Notas iniciais
Por hoje é só, mas já estamos fazendo os próximos. Beijokas

James estava em um campo e Lily estava ao seu lado, sua Lilian sorrindo para ele. Mas quando ela olhou em seus olhos ele pode ver a tempestade de raiva e mágoa naquele par de olhos verdes.

– Você mentiu para mim, Jay. Você quebrou o meu coração. — Dito isso a garota correu para longe dele com um rodopio de cabelos ruivos e vestido verde, da cor de seus olhos. James não conseguia dizer nada a ela, a voz estava presa a garganta mas começou a correr atrás de Lilian. No entanto parou bruscamente quando Edmundo apareceu a sua frente

–Você é um bastardo — ele dizia maliciosamente. — Ela não vai querer você, Lilian é uma verdadeira Nottingham. Fique longe dela!".

– James! — ele acordou com um sobressalto ao ver olhos dourados num rosto fino envolto por cabelos ruivos a sua frente — desculpe, mas o café está pronto. Se você for a faculdade...

– Sim, é claro. — disse ele a Louise — Obrigado.

Quando James chegou à mesa, João Pedro, Soffia e Maria Julia já estavam se retirando para ir à universidade. Ele murmurou um "bom dia" a todos, que retribuíram a saudação do rapaz. Ele se serviu de café, uma fatia de bolo e algumas uvas. Não demorou muito para que Lucia também saísse com Amber, restando apenas ele e Louise.

– Alguma notícia dela? — Perguntou ele, mas a menina apenas negou com a cabeça.

– Continua do mesmo jeito — disse Louise encarando os olhos dele, com a mesma preocupação e tristeza que ele tinha nos seus. Não muito depois Antoni entrou na cozinha junto com Elena e um Caleb com cara de poucos amigos.

– Bom dia James, filha — disse Antoni com a voz cansada.

– Todos já saíram? — perguntou Caleb ignorando James.

– Sim, não faz muito tempo — respondeu Louise – Mamãe, papai, o James... Bom ele quer falar com vocês. — Os olhos de Louise vagaram para a toalha de mesa quando James trincou o maxilar antes de começar a falar.

– Espero que seja uma boa razão para ele estar aqui... — resmungou Caleb, que foi ligo interrompido por Elena.

– Pelo amor de Deus, Caleb. Pare com isso e deixe o rapaz falar.

Caleb endureceu os olhos dourados enquanto observava James.

– Ontem à noite, ao chegar em casa tive uma conversa com.... Edmundo — era estranho como ele se recusava a chamar aquele senhor de avô, Caleb observava, como se a palavra pudesse queimar-lhe a língua — e eu finalmente entendi o que Antoni quis me dizer sobre como aquele senhor sem escrúpulos é capaz de manipular cada pessoa como se fosse uma peça em seu jogo.

James estava com a expressão magoada e os olhos marejados.

– Que ótimo, veio nos contar sobre sua epifania. Nós já sabíamos o idiota que você era ao ficar do lado daquele...

– CALEB! EU DISSE QUE CHEGA! — vociferou Elena enquanto Antoni censurava o filho com os olhos.

– Ele tem razão quanto a isso — disse James — fui um completo idiota ao... Nossa, mas isso não vem ao caso agora. A culpa de Lily estar daquele jeito foi dele.

Todos olhavam abismados para James, exceto Louise, que já deveria estar informada quanto a história.

– O que você quer dizer com isso? — perguntou Elena fracamente. James estava com a cabeça baixa e quando a levantou para encarar a mulher pequena de olhos dourados todos podiam notar as olheiras sob os olhos, as marcas de lágrimas no seu rosto e novas lágrimas caindo de seus olhos.

– Edmundo soube que você estava na cidade, e quis... Quis te fazer mal, aquele carro deveria atropelar você e não Lily.

Antoni tinha fúria pintada nos olhos. Caleb estava estupefato e Elena chorava enquanto Louise abraçava a mãe, tentando tranquiliza-la

Pela primeira vez Caleb entendeu como James se sentia, ele poderia não ter o sobrenome, mas ainda era um Nottingham e seus sentimentos estavam confusos e seu coração destruído. Caleb também estava naquela situação, sua família estava sendo massacrada e aquilo tudo era culpa de um senhor que se dizia seu avô.

(***)

Soffia já esperava por João Pedro há alguns minutos. O rapaz havia mandando uma mensagem pedindo que ela o encontrasse na entrada do parque de diversões. Na verdade, a garota não entendia o porquê de tanto mistério. Será que ele enjoou de mim? pensou a garota um tanto nervosa. Não demorou muito para que ela visse a cabeleira loira do garoto em meio as pessoas.

– Oi linda — disse o garoto dando um beijo na testa da menina.

– Oi — respondeu a menina um tanto tensa.

– O que houve Soffi?

– Nada amor. O que viemos fazer aqui?

– Comer algodão-doce? — disse o garoto marotamente.

– Sério? Mas você não gosta de algodão-doce. — falou a menina emburrada.

– Verdade, prefiro quando seu beijo fica com gosto de algodão doce.

Soffia ficou rubra com o comentário de João enquanto o garoto ria abertamente da morena.

– Vem, ainda precisamos conversar — disse o garoto ficando sério. Soffia percebeu que ele estava nervoso e tenso fazendo um nó se formar em seu peito.

Depois de comprar um algodão doce azul e no formato de um coração, João sentou-se com a garota em uma pequena pracinha dentro do parque. O seu semblante era rígido, o que aumentava mais a dor no peito da garota e a vontade de chorar.

– Soffi, eu...

– João eu sei o que você vai falar — interrompeu a garota, enquanto a cor do rosto do garoto sumia.

– S-sabe?

– Eu agradeço que você tenha tentado ser sincero...

– Do que você está falando? Soffia eu...

– Não continue João, eu ... — os olhos da garota começaram a marejar.

João entendendo o mal entendido, começou a rir e abraçou a garota.

– Olhe pra mim, por favor não me interrompa, sim? — disse o garoto rapidamente antes que a garota abrisse a boca. — Soffi, amor eu, ... bom eu amo você — a garota espantou-se ao ouvir a afirmação. — Eu nunca pensei que poderia amar alguém que não fosse minha irmã, mas você chegou tão de mansinho, tão tímida, tão linda — o garoto então tirou uma mecha de cabelo que caia no rosto da garota. — E mesmo eu te tratando tão mal, você não desistiu de mim e no dia em que te beijei pela primeira vez eu soube que estava apaixonado, que você é a pessoa certa pra mim e eu sei que não posso te arrancar meu coração e dar para você, mas saiba que ele te pertence, e eu te trouxe isso para representar meu amor e pedir para que você seja minha namorada, você aceita? — disse João enquanto tirava uma caixinha de veludo comprida do bolso.

Ao abrir, Soffia se deparou com um gargantilha fina de ouro branco e um coração cravado de cristais azuis, da cor de seu algodão doce. A garota não estava acreditando que o garoto havia dito tudo aquilo. Desde que o conheceu ela sonhara com esse momento e nunca imaginaria que seria tão mágico e verdadeiro. Soffia então pegou um enorme pedaço de algodão doce e depois de uns segundos olhou nos olhos do garoto e disse:

– Eu também amo você. — O garoto então puxou ela para um beijo e como ele previa tinha o gosto familiar de algodão doce.

(***)

James estava mais uma vez no quarto de Líliam. Ultimamente ele passava a maio parte do tempo lá, olhando para tudo que lembrava a sua amada. Quando adentrou no quarto pela primeira vez, há uma semana atrás, sentiu-se mais perto da garota. O cheiro de lírios era presente ali, afinal era a flor preferida da garota. O quarto era todo decorado, porém o que mais chamou atenção do garoto foi a parede branca.

Ali tinha muitas frases, citações, desenhos e algumas fotos. James foi chegando mais perto e pode ver a letra de sua pequena Lily em cores vibrantes. Mas uma citação chamou a atenção rapaz. Com tinta preta Líliam escreveu:

"Você é a luz dentro de meus olhos

Você me dá uma razão para continuar tentando

Você me dá mais do que eu poderia sonhar"

E embaixo estava a foto que a garota havia tirado no dia em que se conheceram. James podia ver admiração e desejo em seu olhar. Também tinha várias fotos de Caleb, Louise, Nicholas, João, Lucia, Amber, Soffia, Thomas, Luiz e até mesmo Bernardo, o que fez o garoto trincar os dentes.

Depois de um tempo ali, ele podia conhecer mais os gostos de Líliam, leu alguns livros e quando ia visita-la sempre lia um trecho de Harry Potter ou de Orgulho e Preconceito. Desde o dia em que contou tudo aos Nottingham, eles o tratavam como um filho. Menos Caleb, que andava pensativo, mas ainda olhava de cara feia para o garoto.

James estava ali absorto em pensamentos que não percebeu que Caleb já havia sentado no chão de frente para ele. O garoto estava sério, com olhos curiosos e a postura tensa.

– Está se martirizando de novo? — perguntou o garoto com um meio sorriso.

– Eu... acho que sim — respondeu o garoto. — O que quer?

– Conversar. James o que você realmente sente por minha irmã? — James ficou chocado, realmente não esperava aquela pergunta. Caleb o encarava com os olhos dourados brilhantes.

– Eu... eu amo sua irmã. Eu sempre amei. Desde a primeira vez que a vi tirando aquelas fotos. Com seu vestido florido e seus cachos ruivos. Amei quando ela me olhou, amei seu sorriso, sua voz, seu cheiro. Eu amo quando ela está irritada, quanto ela fica teimosa, quando ela tem ataques de alegria juntamente com Louise ou Lucia. Amo o seu gosto por leitura, por moda e por filmes. Eu amo cada respiração dela. Eu... eu simplesmente não conseguiria viver sem ela. Você entende o que é ver a mulher que você ama incondicionalmente estar deitada naquela cama de hospital? Sem vida? Respirando por máquinas? — James não conseguia mais conter as lágrimas, o garoto colocou as mãos no rosto e ficou ali por alguns minutos, apenas sentindo a dor. Depois de estar mais calmo ele limpou o rosto e olhou novamente para Caleb — O pior é que isso tudo é culpa minha e eu entendo que ela não me ame ou não queira mais ficar comigo. Eu apenas quero que ela fique bem, quero que ela seja feliz, mesmo eu não sendo o motivo do sorriso dela.

Caleb ficou alguns segundos olhando para James.

– Eu disse aquilo para Líliam, porque eu sentia que ela não estava segura perto do Edmundo. Ele falava dela com tanta obsessão. Você e Louise eram os arrogantes da história, ele dizia que vocês eram como a mãe. Eu apenas...

– Eu entendo. — interrompeu Caleb. — Esse senhor não merece piedade, e eu percebi o desprezo por mim naquela noite, no jantar. James, eu acredito em você. Mas vou logo avisando, Líliam não vai ceder tão fácil. Você a feriu e saiba que ela sofreu muito com isso. Passou dias sem falar com ninguém, não comia muito, ficava apenas deitada. Ela estava definhando. O que ajudou a melhorar o humor dela foi o menino que ela conheceu no parque.

– Bernardo — disse James — Eu entendo.

– Parece que ele a faz rir, ele mexe com ela. Talvez seja porque ele seja um estranhou ou porque ela realmente se apegou em alguém que não cobra nada dela.

– E ele parece gostar dela. — disse o menino um tanto emburrado. Caleb apenas concordou com a cabeça.

– Sabe eu não poderei exigir mais dela, mas eu contarei sua história. Ela decidirá. E eu e os meninos conversamos e bom você pode ficar morando aqui. Maria Júlia vai ficar com Soffia e Amber e você poderá ficar no quarto com o João. Eu e Nicholas ficaremos no quarto da Maria.

– Caleb não precisa, eu...

– Precisa, se você pensa em reconquistar a minha irmã é bom que você vire primeiro amigo dela. Sabe aquele coração ali? — disse Caleb apontando para a parede branca, na direção de um coração de cor vermelha. — eu que fiz. Ela gosta de quando a gente desenha na parede dela. Deixe sua marca. — o garoto deu um sorriso e saiu do quarto deixando James perdido em pensamentos.

(***)

Louise estava sentada na sala enquanto Lúcia tocava em seu violão uma música dos Engenheiros do Hawaii. Ultimamente a garota havia ficado bastante próxima de James. Depois de saber o que o avô havia feito, a ruiva pediu a Nicholas para que o garoto entrasse com um processo pedindo que o avô ficasse o mais longe deles. James já tinha topado depor contra Edmundo, mas Antoni achou melhor que ele fosse conversar com o pai.

A garota foi tirada de seus pensamentos quando viu Caleb descer as escadas.

– Conversou com ele? — a ruiva falou um tanto ansiosa.

– Claro, eu prometi isso a você não foi?

– O que ele disse? Você já gosta dele? — disse Louise dando pulinhos no sofá.

– Calma aí Lou, eu dei uma chance a ele. Não significa que eu amo ele.

– Bom saber — disse James enquanto descia as escadas.

– Onde você vai Jay? — perguntou a ruiva ao ver que o garoto estava arrumado para sair.

– Irei ver a Líliam. — respondeu o garoto olhando para o violão de Lúcia — Ei Lu, me empresta seu violão?

– Você sabe tocar? — perguntou a garota surpresa.

– Um pouco. — disse o rapaz.

– Pode levar, só tenha cuidado com o Josh.

– Josh? — perguntou Caleb com um sorriso torto nos lábios e o olhar brincalhão.

– Está com ciúmes? — falou a menina arqueando a sobrancelha.

– Não, imagina eu, lindo e sarado com ciúmes de você. Nem em sonhos. — respondeu Caleb enquanto ia para a cozinha. Lúcia estava rubra e saiu atrás dele falando algo como " arrogante", " síndrome de beleza" e " só porque é gostoso...". James e Louise olharam uma para o outro e caíram na gargalhada. Depois de um tempo James disse:

– Parece que irei morar com vocês por um tempo.

– SÉRIOOO? — gritou Louise dando pulinhos enquanto dava um abraço no garoto. — Bem vindo primo. James ficou um tanto surpreso com a intimidade que a garota lhe impora, mas ficou feliz em saber que já conquistara o carinho de Louise. Ele agradeceu e saiu rumo ao hospital.

(***)

Antoni estava parado na entrada de uma casa muito grande e bonita, com um jardim magnifico. "Bem a cara do meu pai”, pensou o homem. Ele havia decidido enfrentar o pai quando Louise pediu ao namorado que abrisse um processo contra Edmundo. Antoni sabia que isso só faria o velho ficar mais perigoso.

Quando ele era mais novo sempre idolatrava o pai, sempre tentando ser como ele. Até que conheceu Elena. A garota com olhos amarelos e misteriosos. No começo eles brigavam muito, afinal ele tinha a arrogância dos Nottingham e ela era muito teimosa o que dificultava as coisas. Quando o pai percebeu a aproximação deles, mandou que Antoni fosse para a Suíça afim de estudar. O garoto prontamente recusou e anunciou que casaria com Elena. Edmundo fingiu gostar da ideia e dois dias depois ele tentou atropelar a ruiva. Isso foi à gota d'água para o garoto. Em uma madrugada ele pegou todo o dinheiro que tinha no banco e no cofre que ficava na biblioteca e algumas roupas. Encontrou-se com Elena no aeroporto e foram para o Brasil.

Naquele momento ele via a história se repetir, com um detalhe diferente. Ele atropelou sua filha, seu bem mais precioso. E Antoni lutaria com unhas e dentes pra manter todos seguros. Antoni se dirigiu a porta. Mas antes que pudesse bater ela se abriu revelando um senhor alto, com cabelos brancos e olhos verdes.

– Antoni?

– Oi papai- disse o homem com sarcasmo.

– Meu Antoni — disse Edmundo com os olhos marejados e tentando abraçar o homem a sua frente. Antoni colocou a mão no peito do pai impedindo qualquer contato afetivo.

– Precisamos conversar. — disse Antoni seriamente. Edmundo estava um tanto desconcertado, mas afastou- se da porta dando passagem para o filho entrar. Ao chegarem a sala, o velho fez um gesto para o filho sentasse.

– Filho, como você está? Fiquei sabendo da minha netinha. Ela está bem?

– Não se faça de santo, eu sei que você mandou atropelarem a Elena e no fim errou. ATROPELOU A MINHA FILHINHA. VOCÊ É LOUCO? — gritou Antoni. Ele podia sentir a sangue em seu ferver em seu rosto.

– Antoni, do que você está falando? — perguntou Edmundo com o rosto assustado.

– NÃO FIQUE DE TEATRINHO PRO MEU LADO, EU CONHEÇO VOCÊ. Você já tentou isso antes. Com Elena.

– Desculpe filho, mas se seus filhos herdaram o jeito desastrado daquela mulherzinha com quem você casou eu não tenho culpa. — respondeu Edmundo emburrado.

– COMO OUSA FALAR DA MULHER QUE EU AMO?

– ANTONI CHEGA! — gritou Edmundo. — Essa mulher acabou com você, ela te fez renegar a mim que sou sua família. Tudo por que você é rico e....

– NÃO FALE DELA SEU VELHO SUJO.

– MAS ELA É UMA GOLPISTA VADIA. — sem mais aguentar as afrontas do pai, Antoni socou o rosto do velho.

– ANTES DE FALAR DA MINHA FAMÍLIA, VOCÊ TEM QUE LAVAR A BOCA. VOCÊ É ASQUEROSO. Não sei como minha mãe um dia te amou. Ela sofreu tanto enquanto você estava na cama com suas amantes. Desculpe, mas eu não sou ela. Eu já deixei de te amar a muito tempo e agora você conseguiu destruir até o respeito que eu tinha por você.

– Antoni, ela....

– CALE A BOCA! Eu irei sair por aquela porta e você esquecerá que eu existo, assim como minha família.

– Mas...

– E James está sob MINHA proteção. Você está completamente sozinho. E esse castigo é pouco pra quem já fez tanta maldade.

Antoni deu as costa ao pai e saiu daquela casa, a raiva ainda estava viva dentro de si, mas o alívio era visível.

(***)

Assim que chegou ao hospital, James logo andou até o quarto de Líliam. O quarto estava escuro e silencioso. O único som que existia ali era do aparelho que monitorava os batimentos cardíacos da garota. Elena havia passado a noite com a filha e James ficaria durante o dia.

Ele pegou a mão da garota e deu um pequeno beijo na palma.

– Bom dia minha linda! Quando você irá acordar? Tem tanta coisa acontecendo e eu queria poder compartilhar tudo isso com você. Ah, tenho uma surpresa pra você. Hoje farei algo diferente. Irei cantar para você. — James falou enquanto ajeitava o violão no colo. Ele começou a tocar os primeiros acordes de maneira calma e suave.

– Essa música é tudo o que eu gostaria de dizer à você! — sussurrou no ouvido da garota.

"Por onde quer que eu vá vou te levar pra sempre.

A culpa não foi sua

Os caminhos não são tão simples mas eu vou seguir

Viajo em pensamento numa estrada de ilusões

Que eu procuro dentro do meu coração

Toda vez que fecho os olhos é pra te encontrar

A distância entre nós não pode separar

O que eu sinto por você não vai passar

Um minuto é muito pouco pra poder falar

A distância entre nós não pode separar

E no final eu sei que vai voltar... "

O garoto pôs o violão de lado e sentou-se na beira da cama. Ele passou a mão delicadamente no rosto da ruiva e levou a boca até o ouvido dela.

– Abra os olhos pra mim! — sussurrou James enquanto encaminhava sua boca para os lábios da garota. O toque era calmo e frio. Então James levando o rosto e para sua surpresa os olhos de Líliam estavam abertos, verdes e brilhantes, ela estava chorando, mas o melhor de tudo era que ela estava acordada. Sua Lily estava acordada.

Notas finais
E aí? Comentem!