Magia ao entardecer
1 Prólogo
Notas iniciais
O céu se encontrava rosado e o ar obscuro, encobrindo todo o bosque. As lágrimas da chuva fazia pequenos pingos nas folhas das árvores e as pedra úmidas pareciam congelar. pequenos critais permeavam, tornando-se brilhante.
Tudo parecia ter dado voltas. As remanescências voltavam cada vez mais... As chamas, os olhos amendrontados perante a incrível sombra. Aquilo consumia a minha pele e alma. Por quê? Como aquilo aconteceu? Eu?
Eu não podia estar a meio caminho da liberdade, mas os planos mudaram.
Continuo a caminhar pelo bosque, a floresta parecia respirar como estivesse acalentando-me do mal que veio a minha vida. A maldição tinha encontrado o seu caminho e seu rastro de sangue pingava sobre mim e a qualquer um próximo do amaldiçoado. O fim do bosque estava a minha frente e batiam raios solares sobre todo o penhasco.
Agora eu deveria escolher o meu destino correto, o sangue atrás de mim seria extinguindo e não aconteceria mais nada.
- Até que fim te encontrei. — Dissse a voz irreconhecível do meu irmão Antônio.
- Não deveria! — Repliquei, sem virar para olhá-lo.
Vizualizando o horizonte a minha frente, queria descobrir o que poderia estar além daquele lugar. Meu irmão tagarelava algo, mas estava tão absorto em meus pensamentos e imaginando tudo que podia está ali. O que seria? Terras distantes, seres maiores ou menores do que eu? Alguém igual a mim?
- Natanael? Você está me escutando? — Dizia Antônio com sua voz rouca e sonora.
- Sim.
Antônio era o mais velho dos cinco irmãos. Alto com braços fortes e corpo definido. Seus olhos verde-esmeralda encntra o contraste com sua pele negra. Aqueles olhos, davam-lhe um dom nefasto, qualquer um que olha-se para eles tomavam-se em uma serenidadde eterna.
- Por que me procura?
Sentei na pedra molhada junto ao fim do bosque.
- Porque sou seu irmão mais velho e tmbém porque te amo.
Ele tentou aproximar de mim, mas me esquivei e afastei dele, não queria mais machucar ninguém.
- Eu sou perigoso — Responde quase sem sair minha voz segurando as lágrimas de se exporem.
- Você é uma criança e não um perigo.
Antônio olhou nos meus olhos, sabia que ele seu dom não atingia-me, mas o seu toque rebateu-me e as lágrimas cairam sem eu perceber.
- Lembra do que fiz ontem? A maldição chegou a mim! Não a você ou Lana, mas a mim!
Ele parou por um instante, pondo a sua mão em meu ombro.
- Entendo, mas a maldição não é sua, é da família. O que acontecer ou aconteça é da família, é nossa... Sua escolha é a mais importante para nós, como o nosso lado...
- Lado? Você quer conversar sobre a escolha? Agora não Antônio! Bem ou mal, não está em cogitação as escolhas agora, mas o que eu quero agora é a minha parte. Quero viver!
Fiquei de pé, próximo da queda. Lado não é uma boa escolha, sempre soube. Desde meus pais ouvir falar sobre os lados e escolhas que podem acaretar em alguém como eu.
Antônio estava bem atrás de mim, calado e encarando-me, sentia que me olhava tentando desvendar os meus segredos e quebrar minhas barreiras. O que eu escolheria seria definitivo.
- Antônio, você largaria tudo e iria viver em outro lugar? — Perguntei olhando de soslaio.
- Claro que não! Terra dos humanos? Seria loucura! — REspondeu rispidamente.
Terra humana. Por que não? Seres de comportamentos peculiares, mas muito esguio... Daria certo? Daria!
- Natanael?
A tensão na voz de Antônio foi correta, mas já era tarde de mais, escolhas são definitivas.
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