MAMA
18 Mr. Panda and Mr. Bird
Notas iniciais
Leiam as notas finais certo?
Fazia menos de dois dias que haviam voltado à Coréia e nesse pouco tempo o moreno já se sentia sozinho. Estava carente há dias, mas com as viagens e programas ninguém percebera isto. Nem mesmo Kris havia percebido que o moreno estava carente. Bufou jogando-se em sua cama assim que chegara da empresa em que trabalhavam. Agarrou-se a sua pelúcia em forma de Panda, abraçando-o fortemente tentando de alguma forma transmitir o quanto carente estava, quem sabe assim aquele pequeno Panda com um revestimento fofo lhe desse atenção?
Podia escutar a risada dos outros membros pelo apartamento todo, mas não estava com vontade de se juntar a eles. Eles sairiam naquela noite e tentaram de todas as formas convencer o moreno a se juntar a eles, mas chateado do jeito que estava, ele se recusou. Pôde ouvir a porta da frente se fechar e logo o vazio se fazia presente no apartamento que dividiam. Suspirou, sentando-se, tomando coragem para se levantar, iria à sala para pelo menos ver algum desenho que poderia estar passando naquela hora da noite. Tocou o chão gélido com seus pés descalços e logo já estava fora do quarto caminhando pelo corredor. Próximo à sala ele pôde ouvir o som da TV ligada. Perguntou-se se algum dos meninos a havia deixado ligada, mas ao se aproximar ele pôde ver que alguém estava jogado ao sofá zapeando os canais, procurando algo de interessante para ver.
—Kris?_ Chamou-o recebendo a atenção do mais velho. – Porque não saiu com os outros?
—Estou cansado e sem pique para me divertir..._ Respondeu se ajeitando no sofá dando espaço para que o moreno sentasse a seu lado. – E você, porque não foi?
O maior não obteve resposta apenas um simples gesto em negação. Sorrindo o moreno se esticou ate a mesinha em frente ao sofá apanhando um par de orelhinhas idênticas às orelhas de um panda. Arrumou-a entre seus fios escuros erguendo-se rapidamente para se olhar no espelho próximo ao corredor. Ao voltar o moreno pôde ver que o loiro voltara a se esticar no sofá agora abraçando aquele maldito travesseiro em forma de Panda. Amaldiçoava aquela bendita fã que dera aquele travesseiro ao maior. Toda a atenção, e todas as noites que o loiro deitava ao seu lado foram jogadas fora a partir do momento em que ganhara aquilo. Tao bufou novamente, rumando ao sofá de dois lugares ao lado daquele que Kris ocupava e o maior nem mesmo reparara nas orelhinhas que usava.
Passado um tempo ambos se encontravam ainda na sala, jogados em ambos os sofás encarando agora o filme que passava. Na verdade não era bem um filme que o moreno gostaria de ver e sim um bom desenho, mas ao pedir ao mais velho o mesmo se recusou a ver um desenho “bobo e infantil” como ele mesmo nomeara. Além do mais, estava cansado de vê-lo agarrado naquele panda falsificado e ordinário como o mais novo também o nomeara. Cansado daquilo, o moreno se levantou, seguindo para cozinha para beber um pouco de água, quem sabe assim quando voltasse o maior já tivesse descartado o seu mais novo brinquedo. Não demorou a encher o copo bebendo todo o conteúdo transparente logo em seguida. Suspirou, sentindo-se melhor, já fazia um tempo que não abastecia seu corpo do liquido tão precioso. Espreguiçou-se caminhando lentamente para voltar à sala, mas o que vira o deixou extremamente enraivecido.
Para muitos o que o moreno sentia era algo infantil, mas para ele, ao ver o loiro abraçado e mordendo a orelha daquela pelúcia fora a gota d’água. Cego pela raiva o mesmo se aproximou rapidamente tomando o travesseiro das mãos grandes e possessivas do maior. Tacou a pelúcia no chão apertando fortemente o braço macio da pelúcia que ainda carregava em mãos. Kris o olhava confuso e assustado, nunca que imaginaria que Tao pudesse fazer aquilo com um de seus “semelhantes”. Os olhos do moreno brilhavam em raiva enquanto respirava fortemente tentando se acalmar. No fundo ele só estava a esperar a bronca que receberia por tal comportamento, mas grande fora sua surpresa ao ouvir a voz calma e paciente de seu líder.
—Porque fez isso?_ O loiro perguntou após um suspiro.
—Eu... Eu..._ Sussurrou repetidas vezes o moreno encarando o sofá a sua frente. –Eu não aguento mais!
—O que você não aguenta mais Tao?_ Perguntou novamente ajeitando-se no sofá sentando-se de frente ao menor.
—Você e esse maldito travesseiro... Eu não gosto..._ Encarou-o com os olhos marejados, estava prestes a chorar temendo que o maior brigasse consigo.
—Está com ciúmes de um travesseiro?_ O loiro perguntou aos risos. –Eu não posso acreditar que...
—SIM!_ Gritou fechando os olhos fortemente. –Eu estou com ciúmes de um travesseiro, porque desde que o ganhou você não o larga. Vive com ele, dorme com ele, anda de um lado pro outro com ele. Você não me dá mais atenção Kris... E só você e esse travesseiro!_ Jogou as palavras para fora deixando as lágrimas trilharem um caminho pelas bochechas macias e brancas.
E novamente o loiro riu só que dessa vez o fez puxando o menor para si, sentando-o em meio a suas pernas, tal ato só fora permitido devido estar sentado no divã. Com uma das mãos o maior acariciava os fios negros enquanto que com a outra ele lhe secava as lagrimas teimosas e manhosas do moreno. Kris achava tão adorável quando aquele menino tinha este tipo de reação, sempre tão ciumento e manhoso que lhe dava vontade de lhe morder as bochechas sempre. Ainda o acariciando, o maior encaminhou seus lábios carnudos ao pescoço exposto beijando-lhe cariosamente arrepiando o moreno que já dava indícios de que pararia de chorar.
—Pare de chorar, huh!_ Sussurrou próximo ao ouvido do moreno, puxando-o ainda mais para si. –Desculpe-me por não ter lhe dado a devida atenção ZiTao...
—N-não desculpo..._ Disse manhoso cruzando os braços e virando o rosto.
—O que eu posso fazer para que me desculpe?_ Perguntou sorrindo da atitude daquela criança.
—Pare de dar tanta atenção a ele!_ Pediu manhoso apontando seu indicador para o travesseiro jogado a alguns metros do sofá.
—Pare de sentir ciúmes de um travesseiro Tao..._ Riu baixo aproximando seus lábios carnudos do pescoço exposto do menor, onde o mesmo depositou alguns selares arrepiando o moreno por inteiro. –Eu nem gosto tanto assim dele!
—Gosta sim..._ Sussurrou fechando os olhos ao sentir as mãos grandes e firmes do maior passearem por seu abdômen por baixo de sua camisa de tecido fino.
Sem argumentos o maior segurou delicadamente o queixo do moreno, puxando seu rosto de encontro ao seu. Com um sorriso um tanto malicioso em seus lábios, Kris o beijou, somente um roçar de lábios. Com receio o moreno se virou até estar sentado de frente ao loiro, ainda em seu colo. A língua quente e carinhosa tocou-lhe os lábios abrindo passagem para um beijo quente e excitante. Tao ofegava em meio ao beijo, apertando e puxando os fios macios da nuca de Kris. As mãos que antes estavam por baixo da camisa, agora a tiravam deixando o corpo definido do mais novo a mostra. O beijo fora cortado somente para que os lábios carnudos voltassem ao pescoço e ombros de Tao, o marcando com mordidas que alternavam de leves a fortes. O menor mordia o lábio fortemente, tentando inutilmente conter os gemidos prazerosos que teimavam em dar aquele gostinho de vitória ao maior.
—Ainda acha que gosto de um travesseiro?_ Sussurrou. A voz rouca e sensual fazendo o moreno gemer mais alto. –Acha que eu tocaria, beijaria um travesseiro?_ Perguntou novamente mordendo a cartilagem sensível da orelha do menor.
—Kris..._ Sussurrou. –Mostre que gosta mais de mim!
Aquelas palavras foram quase como o estopim para o maior, que logo estava a se levantar segurando o moreno pelas coxas, logo o deitando ali mesmo, naquele divã. Ainda de pé o loiro se despiu ficando totalmente nu aos olhos do garoto largado a sua frente. O corpo definido e o membro rijo chamavam a atenção do moreno, ele queria tocá-lo, queria sentir o gosto do outro em sua boca. Movido por suas vontades, Tao se ergueu, sentando-se com as pernas abertas puxando o maior para que ficasse em sua frente em meio a elas. Espalmou suas mãos no peito definido escorregando-as ate chegarem às nádegas do loiro, apertando-as e o ouvindo ofegar baixo. Sorriu travesso aproximando seus lábios do membro pulsante depositando alguns selares na glande rósea. Com uma das mãos, o moreno o segurou pela base botando somente a glande em sua boca, chupando-a com afinco, provando do pré-gozo que dali escorria. Uma das mãos grandes se afundou nos fios negros o obrigando a engolir o pênis pulsante sentindo as veias pulsarem em sua língua macia. Aos poucos seus movimentos tomavam intensidade e velocidade, tanto por sua vontade como pela mão do maior, que lhe ensinava como gostaria que se movimentasse. Os quadris se movimentavam de encontro à boca do menor, fazendo-o engolir tudo e encostar seus lábios na virilha do loiro diversas vezes.
—Já chega Tao..._ O maior ofegou puxando os cabelos do moreno fortemente, fazendo-o se afastar. De seus lábios um pouco do pré-gozo escorria.
Sorrindo o maior se aproximou, lambendo o líquido e beijando os lábios vermelhos e inchados do outro. Sem cortar o ósculo ele erguera o moreno levando suas mãos diretamente a calça moletom que o mesmo usava, desfazendo o laço e a deixando escorregar pelas coxas torneadas, encontrando o chão logo em seguida. Com um pouco de pressa ele despira Tao, tocando-lhe o membro e em seguida masturbando-o rapidamente. Os lábios se afastaram somente para que o moreno gemesse seu nome arrastado, deixando-o louco de vontade de fodê-lo. Sem que lhe fosse mandado, o moreno segurou a mão desocupada do maior, levando seus dedos longos à sua boca e os chupando, deixando-os bem molhados. Os olhos curiosos do maior seguiam os movimentos do moreno que agora levava seus dedos lubrificados até sua entrada, inserindo um único dedo, logo obrigando o loiro a movimentá-lo.
—V-vamos f-fazer aqui?_ Perguntou o moreno entre gemidos, sentindo o segundo dedo lhe invadir.
—Eu não me importo de fazer aqui, a não ser que não queira se arriscar!_ Sussurrou próximo ao ouvido do menor inserindo o terceiro dedo ouvindo o gemido de dor vindo do mesmo.
O moreno nada disse somente se afastou, virando-se e ficando de costas ao maior. Com calma, ele se ajoelhou em cima do estofado macio do divã curvando suas costas, espalmando ambas as mãos na parede branca. Um pouco impressionado pela atitude de seu panda, o maior sorriu se aproximando e desferindo um tapa nas nádegas definidas a sua frente. Aos poucos o moreno pôde se sentir preenchido pelo outro que fazia tudo com calma devido a pouca lubrificação. Um gemido teimoso de dor escapara dos lábios do pequeno o que fez Kris ficar imóvel, esperando algum sinal de que poderia começar com seus movimentos.
Pouco tempo se passou até o moreno ondular o quadril chamando a atenção do loiro que logo se pós a se movimentar contra o mesmo, ouvindo os gemidos prazerosos que agora ele soltava. Movimentos que começaram calmos, agora se mostravam necessitados, rápidos. O choque da pélvis contra as nádegas emitia um som tão erótico que só excitavam ainda mais o casal, o ar se tornara abafado e o cheiro de sexo já se fazia presente pelo local. Em um movimento rápido, o loiro se retirara de dentro do menor virando-o fazendo o mesmo se deitar. Puxara as pernas do mesmo, colocando-as em seus ombros e voltando a penetrá-lo. Naquela posição o moreno sentia mais prazer, as estocadas se tornaram mais fundas, logo acertando sua próstata o fazendo gritar. Já podiam sentir os espasmos tomarem conta de ambos os corpos e com esse pensamento o maior o estocara mais rápido, acertando diversas vezes naquele ponto sensível que fazia o outro gritar de prazer. Com uma das mãos ele voltara a masturbar o membro esquecido do moreno, acelerando o ápice do mesmo. Em pouco tempo, entre gemidos altos e movimentos alucinados, ambos gozaram, o moreno sujando a mão e seu próprio abdômen enquanto o loiro lhe preenchia.
Mesmo cansado o loiro pegara o corpo molhe do outro em seus braços, seguindo para o quarto. Deitou-o na cama, beijando-lhe os lábios logo o vendo pegar no sono. Seguira ao banheiro tomando um bom banho, logo saindo e vestindo somente uma bermuda. Queria poder deitar ao lado de Tao, mas tinha que pelo menos, tentar arrumar a bagunça que ambos fizeram. Preguiçosamente ele voltou à sala, começando a limpar e arrumar. No final a única coisa que estava fora de seu lugar era o tão polêmico travesseiro em forma de panda. Sorrindo o loiro o juntara do chão, voltando ao quarto e o guardando. Ainda com o sorriso presente nos lábios, ele se deitara ao lado do corpo nu que descansava, abraçando-o. Aquele em seus braços era realmente o único panda que ele amava dormir abraçado.
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—Tao..._ Kris o chamara mais uma vez em frente à porta do quarto. –Largue essa pelúcia e vamos logo, estamos atrasados!
—Mas Kris... Porque não posso levá-lo?_ O moreno perguntou se aproximando com a pelúcia em mãos e um bico nos lábios.
—Porque além de te distrair, já faz dias que você não larga essa porcaria!_ Bufou o maior puxando a pobre pelúcia dos braços do menor. –Agora anda..._ Disse beijando-lhe o bico que ainda se mantinha em seus lábios, vendo-o sair do quarto se juntando aos outros que estavam na sala. –Porcaria de pelúcia!
O maior resmungou guardando a pelúcia inocente na prateleira mais alta e bem escondida que encontrou no guarda roupa. O moreno nunca saberia, mas Kris sentia um enorme ciúme daquele bendito pássaro amarelo, o qual o mais novo nomeara com seu nome dizendo ser uma homenagem – além de serem parecidos. Agora sim o loiro entendia o que havia se passado com o menor aquele dia.
Ter ciúmes de uma pelúcia era realmente aceitável agora.
Notas finais
Eu fiz essa OneShot que não tem nada haver com o enredo de MAMA como um agradecimento a todas(os) vocês. Venho aqui agradecer especialmente a parkninoca, Zumbideulle, mayps, JamieM por suas belas recomendações que me fizeram chorar de emoção e orgulho de mim mesma, e também a lee hyesoo que surta comigo e diz amar tanto a fic... Eu amo vocês! Agradeço também a DessaYunnie que está comigo desde o comecinho mesmo, e que com toda essa confusão ainda quer manter contato comigo! Isso não e um Adeus, porque sabe como é né... Eu mal comecei minha carreira u.ú
Kissus!♥
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