Made In The USA
5 Mirrors.
Notas iniciais
Capitulo anterior.
O dia tinha sido muito cansativo para Annabeth. Ela já havia chegado da escola fazia exatamente 1 hora e meia. A escola era totalmente esquisita. Em New York, as escolas eram totalmente diferentes. E Annabeth odiara esse fato. Pelo menos ela havia conhecido um garoto, aquele tal Luke. Ele era bem bonitinho. Mas zombeteiro. Bem, mas isso não mudaria em nada. Annabeth nunca se apaixonaria. Ela até tentava, mas não conseguia de jeito nenhum. Desde o dia que aquilo aconteceu.
Annabeth sentou-se na cama e deixou-se ser levada por suas lembranças.
Uma pequena Annabeth se escondia atrás da porta da cozinha. Enquanto ouvia os gritos de seus pais. Eles discutiam. Mamãe gritava e batia no peito de Frederick. E a pequena Annabeth estava assustada demais para conseguir distinguir a conversa dos dois. Com os olhos arregalados, a pequena continuou, quando seu pai bateu pela primeira vez no rosto de sua mãe.
Sua mãe esfregava o lado do rosto onde estava com certeza a marca da mão de Frederick. Annabeth se encolheu mais ainda, e controlando a respiração, e pela primeira vez em que estivera escutando, ela realmente conseguiu distinguir algumas palavras.
— Nunca me esquecerei disso, Frederick.
E essa era a voz de sua mãe. Sua mãe saiu da cozinha tão abalada que nem percebeu a presença de Annabeth. A menina continuou espiando. Vendo seu pai chorar e xingar, e ele jogava pratos e copos no chão, quebrando tudo.
E essa foi a primeira e a ultima vez que viu seus pais brigando. Sua mãe foi embora no mesmo dia, de madrugada.
Depois disso, Annabeth jurara a si mesma que nunca se apaixonaria. Ou cantaria nada sobre o amor se ele não existisse. Por que se isso acontecia com casais como seus pais, realmente, o amor não tinha existência.
Annabeth percebeu que estava quase chorando. Balançou a cabeça. Olhou para o quarto, tudo estava em ordem... A não ser por aquele porta-retratos em cima da cômoda, pensou. Logo se levantou e foi colocar o porta-retratos do jeito certo.
Annabeth pegou seu iPhone, e viu que havia 32 mensagens no Whatsapp. Todas do mesmo remetente. Lee. Lee era um velho amigo de New York. Fechou os olhos e lembrou-se dos grandes olhos azuis com cílios espessos. Como estava com saudade de casa.
Annabeth resolveu responder as perguntas de Lee, que na maioria era: ”Annabeth?”, “Onde você estar?”, “Cadê você?”, “Soube que foi transferida para LA, é verdade?”...
Annabeth conversou tanto com Lee que perdeu a hora de dormir. Mas como Annabeth não conseguia dormir sem fazer sua higiene, ela tomou banho, escovou os dentes e o cabelo para depois dormir. Acabou indo dormir umas 2 horas da manhã.
Annabeth acordou com um pulo, graças ao seu despertador. Isso a dera uma bela de uma dor de cabeça. Foi no banheiro, tomou banho, escovou os dentes. No quarto, optou por usar o mesmo tênis verde que usara dia anterior, junto de um short de cintura alta com uma blusa cinza da Ralph Lauren, e uma bolsa azul escura da Abercrombie.
Olhou-se no espelho uma ultima vez. Gostou realmente do que via. Olhou em seu relógio de pulso, ainda eram 7:13. Sua aula só começaria às 9:00, mas tinha de estar no colégio às 8:30. Teria tempo de sobra. Saiu de seu quarto e desceu as escadas para o café da manhã.
Percy acordara atrasado de novo. Ia acabar levando alguma anotação por isso. Ele correu para o banheiro, fez sua higiene matinal. Depois escolheu uma blusa, que ele mesmo havia cortado as mangas, uma calça jeans, seu vans preto e um boné. Percy saiu de seu quarto e foi para a cozinha, sua mãe estava preparando o café. Como Gabe não estava lá, provavelmente já deveria estar no trabalho.
— Bom dia, mamãe! — Percy falou.
— Bom dia, querido! — Sally falou sorridente, como sempre.
Depois do café da manhã, Percy desceu as escadas para a garagem. E lá estava o seu bebe. Um Chevrolet Chevelle 70. Era preto e tinha duas listras no capô. Esse era o seu xodó. Percy o deu o nome de Blackjack.
Percy ligou o motor do carro e dirigiu um pouco rápido, pelo caminho mais rápido que dava de frente em uma construção vermelha e velha. Parou o seu carro do lado de um Porsche Conversível, preto. Sim, Thalia ficara com o carro e seu pai nem percebera.
Assim que estacionou o carro, sentiu o seu iPhone vibrando no bolso da calça. Mensagem.
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Nico Viadão:
Cadê você, cara? Sra. Dodds está quase pirando atrás de você.
Sra. Dodds era a professora de álgebra do terceiro grau, e que odiava Percy. Talvez porque ele nunca fez suas tarefas.
Percy digitou uma rápida mensagem e se dirigiu para dentro da escola. Ele já sabia que iria levar detenção. A detenção seria duas aulas seguidas, por Percy ter tomado detenção quatro dias seguidos. O que para o garoto, era totalmente injusto.
Mandou uma mensagem para Nico dizendo que estava de “castigo”. E ai eles começaram a conversar sobre todos os tipos de coisas possíveis.
— ISSO É TOTALMENTE INJUSTO! UM ABSURDO! — ele escutou uma voz alterada feminina, vindo do corredor, seguido de uma porta sendo invadida.
Continua...
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