Notas iniciais
Chega de bondade por hoje :v cap novo só depois que a criatividade bater ;-; Mas bora ler issai

Nós quatro ficamos paralisados ao ouvir a voz. Assim que me recupero do choque, cochicho para os garotos:

— Coloquem os lenços. – Eles pegam seus lenços nos bolsos, enquanto eu já termino de colocar o meu. Lentamente, me viro para ver o dono da voz. Era apenas uma garota. Aparentava ter minha idade, era negra, lábios grossos e um cabelo encaracolado de dar inveja. Sério, se eu tivesse um cabelo como o dela, sairia esfregando na cara das pessoas e dizendo “SINTA MEU CABELO, ELE NÃO É MARAVILHOSO?!”. Dou uma pequena tossida para limpar a garganta. – Não conta como vandalismo quando nós apenas demos um pouco de vida para a parede. – Ela para e analisa nosso grafite.

— Tem razão. – Ela dá um sorriso. – Vocês tem talento. Mas ainda acho que deviam ter cuidado, se a polícia pegar... – Ela levanta as sobrancelhas. Eu tiro meu lenço, os garotos fazem o mesmo.

— Sou Violett. – Estendo minha mão, ela a aperta.

— Liza. Liza Koshy.

— Esses são Lucas, Marcus e Nate, meus parceiros de grafite e amigos nas horas vagas.

— Eeeeei, — Marcus me dá um soquinho no braço, dou risada. – você nos ama. Não adianta mentir. E prazer em conhecer, Liza. – Ela dá um sorriso.

— Prazer é todo meu. – Nós terminamos nossas apresentações e ficamos batendo papo por um tempo. – Mas então, quando foi que começaram com essa coisa de grafitar?

— Cinco anos atrás, quando eu ainda estava na escola com esses pirralhos. – Nate diz, bagunçando meu cabelo.

— Ow, quem tu acha que é mermão? Aqui não é casa da mãe Joana não. – Falo enquanto arrumo meu cabelo, todos riem.

— Por que decidiram começar a pichar?

— Menina, quanta pergunta. – Marcus comenta, com um sorriso.

— Deixa ela perguntar, cara. Acabamos de nos conhecer. – Eu falo. – Aí, seja bem-vinda ao grupo.

— Obrigada. São só vocês?

— Ah, não. Nosso grupo é bem grande até. Eu, Marcus, Alissa, Grayson, Vio, Ethan... – Lucas começa a citar, mas eu o interrompo.

— Tuuudo bem Lucas. Não precisa citar o grupo inteiro para ela. Apareça qualquer dia lá em casa, apresento todo mundo para você. – Vou para o lado de Liza e passo o braço em seus ombros. – Que tal nós irmos tomar um sorvete?

— Topo. – Os garotos disseram em uníssono.

— Liza? – Eu pergunto, todos a olham. Ela dá de ombros.

— Por mim tudo bem. – Com isso, pegamos nossas coisas e fomos para uma sorveteria que tem ali por perto. Pedi sorvete de chocolate, como sempre. Marcus pegou de uva, Nate de creme, Lucas um de menta com flocos de chocolate, e Liza, um de baunilha. Cada um pagou o seu e nós fomos sentar no meio fio. Ficamos jogando conversa fora por um tempo, até decidirmos ir para casa.

— Cheguei povo! – Falo assim que abro a porta.

— Demorou ein? Onde você foi? – Logan aparece na cozinha.

— Fui tomar um sorvete com Lucas e Marcus.

— Pensei que fosse um shake. – Jake aparece do nada. Tipo, sério. Do nada. Não sei de onde esse garoto brotou.

— Dá no mesmo. Agora, se me permite, vou tomar um banho. – Vou para o andar debaixo e entro no banheiro do meu quarto. Lavo meus cabelos e os seco, em seguida vou para o quarto me vestir. Coloco um blusão preto com faixas brancas nas mangas e na barra, ainda tinha o número 89 na frente e atrás. Completo com um shorts jeans, que fica coberto pelo blusão, e um adidas. Prendo o cabelo em um coque frouxo e vou. – Tô de saída. – Falo, enquanto pego minhas chaves na bancada.

— De novo? Não para mais em casa garota. – Alissa fala, fazendo cara feia.

— Me deixa curtir a vida.

— É gatinho, pelo menos?

— É uma garota.

— Não sabia que era bi. – Logan fala, sorrindo.

— Idiota, é uma amiga nova. Conheci hoje enquanto eu pi... tomava sorvete. – Pigarreio. – É melhor eu ir, se não me atraso. – Saio do apartamento e desço para a portaria. – E aí, Liza. Vamos?

— Oi Vio, vamos. Os garotos mandaram mensagem, já chegaram lá.

— Putos, nem pra dar carona. Pff mereço. – Ela dá risada e balança a cabeça. Nós chamamos um táxi e vamos. Demoramos cerca de 15 minutos para chegar no lugar, já que é quase do outro lado da cidade. Ok, tecnicamente falando, Hollywood é um distrito, mas não vou ficar falando distrito o tempo todo. Vou acabar me sentindo prestes a ir para os Jogos Vorazes. – Bando de panacas, tem carro e não dão carona. – Dou um tapa no braço de cada um.

— Aiii, pega leve. Tua mão é pesada guria. – Lucas reclama.

— Era pra doer mesmo. – Eu e Liza nos sentamos no banco de frente para os gêmeos, Nate estava no mesmo banco que nós. – Vamos pegar batatas fritas? Não aguento mais comer pizza.

— Leu meus pensamentos, gata. – Nate fala, me abraçando. Eu dou risada.

— Vamos pedir logo, tô com tanta fome que acho que meu estômago vai começar a se auto digerir se não ganhar comida logo. – Liza fala, esfregando a barriga. Nós rimos tão alto que as pessoas em volta ficaram nos olhando.

— Garçom, por favor! – Marcus levanta a mão e chama. – Vamos querer duas porções de batatas fritas e...

— Uma garrafa de vodka, por favor. – Eu falo com um sorriso de criança.

— Vocês são maiores de idade? – O garçom pergunta, olhando de uma para o outro.

— Ele é. – Aponto para Nate. O garçom o analisa um pouco.

— Tudo bem. – O garçom anota e vai embora. Logo ele retorna com uma garrafa de vodka e cinco copos.

— É disso que eu tô falando meus amigos. – Enchi o meu pequeno copo e virei ele de um gole só. – Ah, delícia. – Os outros encheram seus copos nós ficamos conversando até as batatas chegarem.

— OBRIGADA! – Liza diz, quase gritando, ela está um pouco alterada. Não querendo me gabar nem nada, mas não fico bêbada com facilidade, preciso de muito mais do que isso. Quando terminamos de comer, pagamos a conta e pegamos mais uma garrafa.

— Vamos para o morro daquele parque aqui perto. – Nate diz, ele tinha a garrafa em mãos.

— Cuidado com essa garrafa Nate. – Lucas diz. – Dá aqui, eu seguro, tô mais sóbrio que você. – Nate revira os olhos, mas entrega a garrafa.

— Vai deixar o carro aqui, Nate? – Marcus pergunta.

— Vou pegar um táxi e mandar meu irmão vir buscar, não posso dirigir bêbado.

— A gente v-vai demorar m-muito pra chegar? Tô cansada já. – Liza fala de uma forma meio arrastada. Eu estou tendo que apoia-la.

— Já tá ali, viu Liz? – Eu aponto para frente, a sombra do pequeno morro do parque aparece sob o luar. Continuamos caminhando, Liz tropeçava de cinco em cinco segundos, não estava sendo fácil andar com ela, mas finalmente, conseguimos chegar ao topo do morro. Nós nos sentamos embaixo da árvore que tem ali, e abrimos a garrafa. Lucas toma um gole e a passa para mim. Eu dou um gole e passo para Nate. E assim seguimos a noite, passando a garrafa de mão em mão e fazendo algumas brincadeiras. Olho no relógio. Já são quase 2h da manhã. – Pessoal, tá tarde. É melhor irmos para casa.

— Sim. De qualquer forma, já acabamos com a garrafa. – Marcus fala, se levantando. Ele está limpando a grama da calça, distraído. Decido me aproveitar da sua distração para:

— MARCUS! – Levanto e pulo em suas costas. Agora você deve estar se perguntando: Mas Vio, você não estavam em um morro? Sim, nós estávamos. Mas eu estava um tanto quanto bêbada, e só percebi quando já era tarde demais.

— O qu... WAAAH! – Ele grita e nós dois caímos, rolando morro abaixo. Quando terminamos de rolar, começamos a rir descontroladamente. – Isso foi divertido, vamos de novo! – Ele se levanta e sai para cima do morro, eu vou logo em seguida. Logo, somos cinco jovens rolando morro abaixo em um parque às duas horas da manhã. Literalmente.

— Ok, ok. Agora chega crianças. Precisamos mesmo ir para casa. – Nate diz enquanto se levanta, aos tropeços.

— É, tudo bem. – Lucas diz, jogado no chão.

— Liz, você pode passar a noite lá em casa. Está bêbada demais para ir sozinha para a sua. – Digo enquanto a levanto.

— Sim, é. Tudo bem. Vou mandar mensagem avisando minha mãe. – Esperamos Liza avisar sua mãe, nos despedimos e pegamos um táxi. Não queria aparecer na casa dos Paul às três da manhã, bêbada e com uma garota que eles nunca sequer viram. Certamente fui para a minha casa, onde eu ficaria mais a vontade.

— Chegamos. – Pago o taxista e ajudo Liza a sair do carro. Entramos em casa, ligo todas as luzes possíveis. – Meu quarto é lá em cima, pode ir tomar um banho, eu empresto umas roupas.

— É, acho bom. – Lhe entrego um pijama e mostro o banheiro. Enquanto isso vou para o banheiro do meu quarto jogar uma água, estou toda suja de rolar na grama. Coloco uma calça de pijama e uma regata que deixa um pouco da barriga à mostra. Arrumo um colchão no chão do quarto para que ela possa dormir ali. – Obrigada por me deixar ficar aqui, nem sei o que aconteceria comigo se eu chegasse em casa nesse estado.

— Por quê?

— Meus pais são muito conservadores. Totalmente contra bebidas e coisas desse tipo.

— Entendo. Eu quase não vivo com meus pais. Eles estão quase sempre viajando por causa do trabalho, mas nós nos damos bem.

— Acho que nós duas tivemos um certo azar com o quesito pais. – Ela dá um sorriso generoso. – Bom, acho melhor dormirmos.

— Concordo. – Levanto e vou desligar a luz. Mal encosto a cabeça no travesseiro e já pego no sono.

Notas finais
Espero que tenha goxtado