Madness
6 Capitulo 6
Notas iniciais
Já era de dia, Philipe tinha mostrado a Winter o apartamento inteiro, não era muito grande mas tinha-lhe mostrado todos os quadros e esculturas da casa e pesquisado sobre o nome de todos os pintores. Ao que parece ela adora pintura, arte, esculturas e coisas do tipo, tal como a mãe de Philipe antes de ser internada.
–Que preguiça de ir trabalhar… — falou Philipe para com sigo — Que cheiro é este?
Havia um cheiro doce, quente e delicioso no ar. Cheirava a…
–Philipe, estás acordado? — perguntou Winter do outro lado da porta — Posso entrar?
–Entre, minha Senhora, seria uma honra — brincou ele sentando-se na cama
Ela entrou com uma bandeja com varias coisas dentro. Um jarro de sumo de manga, uma torrada com doce e um pequeno…Macaron. Na bandeja trazia uma jarra magra com uma Amor-Perfeito vermelha.
Ela lembrou-se do que ele tinha dito que gostava? Sem ser a sua amada mãe, ninguém se preocupava com o que ele gostava ou deixava de gostar, que querida por se lembrar.
–Philipe? Estás bem? — perguntou Winter que se sentara na cama e pousara a bandeja de comida na mesa-de-apoio, sem Philipe perceber.
–Sim, estou. Obrigada por te lembrares, mas onde arranjas-te a flor e o Macaron? — estava intrigado por isso também perguntou — E porquê?
–Eu fiz o Macaron e havia um homem a vender flores, ele ofereceu-me uma. E eu não tenho trabalho, por isso eu gostava de tratar das coisas aqui em casa. Importas-te?
–Não és obrigada, mas se o queres fazer não te vou impedir.
–Obrigada! — exclamou ela abraçando, fazendo Philipe desequilibrar-se e deitando-se na cama.
Ficaram os dois a olhar-se por um tempo, vermelhos e chocados até que o despertador tocou como que para terminar com aquilo.
Levantaram-se e Winter saiu do quarto.
Philipe tomou um duche, vestiu-se e tomou o pequeno-almoço, sem comer o Macron, esse ia ser comido quando visse a cara do Chefe ao descobrir que a “Madie” desaparecera.
–Winter! — chamou o rapaz de olhos metal
–Sim? — ela estava a lavar a janela, mas estava linda mesmo cheia de poeira e molhada de detergente.
–Eu vou sair mais cedo, ok?
–Mas vais assim? — perguntou ela apontando em sua direção
–Eu tenho a roupa de trabalho lá.
–Não é isso. Os cabelos. — ela chegou-se perto e tocou na ponta de uma mecha do cabelo de Philipe — Porque não os escovas depois de tomar banho?
O toque dela nos seus cabelos foi no mínimo de tirar o fôlego. Mas Philipe Hatter nunca perde a fala e logo respondeu:
–Não tenho jeito para isso. Desde pequeno que é a minha mãe que o faz.
–Queres que eu o..?
–Obrigad…quero dizer, se tu insistes. — respondeu atrapalhadamente Philipe — Vamos para a casa-de-banho.
Entraram na casa-de-banho do quarto de Philipe. Era pequena, tirando a banheira que era enorme e o espelho. Winter pegou em escovas e cremes e dirigiu-se para uma cadeira cheia de livros de psicologia, biologia e outros do tipo. Winter tirou os livros com cuidado e levou a cadeira para o meio do quarto.
–Não vais sentar? — perguntou ela enquanto ele a olhava fixamente — Philipe?
Ele não respondeu, mas sentou-se e esperou que ela o tocasse. E assim ela fez, penteou os cabelos negros de Philipe na nuca. Devagar e com calma. Tal como uma mãe faria com os filhos ou como uma dona faria com o seu gato, meiga mas firme e precisa, desperdiçando movimentos para puro prazer de Philipe, movimentos preguiçosos que o faziam estremecer e movimentos fortes que o faziam não crer ir trabalhar e ficar em casa aproveitando um pouco mais o momento. Ela subiu um pouco, penteando o topo da cabeça de Philipe, subindo e descendo, subindo e descendo sem nunca pausar o processo para descansar ou trocar de mão.
Winter parou e ouviu-se um estalar, como uma tampa a abrir. E com as suas mãos massajou o cabelo de Philipe aplicando o creme com um cheiro doce e silvestre.
Winter parou de novo, desta vez não voltou para massaja-lo, toca-lo, nada. Simplesmente aquela ternura e cuidado tinha acabado.
–E a parte da frente? — tentou empata-la tanto quanto possível — Não a penteaste.
–Esqueci, desculpa. — respondeu Winter pegando na escova e dirigiu-se para a frente da cadeira
Winter tentou escova-lo mas não deu, mudou de posição mas não deu. Philipe abriu as pernas para que ela se chegasse mais perto e que assim se sentisse mais confortável. Ela assim fez, entrou no espaço que ele abrira começou a pentear.
A tranquilidade voltou com aquele sentimento de ser amado e cuidado por alguém sem ser a sua mãe.
–Não chego a esta parte. — disse ela pondo-se em bicos de pés
–A-as tuas…estão n-na… — gaguejou Philipe com um rubor escarlate nas faces.
Os seios de Winter apertavam-se tentando ganhar espaço entre a cara de Philipe. Não muito grandes e duros, como os de selicone que as mulheres que se interessavam por ele tinham. Eram perfeitamente adequados ao seu tamanho pequeno e a sua estrutura infantil. Lindos e cheios como os que uma menina devia ter.
–O quê? — perguntou ela ainda na mesma posição — As minhas quê, estão onde?
–A-as t-tuas…
–Eu não entendo. — declarou ela voltando a pousar a escova no chão e abrindo o creme — Philipe, fala português, por favor.
Ela massajou a parte da frente da cabeça de Philipe com ternura e simpatia, amável e delicadamente como um Dente-de-leão a ser levado pelo vento de primavera.
O telemóvel de Philipe tocou e Winter assustou-se. Para acalma-la e por curiosidade Philipe perguntou:
–Tens medo do meu telemóvel? Ele taca alto, mas não vai te magoar.
–O que é um temóvel? — perguntou Winter olhando fixamente para o aparelho. — É perigoso?
–Telemóvel. Sério, nunca viste um?
–Não.
–Sabes o que é o telefone?
–Sei, os meus pais adotivos tinham um na sala de casa.
–O telemóvel é igual, mas mais pequeno e mais fácil de transportar.
–Entendo, mas como é que se transporta o fio? — ela já não estava assustada, estava curiosa.
–Não tem fio. Usam umas máquinas que ficam no Espaço.
–Uau! — Eu não acredito que ela não sabe realmente o que é, pensou Philipe, se bem que ela está faz tanto tempo naquele…lugar, que não deve conhecer muitas coisas.
–Eu vou te dar um. Apenas com o básico, sem aplicações complicadas. Apenas com o meu numero e, quando fizeres amigos, com o numero deles.
–O numero fica dentro do temóvel?
–Sim, fica na memória. E é Te-le-mó-vel.
–Telemóvel?
–Isso. — pegando no telemóvel viu que era uma mensagem do Chefe a dizer que tinham um problema- Tenho que ir trabalhar!
–Até logo.
O B.B.Wolf não esperava por esta, pois não? Como dizia a musica: A festa ainda agora começou!
Continua...
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