Made in Destiny

15 Pegos no Flagrante?


Notas iniciais
uhuhuhuh adorei fazer esse cap isso ainda vai dar treta ¬u¬ agora bora ler issaí

Eram 6h da manhã, nós ainda estávamos acordados.

— Vamos fazer uma brincadeira. – Ethan fala, se levantando do puff.

— Fala aí. – Ali diz, deitada no puff, com as pernas para cima e a cabeça para baixo. Ela faz isso quando fica entediada.

— Seguinte, como eu e o Grayson somos gêmeos e vocês são nossos amigos, vamos testar algum de vocês.

— Como a gente vai fazer isso? – Grayson pergunta, se levantando também.

— Simples, nós vendamos a pessoa e fazemos três etapas. A primeira é descobrir quem é quem pela voz. A segunda, tocar o rosto. E a terceira é a mais difícil. Descobrir quem é quem pelo aperto de mão. E aí? Topam?

— Topo. – Logan, Ali e eu falamos em uníssono. Jake fica em silêncio.

— O que foi Jake? – Ethan pergunta.

— Eu não conheço vocês dois há tanto tempo pra fazer essa brincadeira.

— Ah, qual é. Não vai morrer de tentar, cara. – Grayson dá um empurrão de leve nele, que sorri.

— Tudo bem então.

— Uhuul! – Os gêmeos comemoram. Nós rimos.

— Devíamos fazer duplas, a perdedora precisa cumprir algo que a outra mandar. – Logan sugere.

— Por mim tá ótimo, adoro um desafio. – Eu falo, sorrindo. – Logan, eu escolho você! – Em seguida, todos riem.

— Bem, eu escolho a Vio para começar. – Grayson aponta para mim, eu bato palmas e esfrego as mãos. Eles me vendam com o cordão de um roupão, e se sentam em dois puff’s ao lado do meu.

— Podem começar. – Eu digo. Consigo ouvi-los levantando e se “embaralhando”, logo se sentam novamente.

— Eu sou demais. – Ouço à minha esquerda.

— Eu sou demais. – Repete, à direita.

— Ethan. – Aponto para a direita. – Grayson. – Aponto para a esquerda.

— Essa tava fácil, até o Jake acerta. – Ouço Alissa falar.

— Calada. – Eu digo. – Próxima etapa. – Eles levantam novamente, repetem o processo, e se sentam. Sinto pegarem minhas mãos e colocarem em seus rostos. Quase esfrego as mãos nos rostos deles. Penso um pouco. – Grayson. – Aponto para a esquerda. – Ethan. – Aponto para a direita.

— Você namorou o Ethan, sentiu o rosto dele mais do que todos nós aqui. – Ouço Ali reclamar.

— Isso é um choro? – Coloco a mão no ouvido e dou uma risada. – Certo, vamos acabar logo com isso. Embora todos aqui saibam que eu já ganhei.

— NÓS ganhamos. – Ouço Logan ressaltar.

— É, é. Tanto faz. Vamos lá garotos. – Mais uma vez eles levantam e se embaralham. E sim, eu sei que isso soa estranho, mas não dá pra definir de outra forma. Sinto minha mão direita ser pega, cumprimentada e solta. Depois o mesmo é repetido por outra mão. – Gray. – Aponto para a esquerda. – Ethan. – Aponto para a direita.

— UOOOOOOOOO! – Escuto eles gritarem. Dou risada e tiro a venda.

— Qual sua explicação pra essa, Ali? – Ela faz beicinho, mas logo ri. – Quem é o próximo?

— Ali. – Os dois dizem ao mesmo tempo. Ali se levanta, meio de má vontade, coloca a venda e se senta no puff que está no meio da sala, entre os de Ethan e Grayson. Eles fazem o mesmo processo que fizeram comigo. Ali consegue acertar as três etapas. Em seguida, é a vez de Logan, que errou a última. Jake acertou apenas a primeira, resumindo, eu e Logan ganhamos, como já era previsto.

— GANHAMOS, GANHAMOS! – Eu e Logan ficamos pulando em volta de Alissa e Jake, que ficam meio emburrados, já que vão ter que fazer o que nós mandarmos.

— Certo, certo. Eu desafio você, Ali, a tomar uma bebida especial, feita por mim. – Faço um sorriso meio psicopata e vou para a geladeira. Pego pimenta, presunto, iogurte, chocolate, ovo, cenoura e wasabi. – Hehe... – Jogo tudo no liquidificador e bato, coloco em um copo e entrego para Ali. – Você não queria provar suco detox? Tá aí. Tiro e queda.

— Eu não vou tomar isso. – Ela cheira e faz cara de quem vai vomitar.

— Ah, vai sim. Perdeu tem que cumprir.

— BEBE, BEBE, BEBE, BEBE, BEBE! – Todos começamos a dizer em uníssono, ela pega o copo e toma um mega gole.

— Eeew, isso é horrível. Aposto que se tomar aquela água que sai do lixo, vai ter o mesmo gosto. – Todos nós rimos, Ali vai correndo para o banheiro, cerca de dois minutos depois, ela volta. – Bem melhor agora.

— Agora é a vez do Jake. – Relembra Grayson. – Qual vai ser Logan? – Logan para e pensa um tempo.

— Venha comigo, querido irmão. – Logan o leva para o andar debaixo e, depois de um tempo, retorna sozinho. – Apresento para vocês, o novo Jake. – Jake aparece na escada. Ele está usando uma peruca preta chanel, um vestido de bolinhas colado e uma maquiagem neon totalmente ridícula. – Jake, meu querido, terá que sair assim na rua e desfilar. – Nós acompanhamos Jake na rua, enquanto ele desfilava. Eu aproveitei para gravar com o celular. As pessoas não paravam de olhar, e nós, não parávamos de rir. Depois de um tempo, voltamos para o apartamento. Já deviam ser 7h40 da manhã, estávamos muito cansados, então finalmente fomos dormir.

(X-x-X)

Hoje era sexta-feira, eu estava terminando de lavar a louça. Assim que termino, vou para meu quarto e me jogo na cama. Pego meus fones e coloco “Under Control – Calvin Harris & Alesso ft. Hurts”, sou apaixonada por eletrônica. Me levanto e coloco o celular no bolso de trás do shorts.

— I might be anyone — Começo. — A lone fool out in the sun/Your heartbeat of solid gold.— Antes que eu possa continuar, sinto meu celular vibrar no bolso. Pego-o, desbloqueio a tela e vejo uma mensagem.

Lucas: Sabe aquela parada que eu e Marcus ficamos de encontrar? Encontramos.

Violett: YEAH! Voltando às origens.

Lucas: SEGURA ESSA MEUS AMIGOS!!! Nos encontre na pista de skate o mais rápido que puder. E não esqueça do lenço e das luvas.

Violett: Como eu poderia esquecer? Praticamente durmo com essas coisas. Vejo vocês logo.

Coloco para tocar “Blame – Calvin Harris ft. John Newman” no pequeno som que tem em cima da cômoda e vou para o banho. Lavo meus cabelos enquanto canto:

— So blame it on the night/Don't blame it on me/Don't blame it on me/Blame it on the night/Don't blame it on me/Don't blame it on me. – Saio do banho, seco meus cabelos rapidamente, já que eles não são tão compridos. Vou para o quarto e coloco uma calça jeans com rasgos enormes nos joelhos e correntes penduradas do lado direito, um coturno preto, um top preto com uma “blusa” de renda por cima, com manga que vai até uns dois centímetros antes do cotovelo. Por cima disso, coloquei uma regata preta bem aberta dos lados, ela era meio picotada, já que fui eu quem fez os cortes nos lados. Ela ia até metade da coxa e tinha uma caveira com coroa de flores. Complementei o look com alguns rebocos na cara, já que eu estava com um pouco de olheiras, uma dog tag, que, caso você não saiba o que é: é um colar de identificação militar. Nunca frequentei uma escola militar, apenas comprei uma porque gosto muito. Peguei minhas luvas de couro, meu lenço preto de amarrar no rosto, que tinha o desenho de uma caveira do nariz para baixo, soquei tudo nos bolsos da calça, coloquei meus fones e subi.

— Aonde vai arrumada assim? – Tomo um susto quando Jake pergunta, não havia notado sua presença.

— N-nenhum lugar especial. – Percebo que Alissa está ali, vejo que ela nota a ponta do lenço que está para fora do bolso. Ali é a única pessoa que sabe dessa parada, ela não concorda, mas não me impede.

— Você gaguejou. – Ele me olha meio desconfiado.

— Só vou tomar um shake com o Lucas e o Marcus, nada demais.

— Vou junto então.

— N-não.

— Por que não?

— Porque quero sair só com eles. – Dito isso, abro a porta e saio. Assim que piso no elevador, respiro fundo. – Tá tudo bem Vio, vai ficar tudo tranquilo. Você nunca foi pega. Só a Ali sabe. – Pego um táxi e vou para a pista de skate.

— Olha só se não é a maravilhosa Vio, voltando às origens, gata. – Nate diz quando me vê.

— Fala aí, Nate. Andou sumido, o que aconteceu? – Pergunto, enquanto fazemos nosso toque especial.

— Eu tava meio ocupado com a faculdade, sabe? Mas agora já acabou, é só ir na formatura e depois fazer o que eu gosto. Arte. – Ele dá um sorriso.

— E por mera coincidência, é o que iremos fazer hoje. Trouxe as tintas? – Marcus pergunta, aparecendo com Lucas.

— Tá tudo aqui. – Ele pega uma mochila do seu lado e dá uns tapinhas.

— Então, onde é aquele lugar que você falou Lucas? – Pergunto.

— Não é muito longe, vamos lá. – Ele fala. Nate pega a mochila e nós vamos. Passamos pelo parque principal e seguimos um pouco mais para perto de uma rua que é pouco movimentada nessa hora, mas à noite, se você conseguir caminhar por aqui, merece um prêmio. – Chegamos. Não é lindo?

— Não. – Eu digo, os três me olham, confusos. – Mas vai ficar depois que dermos um trato nisso. – Dou um sorriso de canto enquanto pego minhas coisas nos bolsos. Todos nós colocamos nossas luvas e nossos lenços. Eu, como sempre, coloco música.

— Gostei do desenho. – Marcus aparece do meu lado, enquanto aprecio minha obra. Era um coração escorrendo, ele tinha asas negras e uma entrada para chave bem no meio dele, do lado, tinha uma chave diferente da fechadura. A chave estava começando a se desintegrar. Eu gostei.

— Também gostei, mas poderia ter feito melhor.

— Só falta assinar agora, Vio. – Nate aparece do meu lado, Lucas ainda está terminando seu desenho.

— Achou que eu iria esquecer? Nem aqui e nem lá na China. – Nós rimos e eu pego a tinta spray preta. Embaixo do coração eu picho “V. T. voltou” e fico sorrindo para minha obra. – Nada mal, depois de todo esse tempo. – Nós começamos a recolher tudo e eu tiro meu lenço.

— Isso é vandalismo, sabia? – Ouço uma voz atrás de nós, gelo na mesma hora.

Notas finais
Hugs da titia Shaunaa