Madness
12 Capitulo 12
Notas iniciais
Perdida nos seus pensamentos, Winter, escutou ruídos abafados de luta...Jack e James ainda lutavam? Philipe não tinha conseguido travá-los no fim?
– Deixa-me entrar! — disse uma voz familiar — Não a podes esconder para sempre, Jack, além do mais já não te resta muita energia pois não?
– Eu não...não vou permitir...que...tu lhe toques...eu...- Jack? — Afasta-te...Victor, filho do...Lenhador!
Nesse momento, Winter arregalou os olhos. Lenhador?
Uma luz negra emergiu do peito de Winter, não era pálida e brilhante ou cheia de amor, era uma treva repleta de ódio e vingança. De repente os olhos arroxeados de Winter tornaram-se vermelhos ardentes, os seus cabelos acastanhados num negros perturbador e o seu expressão radiante numa figura de malevolência.
Algo bateu do lado de fora da porta, fazendo-a abanar e agitar, quase saindo das dobradiças.
– Princesa?- a voz do filho do monstro aumentou a agressividade da penumbra- Se não quer que o seu irmão fraco e insignificante se magoe...ou pelo menos, não se magoe mais. É melhor sair, sim?
Winter já não estava em si, rebentou a porta com um pontapé atingindo Victor no peito nu.
Do lado de fora a catástrofe dominara o Palácio Branco, sangue e suor banhavam o chão branco (ou vermelho no caso) sem ter vergonha de se mostrar. James lutava contra Thomas, ambos num estado deplorável enquanto Candy, Olívia e até Aurora lutavam contra outras criaturas estranhas. Num canto encontrava-se William e Philipe, William sangrava tanto que Winter apostava que metade do sangue no chão era dele, Philipe estava a fazer pressão no ferimento tentando manter o pouco de sangue que restava dentro do corpo de William.
Victor levantou-se e agarrou Jack pelos pulsos, dizendo:
– Chega de brincadeiras, Princesa, entrega-te ou ele morre!
– Não, Winter, foge! Não te preocupes comigo...eu...- Victor deu um murro na cara de Jack fazendo-o desmaiar- eu...
– Olha, afinal não és assim tão duro, ei Prin...
Victor não teve tempo de terminar, antes de Winter desferiu um golpe bem naquele lugar.
– Não toques no meu irmão! – a voz saiu-lhe demoníaca e grave, como os portões da morte — Larga-o, AGORA!
O filho do assassino dos seus pais adotivos riu, o mesmo sorriso que fez o pai ao matá-los. Isso só tornou Winter mais selvagem, desferindo golpes atrás de golpes na cara de Victor.
Victor largou Jack, atirando-o para o ar. Durante a sua descida Jack despertou, mas já não lhe restavam forças, quase a atingir o chão gritou:
– Félix!
O gato saiu debaixo de várias camadas de madeira, enquanto corria transformou-se num rapaz de fato com um laço, o rapaz atiro-se para a frente e pegou em Jack.
– Está ferido, dono? — a voz do rapaz pareceu preocupada, e chorosa
– Não, Félix, não estou. — respondeu Jack afagando a cabeça do rapaz- Podes levar-me para junto dos outros? E, ajuda a minha irmã.
– Sim, meu dono. — declarou o rapaz num ronronar
Enquanto isso num lado mais afastado do lugar onde Jack se encontrava, Winter saltava e girava, dançando enquanto lutava contra Victor com agilidade de inteligência. Victor tentou desferir um golpe em Winter, mas esta desviou-se saltando para cima do punho de Victor e pontapeou a têmpora direita, fazendo-o cair e bater com a fronte no chão avermelhado.
Victor permanecia imóvel quando Félix (na sua versão humanizada) chegou e disse:
– Afinal, o Félix não foi necessário. Ei, irmã do dono, sente-se bem?
Winter não respondeu, simplesmente dirigiu-se à próxima luta sorrindo, um sorriso perturbador que assustou todos que estavam dentro da sala, todos pararam o que estavam a fazer, até as criaturas olharam assustadas. Ela avançava em direção à única luta que continuava, a de James e Thomas. Balançando as ancas como um gato atrás do seu jantar avançou na sala, quando chegou a Thomas cutucou-lhe o ombro e quando ele se virou deu-lhe um murro bem no nariz.
– Ei, gaja, aqui a gente távamos a lutar, não se metas. — disse segurando o focinho de lobo — Calma, tu és a princesa certo? O Thomas não te tinha apanhado?
O sorriso demoníaco de Winter aumentou enquanto dizia:
– Deixa-o dormir, a tua professora de português chegou. Pronto para a lição?
Ela subiu nos ombros de Thomas e esmurrou o olho direito, Thomas tentou defender-se mas Winter movia-se como uma máquina programada para matar um país em menos de 5 segundos. Winter segurou no pêlo de Thomas e atirou-o contra a parede, sorrindo quando ele permaneceu parado no chão enquanto sangue escorria-lhe pelo olho e nariZ desfigurados, ela aproximou-se e perguntou:
–A lição foi bem dada?
Thomas levantou-se devagar e correu até Victor desviando-se por pouco de Winter que o tentara agarrar pelo pêlo e desmaterializando-se com Victor no colo, juntamente com as outras criaturas.
Winter desviou os seus olhos sangrentos para James que estava perplexo e congelara no lugar. Ela avançou, balançando as ancas com a mesma lentidão predadora de à pouco. Aos poucos a lentidão tornou-se num andar e esse andar numa corrida até se tornar numa sombra prestes a atingir James, que admirava a predadora que vinha em seu encontro numa velocidade assustadora.
De repente ela parou como se algo a segurasse e virou-se, apenas para observar Philipe de pé a sangrar, segurando a espada que James tinha nas costas da primeira vez que viram. Ele empunhou a espada apontando-a para Winter. Ambos correram um em direção ao outro, ao chegarem ao meio um deles deveria ser atingido pelo outro.
A escuridão que envolvia Winter dissipou-se quando, por alguma razão Philipe largou a espada e beijou Winter. Provando o doce mel que Winter tinha entre os lábios, com a mão direita segurou-lhe na mão que tentara esmurra-lo e com a esquerda na sua cintura inclinou-a para trás. Quando ambos ficaram sem fôlego, Philipe empurrou-a contra Aurora que a fez dormir com o a sua habilidade.
–Não era bem assim que eu achei que fosse contigo. — confessou Philipe ajeitando uma madeixa de cabelo, agora acastanhado, de Winter — Desculpa.
Continua...
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