MVSI
2 Checkmate
Notas iniciais
Levantem a ancora seus frouxos! –Disse Lucy que agora possuía 20 anos.
—Sua ajuda seria sempre muito bem vinda, viu. –Comentou Pensiu puxando a corda junto a Deba.
Lucy fazia criticas sobre o trabalho deles até avistar Zero de longe que foi correndo em sua direção e após se aproximar dele, Lucy levou um leve empurro que quase a fez cair do trapiche.
—Me perdoe! Não estou com a cabeça no lugar. –Segurando-a para não cair. –Tenho péssimas noticias, vamos para o navio que eu explico.
Sem comentários, Lucy e os outros dois apenas voltaram para o navio e se sentaram na escada um no lado do outro esperando Zero comentar o que tem a dizer.
Zero se encosta na lateral do navio e da um suspiro profundo enquanto os encarava quietos. -Não iremos receber nossos pagamentos.
—O que? Isso não é justo, nós trabalhamos para o reino trazendo bens materiais e pesca para eles nos humilharem assim?! –Respondeu Lucy revoltada, o que deixou Pensiu com medo e se afastou.
—Aparentemente é isso mesmo, pelo menos o que está na carta. –Apontando para ela um papel amarelado.
Pegando a carta das mãos de Zero com força, após terminar de ler, Chamas aparecem em suas mãos que fez que o papel queimasse então quem se afastou também foi Deba.
Segundos em silencio até que novamente Lucy estando completamente revoltada argumenta algo.
—Não voltarei mais para os MADS. –Decidida. –Não é a primeira vez que o rei faz isso, nunca ganhamos o que realmente deveríamos.
—E se for rainha? –Comentou Pensiu ignorando completamente o resto do que Lucy falou. –Quero dizer, já é uma nova pessoa no trono, acho, mas ninguém sabe quem.
—Mas teve boatos que não tem mais ninguém no trono. –Disse Deba observando pombos que voavam a cima de Zero. –Não sei vocês, mas eu voltarei e irei me tornar rei.
—Eu não vou voltar também, não trabalho tanto pra receber nada em troca, e mais. –Mas Zero foi cortado por Pensiu que foi logo erguendo a voz dizendo:
—Trabalhar? Você só sabe envelhecer! –Apontando seu dedo indicador para Zero como se estivesse o acusando de algo. –Eu não voltarei também, mas isso pela Lucy. –Em seguida, lançou o olhar para ela e piscou com um sorrisinho em seus lábios para acompanhar.
—Tudo certo então, mas quem ficará no lugar de Deba? –Perguntou Lucy. –Alguém precisa ser a isca para os tubarões. –Um risinho saiu da boca pra fora após ter dito isso.
Eles compravam joias, tecidos e entre outras coisas para o reino em que viviam, mas, além disso, pescavam diversos peixes, inclusive tubarões, o que dai era um humano a isca, mais especificamente Deba.
—Seja você, agora você pode ser mulher, mas antes era metade peixe. –Respondeu Deba enquanto cortava as cordas do bote que logo caiu na água. –Boa viagem para sei lá aonde vão, eu voltarei aos MADS! –Em seguida pulou no bote e começou a navegar para o horizonte.
Avistavam Deba já de longe, Zero observava inquieto e Pensiu chorava no ombro de Lucy até ser chutado para os barris de cerveja.
—Chega de cu doce! Zero, volte à cidade e procure por mais encomendas! –Encarando-o.
—Por quê? Voltaremos para MADS? –Confuso. –Iremos buscar Deba na marra?
—Não, mas por que não viajamos além de onde estamos e vendemos para o nosso próprio beneficio? -Respondeu Lucy enquanto subia as escadarias.
—Só tem um problema, o nosso único dinheiro é o que recebemos por empregados do rei, e... Deba levou todo o dinheiro com ele. –Observou Pensiu, que procurava pelo baú onde mantinham o dinheiro.
—MAS QUE FILHO DA PU-Lucy interrompeu a fala de Zero apontando uma espada para ele.
—Então roubamos, como piratas.
Começaram a se encarar até decidirem tirar as espadas de suas cinturas que eram usadas na verdade para cortar cordas, até Pensiu, sem querer, acertar perto de seu olho a ponta da espada, o que deu a impressão de ter acertado o olho.
—Mas que coisa em... –Foram as únicas palavras que Lucy conseguiu falar, até. –Certo, agora vamos roubar essa cidade! –E continuou. –Pensiu, procure alguém que possa ajudar no seu ferimento. –Olhando para ele que estava com a mão sobre o olho.
—Nem, eu estou bem. –Destampando seu rosto com sua mão e mostrando ser apenas um leve arranhão. –Vamos lá!
Onde estavam era muito longe de MADS, uma pequena ilha cheia de lojinhas como camelos, possuía muitos contrabandos e todo tipo de objeto podia ser encontrado lá.
Os três passavam por essas pequenas lojas, ameaçando a todos e roubando diversas joias, armas e tesouros que vieram de outros reinos. Pensiu achará uma mascara que ainda estava sendo feita, não possuindo buracos no meio o que significava que quem usasse não enxergaria nada e, ao achar, Pensiu teve a ideia de cortar um pedaço dela e fazendo um pequeno furo com sua espada no que sobrou dela para amarrar, fez da mascara que seria criada para bailes reais virar um tapa-olho.
Zero roubava tecidos e enfiava em um saco que ele mesmo fez com o maior tecido que achou enquanto Lucy enchia os bolsos e sua pequena bolsa de lã de moedas de ouro, até ser roubada por um macaco que saiu correndo no meio do povo que, sem demora, Lucy foi atrás já imaginando ser mascote de alguém.
—Muito bem, meu rapaz. –Disse Duck que se agachava no chão para pegar a bolsa das mãos de sua mascote e que ao pegar, ouviu um barulho de tiro.
Se levantando, Duck avista a sua frente Lucy que apontava a arma para o céu e agora para sua cabeça.
—Me devolva ou aperto o gatilho.
—Calma, eu sou só um pobre pescador, não teria dó de mim não?
—Pescador? –Lucy respondeu sua pergunta com outra, curiosa.
—Sim, vim de um reino pobre que fui deixado por causa das injustiças que me fizeram.
—Então que tal me devolver a minha bolsa e se juntar a minha tripulação? –Interessada, já pensando em fazê-lo de isca.
—E por que não, né? Minha vida é uma merda mesmo.
Quando todos se juntaram frente à Escuna (navio), Lucy apresentou Duck que foi logo muito bem vindo por Pensiu e Zero até se depararem com uma Caravela que se aproximava do trapiche onde estavam. Sem pensar duas vezes, eles se prepararam para roubar, o que não conseguiram e acabaram amarrados de costas um para o outro.
Um cara com armadura de bronze se aproximou devagar deles os analisando, andava pra lá e pra cá os olhando das pontas dos pés até os frizz dos cabelos.
—Piratas né? Tentando roubar a embarcação do Império? Veremos o que minha rainha fará com vocês. –Era ninguém mais, ninguém menos que Mikado.
Lucy o encarava até notar que seus empregados levavam seus roubos para o navio em que agora estavam e, que no trapiche estava um homem com um sorriso psicopático estampado no rosto observando-os que num piscar de olhos, sumiu.
Enquanto isso, bem longe dali...
—Anda logo, é sua vez. –Dizia Hemy a Zé que estava sentado a sua frente, jogavam xadrez.
Hemy agora possuía 19 anos, no ano passado, Hemy insatisfeita com o pequeno poder em suas mãos, pediu para Zé que envenenasse seu próprio pai para se tornar rainha e tomar conta dos seus “afazeres”. Por curiosidade, seu pai ainda estava em seu quarto, tampado por uma coberta de seda mesmo que para o resto do reino pensassem que ele estava viajando em busca de coisas novas junto aos pescadores e marinheiros, porém essa ideia não chegou até Zero e seus colegas, caso contrario eles poderiam desmentir.
Mesmo Hemy sendo rainha, não gostava de cuidar dos seus empregados e nem do povo, pensava apenas na riqueza e estender o reino, quem cuidava deles era o Zé, inclusive foi ele que fez com que Lucy e os outros se revoltassem e não quisessem mais voltar, tudo muito bem planejado.
Diversos boatos foram criados após a morte do rei, já que as portas nunca mais se abriram e quando chegava alguma carta ou visitante, era visto e atendido por Zé fora do castelo com a mesma desculpa de sempre. “O rei não está presente e está doente, mas me pediu para vê-lo aqui, sim, aqui fora.” o que criou mais boatos e um deles era que o rei havia morrido e ninguém estava em seu trono.
—Checkmate (xeque-mate: O rei está morto). –Respondeu Zé.
Sem dizer uma palavra, Hemy derrubou o xadrez no chão, encarando-o.
—Você tem que aprender a perder, majestade. –Acariciando seu rosto e em seguida indo até a porta de seu quarto onde se encontrava Dusk que com ousadia foi logo entrando.
—Novidades, novidades! — Pulando na cama de Hemy e se sentando. –Diga adeus aos seus empregadinhos.
—O que quer dizer com isso? –Respondeu Zé, curioso.
—Eles vão ser levados para o Império! –E de um jeito infantil, começou a cantarolar.
—Isso pode ser ruim. –Comentou Zé que agora estava pensativo?
—E por que seria ruim? Igual minha mãe, talvez eles só os matem. -Hemy se meteu na conversa de forma fria. –Isso é um problema?
—Na verdade não, mas caso eles não os matem, então sim.
—Por quê?
—Porque se eles se juntarem a aquele reino, possivelmente irão querer derrubar a muralha e atacar ao nosso reino. –Andando de um lado para o outro.
—E você acha que não conseguiremos derrota-los, é isso? –Hemy olhava sem animo para Zé, até ver seu tigre passar pela porta e como Dusk, pular em sua cama que foi logo virando uma jovem pequena e fofa, Shi.
—Não é isso, é que se o povo vê-los vão saber que o rei não está com eles e suspeitar de nós.
—Já suspeitam pra caralho. –Disse Dusk.
—Tem alguém aqui querendo te ver, majestade... Quero dizer, Zé. –Não parava de entrar gente no quarto de Hemy o que fez pensar que seria dia de suruba.
—Se me dão licença, eu irei ver quem é. –Disse Zé que estava indo em direção à porta quando foi segurado por Hemy.
—Espere, deixe me ver quem é. –Indo até a janela que por acaso estava sempre com as cortinas fechadas, já que evitava a luz para ter a pele bem pálida, previsível da realeza.
Pelo canto da janela, Hemy olhava para baixo e avistou apenas um homem que com interesse, após muito tempo, finalmente deixou alguém entrar em seu castelo e vê-la.
Após ser chamado, subia pelas escadas e avistou Hemy que esticava sua mão para ele que no fim a ignorou completamente.
—Tu guria, cadê o rei? –Perguntou Deba agora de costas para ela analisando o castelo enquanto Hemy era segurada por Zé para não avançar nele.
No outro lado do país, onde se encontrava o Império, Lars apontava sua espada para Lucy que tremia de frio enquanto os outros três eram segurados por Vini e Mikado.
—Quem são vocês? –Perguntou Lars cutucando-a.
—Somos piratas, e. –Isso foi o máximo que Lucy conseguiu falar.
—Ah, tadinha, está com frio é? –Acariciando seu rosto. –Vini!
Em questão de segundos, Vini tirou as roupas de Pensiu e foi levando-o para perto de uma fogueira.
—Caramba, que gostosinho, em. –Disse Vini que deu um tapa na bunda de Pensiu. –Pena que não limpa.
—A gente acaba com seu frio logo... –Descendo seu olhar pelo corpo de Lucy, avistou um colar de sol em seu pescoço. -Me de isso. –Tentava arrancar de seu pescoço, mas não saia, mas enquanto isso, Oyaho entrou em seu palácio reclamando do seu dia e de Marilyn dos MADS.
—Só sai se eu mesma tirar. Fazemos um trato e eu deixo o colar com você e você me solta e, além disso, podemos nos unir. –Lars a desamarrou e disse “fale mais”. – Tenho contas a acertar com os MADS, e sem mim você não saberá o que fazer com o colar mesmo...
—Quantas chantagens, adoro! Rapazes os soltem! –Olhando-os e em seguida seu olhar volta para Lucy. –Bem vinda ao Império.
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