Maçã com Canela
28 Capítulo 28
Notas iniciais
10p.m e um pequeno corpinho espreguiça-se gostosamente na pequena cama. Nota que não foi acordado por nenhuma de suas mães e levanta-se, sem dar muita importância para o fato, encaminhando-se para o banheiro.
Após dar a descarga, Henry lava as mãozinhas e prepara-se para escovar os dentinhos, mas percebe algo diferente em sua boca. Ele aproxima-se do espelho e toca com a língua no seu “dentão” da frente, do lado direito, o movimentando para frente e para trás. Logo, um sorriso gigante toma conta de seu rosto e sai em disparada para o quarto das mães, entrando sem bater na porta.
A cena a sua frente o deixa um tanto confuso e intrigado. “Por que a mãe está sob o lençol perto das pernas da mamãe? Por que a mamãe está fazendo esses barulhos estranhos e de olhos fechados?”.
— Mães? – Fala, denunciando sua presença.
Regina apenas arregala os olhos e Emma para subitamente o que estava fazendo. “Puta merda!” é o pensamento compartilhado pelo casal.
Emma mexe-se, subindo pelo corpo da morena, que levanta o lençol para facilitar a subida da loira. – Me diz que ele realmente não está aqui. – sussurra a loira, apenas para enganar-se de algo óbvio. Regina apenas fecha os olhos e encosta a cabeça na cabeceira da cama, respirando fundo. A loira então, pula para o lado da morena e mira o filho.
— Henry, você pode nos esperar ali fora um minutinho? Já te chamamos.
— Tudo bem. – O menino dá de ombros e sai do quarto, fechando a porta.
Após escutar a porta batendo, Regina afunda na cama e cobre o rosto com o lençol.
— E agora, Emma? O que diremos a ele? Ai meu Deus, como vamos explicar isso? Ele com certeza ficará traumatizado! Deus, por que não trancamos a porta?
Emma olha para o lençol sobre a noiva e ri, balançando a cabeça negativamente. A loira sabia que elas estavam em uma situação embaraçosa, mas não era para tanto. Uma hora ou outra Henry viria com questões como “De onde vem os bebês?” “Como eles são feitos?” “De onde eu vim?”. Claro que não esperava que o assunto surgisse dessa forma, mas... Fazer o quê? Sem contar que não era tão raro assim crianças pegarem os pais (no caso, mães) “no flagra”. Ou era?
— Amor? – Ela cutuca Regina, que descobre apenas os olhos. Emma nota que ela estava vermelha de vergonha. – Vamos nos vestir e conversar com ele, ok? Se quiser, eu começo o assunto e você fala quando, quanto e o que for confortável para você, pode ser? – Regina apenas concorda com a cabeça, e levanta-se, andando nua até o closet.
A loira senta-se e fica admirando sua bela morena desfilando nua pelo quarto, pensando que o timing de Henry não poderia ter falhado mais. Regina veste-se e vira-se para questionar o porquê da loira ainda estar na cama e percebe o olhar malicioso e de puro desejo que lhe é lançado.
— Swan! Nosso filho acaba de nos flagrar transando e você ainda tem a cara de pau de ficar me olhando com essa cara tarada? Pelos Deuses! Levanta essa bunda branca daí e venha se vestir de uma vez!
— Não tenho culpa se você fica desfilando nua na minha frente. – Emma levanta-se e vai em direção à noiva, abraçando-a pela cintura e trazendo-a para si. – Tem noção do quão gostosa e sensual você é, senhorita Mills? – Ela sussurra no ouvido da morena, que afasta-se com uma cara nada boa.
— Tenho, você me fala isso todos os dias. Agora, vista-se que eu vou abrir a porta. — Ela joga um short e uma camiseta de pijamas na loira, que agarra o conjunto.
— Ei! O que houve com o “Me fode mais forte Em...” da noite passada? – A loira provoca, imitando, pessimamente, a morena em seus momentos de prazer. Regina apenas rola os olhos e mostra o dedo médio à Emma, que cai na gargalhada, vestindo-se em seguida.
Enquanto isso, Henry aguardava sentado no primeiro degrau da escada, mexendo distraidamente em seu dente, ora com a língua, ora com o dedo. Ele escuta a porta do quarto abrir e levanta-se num pulo ao ver sua mamãe lhe encarando. Empolgado, caminha até a porta, quando Regina lhe dá passagem para dentro do quarto.
— Mães, vocês não vão acreditar no que aconteceu. – Ele diz, animado, pulando e caindo sentado na cama, enquanto ambas aproximavam-se dele. – O meu dente! Olha! – Ele abre um sorrisão para as duas, que nada entendem.
— O que tem o seu dente, querido? – Regina questiona, aproximando o rosto do garoto para enxergar melhor. O menino bufa e pega o dedo da mãe, o levando até o dente e fazendo o mesmo se mexer. – Oh! Amoleceu!
— Me deixa ver também! – Emma chega mais perto e dá o dedo para o garoto, que repete o processo com a loira. – Uau! Logo, logo, teremos uma janela ai, garoto!
— Não é demais?! E logo serão os outros! E daí eu serei um menino grande depois que trocar todos os meus dentes. – Ele para respirar e logo volta a questionar Regina. – Mamãe, podemos por ele debaixo do travesseiro para a fada do dente?
— Claro, filho. Mas ela só aceita dentes limpos e branquinhos.
— Eu sei, por isso escovo eles sempre! Quero quantas moedinhas meus dentes renderem. Assim eu posso comprar aquele dinossauro de controle remoto que a gente viu naquela loja! Mas quando o meu dente vai cair?
— Há duas maneiras disso acontecer. – Fala Emma, sentado na cama, sendo acompanhada por Regina, deixando o garoto entre elas. – A primeira é arrancarmos ele. Dói um pouquinho, mas logo passa. E a segunda é deixar que ele caia por si só, mas ai ele pode cair enquanto você come, e você corre o risco de engoli-lo. – O garoto fica aterrorizado com a ideia de engolir o dente e arregala os olhos. Regina repreende Emma com o olhar e a loira apenas levanta os ombros, com o semblante arrependido.
— O que sua mãe quis dizer filho, é que podemos induzir ele a cair, ou esperar que ele caia sozinho. Mas a escolha é sua.
O menino parece refletir por mais algum tempo e proclama.
— Vamos arrancá-lo!
— É isso ai, garoto! – Disse a loira animada, fazendo um hi-5 com o garoto. — Conheço várias técnicas para arrancar dente, nós podemos...
— Esperar o dente amolecer mais, para ser mais fácil. – Corta Regina.
— Certo, sua mãe está certa. Vamos esperar ele ficar mais mole para podermos tirá-lo. – Emma resolveu não contestar, uma vez que a morena não estava no seu melhor momento.
— E isso vai demorar muito? Porque quanto mais demorar, mais vai demorar para eu ter meu dinossauro. E se quando eu tiver todos o dinheiro o dinossauro tiver ido embora da loja?
— Acho que isso não vai acontecer, filho. Por que você não arruma um cofre para o seu dinheiro enquanto isso? – Encoraja Regina.
— Isso! Eu vou fazer um com os legos que o vovô me deu de aniversário! – Ele sai correndo em direção à porta, e Regina respira aliviada por ele não ter trazido o assunto “do flagra” à tona. – Ah! Eu tenho mais uma pergunta. – E o alivio da morena se vai. – O que a mãe estava fazendo nas suas pernas, mamãe?
Regina apenas suspira e Emma faz sinal para que o garoto sente em seu colo.
Emma respira fundo e olha para o garoto, que a olha de volta com aqueles olhos chocolates “como os da mãe”, pensa Emma.
— Então filho... Como eu vou te explicar isso... Você sabe de onde vêm os bebês? – Começa Emma. O garoto pensa um pouco, fazendo uma carinha fofa.
— Uma vez a professora contou uma história onde o papai e a mamãe escreveram uma cartinha para a cegonha e ela trouxe o bebê para eles depois. Mas o que eu achei estranho é que, como a cegonha leu a carta se ela é um passarão?
— Um passarão? – Questiona Regina.
— Sim mamãe, um pássaro gigante. – Ele fala gesticulando o tamanho da ave, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, fazendo as duas rirem.
— Então Henry, a história da cegonha é umas das versões para a explicação dos bebês, mas nós temos outras versões. Você quer ouvir? – Ele concorda animado, se arrumando no colo da loira. – Então Henry, os bebês surgem quando o papai planta uma sementinha na barriga da mamãe, e...
— Mas como assim?
— Bem... Isso acontece através do amor que eles sentem um pelo outro, então...
— Mas como ele planta, mãe?
— Meu amor, deixa a Emma explicar. – Regina pede carinhosamente, fazendo um afago no rosto do menino.
— Ele planta quando eles estão fazendo amor, Henry, quando estão fazendo carinho um no outro, se amando, entendeu?
— Uhum. E era isso que vocês estavam fazendo? – Ele pergunta olhando de uma para a outra. Elas apenas concordam com a cabeça, se olhando. – Isso quer dizer que eu terei uma irmã?
— Hã? – Questionam juntas, olhando assustadas para o garoto.
— Claro! – Ele fica em pé na frente delas. Ele não conseguia ficar muito tempo parado. – Vocês acabaram de falar que estavam fazendo amor. E me disseram que quando fazem isso uma sementinha é plantada na barriga da mamãe. Isso quer dizer que eu terei uma irmã que foi plantada pela mãe ali. – Ele pula de um lado para o outro falando sem parar, e ao final, aponta para a barriga de Regina.
As duas riem da genialidade do garoto. Regina pega-o pelas mãos e senta-o em seu colo.
— Calma pequeno príncipe, não é tão fácil e rápido assim. – Ela disse, ainda sorrindo.
— Como não? Pelo o que vocês me explicaram é simples. – Ele disse dando de ombros.
— No nosso caso, é mais complicado, garoto. Lembra que falei que o papai planta na mamãe? Então, quando formos te dar um irmão, ou irmã, precisaremos de um pouco de... De... – “Como eu vou explicar isso para ele? Como explicar inseminação artificial para uma criança? Pensa Emma! Pensa!”. — É...
— De magia filho, precisamos de magia. Já que somos duas mamães. Entendeu? Por isso não é tão fácil. E para que a façamos essa magia, precisamos ir a uma casa especializada nisso.
— Então minha irmã será um bebê mágico? – Ele responde com os olhos brilhando de expectativa.
— Hum... Sim, meu amor. E provavelmente estará plantada ali. – Regina aponta para a barriga de Emma, que a olha maravilhada com a ideia. Elas tinham falado algo sobre ter mais filhos, mas em nenhum momento a loira havia externado sua vontade de engravidar. Saber que Regina queria que ela fosse a “mamãe” dessa vez a deixava ainda mais apaixonada pela morena. Henry pula do colo da morena, e fica na frente da loira, abraçando sua barriga e dando um beijo nela. Emma, que ainda estava em transe olhando emocionada para a morena, toma um susto com a atitude do menino.
— O que você está fazendo, querido? – Questiona Regina, divertida.
— Estou dando um beijo na nova casinha da minha irmã. – Ele responde, sentando no colo da loira. – Sabe mamãe, eu acho que você deveria fazer o mesmo, e você deveria também, fazer amor com a mãe. Assim minha irmã terá mais e mais amor!
As duas caem na gargalhada da inocência nas palavras do menino.
— Você tem toda razão, meu amor. Pode deixar que eu farei isso. – Ela lança um olhar cheio de segundas, terceiras, quartas, intenções à loira.
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No dia seguinte, Emma estava fazendo algumas horas extras, tentando colocar a papelada em dia e revisando alguns relatórios sobre as últimas investigações. Contudo ela estava mais distraída que o normal. Logo, foi muito fácil a vibração do celular sobre a mesa lhe tirar sua – pouca – concentração.
Nova Mensagem de Regina
24 de Fevereiro de 2015 — 10:52 AM
Oi amor. Está muito ocupada?
Estava pensando naquilo que Henry falou ontem. Sobre eu fazer amor ctg.
Pensei tbm na nossa lua de mel.
Te amo.
A loira ri da mensagem da morena e logo pega o celular para responder.
24 de Fevereiro de 2015 – 10:52 AM
Emma:
Oi morena gostosa e sensual.
Não estou ocupada. E vc?
O que pensou? Me fala! Por favor!
Te amo mais.
“Depravada”. Pensa Regina, enquanto gargalha ao ler a mensagem de sua noiva.
24 de Fevereiro de 2015 – 10:53 AM
Regina:
Morena gostosa e sensual? Gostei disso, Miss Swan.
Não pensei nada demais. Apenas vc nua na nossa cama, enquanto eu te enlouqueço.
24 de Fevereiro de 2015 – 10:54 AM
Emma:
E como vc me enlouqueceria?
24 de Fevereiro de 2015 – 10:54 AM
Regina:
Vc é mesmo uma depravada, Swan! Hahahahahaha.
Suponhamos que já estejamos sem roupas.
Eu beijaria vc, quanto uma de minhas mãos acariciam seu seio, e a outra, seu sexo.
24 de Fevereiro de 2015 – 10:55 AM
Emma:
Eu depravada? Olha as coisas que vc me fala!
Só isso, amor? Poxa :(
24 de Fevereiro de 2015 – 10:56 AM
Regina:
Não tenho culpa que vc é muito gostosa, Emma. Você me deixa louca! E não, não é só isso. Eu começaria bem lentamente beijando teus seios e seguiria descendo, passando minha língua, chupando teu clitóris e te penetrando com a minha língua e depois com meus dedos. Quero te chupar todinha, até você gozar pra mim.
24 de Fevereiro de 2015 – 10:57 AM
Emma:
OH. MY. GOD!
REGINA! Você tem noção de como eu estou?
Cadê o final do expediente que não chega???? Preciso de vc amor!
24 de Fevereiro de 2015 – 10:56 AM
Regina:
Eu também preciso de vc!
Na verdade, eu queria te fazer gozar agora, só que na minha boca, nos meus dedos, sobre meu sexo...
24 de Fevereiro de 2015 – 10:57 AM
Emma:
REGINA!
24 de Fevereiro de 2015 – 10:58 AM
Regina:
O que foi, amor? Tá ruim? Porque eu tenho mais ideias...
Vc não tem noção do quão molhada estou. Ou eu poderia dançar para vc de novo, igual quando vc me pediu em casamento. Que tal?
24 de Fevereiro de 2015 – 11:00 AM
Emma:
Espero que vc esteja sozinha no clube, pois estou chegando ai e não pretendo ser silenciosa.
Estou chegando.
Te amo .
“Consegui!”. Comemorou Regina com um sorriso malicioso no rosto, e uma gargalhada rouca e alta, saindo de sua garganta.
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