MIC

14 Preocupada


Notas iniciais
Comentem pessoal! *-*

Narrado por Manu:

Que bonitinho, o Rafa e a Gabi dormiram agarradinhos e não aconteceu nada, estava pensando isso enquanto me trocava. Já tinha posto a calça e ia por a blusa quando abriram a porta do meu quarto.

- Manu, vamos o café ta... ta... ta... espe... espe...ran... do... — Lipe gaguejou.

- Aaaa! Felipe, eu to trocando de roupa. – falei aquilo tapando meu sutiã com a blusa.

- Desculpa! – ele se virou de costas (Milagre! Normalmente ele ficaria olhando)

Coloquei rapidamente a blusa.

- Pronto, pode virar. — falei.

Ele virou sorrindo.

- Ta rindo do que idiota?

- Do teu susto.

- Rá-rá, muito engraçado! — falei ironica.

- Calma Manu... — ele ainda tava dando o ataque de riso dele.

Passei por ele e fui descendo as escadas, sentei na mesa com o Rafa e a Gabi e comecei a tomar café com a cara amarrada. O Lipe chegou e sentou na mesa rindo.

- Fui chamar a Manu pra descer e ela tava trocando de blusa, ai ela deu um berro quando eu entrei. — ele deu de ombros.

- Pois é, antigamente se batia na porta! — respondi.

- Ah Manu... qual o problema? Eu nem vi nada mesmo. — ele riu.

Virei os olhos.

Tomamos café e depois fomos andar pela fazenda, aquela brisa da manhã era tão boa, aquele ar puro...

- E ai Rafa? Como ta guri? Quanto tempo! — Um cara moreninho musculoso chegou no Rafa.

- Fala Carlos! E ai parceiro?! Tudo bem e contigo? A essa aqui é minha namorada, a Gabi, esse é o Lipe que você já conhece e essa é a Manu, outra amiga. — Rafa apresentou a gente.

- Tudo bom galera? E ai Lipe, quanto tempo hein! — Carlos cumprimentou.

- Oi! — Eu e Gabi falamos juntas.

Uau que gatinho.

- Tudo bem cara e contigo? — Lipe respondeu fazendo um toque de mão.

- Bem também... — Carlos sorriu.

- Os cavalos tão lá Carlos? – Rafa apontou pra um lugar

- Tão sim. — Carlos respondeu.

Fomos andando em direção aos cavalos que estavam num cercado. A Gabi e o Rafa na frente, logo depois o Lipe e eu atrás dele, eu estava passando pelo Carlos e olhando pro outro lado, daí eu tropiquei e antes de cair ele me segurou.

- Opa, cuidado, Manu... — ele sorriu me encarando.

- Obrigada, Carlos... – olhei nos olhos dele. Nos encaramos por uns segundos.

Ele me ajudou a parar de pé novamente enquanto nos olhávamos, agradeci com um sorriso ainda e quando voltei a caminhar na direção dos cavalos vi que o Lipe estava me olhando sério, meio assustado.

- Eu.. eu tropiquei e quase cai... — me expliquei pra ele sei lá porque.

- Ah... e o Carlos salvou sua vida? – ele falou irônico.

- Que isso Felipe? E sim, ele me ajudou sim! — respondi sem entender a reação do Lipe.

- Hum.

Ele virou e foi andando em direção aos cavalos, eu o segui, Gabi e Rafa já estavam montando, o Lipe montou também e saiu andando com o cavalo, ele conhecia a fazenda bem, e tinha liberdade pra fazer isso. Subi no cavalo e fiquei ao lado da Gabi e do Rafa andando mais calmamente.

- Não sei... ele se irritou... mas eu não sei porque... eu quase cai e o Carlos me ajudou, depois quando fui falar com o Lipe ele nem deu bola.. montou no cavalo e saiu... — dei de ombros.

O Rafa e a Gabi se olharam e depois nós continuamos cavalgando pelo campo, não encontramos com o Lipe, e quando já eram onze da manhã voltamos para a fazenda. O Lipe não apareceu para almoçar, e a tarde a gente também não viu ele. Já eram seis horas da tarde.

- Onde será que ele se meteu? — Gabi perguntou olhando pro campo.

- Não se preocupa amor.. ele conhece essa fazenda melhor que eu. — Rafa abraçou ela por trás.

- Você sabe onde ele pode ter ido? — perguntei.

- Tenho quase certeza de que deve ta lá em cima na montanha, tem uma trilha por onde a gente sempre ia a cavalo, ele sempre ia lá quando era menor e tinha saudades de casa ou quando queria ficar sozinho... Mas é melhor a gente não ir pra lá, porque já está escurecendo e pode ser perigoso.

- Mas e o Lipe? — insisti.

- Não se preocupa Manu... daqui a pouco ele aparece ai... — Rafa sorriu.

Entramos e fomos tomar banho, a Gabi e o Rafa ficaram no quarto olhando TV, eu desci pra sala. Estava lá em baixo sozinha, deitada no sofá, a mãe e o pai do Rafa dormem super cedo porque acordam super cedo também, acabei pegando no sono.

Narrado por Felipe:

Quando eu vi a Manu olhar daquele jeito pro Carlos, meu sangue subiu... Eu senti uma dor no peito, fiquei com raiva dela. Ela não podia só dizer obrigada e deu? e sem gaguejar! Poxa! Sai dali com o cavalo e subi a montanha, o Rafa sabia onde eu tinha ido, mas ele não ia entregar... Fiquei lá o resto da manhã e da tarde, eu precisava esfriar a cabeça... Pensei e cheguei a conclusão de que fiz merda... eu não sou dono dela, e ela faz o que quiser da vida... mesmo assim, voltei pra casa só depois que o sol se pôs. Abri a porta e entrei sem fazer barulho, vi a TV ligada e alguém no sofá, cheguei perto e vi que era a Manu. Ela estava dormindo tão linda, não quis acordá-la. Desliguei a TV e a peguei no colo, subi as escadas com ela em meus braços. Já tinha esfriado a cabeça e pensado na minha crise de ciúmes... Deitei ela na sua cama e cobri, dei um beijo na testa dela e fui pro meu quarto, deitei e dormi.

Narrado por Manu:

Acordei na minha cama, levantei e troquei de roupa rapidinho, abri a porta do meu quarto e logo abri a o do Lipe, sem bater, sem nada, meu desespero aumentou quando vi que ele não estava lá e que sua cama estava feita. Desci as escadas correndo. Não o vi na sala e nem em outro lugar da casa. A Gabi e o Rafa ainda dormiam. Sai para a varanda, vi ele parado lá.

- Felipe! – Ele estava de pé na varanda olhando pro nada. O abracei forte. — Nunca, nunca mais faça isso! – falei quase chorando.

Notas finais
não esqueça de deixar um comentário antes de ir ao próximo capítulo, é muito importante, sério. >