Madeira e Prata

1 22/23.08.2810 - Parte Um


Notas iniciais
Espero que gostem dessa fic que estou começando. Espero que tenham paciência, pois às vezes sou meio lerdinha para escrever, mas farei o possível para trazer ao mundo essa história.

Fola

Lobos e vampiros em uma luta mortal em plena noite de lua cheia e eu estava vencendo até tomar com um tronco de árvore na cabeça e ficar presa e apagada. Já não havia mais lua no céu e estava quase amanhecendo quando comecei a acordar, a perna formigando por causa de peso que estava em cima dela e uma queimação começando no corpo todo, um sinal de alerta para eu sair logo dali, já que ao toque de apenas um raio de sol eu ficaria fraca, e não teria opção além de esperar me transformar em cinzas de uma forma bem cruel e dolorosa.

Podia ver os primeiros tons de laranja cruzar o céu e já estava ficando desesperada, logo na minha primeira missão eu morro assim? De forma tão trágica e banal, sem nem ao menos levar um lobo maldito comigo? Não mesmo!

Me sentia mole e dolorida, mas ainda assim estava lutando pela minha vida, tentando loucamente tirar aquela árvore idiota de cima de mim. No fundo eu sabia que lutar era inútil, eu não tinha forças o suficiente para sair dali não depois das horas que fiquei desacordada, e não depois das 12 horas sem tomar uma gotinha de sangue.

O segundo raio surgia e imaginava a cara de meus pais, tão decepcionados comigo, " Ela deveria ter escutado, eu disse que ela não estava pronta... Você não deveria ter insistido tanto mulher..." meu pai falaria mais para si mesmo pois minha mãe estaria chorando na cama, cheia de culpa e saudades. No canto do quarto haveria um tigre estraçalhado depois de toda a raiva que meu pai sentia e que precisava descontar em alguém... que fosse na comida.

O terceiro raio surgia e minha pele começava a queimar. Gritei, o que mais eu poderia fazer? As lágrimas corriam e eu lutava inutilmente com o tronco. Já podia ouvir as palavras de Turga, minha professora de defesa pessoal, “Era tão boa lutando... Como isso foi acontecer a ela?”.

O quarto raio surgia e eu me dava conta que em um mundo de guerra, ninguém sentiria minha falta, a não ser talvez meus pais, mas eles tinham outros filhos para ocupar-lhes as mentes, e eles teriam outros filhos, enquanto pudessem, para aumentar a população dos vampiros e termos mais uma chance nessa guerra.

Junto com o quinto raio de sol veio a minha conformação de que não sairia dali jamais, talvez fosse melhor para o exército, menos uma tola para se preocupar. Mas além disso vieram dois braços morenos e fortes, que tiraram o tronco de cima de mim e me pegaram no colo. Esses braços eram acompanhados por olhos e cabelos castanhos. As pernas não vi na hora se eram bonitas, mas eram rápidas o suficiente para me levarem para dentro de uma caverna próxima.

Ele me botou no chão e pude ver seu corpo lindo, moreno e nu. Por que um vampiro estaria nu? O que mais gostamos são nossas roupas clássicas em cores fortes como o vermelho o roxo e o preto. E por que um vampiro usaria um terço de madeira com a ponta afiada no peito? Isso não era seguro. Ele andava de um lado para o outro dizendo que não deveria ter feito isso, isso o quê?!?!?! A menos que... A menos que ele fosse um lobisomem, isso explicaria a nudez e o remorso de ter me salvado.

“Obrigada.” Eu disse, o que mais poderia dizer, afinal, lobo ou não ele me salvou.

“O quê?” Ele se virou pra mim dizendo.

“Ahn...Obrigada... por ter me salvado.”

“Não sei por que fiz isso.”

“Não me importa, você fez. Mas por que você não deveria ter feito isso? A propósito meu nome é Fola.” Disse esticando a mão educadamente. Ele esticou de volta meio desconfiado, olhando fixamente para minha faca no meu cinto.

“Mactíre. E eu não deveria ter salvo uma vampira, deveria ter deixado vcoê queimar lá fora.”

“Tarde demais para lamentar, mas como gratidão prometo não lhe matar, você salvou a minha vida e eu poupo a sua. Tudo bem assim?” Disse levantando as mãos em sinal de trégua.

“Acho que isso basta. Bem se não se importa eu vou embora.”

“Ei, você não pode me deixar aqui sozinha.” Protestei.

“E por que não?”

“Estou com fome, e exausta, e fraca, e eu não deveria confiar em você para dizer isso.”

“Que seja, volto logo com algo pra você comer, digo, drenar. Não saia daqui.”

“Como se eu pudesse ir a algum lugar...”

Ele saiu com seu corpo nu e escultural pela “porta” da caverna e me encostei na parede para esperar. Estava esgotada de verdade, então por fim, eu dormi.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentários?!?!?!