Magnanimorum
1 I - M de Monstro e Medo
Notas iniciais
Era sete da manhã e Vilma já estava começando com seus berros.
" — Mais um apareceu com o vírus, dessa vez do tipo A. São 784 do tipo A, 489 do tipo B, 1.009 do tipo C e 4 do tipo D, no total de 2.286 pessoas com o vírus. Cientistas de todo o mundo estão pesquisando como o vírus se alastrou pelo mundo e consequentemente a sua cura."
– Amélia, você ouviu o quê o locutor disse?! TODOS NÓS VAMOS MORRER, VAMOS MORRER!!! — Vilma surtou. Faz duas semanas que ela está assim, desde que esse vírus começou.
– Nós não vamos morrer!
– VAMOS SIM, TODO MUNDO VAI BATER AS BOTAS! INCLUSIVE A GENTE!
– Eu já estou farta de você! Surtando, berrando todo o dia! Eu vou embora!
Peguei uma mochila, coloquei umas roupas limpas, comida enlatada,uma garrafa d'água e um taco de baseball nas mãos. Fui para a casa da Meg.
[...]
– O quê você está fazendo aqui?! — disse Meg, uma garota de cabelos e olhos castanhos, resumindo, minha única amiga.
– Eu joguei uma pedra na janela, mas parece que você ouviu, aí eu arrombei.
– Ok, mas, por que você está de mochila em pleno domingo e com um taco de baseball na mão?
– Porque eu decidi sair de casa.
– O que?! E a sua mãe?! Você deixou ela?!
– Ela está surtando! Eu não aguento mais! E na verdade ela nem é minha mãe de verdade.
De repente ouvi um barulho assustador lá de baixo. Parece que estava tentando arrombar a porta...
A coisa conseguiu.
– Você ouviu isso?! — disse Meg com medo.
– Sim... Vou lé verificar.
Desci as escadas e fui para a sala verificar, mas felizmente, não encontrei nada, ninguém, estava vazio.
– Aaaaaaaaaaaaaaaaah! So-socorro!
Meg! Ela está em perigo! Preciso ajudá-la. Senti meu corpo congelado, estou com medo. Com medo do que eu posso encontrar. Vamos, vamos! Ela é minha única amiga! Deixá-la morrer? Não!
Fui para a cozinha e peguei uma faca. Subi as escadas e entrei no quarto de Meg.
– Meg! — gritei desesperada. Vi Meg com o meu taco de baseball e um monstro de quase 2 metros, peludo e de olhos vermelhos — O-o que é isso?!
– Eu não sei! Mas tire ele de mim!
– O-okay!
Olhei para o monstro e ele estava em cima de Meg, mas ela estava tentando bate-lo e estava machucada. Peguei a faca e esfaqueei o monstro, na primeira tentativa ele nem ligou e na segunda também, aí na terceira eu esfaqueei na garganta dele e ele se virou para mim furioso. Ele não morre!
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