MVSI
1 O inicio
Notas iniciais
E as futuras guerras entre MADS e Império!?
Talvez fosse apenas um cara louco ou talvez sábio, mas seja lá o que ele fosse, saiu do Império para construir seu próprio reino. Prometeu paz a todos que fossem com ele construir o novo reino, sem guerra e sem frio.
Onde eram queimadas as bruxas e enforcados os bandidos, ele disse.
—Venham comigo, prometo proteger suas famílias de tudo que é ruim, o mau não entrará em meu reino, nosso reino!
As fofocas se espalharam sobre as ideias desse louco até chegar ao castelo do rei. O rei não gostou nada disso, e mandou que o assassinassem, sem perceber que já era tarde, ele já tinha ido embora levando grande parte do seu povo junto.
Foram dias de viagens, estavam na região norte e tinham que chegar ao sul, dias passando frio e fome que muitos já passavam no reino em que habitavam. Florestas amaldiçoadas, rios congelados e montanhas perigosas que qualquer “pio” poderia cair uma avalanche, foi por onde eles passaram.
Sem dormir e comer, já fracos da viagem, avistaram ao amanhecer uma luz, muito, mas muito forte, o sol. Algo que nunca tiveram a oportunidade de ver era o céu azul e o sol, mesmo que estivesse com eles desde sempre, no império o céu estava sempre nublado.
Grama confortável para se jogar e rolar por ela, ouviam o som das ondas do mar salgado que muitos apressados decidiram provar já que nunca tinham provado antes. O suor que escorria pelos seus rostos, um dia realmente quente que ia ser muito aproveitado pelo povo dos MADS.
Após horas de diversão, era hora de voltar a trabalhar mesmo que estivessem todos muito casados. O novo rei pediu que fizessem um grande muro de pedras, ninguém poderia entrar ou sair sem sua permissão, pela proteção de todos.
Todos ficaram sem comentários, não pareceram concordar, mas discordar também não e então tudo permaneceu em silencio até o ex-general que estava no meio da multidão gritar.
—Ao trabalho!!! –Erguendo sua mão para o alto como se quisesse chamar a atenção de todos que logo gritaram de alegria e começaram a trabalhar, homens e mulheres, igualdade enquanto as crianças procuravam alimentos.
O rei já cansado decidiu ver as crianças e seus balaios cheios de maçãs, laranjas e entre outras frutas, mas ao chegar à floresta em que estavam teve uma surpresa.
Faltaram balaios de tantas frutas que tinha e ainda uma das crianças que tinha apenas seis anos de idade levou-o puxando pela sua mão até uma cachoeira que tinha por perto.
A felicidade não era pouca, pediu à criança que voltasse até o reino e chamar a todos que trabalhavam para matar a sede.
Desbastava-se de sua agua doce até ouvir uma voz feminina vinda do outro lado da cachoeira onde havia uma mulher de cabelos vermelhos e laranjas como o fogo, olhos verdes como a grama que brilhavam com interesse observando o rei enquanto a luz do sol deixava sua pele mais pálida do que já era.
Encantado com tanta beleza se jogou na agua e foi em direção à mulher que foi logo se afastando assustada.
—Não, não tenha medo, não lhe farei mal algum! – Segurando-a pela sua delicada e macia mão.
—Como vou saber se não vai me machucar?! –Com o rosto pálido como a neve ao mesmo tempo em que era acinzentada.
Paciente solta-a e conta sua história, o que faz agora e o que fazia no Império.
Rodolfo, irmão um ano mais novo do rei, mesmo com o sangue real escorrendo em suas veias, foi colocado no palácio como um mensageiro real, ainda com rivalidade com seu irmão.
Maltratado e humilhado até pelos simples servos, ele então decidiu ir embora e fazer seu próprio reino, todos sendo muito bem vindos.
—Muito bem vindos? Até mesma eu? – Olhando para Rodolfo com seus olhos fixados nos dele.
—E por que não? Tem algum problema? –Segurando sua mão, seu corpo era frio mesmo naquele dia tão quente.
—Sou um ser mitológico para vocês, não uma humana como qualquer outro.
—Qualquer um é bem vindo. –Com um sorriso no rosto que some ao ver sereias saindo do mar e sentando em pedras, fadas e entre outros seres mitológicos.
Rodolfo volta a sorrir e sobe em cima de uma pedra ficando de pé e começa a gritar:
—SEJAM TODOS BEM VINDOS AO MADS! –Logo notando os cidadãos atrás dele cheios de curiosidades nos olhos com baldes em suas mãos. –Venham, conheçam os nossos novos companheiros e matem a sede! Andem logo!
E virou uma bagunça, gritavam de alegria e ao mesmo tempo de espanto. Todos se assustaram ao verem as sereias saindo do mar e magicamente suas escamas sumindo e se transformando em pernas.
Roupas com tecidos finos em tom amarelado como sua pele bronzeada e seu cabelo loiro, ela saiu. A sereia do sol, Solar era seu nome. Diferente da sereia da lua, Luna, essa entre outras decidiram morar na cachoeira, do que no mar e cuidar das águas doces.
Encantando o rei após sair da água com suas roupas encharcadas ainda que não mostrasse sua parte intima, ela a tampou, envergonhada.
—Não tenha vergonha, venha. –Puxando suas mãos aproximando seu corpo ao dele e em seguida apresentando aos habitantes.
...
Uma grande fogueira foi feita, todos festejaram juntos naquela noite estrelada e acordaram no dia seguinte motivados a construir o muro que anos depois passou a ser chamado de grande muralha, alto e comprido, assim era de certeza que ninguém passaria dele.
Após muitos anos e muito esforço com a colaboração de todos, o reino foi feito com o grande muro que passava pela floresta, campos, perto das montanhas, até o mar com o castelo do rei sendo frente a ele. Mas só tinha um problema... O ciúmes.
O rei apaixonado por duas “mulheres” só poderia se casar com uma. Apesar de já ter passado anos com as duas mesmo aguentando todo o ciúmes de uma da outra, ele teria que escolher uma delas e a outra teria que aceitar.
Porém, Solar sempre teve muito medo de engravidar o que acabou acontecendo, mas escondeu sua filha de todos até o dia de ele escolher uma delas para casar do jeito deles, já que não tinham religião alguma.
Levava ela em seus braços, lenços e lenços tampavam seu corpo, parecia que levava apenas tecidos em seus braços. Subia as escadas e se aproximava cada vez mais do rei, já com seu plano de mostrar sua filha e ele decidir se casar com ela já tendo alguém para ser seu descendente.
Ouvia sua voz e já destampava o rosto delicado de sua filha até ou vir à voz de Erika. Escondeu-se atrás de uma das colunas do castelo, mesmo que o rei estivesse de costas para ela, Erika poderia vê-la.
—Você acha que é menino? –Perguntou o rei a Erika enquanto passava a mão em sua barriga por cima do vestido vermelho que usava por combinar com o seu cabelo.
—Não sei, mas sem pressa, logo ela vai nascer, meu rei. –Acariciando o cabelo de Rodolfo.
Entusiasmado, o rei olha para Erika e em seguida a beija que Erika sem graça, apenas da um sorriso para o rei e em seguida para Solar que a encarava enquanto espiava os dois.
—Seremos um casal feliz, não? –Voltando seu olhar para o rei querendo provocar Solar que agora derramava lagrimas.
Sem pensar duas vezes, Solar saiu correndo evitando chamar atenção de qualquer um que estivesse no castelo.
A única atenção que chamou foi do garoto que mostrou a cachoeira ao rei quando tinha seis anos que agora possuía dezesseis anos e seu nome era Zero. Contratado pelo rei para cuidar dos barcos. Limpa-los e tirar as algumas que grudavam além dos mariscos.
—O que está fazendo!? –Perguntou Zero a Solar
Sem resposta, já cansada de correr, Solar apenas olhou para ele e viu um balaio de frutas. Olhou para as ondas e em seguida se aproximou de Zero e pediu seu balaio.
—Tudo bem, mas você está bem? –Tirando as frutas de dentro e entregando-lhe vazio.
—Estou. –Curta e fria, apenas colocou sua filha no balaio e foi ate o mar.
Já no fundo, suas escamas iam aparecendo em suas pernas e logo voltou a ser metade mulher metade peixe. Continuou então a empurrar o balaio mais para o fundo até sumir de vista.
Avistou uma caverna e decidiu ir para lá, mas antes olhou para trás se perguntando se o que estava fazendo era certo e ao olhar, avistou o rei e sua futura esposa na areia olhando em sua direção.
Achou frieza da parte deles parecerem felizes em vê-la ir embora já que podia ver de longe o tamanho de seus sorrisos estampados em seus rostos. Uma enorme dor surgiu em seu seio escondido pelo seu cabelo loiro que sua filha não puxou.
...
Anos se passaram Hemy já tinha nascido e já estava com nove anos, vaidosa e ciumenta, cresceu recebendo tudo de bom e do melhor e ficava irritada com qualquer um com facilidade, exceto seu melhor amigo. Um tigre branco que ganhou quando era mais nova o que já era de costume dos habitantes de MADS, dar um mascote para ficar junto com seu filho, às vezes um animal qualquer ou mitológico.
Hemy gostava de fazer travessuras longe de seus pais. Era um demônio escondido por um rostinho fofo.
Sempre trancada em seu quarto, normalmente jogando xadrez junto ao seu pai ou fazendo carinho em seu mascote.
Quem diria que aquele sorriso iria sumir um dia?
Sua mãe foi assassinada após sair do reino por saldados Imperiais. Seu pai não quis comentar isso a ela, mas mesmo que não soubesse onde sua mãe estava, sabia que nunca mais receberia o carinho dela.
O sorriso sumiu junto com seu animo, seu pai a convidava para jogar xadrez, mas a única coisa que ela decidiu fazer foi jogar as peças pela janela que acertou um lobo de pelo negro que virou um garoto após ser acertado e começou a reclamar de dor.
Hemy ouvindo seus gritos, apenas riu de seu sofrimento e foi para o salão real onde servos do castelo a chamavam.
—isso dói, dói muito! –Dizia NICK enquanto colocava a mão em sua cabeça para ver se sangrava.
—Logo isso passa, para de frescura. – Disse uma garota de cabelo vermelho que se aproximava dele para ajudá-lo.
—Quem é você? Perguntou NICK estendendo sua mão que não tinha um pingo de sangue.
—Mizu, prazer.
—Quem é ele? Perguntou Hemy observando o adolescente cinco anos mais velho que ela.
—Ele vai cuidar de você a partir de agora. –Disse uma das servas do castelo.
—Não se preocupe, vou cuidar muito bem de você. –Disse Zé que logo se aproxima de Hemy e se ajoelha para beijar sua mão.
Enquanto isso, não muito longe dali...
—Andem logo, garotos, tragam a rede de pesca para cima! –Gritava Zero que agora já tinha 25 anos.
—Está muito pesada! –Gritava Pensiu enquanto puxava com toda a força a rede de pesca para cima do navio.
—Está mesmo. –Confirma Deba que ajudava a puxar.
—Andem seus molengas! –Se aproximando dos dois e puxando junto a eles que, após conseguirem, eles soltam a rede e respiram fundo por causa do cansaço.
—Viram? Não foi tão difícil assim. –Mas ninguém respondeu a Zero, pois estavam a observar a garota que estava na rede. –Quem é você? –Agora assustado após ter notado que a garota era uma sereia.
—Me chamo Lucy. –Possuía um colar em suas mãos, uma corrente com um sol de ouro.
Igual Solar, sua mãe, Suas pernas logo apareceram, só não as roupas.
—Ei! Por que ela não tem o que eu tenho? –Perguntou Pensiu.
—Tu nem sabe o que ela tem, não está vendo que o corpo dela está cheio de alga?
—Garota, venha comigo, trarei roupas para você. –Puxando ela pela mão tentando evitar que os garotos a visse.
Observando ela ir embora, Pensiu acaba vendo a bunda de Lucy e em seguida olha para Deba.
—Olha ela tem bunda igual eu! –Abaixando suas calças.
—Legal, só aproveita aquelas algas ali e limpa.
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