Madeira e Prata

25 14/15.08.2815 – Parte Três


Notas iniciais
Capítulo bem caprichado pra compensar a demora!!!!!!! Espero que vocês gostem!!!!

Fola

Gritei por socorro mais uma vez, por isso Dibucky amarrou a minha boca, então eles me deixaram sozinha, até que o relógio marcasse duas e quinze da manhã.

“Então? Como tem passado a noite? Seu amiguinho Mac Foster está feito louco te procurando lá fora. Dificilmente ele vai te achar.” Dibucky era sádico e sua irmã ria ao fundo.

Ele veio andando dramaticamente em minha direção e agachou na minha frente rindo debochadamente. “Se eu soltar sua boca você vai ficar quietinha?” Não fim movimento nenhum e ele com calma liberou minha boca, senti os cantos dos lábios arderem. “Muito bem, boa menina.” Enquanto se afastava eu o observava, então quando já estava longe, eu gritei: “Mac! Socorro! Me tira daqui!”

Edmé correu para me silenciar: “Cala essa sua boca nojenta, sua vadiazinha escrota. Dib, me dá essa porra dessa faixa de novo. Acho que alguém não sabe se comportar sozinha...” Mais uma vez minha boca foi amarra, só que Edmé tinha um nó mais apertado, parecia que queria separar a metade de cima da minha cabeça do resto do meu corpo.

“Acho que seu pai não lhe deu boas maneiras, não é mesmo? E como poderia se estava tão preocupado em competir e derrubar meu pai?” Ele não conseguia conter o riso de vitória, assim como a irmã. “Será que ele vai ficar muito triste se perder sua garotinha? Será que ele vai sequer perceber? Ou será que ele vai estar preocupado com outra coisa qualquer... como retornar ao poder do senado?”

“Dib, meu irmão, o que você está fazendo?”

“Fique quieta, Edmé. Eu preciso falar antes que essa garotinha nojenta não possa ouvir mais nada.”

Ela deu de ombros e sentou em um canto, remexendo algumas sacolas. O relógio já marcava duas e quarenta e cinco da manhã.

“Bem pequena Fola, como eu já te disse antes, meu pai era tudo para mim! E o seu querido papai acabou com a vida dele, tirando dele tudo o que ele mais amava. Primeiro com o trabalhando, roubando-lhe o cargo, segundo, com mamãe, que não aguentou ver meu pai daquele jeito e se jogou da janela em um dia de sol, e terceiro, finalmente tirando-lhe a vida. É, eu acho que ele vai perceber sim que você sumiu. E de quem será a culpa? Bem, seu amiguinho Mac Foster veio bem a calhar, ele nunca vai conseguir sair desse labirinto, ainda mais com a ajuda que vamos dar a ele. E assim, todos vão achar que ele te matou e fugiu. E nós dois não teremos ligação nenhuma com isso. Não vai ter ninguém que possa nos incriminar... Edmé, minha irmãzinha, acho que é hora de darmos um jeito no tal do Foster.”

Eles saíram do cativeiro, me deixando de frente para o relógio, que marcava três horas da manhã.


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Mactíre


Eu sabia que não haveria nada que eu pudesse falar para que Fola se sentisse melhor nesse momento, também sabia que deveria deixá-la um pouco a sós, para pensar, sem ninguém atrás dela pressionando-a. Então, quando ela virou para entrar no labirinto, me voltei para o sentido contrário, a fim de voltar para o castelo.

No meio do caminho fui praticamente atropelado por um casal de vampiros que corriam como se a vida deles dependesse disso, deixei que passassem sem me importar. Estava a alguns metros na gente quando ouvi Fola gritando por socorro.

Gritei seu nome de volta e corri para os grandes corredores verdes. Tinha certeza de que me perderia ali, sabia que eu não tinha muitas chances, mas eu precisava encontrar e salvar minha menina.

Com isso eu andei por mais de oito horas, rodando por dentro daqueles muros de cerca viva. Estava com fome, já que não comia desde a noite anterior. Mas eu não podia para de procurá-la. Eu tinha que encontrar Fola antes que fosse tarde demais.

Em algum lugar à minha direita ouvi a voz de Fola me chamando e pedindo por socorro. Corri naquela direção, me perdendo ainda mais nas curvas, e sem obter sucesso.

Estava passando por um corredor, prestes a fazer a curva, e vi os dois vampiros que corriam mais cedo entrando no labirinto por abertura que vinha da floresta. Agora que estavam mais perto e sem correr, pude ver que o homem era aquele vampiro nojento que eu tirara do quarto de Fola, a outra eu não conhecia. Eles viraram na minha direção e eu comecei a voltar por onde vim, mas eles me viram e me seguiram.

Corri pelas curvas, tentando tirar eles do meu alcance. Corri, mas não tive muito sucesso em fugir deles. Pelo cansaço, em algum ponto, tropecei em uma raiz mais alta que não percebi. Não cheguei a cair, mas isso me atrasou e permitiu que eles chegassem perto o suficiente para que a vampira pudesse me segurar pelo braço, cravando as unhas na minha pele e abrindo uma ferida que logo começou a pingar vermelho vivo.

“Não cai não, bonitão... Nossa, que cheiro delicioso você tem... Acho que vou provar você...”

Ela estava prestes a levar meu antebraço aos seus lábios, mas eu antes desferi um soco em sua cara, fazendo o vampiro vir em sua defesa, golpeando meu rosto e depois a boca do meu estômago, me fazendo tombar no chão para ele então chutar meu abdômen, costelas e cabeça. Antes de fechar os olhos vi a vampira se abaixando ao meu lado e lambendo meu braço.

“Seu gosto não é tão bom quanto seu cheiro, bonitão. Vamos Dib, deixe ele aí, que logo o sol nasce e ele não será mais um problema.”

“Mas Edmé...”

“Dibucky, não discuta comigo e volte logo para aquela floresta.”

Então os dois se foram e eu não ouvi mais nada.


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Fola


Eram três e vinte quando eles voltaram.

“Está tão bonita a noite lá fora, não é mesmo Edmé?”

“Está sim, meu irmão, nunca vi uma noite tão estrelada.” Ela ria de uma forma assustadora, enquanto o irmão sorria.

“Então vamos compartilhar essa linda noite com a pequena Fola, afinal, será sua última, ela deve aproveitar...”

Eles apertaram um botão na parede, acionando um mecanismo que abriu um quadrado no teto, expondo o céu estrelado. Edmé gargalhava compulsivamente.

“Será que você vai ter uma morte lenta? Será que você vai sofrer? Uma pena eu não poder estar aqui pra ver...” Dibucky fez uma pausa dramática enquanto Edmé, ainda rindo, voltou a mexer nas sacolas. “Mas ante... acho que seria uma pena deixar uma moça tão bonita quanto você morrer sem que nenhum homem tenha te tocado.”

Dibucky se agachou do meu lado e começou a beijar meu pescoço e rosto. Depois ele soltou meus braços da corrente, apenas para me prender de novo, dessa vez pulsos e tornoselos estavam acorrentados em barras de ferro no chão, de modo que eu ficasse apoiada sobre minhas mãos e joelhos, de costas para tudo que acontecia no quartinho.

“Só é uma pena eu não poder beijar essa sua linda boquinha... se eu te soltasse pra isso você gritaria, e isso não me deixaria contente...” Ele cochichou bem perto do meu ouvido.

Então ele se afastou eu ouvi ele começar a desafivelar o cinto e abrir as próprias calças. Eu tentava desesperadamente sair dali, não adiantava puxar, eu estava bem presa. Quando ele estava levantando minha saia, senti um calafrio percorrer a espinha, sabia que só um milagre me salvaria, e foi o que aconteceu.

“Dibucky, pare já com isso e vá no castelo, agora!” A voz de Edmé era autoritária, e me deixaria com me do se eu não estivesse aliviada com a possibilidade de o vampiro se afastar de mim. Ele parou soltando minha saia, e eu consegui virar um pouco a cabeça e o vi parado na minha frente, com as calças arriadas olhando indignado para a irmã.

“O que você quer que eu faça de tão importante no castelo que não pode esperar alguns minutos, enquanto eu aproveito essazinha?”

“Dib, meu irmão, eu preciso que você pegue absorvente para mim.” Seu tom era angelical, quase irônico.

“Ora essa Edmé, vá você mesma fazer isso. Aproveite e me dê alguma privacidade aqui.”

“Dib, eu não posso sair daqui assim.” Seu tom era ríspido, mas logo ela falou como uma criança carente e mimada. “Por favor, seja bonzinho...”

Então, reclamando muito, Dibucky se vestiu e saiu do cativeiro. A vampira veio até mim e me acorrentou novamente do jeito que eu estava antes.

“Sabe, Fola, eu não me importo que você morra. Mas não me sentiria bem se deixasse meu irmão te estuprar antes disso. Ainda mais que ele estaria descontando em você toda a raiva que ele sente de seu pai, por algo que ele não fez... Isso mesmo, eu sei que Argos não matou meu pai. Então agora você deve estar se perguntando porque eu simplesmente não conto isso para Dib. É simples, eu não gosto de você, e também não seria legal se ele soubesse que eu matei nosso pai.”

“Você o quê?” Dibucky entrou no quartinho novamente, estourando a porta do cativeiro.

“Dib, você estava ouvindo... Mas, mas...”

“Sem mas, Edmé! Eu voltei como um tonto para perguntar onde você guarda seu, delicados e preciosos absorventes, para não deixar minha querida irmãzinha andando suja por aí, e o que recebo em troca? Eu ouço que foi você quem matou nosso pai!! Mas por que, Edmé, por quê?” Ele falava com ironia e desespero, dos olhos dela, escorriam lágrimas.

“Papai estava louco! Essa é a verdade, ele ia assinar um acordo e abrir mão de toda nossa fortuna, e nós ficaríamos sem nada! Eu tentei conversar com ele, mas ele não quis ouvir, nada que eu dissesse mudaria sua opinião. Eu não podia deixar, eu fiz isso pela gente, eu fiz por você!!!!!”

“Eu não posso acreditar...Minha própria irmã... Não posso confiar em ninguém nesse mundo cruel, não é mesmo?” Agora, ele também chorava, mas conseguiu sacar uma pistola e apontar para a vampira.”

“Dibucky, não!!”

Mas já era tarde, ele já havia puxado o gatilho e a bala com cobertura de madeira atingiu-a bem no peito. Ela cambaleou até o irmão, que se afastou e deixou que ela caísse na porta, e depois ele correu para fora, me deixando ali, presa, vendo o relógio marcar cinco horas e Edmé ficar afundada na poça com o próprio sangue.

Lutei para tentar sair dali, mas foi inútil. Eu sabia que estava perdida dentro do labirinto, então deveria fechar o buraco do teto e tentar me manter segura lá dentro. Tentei inutilmente me salvar, as correntes eram fortes e o cadeado também, mas a chave estava apoiada na mesa do meu lado, se ao menos eu conseguisse chegar até lá...

Mas o sol começou a nascer e clarear o céu, minha boca estava presa e eu não tinha como gritar, mas talvez eu não conseguisse se estivesse livre, nenhum raio me atingia, mas eu me sentia fraca e desmaiei. Eram seis horas da manhã.

Notas finais
Então?!?!?!?!? O que acharam?!?!?!!?
5 comentários e eu posto o outro ainda hoje!!!!