Made Of Stone REIMAGINED

2 A Caixa e o Mensageiro


Notas iniciais
Pensar que quando eu e a Luna começamos a Made foi lá em 2015/2016 e, hoje, estamos em 2025! Quanta coisa mudou na minha vida, quantas bênçãos recebi e quantas conquistas alcancei. Às vezes, parece meio irreal o quanto tudo evoluiu, inclusive minha vida profissional. Hoje, sou professora estadual há 4 anos, tenho duas faculdades e quatro pós-graduações. E pensar que, há 10 anos, minha vida girava apenas em torno da escrita... Ainda fico em choque quando paro para refletir sobre isso. Mesmo com a vida tendo tomado vários rumos, algo que nunca mudou foi o meu amor pelos livros. A Made foi como um bebê para mim por muito tempo, e escrever sobre a Hermione sempre foi um desafio delicioso, porque ela tem tantas camadas. Nessa versão, quis aprofundar isso ainda mais. Espero que vocês gostem!

O frio da madrugada era cortante. As estrelas estavam ocultas atrás de nuvens densas, e a floresta ao redor parecia sussurrar ameaças invisíveis.

Dentro da enorme barraca encantada, habitada naquele estado por mais tempo do que os moradores dela gostariam, o ambiente era um tecido de sons suaves e fragmentados. O ronco baixo e constante de Rony, a respiração ritmada de Harry, e o leve crepitar da chama mágica que mal iluminava o interior.

Em um quarto, parte da barraca em um espaço adjacente, Hermione permanecia acordada, os olhos fixos no radinho MP3 trouxa, modificado com magia para nunca precisar de eletricidade, apoiado no colo. A melodia arrastada e melancólica de “Nutshell” escapava do pequeno aparelho, quase um sussurro que se infiltrava devagar, enrolando-se como uma névoa ao redor de seus pensamentos. As cordas da guitarra, lentas e pesarosas, tocavam em seu íntimo uma nota de saudade que ela não sabia que guardava, uma saudade silenciosa e quase esquecida, do mundo que deixaria para trás.

A voz arranhada do cantor invadia seus sentidos em ondas suaves, puxando-a para fora do torpor da exaustão. Não era um despertar brusco, mas uma travessia lenta, como se a música fosse uma correnteza que a puxava da margem do desespero para um lugar onde pudesse lembrar.

Ela lembrou dos dias anteriores, daquele presente de aniversário, o radinho que seus pais lhe deram com tanto carinho. Ambos sabiam do seu amor pela música; tinham percebido seu olhar curioso e fixo numa revista trouxa estrangeira nas ultimas férias de verão, que mostrava aquele objeto estranho e moderno, e de alguma forma decidiram surpreendê-la em seu aniversário. Para isso, pediram ao tio Douge, que estava em viagem de trabalho pela Coreia, que trouxesse algo especial. Ele se tornou o mensageiro daquele gesto de amor e cuidado, cruzando mundos apenas para mimar a filha deles, para dar a Hermione um pedaço do mundo que ela tanto desejava conhecer.

A animação deles ainda ecoava na memória dela, o brilho nos olhos dos pais ao falarem sobre a viagem do tio, a expectativa para vê-la feliz com aquele presente. Um amor silencioso e profundo, um desejo de proteger e alegrar, mesmo quando a vida se tornava tão incerta.

Agora, tudo parecia tão distante, tão etéreo.

Enquanto a música fluía, Hermione sentiu a saudade crescer, um nó que apertava o peito com uma força doce e dolorosa ao mesmo tempo. Ela queria chorar, sua mente fizera um esforço brutal para apagar as memórias deles, um esforço brutal para seguir em frente, para lutar, para sobreviver, mas a ausência permanecia, um vazio que nem a guerra podia preencher.

Ela olhou para o radinho como se ele fosse uma ponte para um tempo mais simples, um tempo antes das malditas Horcruxes começarem a corroer suas vidas. O caminho até ali fora uma sequência exaustiva de batalhas, fugas e perdas. Harry, Rony e ela tinham se revezado para carregar o peso das sombras que aquelas relíquias negras lançavam sobre suas almas, mas a cada dia a sensação de impotência crescia, quase sufocante.

A Horcruxes não apenas consumia sua força física e mental, mas também roubavam suas noites. Os pesadelos eram insidiosos, preenchidos por torturas silenciosas que deixavam marcas invisíveis. Era como se aquela criatura sombria fosse um obsessor implacável, arrancando pedaço por pedaço do que ainda restava deles.

De repente, um estalo seco cortou a noite, vindo da floresta ao redor. O corpo de Hermione se estremeceu, uma corrente elétrica percorrendo sua espinha que a arrastou de volta à vigília com brutalidade. Sentou-se num salto, não deixando de desligar seu radinho com carinho e guardando dentro de sua bolsa. Ela poderia perdeu tudo, menos a preciosa lembrança de seus pais.

Os olhos dela dilataram-se vasculhando a semi-escuridão, a mão deslizando instintivamente para a varinha sob o travesseiro.

Bichento, que dormia encolhido ao pé da cama, levantou-se num instante, o pelo eriçado e a cauda volumosa pulsando inquieta. Seus olhos dourados brilharam na penumbra, fixos na entrada da barraca. Um rosnado grave e gutural ecoava baixo de sua garganta, carregado de advertência.

Hermione apertou os olhos, aguçando os sentidos. O feitiço de proteção que cercava o acampamento... estava sendo testado.

Não era uma tentativa de quebrá-lo de uma vez a barreira. Alguém estava sondando e tentando de alguma forma entrar ou pelo menos chamar a atenção. Era muito nítido, à medida que o feitiço da proteção reagia. Pequenas ondulações, quase que imperceptíveis pulsavam na barreira mágica, como pequenas ondas que reverberavam sempre que algo ou alguém se aproximava. Hermione podia sentir. Sua magia, ligada diretamente ao encantamento, lhe enviava alertas claros.

Seu coração disparou.

Merlin... foram eles. Eles nos encontraram?”

Saltou da cama, se aproximando rapidamente da parede da barraca. Com um rápido “Homenum Revelio”, tentou captar qualquer sinal de presença humana. A magia estendeu-se como um véu, varrendo a clareira ao redor.

Que diabos...!

Foi então que ela viu, um ponto grande na escuridão. Grande era pouco, o homem era enorme e se movia em sua direção com... cuidado?

Franziu o cenho. Isso não era normal.

Comensais jamais tentariam uma aproximação tão... hesitante.

Ainda assim, lançou outro feitiço, desta vez mais refinado: Finite Incantatem sobre qualquer magia externa próxima. O feitiço ricocheteou, como se batesse contra um encantamento pesado, ou próprio de alguém com magia robusta, mas não com intenção maliciosa.

E então, antes que pudesse lançar outro feitiço, ouviu.

Passos pesados se aproximaram enquanto um ramo quebrava-se. E uma voz, um sussurro abafado chegou finalmente nela. A voz de um querido amigo.

— Hermione... sou eu...

Por um instante, o alívio quase a derrubou. Seria bom se fosse um amigo, ela estava cansada de lutar, ultimamente os comensais andam em suas colas como chiclete. Mas mesmo assim, a tensão não cedia. Hermione sabia e muito bem que aparência e até mesmo vozes podiam ser falsificadas.

Ela continuou a se aproximar e a poucos metros, à beira da clareira, dentro da barreira e meio escondido entre as sombras, uma silhueta descomunal tentava se encolher para parecer menor, mas não havia como. Hermione reconheceria aquele formato em qualquer lugar,

Segurando a varinha com mais força, Hermione estreitou os olhos, o coração ainda martelando no peito. O feitiço de proteção vibrava em sua pele como um segundo batimento cardíaco, avisando que qualquer erro podia ser fatal.

Ela levantou a varinha um pouco mais.

— Se é você mesmo, me prove— a voz dela saiu baixa, firme, porém trêmula. — Naquela vez em que me levou à sua cabana, na terceira semana do meu primeiro ano... qual foi o chá que você me serviu?

Hagrid arregalou os olhos, surpreso. O silêncio pesou por um segundo. Então, ele sorriu. Aquele sorriso desajeitado e genuíno que parecia aquecer o ar ao redor.

— Erva-doce com canela. E você disse que tinha gosto de poção de melasma feita por um trasgo gripado, mas mesmo assim bebeu até o fim pra não me deixar triste.

Hermione engoliu em seco. A garganta apertou como se uma mão invisível a segurasse por dentro. O medo, a tensão, o pânico... tudo se dissolveu num só impulso.

Ela deu dois passos largos e o abraçou.

Foi como colidir com uma parede de calor. Os braços enormes de Hagrid se fecharam em torno dela com uma delicadeza quase irreverente ao seu tamanho.

— Eu achei... eu achei que você tivesse morrido, seu grandalhão idiota... — murmurou contra o peito dele, a voz embargada.

— Estou aqui, minha menina. Estou aqui. — Hagrid afagou suas costas com uma mão do tamanho de uma tampa de caldeirão. — E você não faz ideia do quanto foi difícil chegar até vocês sem ativar aquele feitiço maldito.

Hermione riu, entre soluços. Era um som feio, trêmulo e, por isso mesmo, soou fraternal.

—E a proposito, que belo feitiço!

— Também não foi fácil manter isso aqui de pé... mas você chegou. E isso é o que importa.

Ela não o soltou imediatamente. Porque, por um instante, estar ali, envolta naquele casaco gigante que cheirava a fumo de lareira, abóbora e pelúcia de cachorro molhado, era o lugar mais seguro do mundo, mas por fim se afastou tomando distancia para olhar para o meio gigante.

— Eu sei, eu sei... — Hagrid se encolheu, inquieto, olhando para os lados como se temesse ser visto. Nunca tinha parecido tão nervoso diante dela. — Mas eu precisava te encontrar. Não dava pra mandar recado, não dava pra esperar. Isso não podia cair nas mãos erradas, Hermione. Só você pode receber isso.

Ele meteu a mão enorme dentro do casaco e puxou uma caixinha pequena, embrulhada em couro gasto, marcado pelo tempo, com inscrições mágicas corroídas, quase apagadas, uma relíquia que jamais imaginaria sair das mãos dele.

Hermione pegou e sentiu o peso da caixa, o ar ao redor vibrando com os feitiços que a protegiam. Feitiços antigos, complexos, pesados, quase esquecidos, como se aquele objeto guardasse segredos enterrados no tempo.

— Hagrid... que diabos é isso? — a voz dela saiu baixa, quase um sussurro, misturando medo e curiosidade.

— Não pergunte, Hermione. — Ele segurou seus ombros com uma firmeza inesperada, abaixando-se até ficar na altura dos olhos dela, um gesto raro vindo do gigante. — Isso não é pra Harry. Nem pro Rony. Nem pra ninguém. Só pra você. É sério. Você tem que guardar isso. Tem que manter escondido. E tem que prometer... prometer que não vai contar. Nem pra eles.

Hermione apertou a caixa contra o peito, o coração acelerado, a respiração curta, como se o ar tivesse pesado no instante em que ele falou.

— Mas... de quem é? O que tem dentro?

Hagrid desviou o olhar, respirou fundo, os olhos brilhando com uma umidade contida, como se aquela revelação lhe custasse tanto quanto a ela.

— Você vai entender quando abrir.

Ele olhou ao redor, os ombros tensos, apertou o chapéu contra o peito e se endireitou.

— Como estão os meninos? — perguntou, a voz carregada de preocupação.

Hermione deu de ombros, o cansaço estampado no rosto.

— Exaustos. A influência das Horcruxes vai drenando a força deles, e os pesadelos não ajudam. Estamos aguentando, mas não sei até quando.

Hagrid franziu a testa, preocupado, mas sem perder o tom de confiança.

— Ainda assim, vocês têm uma força que poucos conseguem entender. Vocês vão encontrar um jeito, Hermione. Eu acredito nisso.

Ela baixou o olhar, a sinceridade crua na voz.

— Queremos acreditar nisso também. Mas até agora, não encontramos nada que possa destruir a Horcrux de verdade. Estamos presos, procurando por respostas que parecem sempre escapar.

Ele suspirou erguendo seu guarda-chuva vulgo varinha com um gesto pesado.

— Tenho que ir. Estão patrulhando mais perto do que eu gostaria.

— Não quer entrar um pouco? — ela perguntou, notando o olhar dele voltado para dentro da barraca, onde Harry e Rony dormiam.

Por alguns segundos, Hagrid ficou ali parado, hesitando como se estivesse cogitando a possibilidade. Não era de se estranhar; em todos os anos em Hogwarts, suas visitas diárias, às vezes mais de uma vez ao dia, ele deveria estar com saudades.

Hagrid era um bom amigo.

Ele negou com a cabeça e apontou para o embrulho nos braços dela:

— Preciso ir, não vai adiantar eu acordar os meninos. Cuide disso, Hermione.

Ela engoliu em seco, escondendo a decepção por ele não querer ver os amigos, mas uma parte dela entendia. Não era só o trio que lutava nessa guerra, todos da ordem tinham a sua função e mesmo ela lutando para controlar a enxurrada de perguntas que queriam explodir na cabeça em cima dele, concordou.

— Eu prometo.

— Fique segura, Hermione.

Finalmente, com um gesto lento, quase resignado, acenou com as mãos, como quem dissesse “até logo”, e se virou. Seus passos pesados e abafados afundaram no chão macio da mata, distanciando-se lentamente até que o silêncio da noite engoliu seus passos.

Hermione ficou imóvel, observando até que o borrão que era Hagrid na escuridão sumiu, o peito dela subindo e descendo em ondas irregulares. O feitiço de proteção ainda vibrava em volta do perímetro, se ajustando em uma luz dourada.

Ela voltou para barraca. A caixa em baixo do braço parecia um peso enorme, como se carregasse o mundo inteiro ali dentro.

Um suspiro baixo saiu dos seus lábios quando passou pelo quarto dos meninos parando na porta, notando que novamente Ron se mexeu inquieto, a Horcruxes maldita tremulando em seu pescoço.

Rony estava deitado de lado, com o rosto tenso, os olhos semicerrados, franzindo o cenho como se lutasse contra uma tempestade interna. A influência da Horcruxes ainda se fazia sentir uma sombra escura que parecia sugar a luz dentro dele. Já Harry em outra cama, não menos diferente do ruivo, com olheiras profundas e pele pálida, respirava pausadamente, exausto demais para se mover, com os punhos cerrados sobre o peito.

Hermione engoliu a angústia que apertava. A guerra não estava só lá fora. Estava dentro deles, corroendo, consumindo, espalhando medo e dúvida. Cada passo, cada momento, era uma luta para simplesmente sobreviver.

Ela foi para sua cama em uma parte adjacente como se fosse outro cômodo e se sentou com a caixa antiga no colo. O couro estava frio e áspero contra suas mãos, coberto por inscrições mágicas quase apagadas pelo tempo. Ela respirou fundo, os dedos tremendo enquanto traçava os contornos da caixa, sentindo o peso esmagador do segredo que carregava.

Lançou um feitiço de silêncio ao redor, fazendo com que o som do mundo desaparecesse em uma bolha de calma em meio ao caos.

Com um gesto cuidadoso, fechou todas as cortinas que separa os cômodos. A pequena esfera de luz que acendeu flutuava acima dela, projetando sombras tremeluzentes pelas paredes.

O selo mágico na tampa respondeu imediatamente ao seu toque, cintilando em azul frio. Ela sabia que não havia fechaduras físicas, apenas encantamentos antigos, complexos, e essa caixa não cedia para qualquer um.

Sussurrou um “Aperio” tão baixo que mal pareceu som.

Um fio tênue de luz prateada escorreu pelo couro, até que a tampa se abriu sozinha, rangendo em um som profundo, como se libertasse um segredo que dormia há séculos.

Dentro, repousava um envelope de pergaminho grosso, selado com cera vermelha o brasão de Hogwarts gravado em relevo.

Hermione puxou o envelope, a respiração curta, o coração disparado como um tambor furioso. As mãos tremiam tanto que quase deixaram o pergaminho cair.

Ela rompeu o selo e deslizou o pergaminho para fora.

Por alguns segundos, não havia nada. O silêncio parecia ganhar peso, o ar parado. Então, letras douradas começaram a surgir, lentamente, como se escritas por uma pena invisível.

A caligrafia, delicada e firme, era inconfundível. A dela era conhecida, mas aquela... era ainda mais familiar.

Dumbledore.

“Minha querida senhorita Granger,”

Sei que receber esta carta deve ser perturbador. Mas, se ela chegou até você, é porque as circunstâncias tornaram-se inadiáveis.

Você deve estar se perguntando muitas coisas. Permita-me esclarecer o mais importante primeiro:

Eu estou vivo.

Minha morte, como você presenciou, foi uma peça necessária no tabuleiro da guerra. Uma ilusão construída com magia antiga, poderosa e perigosa, que poucos no mundo são capazes de realizar. Uma decisão que, até hoje, carrego com pesar, mas que era absolutamente essencial.

Há forças em movimento muito além de Voldemort forças mais antigas que Hogwarts, que desafiam o próprio tempo e espaço.

E, Hermione, eu escolhi você. Não por acaso, não por sorte. Porque você é a única com a mente, a disciplina e a coragem necessárias para ouvir o que precisa ser dito.

Preciso vê-la. Pessoalmente.

Junto a esta carta, encontrará uma chave antiga, que abrirá um portal para um lugar invisível aos olhos comuns, a Sala Sem Nome. Um refúgio protegido desde os primórdios da escola pelos Fundadores.

Use o mapa, siga as instruções. Venha sozinha.

Isso é maior do que você imagina. Maior do que Harry. Maior do que a própria guerra.

Confio em você, mais do que jamais confiei em qualquer outro. Com esperança,

Alvo Percival Wulfrico Brian Dumbledore.”

Hermione ficou imóvel, o pergaminho deslizou de seus dedos e caiu no colo, sua mente uma tempestade. O mundo inteiro parecia desabar e se reconstruir em um instante. O mapa que estava na caixa ao lado brilhava, pulsando em dourado, como se fosse um coração vivo. A chave, que repousava no forro, irradiava um calor estranho, quase palpável.

Bichento pulou em seu colo, ronronando baixinho, buscando acalmá-la, mas Hermione sentia que nada poderia domar o turbilhão dentro de si.

Como posso guardar tudo isso só para mim? pensou, sentindo o peso esmagador da responsabilidade. Harry já carrega tanto, a responsabilidade, a culpa. Se eu contar, será que o afundaria ainda mais?

E Ron...sinto que ele está prestes a explodir o tempo todo...

Um nó apertou sua garganta enquanto sua mente se enchia de dúvidas. E se essa Sala Sem Nome for uma armadilha? E se Dumbledore... não for exatamente o que parece? Ele mentiu sobre a sua morte!

Mas, acima de tudo, havia uma faísca de esperança, uma linha tênue, mas real. Se Dumbledore confia em mim, então talvez eu realmente possa fazer a diferença. Mesmo que isso signifique andar por caminhos que nunca imaginei.

Hermione respirou fundo, fechou os olhos por um instante, buscando forças naquela escuridão silenciosa, antes de se preparar para enfrentar o que quer que viesse.


Notas finais
Feche este capítulo com cuidado, o próximo promete!