Notas iniciais
Vamos surtar e chorar ao mesmo tempo, porque MCC tem novas recomendações!! Obrigada Wounded Beast e Sardenta Kate Mills pelas divinas recomendações. Nós amamos! E estamos babando com todo o carinho. Suas lindas! Obrigadaa! ♥ Esse capítulo é para vocês!

Os olhos castanhos abriram-se lentamente e perscrutaram o quarto. Quando Regina comprou aquela casa, após um ano de trabalho árduo e grandes poupanças, ela nunca imaginou que seria tão feliz ali. O feixe de luz que vinha da janela era fraco e insinuava o início da manhã.

Virando-se na cama, ela procurou com a mão a loira de olhos verdes que tinha mudado sua vida para melhor. No entanto, o lugar estava vazio. Ela suspirou contrariada e saiu da cama.

No quarto de Henry, ele e Emma jogavam vídeo game animados. Finalmente era Março e eles logo poderiam brincar ao ar livre. Mesmo as áreas cobertas do Clube eram geladas nessa época e as atividades que praticavam era de pouca duração. Regina não gostava de passar muito tempo dentro de casa, mas com o frio que fazia, não havia outra alternativa.

— Ei, vocês dois! Desgrudem dessa televisão e venham tomar café!

— Bom dia, minha rainha! — brincou Emma sem olhá-la.

— Bom dia, mamãe!

— Vejo que esse jogo é mais interessante que eu…. Farei panquecas só pra mim.

Emma e Henry se olharam e a seguiram rindo. Na cozinha, eles a adularam de todos os jeitos, tirando vários sorrisos dela.

— Interesseiros!

— Não temos culpa se você cozinha bem.

— Eu quero fazer também! Deixa eu ajudar? — pediu Henry.

Regina olhou para Emma contente.

— Você pode ser meu ajudante sim. Pegue os ovos e a manteiga. — orientou Regina, enquanto Emma fazia o café.

— Você quer ser meu ajudante também?

Henry acenou enquanto colocava os ingredientes que a mãe havia pedido na bancada.

— Vamos colocar a mesa.

— Henry, — chamou Regina olhando sobre a borda de sua xícara de café — precisamos conversar um assunto sério com você. Aliás, são dois. Mas um é mais importante. Você pode me ouvir por um segundo?

Emma lançava olhares nervosos para Regina. Durante semanas elas discutiram sobre como iriam conversar com o garoto sobre o pedido e nunca chegavam em um acordo. E, agora, subitamente, Regina decidia falar sobre isso. No café da manhã! De um Domingo! Emma não deveria ter comido tanto, pois era óbvio que estar com a barriga cheia diante aquela situação não seria legal.

— Sobre o quê?

— Hmmmm como eu posso te explicar isso? Você sabe o que significa a palavra ‘gay’?

Henry piscou repetidamente, esforçando-se para dar uma resposta.

— Não — disse ele baixinho.

— É quando um garota gosta de uma garota e um garoto gosta de um garoto.

— Significa que eles gostam de alguém do mesmo sexo — inteirou Emma.

— Da onde vem esse nome?

— Vem de uma palavra que significa “feliz”.

— Se eu tivesse um telescópio, eu seria gay?

Regina contraiu os lábios escondendo um sorriso.

— Por que você estaria feliz?

— Sim.

— Não, garoto. Isso não faz de você gay. — respondeu a loira — E ser gay não muda quem você é. Independente do que você ouvir por aí, ok?

— Certo.

— Bem, Henry. O que queremos conversar é sobre o que você diria se Emma e eu decidíssemos nos casar.

Regina engoliu em seco e com o canto do olho viu Emma fazer o mesmo. A resposta do menino era imprescindível para aquela questão, embora elas já tivessem resolvido o que queriam. Diante do silêncio dele, Regina inteirou:

— Nada vai mudar, querido. A única coisa que muda é que teremos esse título de casadas. E é apenas uma questão de papéis, em que Emma estará aceitando, diante de muita gente, ficar conosco para sempre. Você gostaria disso?

— Achei que vocês já estavam casadas. — confessou ele inocentemente. — Porque a maioria dos papais e das mamães são casados e moram juntos. Se você e o papai não moram juntos e ele tem a namorada dele, significa que você e a mãe são, porque moram juntas. Não é isso?

Emma soltou o ar visivelmente e Regina concordou ritmicamente com a cabeça diante daquilo.

— É mais ou menos isso, garoto. Então você está de acordo?

— Sim. Eu vou poder ir?

— É claro que vai, meu anjo!

— E se alguém disser algo sobre isso para você? Se não gostarem… você ainda aprovaria, filho?

Henry fez uma carinha de pensativo e depois sorriu.

— Claro. Eu amo vocês.

— Nós também, garoto. Nós também! — disse Emma pegando a mãozinha dele que estava na mesa. — E sempre vamos cuidar de você.

— Só queremos te ver feliz, Henry.

— Eu também quero te ver feliz, mamãe. E quando vai ser o casamento?

— Ainda não sabemos.

— Vai ter festa?

— Hmmm… Temos que decidir isso ainda. — respondeu Emma olhando carinhosamente para Regina. — E vai demorar um pouquinho. Não estamos com muita pressa.

— Eu estou — disse Regina com os lábios, sem emitir som algum. Emma resistiu à vontade de rir.

— Espero que não demore muito. Eu gosto de festas.

— Você ainda vai ter muitas festas pra ir, garoto. — disse Emma com uma piscadela para ele.

— Muito bem! — disse Regina animada encerrando aquele tópico. — E agora o outro assunto. É sobre o campeonato que vamos realizar no Clube.

— Você não disse quando vai ser, Regina.

— Ainda não sabemos. Estamos esperando a primavera chegar. Seria uma temperatura adequada. Talvez no mês que vem.

— Você ainda tem tempo para os preparativos então.

— Não muito. E é aí em que vocês entram. Vou precisar de ajudar.

— Minha? — perguntou Emma confusa.

— Claro que sua. E sua. — disse ela apontando para Henry. — Você vai ajudar o vovô a tratar dos cavalos que estarão por aí. O que acha?

— Obaaa! Eu sempre quis tomar conta de todos os cavalos de lá.

— Achei que você ia ser policial — rebateu Regina, ainda enciumada.

— Depois que eu cuidar de todos os cavalos do mundo!

Regina riu e se aproximou dele para beijá-lo.

— Você vai ser o melhor tratador de cavalos que teremos, com certeza.

— Obrigada, mamãe.

— E eu? O que eu vou fazer? Também quero cuidar dos cavalos! — rebateu Emma brincalhona e com ar infantil.

— É! Ela pode me ajudar!

— Desculpem, crianças. Mas você fica com os cavalos e você vai conferir os inscritos na competição. Vai vir gente do país inteiro.

Emma torceu a boca.

— Isso parece chato.

— Isso é perfeito! E vai ser de grande ajuda, já que será uma contratação a menos que terei que fazer — confessou Regina.

— Mercenária.

— Realista! E não terei tempo para informá-los sobre o Clube e tudo mais. E vocês já sabem como ele funciona.

— Certo. Mas o que a gente vai ganhar? — perguntou Emma com os olhos brilhando.

— É! O que a gente vai ganhar? — ecoou Henry

Regina fingiu pensar e respondeu após algum tempo:

— Você poderia conseguir aquele telescópio que estava falando agora a pouco. — disse ela encarando o filho. — Mas — começou ela quando a euforia tomou conta da carinha de Henry — só se você se comportar muito bem. Sem birra, sem reclamar e sem travessuras. E terá que obedecer o vovô o tempo todo no dia da competição. Somente assim você ganha. Combinado?

— Combinado! — disse ele muito animado — Posso ligar pro vovô e contar?!

— Pode!

Henry saiu correndo da mesa e pegou o telefone que ficava perto da porta que dava para o quintal. Através dela podia-se ver que uma chuva fininha caía.

— E eu? Vou ganhar o quê?

— O que você quiser. — confessou Regina sorrindo maliciosamente.

— E quais as condições?

Regina riu.

— Te conto mais tarde, Swan.

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Um mês e dez dias correram. Ainda havia muito sobre o que a família Swan-Mills precisava pensar, mas não tinham tempo para isso, pois se comprometeram a ajudar Regina com o campeonato mais importante do país e esse era o assunto que imperava entre eles. A oportunidade que o Clube de Hipismo e Haras Mills havia conseguido para sediar a Copa de Verão era única. E monstruosamente grande.

— Hey garoto! — chamou Emma entrando no estábulo, agora completamente cheio — Tudo certo aí?

— Oi mãe! Você já terminou?

— Já! Achei que não ia acabar nunca!

— Eu não quero que termine! Olha todos esses cavalos que eu estou cuidando!

— Estou vendo. Seu avó deve estar contente de ter um ajudante, não?! — perguntou ela piscando para Henry Mills que observava calado, mas satisfeito. O Clube estava totalmente vivo naquele dia. Inclusive Cora estava ali ajudando. Dando ordem para todos, claro, mas ajudando. Ele estava feliz. Fazendo o que mais gostava e contando com a ajuda de todos que lhe eram importantes.

— Aham. Sou o melhor ajudante daqui.

— O melhor! — concordou alegremente o Sr. Mills enquanto se afastava para atender um grupo de competidores.

— Que tal irmos encontrar sua mãe? Você não quer assistir a apresentação?

— Quero!

— Ela já deve estar lá! Vamos!

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Regina encerrou a abertura do evento com muito estilo, tendo um discurso motivador e muito bem elaborado. Sua postura altiva e séria passava confiança e conforto, assim como o lugar. A pista coberta abrigava muitos competidores contra o frio remanescente que teimava em ceder. Contudo, as árvores em volta exibiam botões de flores que logo desabrochariam. Era uma visão muito agradável, que conquistou principalmente os jornalistas ali presentes.

O campeonato durou três dias. Emma, Regina e Henry dormiram no Clube, o que foi completamente aprovado pelo garoto, que se divertiu e abusou das caminhadas e da caça aos vaga-lumes.

— Isso não é tudo o que você sempre quis? — cochichou Regina para a loira na noite de sábado, última noite deles ali, enquanto acampavam perto da casa principal. Henry insistiu muito para dormir do lado de fora e ficar ouvindo os barulhos da noite. O Sr. Mills estava alimentando a imaginação dele com várias histórias e ele estava curioso demais, principalmente sobre corujas que eram guerreiras. Ele achou um máximo poder ouvi-las, mas logo a animação deu deu lugar ao cansaço e ele dormiu entre suas mães numa tenda improvisada, porém cômoda.

— Não tudo. Só falta uma coisa pra ficar completamente perfeito.

— Eu sei. Eu sei. Discutiremos sobre isso depois, eu prometo.

— Amanhã é o último dia e depois essa loucura acaba. Pena que na Segunda eu tenho que estar cedo no Departamento para preencher a papelada acumulada.

— Sobre isso, obrigada por sair mais cedo para me ajudar.

— Fazemos tudo pela família, amor.

— Eu sei. E vou pedir mais de você, outra vez.

— O que houve? — alarmou-se Emma, pensando em diversas situações, nenhuma delas simpáticas.

— Hmmm sobre ser o último dia... Ligaram da Equus me convidando para uma entrevista. — revelou Regina meio embaraçada. Ela sabia o que a história sobre o casamento significava para Emma, e também para ela, mas aquelas chances que ela estava tendo para destacar o Clube eram inigualáveis e necessárias. E ela queria muito. Mas Emma poderia não pensar o mesmo e isso estava corroendo-a desde cedo quando entraram em contato com ela. Aparentemente eles haviam gostado da abertura e esperavam um encerramento tão bom quanto no Domingo.

— Equus?! Aquela revista que você assina?

— Isso.

Regina aguardou o fim da mudez de Emma em expectativa. E agora? O que ela diria?

— O que significa? Que você vai ter um artigo só sobre o Clube e você?

— Acho que sim.

— Uau, Regina! Isso é incrível! — comemorou Emma controlando-se para não acordar Henry ali do lado delas.

— Certeza? Por que o escritório deles é em outro estado, você sabe. Maryland.

— Claro! Eu cuidarei de tudo aqui. De Henry, é óbvio. Dos seus pais e do Clube, se precisar.

Regina estranhou a resposta que vinha com um sorriso genuíno.

— Eu queria que vocês viessem comigo…. Lembra daquelas férias que tínhamos planejado daquela vez?

Emma acenou.

— Então, acho que essa é a oportunidade perfeita. E deve ter muitas coisas boas pra fazer naquele estado. Embora a cidade deles seja pequena.

— Você quer que eu vá junto?

— Mas é claro! O que você disse mesmo? “Fazemos tudo em família”?

— Fazemos tudo pela família — corrigiu-a Emma, erguendo-se sobre Henry e beijando Regina nos lábios suavemente. — Acho que precisamos mesmo de umas férias.

Elas riram baixinho, com mil promessas cruzando seus olhares.

— Marcaram uma data?

— Algum dia no final de Junho.

— Vai ser ótimo. Conversaremos com Henry perto da viagem, certo? Senão ele vai ficar muito agitado.

— Está ficando igual a você.

— Só porque você quer!

— Com certeza! — disse maliciosamente Regina. Mas logo um pensamento sombrio sobre o que estava por fim naquele mesmo período lhe passou pela cabeça, o qual ela rapidamente afastou. Não era hora de pensar naquilo.

— Pena não irmos para Las Vegas.

— Por quê? Não me diga que você tem uma queda por cassinos!

— Claro que não! Nem se eu quisesse... — disse Emma num falso tom de lamúria — Mas eu lamento pela falta de capelas dispostas a casarem qualquer louco que aparecer por lá.

— Oh.

— Exatamente — disse Emma sorrindo — Oh!

— Não quero nada corrido Emma! Vegas nem pensar!

— Foi só uma sugestão!

— Sei, sei. É o nosso primeiro casamento, tem que ser bem feito.

— E último, por favor! — completou Emma rapidamente, brincando. Regina apenas a ignorou sorrindo.

— Tem que ter capricho. Você sabe que eu não organizarei nada menos. E você vai me ajudar.

— Pode apostar que sim! Pelo visto eu sou a mais ansiosa por aqui.

— Não diria ansiosa, mas sim você é — divertiu-se ela — Acho que não estou colocando tanta pressão, não é?

Emma colou a mão na boca para tampar uma risada.

— Acho que sim. Mas quem está colocando pressão aqui? — ralhou ela falsamente, rindo ainda mais depois. — Ainda bem que não somos um casal normal.

— Em nenhum sentido. — contentou-se Regina feliz.

Notas finais
E aí? O que acharam?! Agradecemos pelos comentários e, mais uma vez, pelas recomendações. Vocês nos deixam completamente felizes e surtadas. É tão bom! *---* muahaha Sobre as meninas da recomendação, elas também escrevem e tem fics SQ incríveis! Quem quiser conferir: (W. Beast: http://fanfiction.com.br/u/497970/ - Sardenta K. Mills: http://fanfiction.com.br/u/260436/). Nos vemos na Segunda? muahahha Mas é claro! ♥ xoxo, Cath