabe ao menos onde fica sua sala?
Não ousou virar para trás e ver a garota, se surpreendeu ao notar que alguém veio falar com ele, ainda mais sendo uma garota. Ficou paralisado, não sabia como reagir á isso, mas em meio há sua timidez desordenada, consegui-o dizer com uma voz baixa e gaguejando:
– É...anh...Não.
– Vem — A garota respondeu entusiasmada e pegando em sua mão- Eu te mostro.
Foi quando ele viu parte da garota, seus cabelos eram vermelhos como sangue, sua pele branca e macia como algodão, vestia o uniforme escolar com um jeans azul rasgado na região das cochas.
Ele não conseguia ver seu rosto, pois ainda estava sendo arrastado por ela e visualizava apenas seus cabelos vermelhos no ar, sua altura era um pouco mais baixa que há de Magnor, com o que parecia ser um metro e setenta centímetros.
Ela ó levou para o pátio, onde estava uma lista grudada na parede. Ele pensou um pouco constrangido “Como foi que eu não vi esta lista!? ”
Assim que ela para de puxa-lo pela mão, Magnor consegue ver seu rosto. Parte de seu cabelo fazia uma franja que escondia a sobrancelha do lado direito do seu rosto e a outra ficava a mostra, seus olhos eram castanhos claros onde se podia enxergar a própria alma por eles, lábios é nariz delicados como se fossem moldados a mão por um ser divino. Ela olha para seus olhos e sorri, enquanto pergunta com a mesma voz suave:
– E...Bem...É qual e o seu nome? — Perguntou com a mesma voz suave.
Ele olha para o lado e tentando disfarça a timidez em sua voz, enquanto suas bochechas, agora coradas, deixam isso obviou:
– Ann...e...Magnor...é...bem...e o seu?
As bochechas da garota ruiva começam a corar enquanto seus olhos, anteriormente focados nos dele, agora olhavam vagamente para o chão, como quem procura algo, e as palavras que tentava falar estivessem espelhadas pelo chão:
– Bem...é...ann...aqui olha. — Ela aponta para seu nome na lista de classes e diz desta vez um pouco empolgada — Viu aqui meu nome. Parece que estamos na mesma turma.
Ele chega um pouco perto e logo consegue ver o que estava escrito e apenas pensa enquanto acompanha o dedo dela “Kálita”.
– Mas gosto que me chamem de Lita. — Disse Lita como se lesse seus pensamentos. Já Magnor fala bem baixinho apenas para que ele mesmo ouça:
– Que lindo nome.
– O que?
– Nada. — Sua voz saia mais tímida do que esperava.
Os dois ficam se olhando por cerca de vinte segundos constrangedores, que para Magnor parecia intermináveis. Ate ela resolve quebra esse silencio com uma voz irônica:
– Então, onde fica nossa sala mesmo?
– É como eu vou saber, estava procurando por ela, ate você vir é me puxar pra cá.
– Então quer dizer que a culpa e minha por estarmos perdido?
– Eu não disse isso.
– Mas foi o que pareceu.
Mas antes que os dois começassem a brigar novamente o coordenador de sala os encontrou e perguntou para eles, enquanto segura uma risada:
– O que as duas crianças estão fazendo aqui, estão perdidas?
Os dois respondem quase juntos, enquanto apontavam o dedo um para o outro.
– Ela me fez se perder.
– Ele me fez se perder.
Ao perceber que falaram ao mesmo tempo, olharam para o outro de imediato, surpresos com isso. Ate que o coordenador não aguenta e soltou a risada que estava guardava, dês do momento em que os observava de longe.
O coordenador parecia ter o mesmo tamanho que Lita, usava um jeans azul, blusa social branca, sapatos sociais pretos, cabelos liso, curto e castanhos claro, olhos da mesma cor que seus cabelos, sinas de barba feita as pressas e pele branca.
– Venham crianças — Dizia enquanto tentava controlava a risada -, vou lhe mostra onde fica sua sala.
Ele entrou no meio dos dois, pegou-os pelo colarinho do uniforme escolar e foi puxando-os ate chega à porta da terceira sala do corredor à direita, o professor abriu a porta, sem ao menos entrar na sala o coordenador esticou os braços e os colocou dentro da sala:
– Aqui estão as duas crianças que faltavam.
Os dois ficaram irritados com isso e disseram novamente em uni som:
– Eu não sou criança.
A sala toda (que por um acaso estava quase cheia), não se conteve é começaram a rir, claro que o coordenador e seu professor estavam segurando suas risadas, apesar de ficar evidente que queriam participar.
Depois que o alvoroço de risadas foi estabilizado, o professor, que era a menor pessoa que estava ali, com o que parecia ser 1,50 de altura, pele com um tom pardo bronzeado, olhos castanhos escuros, cabelos enrolados e grisalhos indicando ter idade um pouco avançada, usava uma roupa um tanto social para vir à escola, com uma calça social e sapatos parecidos com o do coordenador, uma blusa preta que faltava o primeiro botão e a única coisa que precisava era de uma gravata para completa o conjunto, seus fios de barbas a mostra, também grisalha, porem curtos em comparação com o cabelo.
– O casalzinho poderia sentar, por favor. — Disse com uma voz sarcástica e um sorriso um tanto forçado para as palavras.
A sala não conseguiu segurar as risadas e começam novamente.
Os únicos lugares que sobraram, devido a seu atraso, foram os do fundo, na qual independente de onde sentavam, acabariam um do lado do outro.
Após sentarem, Magnor não se conteve, sentindo um pouco de remorso sem saber o motivo de tal emoção, falou com a cabeça baixa enquanto tentava olha para ela:
– Desculpa.
– Pelo o que? — Pergunta Lita surpresa.
– Por ter feito você passaram por isso.
– Eu não ligo, veja o lado bom. Foi divertido.
Após falar essas palavras e olhar para Magnor com um sorriso, ela quebra aquele ar de culpa que sentia e tenta com uma brincadeira infantil, porém efetiva, roubando um breve sorriso do garoto tímido.
Após ter terminado a aula, e sem ao menos perceber ter feito amizade com Lita (o que para ele era quase impossível.) Magnor voltou para casa, enquanto no caminho, sorria e relembrava tudo que havia acontecido.
Mas logo isso acaba, quando chega em casa, viu seu pai novamente, a expressão de Magnor voltou a ser o que era. Fria, pois sabia que ele faria algo desagradável ou um insulto sarcástico.
O pai de Magnor era apenas alguns centímetro menor que ele, com um metro e setenta e oito centímetros de altura, pele escura por conta do excesso de sol tomado durante a infância, olhos castanhos, cabelos curtos que formavam pequenos cachos pretos, fios de barba mal feita ainda no rosto fadigado de sol , corpo forte por conta do trabalho braçal que e forçado a fazer para se sustentar, roupa rasgada e suja de tinta e cimento, botas tão sujas e desgastadas quanto suas roupas e usando um enorme chapéu de palha na tentativa de protegê-lo do sol.
Seu pai trabalhava de pedreiro na região, seu nome era Delistor, mas era conhecido como "ó faz tudo."
Ele o esperava na porta de casa e com um tom rígido ele disse repreendendo seu filho:
– Está atrasado, quantas vezes preciso dizer que não tenho muito tempo de almoço é você ainda leva a chave da porta.
– Eu não sabia que deveria deixar a chave com você, afinal você nunca da sinal de vida por aqui.
O que era verdade, seu pai raramente vinha para casa almoça ou ate mesmo para a janta:
– Então, por que esta aqui agora, e por que hoje? – Perguntou o Magnor em duvida.
– Eu não te devo explicações, agora ande logo e abra essa porta!
Ele se encheu de raiva novamente, no entanto a mesma sensação de anteriormente o ataca de novo, ele começa a sorrir e tenta controlar sua risada entalada na garganta.
Ate seus olhos mudarem para um branco total, com contornos pretos e uma pequena pupila. Tanto Magnor quanto seu pai não notaram isso, enquanto ele o repreendia falando:
– Pare já de se faze de palhaço, por que esta rindo?
Delistor vira Magnor pelo ombro e vê os olhos do filho de outra cor.
– O que aconteceu com seus olhos? — Pergunta assustado enquanto seu filho ainda segurava as risadas:
Magnor por um instante para de rir e com um simples piscar seus olhos voltam ao normal. Sem saber o que houve ele pergunta para Delistor:
– Como assim?
– E...Ahh...nada não.
Delistor pensa ainda um pouco assustado com tudo aquilo “será que foi minha imaginação?”.
Sem saber o que aconteceu, ele entra na casa logo atrás de Magnor, que estava encostando sua bicicleta na parede do lado de fora. Tentando disfarçar sua preocupação com o que tinha visto ou com o que achava que tinha visto:
– E ai, vai querer comer o que? — Tentandou disfarçar sua preocupação com o que tinha visto (ou com o que achava que tinha visto).
Magnor estranha à pergunta jamais feita antes, além disso, ele nunca viu seu pai cozinhar e aprendeu a fazer sua comida sozinho:
– Não sei, o que você achar melhor.:
– Ingrato. – Resmunga Delistor.
– O que?
– Pratos, eu disse pratos, onde estão?
– Tanto tempo sem vir aqui em. Estão na terceira gaveta. Vou dormi um pouco, estou meio cansado.
– Cansado do que, você só foi à escola. Queria ver caso trabalha-se como eu, erguendo peso é...
Magnor simplesmente entrou no seu quarto, fecha a porta e coloca seus fones de ouvindo na intenção de deixar seu pai reclamando sozinho (afinal ninguém gosta de ouvir reclamações) é deita na cama com a esperança de pegar no sono de imediato.
Apos longos quatro minutos ele consegue dormir e junto acaba tento um sonho um tanto estranho.
Sonhava que estava em um lugar nebuloso, apenas com farrapos como roupa, uma enorme foice na mão direita e uma cicatriz monstruosa no mesmo braço, a sua volta vários cadáveres é um ser enorme massacrando os que ainda resistiam.
Aquilo toma o garoto de raiva e aquela sensação volta, ele se sentia fora de si como nunca havia se sentido antes, correu como um louco com seus braços para traz tentando segurar uma foice ate chega aos pés da besta. Sem hesitar, tentou corta por si só o pé daquela aberração. ate quando ouvi alguém bater em algo oco e chamar.
– Magnor, hey abre logo e essa porta, Magnor.
Quando acordou Magnor estava zonzo, com a cabeça doendo e vestígio daquela sensação insana, na qual não sabia se odiava ou se gostava.
Aposta notar que tudo aquilo era apenas um sonho, limpou um pouco os olhos e foi abrir a porta para Delistor.
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