Ma Chéri

2 Vale à pena


Notas iniciais
Esta aqui! Por favor, sugestões, criticas construtivas e mais, comentários são sempre bem-vindos... Há alguém acompanhando, obrigada!

Valentin falava alto, muito alto. Ria como fosse a ultima coisa do mundo a se fazer, e, pessoalmente, Amelía estava ficando incomodada com todo aquele volume. Entretanto, a voz de Valentin – como a de todos os Tucson’s que Amelía já conhecerá – era aveludada e confortante.

– Chegou mais cedo, primo meu! – Nicholai ria e cumprimentava o aparentado de várias maneiras. Depois de 2 minutos parada num dos degraus da escada, Amelía completou a descida e espiou por uma fresta da porta para tentar ver o dono da voz nova, mas como Nicholai e Valentin estavam virados para frente, só podia-se ver os trajes: botas, calça, uma camisa de botões, um colete e chapéu – e por cima, uma capa marrom até a canela.

Logo, um criado pegou o cavalo e levou-o até o estábulo. Valentin começou a virar-se, e Amelía correra para escada, fingindo estar lá o tempo inteiro.

Quando os dois homens passaram pela porta, Amelía sorriu inconscientemente. O que ela pensará era fazer-se difícil, para que ninguém ficasse perguntando de coisas pessoais. Mas, sendo doce e inquieta, como poderia?

– Ah, essa é Amelía, Nicholai? – Valentin perguntou olhando fixamente para a jovem e retribuiu o sorriso.

– Sou eu mesmo. – afirmou. – Pode perguntar diretamente a mim. – Valentin riu, surpreso com imponência da menina.

– Como queira! – Amelía desceu dois degraus, haviam mais três, mas Valentin já havia subido esses.

O jovem pegou na mão da criança sem o incentivo da mesma e a levou até embaixo. Depois olhou Amelía, que não era baixa, tinha por volta de 1, 70. Já ele, 1,74.

– Seja bem-vindo, Valentin. – disse Amelía indiferente.

– Serei, Amelía.

– Amelía, por que não leva Valentin ao aposento reservado? – ela assentiu, desgrudou sua mão da que estava a segurando e subiu as escadas, sendo seguida por Valentin. O quarto dele (só ficaria 2 dias) era do lado do seu – ela, como ele, ficaria apenas por mais 2 dias.

– Não providenciamos nada, mas poderá recorrer às criadas. – disse, rapidamente observou o quarto e saiu do mesmo. Já ia tomar o rumo do toalete, quando ouviu Nicholai chamá-la.

– Querida, depois de banhar-se, desça, podemos jantar juntos. – a criança assentiu e continuou.

– Amelía é muito espirituosa, vai se acostumar. Todovia, procure saber de sua história, terá mais empatia para com ela. – disse Ms. Tucson III.

– Quantos anos ela tem?

– Fará 15, mês que vem.

– “III”, ela é muito jovem para isso. – Valentin respondeu ao primo, referindo-se a situação que ela estava passando. – Para todo esse sofrimento.

– Ele é a pessoa mais forte que já conheci! Lamento por ela, mas o que posso mudar no passado dessa criança? – O mais velho disse quase para si mesmo.

O sol, devido o período – curto — de clima mais quente, ia deitar-se mais tarde. Da janela de Amelía é possível ver o céu – que estava laranja – perfeitamente.

Ela fez conforme Ms. Tucson dissera – lavar-se e ir jantar.

Na mesa, provou a sopa de beterraba e porco – estava horrível, como sempre. Mas Valentin comia como se fosse seu prato favorito.

– Não gostou da sopa, Amelía? – perguntou seu tutor.

Para não ser mal-educada comeu toda sopa.

– Pois eu odiei! Nunca vi mais ruim – Ms. Tucson indignou-se. A criança riu, devia ter dito que não se agradou.

– Está uma delícia... Simplesmente saborosa – Valentin elogiou.

Riram do paladar do jovem e já eram 21:00 horas quando Amelía anunciou que iria deitar-se.

– Boa noite, Amelía. Espero que tenha um sono pesado, porque dizem que eu sou de roncar. – riu Valentin e pôs-se do lado da criança. – Boa noite, Nicholai. Vou acompanhar Amelía até seu quarto e ir para o meu aposento.

– Boa noite, aos dois. – Amelía correspondeu e foi dormir… Colocou a camisola e pensou em como sua vida seria longe de Nicholai – sua paixão platônica – e de tudo que conhece. É como voar, pensara agora que poderia fazer tudo que não lhe era permitido na casa dos Tucson’s. Tecnicamente, estaria na casa dos Tucson’s, entretanto, não da dos líderes da família. Se Nicholai morresse, os líderes se alterariam – provavelmente Valentin, com 16 anos, o mais novo e mais próximo da liderança. Bem, se por trágico acontecimento isso concretiza-se, havia um herdeiro da fortuna, um sucessor... Tinha um testamento. Provavelmente Valentin, o querido de Nicholai.

No outro dia

Amelía sempre acordava antes, para preparar o café. Colocou o vestido longo preto e branco, do qual não gostava muito, e colocou na chaleira água para esquentar.

– Espero que tenha dormido bem, chérie. – a menina sentiu um arrepio e deu um pulo para traz, ofegante.

– Valentin, me dera um susto. – reclamou para o dono das gozações.

– Oh, peço perdão. Todavia, não foi grave. – o jovem aproximou-se. Daquela maneira, ela até aparentava ser mais madura. Os cabelos da cor do fogo presos num coque, os olhos verdes marcados com borda preta. Ou a cor clara da criança, que acentuava mais aquelas mechas de cabelo.

– Não há do que desculpar-se. – ela disse tentanto parecer indiferente com a proximidade.

– Se não se desconforta... – ele disse, saindo. Ambos sabiam que a conversa era totalmente desnecessária. Mas o conteúdo não importa, se estão falando.

– Ah! Valentin, por favor, espere-me. – disse a adolescente e Valentin surpreendeu-se. – Eu tenho um questionamento.

– Prossiga... – disse Valentin, já colocando o chapéu.

– Por que está fazendo isso por mim? – ele ficou calado, enquanto Amelía começava a ficar desconfortável com o silencio. Ele simplesmente deu um sorriso curto de lado e abriu a porta. – Valentin? – Amelía chamou. Queria a resposta.

– Porque, Amelía? – ele se virou novamente. – Vale à pena. – olhou Amelía de de cima a baixo e saiu.

Algo muito misterioso estava acontecendo.

Notas finais
Hola! Até sexta!