Lágrimas de Maroto - 1ª temporada

25 Capitulo 25 - "Expecto Patronum"


Notas iniciais
Olá pessoas!! Olha eu aqui de novo, depois do capitulo que causou muitas reações dos meus queridos leitores, haha por favor, tenham um pouquinho de paciencia, tudo vai dar certo, prometo. Agora, sobre o capitulo de hoje, não tenho muito a dizer, apenas que espero sinceramente que vocês gostem!! Obrigaada as minhas queridas Ellryn, Rainha da Noite e Lilica611 pelos comentarios do capitulo anterior! Vocês são demais, mesmo quando estão com um pouquinho de raiva de mim, haha Boa leitura a todos!!

O cão negro andava com dificuldade, sentia que a cada passo que dava seu corpo reclamava, gritando-lhe que parasse, que simplesmente deitasse ali no meio da mata, implorando para que fechasse os olhos e se permitisse esquecer. Simplesmente afundar na inconsciência e deixar que fosse levado para longe daquele lugar, para uma terra de sonhos, sem dores ou preocupações.

Apesar dessa vontade de abandonar-se ali mesmo. Sirius persistia caminhando, bem devagar, uma passo atrás do outro, como se esperasse chegar a algum lugar, mesmo que nem mesmo soubesse qual era.

Fazia um bom tempo que perdera o rastro do lobisomem, e depois da ferrenha luta que travara com este, não se sentia em condições de retomar a busca. Estava muito machucado, com varias marcas de aranhões e mordidas pelo corpo, algumas delas sangrando bastante, manchando seu pelo negro de um liquido quente e vermelho vivo.

Almofadinhas estava acostumado a lidar com o lobisomem que tomava conta de seu amigo. Já perdera a conta de quantas vezes passara por isso desde que ele e os marotos estudavam em Hogwarts, mas hoje estava especialmente difícil.

Em geral, lobisomens só oferecem riscos para seres humanos, por isso não há problema se outros animais se aproximam deles. Em outros tempos, com a convivência que tinha com os amigos em suas formas animagas, Lupin tinha passado a adquirir maior controle sob sua forma lupina, assumindo maior autonomia sob sua mente durante o tempo em que passava transformado. Agora, no entanto, parecia que havia acontecido uma espécie de regressão no comportamento dele. Parecia mais selvagem do que nunca. Felizmente, Sirius tinha conseguido afasta-lo da casa dos gritos, fazendo com que se embrenhasse na Floresta Proibida.

Agora, tudo que o maroto queria era voltar a casa dos gritos, mas não sabia se teria forças para isso. Precisava descansar, sentia-se fraco, cada parte do seu corpo latejava de dor nos locais onde havia sido atingido.

Depois de algum tempo caminhando vagarosamente, percebeu que tinha tomado o caminho errado. Ao invés de voltar a casa dos gritos, estava indo na direção do Lago Negro. Mesmo assim, preferiu prosseguir. Chegaria a casa por outro caminho, e talvez uma pausa no lago não lhe fizesse mal. Pelo menos conseguiria lavar seus ferimentos...

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— O que vamos fazer?? – Hermione perguntou, pela sexta vez em menoa de dez minutos. Harry havia saído já fazia quase uma hora, e neste tempo todo, nem ele nem Sirius tinham retornado.

— Eu não sei! – falou Ron, que já estava se cansando de ficar repetindo a mesma resposta. Ele também estava preocupado com o sumiço do amigo, mas realmente não fazia ideia do que poderiam fazer para tentar encontra-lo...- E se tentarmos acordar Snape? Podemos dizer que não sabemos onde está Harry e que Sirius fugiu....podemos fingir que estamos confusos, que não sabemos o que está acontecendo...

— não sei não...e se ele acabar encontrando Sirius ao invés de Harry? Não quero ser a responsável por manda-lo novamente para Azkaban, ele não merece passar por aquilo de novo, é inocente. – falou a garota, lançando um olhar de esguelha para o professor de poções, que continuava inconsciente no chão...

— Também não quero que isso aconteça Mione, mas não temos outra opção, temos? Se não fizermos nada, pode acabar acontecendo algo pior. Pelo menos, se acordarmos Snape ele talvez nos leve de volta ao castelo, e ai poderemos ir falar com Dumbledore, como Sirius nos instruiu. – respondeu o garoto ruivo, tentando convencer não apenas a amiga de que aquela era a melhor opção, mas também a si mesmo.

Hermione abriu a boca para responder e dizer que não estava certa de que aquela era uma boa ideia quando foi interrompida por um barulho que veio da direção em que Snape estava. Os garotos se viraram instantaneamente para olhar, buscando identificar a fonte do barulho, e encontraram o professor de poções tentando se levantar, a respiração ofegante e os movimentos ainda um pouco lentos, como se estivesse despertando de um pesadelo extremamente ruim.

— Oque...oque...está...acontecendo? – perguntou Snape, a voz saindo estremecida. – Cade o criminoso do Black? E Potter, onde está? – indagou o mestre de poções, seus olhos fitando Ron e Hermione com uma expressão gélida, como se as dores que sentia por seu corpo (provavelmente devidas o tempo em que ficara deitado no chão) fossem culpa dos garotos.

— Nós não sabemos....professor. – começou a garota, tentando imaginar como faria para sair daquela situação sem revelar nada. – Nós...nós...não lembramos, acordamos pouco antes do senhor. – mentiu, torcendo para que o homem acreditasse em suas palavras.

Severus não respondeu de imediato. Não por que acreditava no que haviam lhe dito, não, sabia toda a verdade do que acontecera, bastara ler a mente da garota sem que ela percebesse, o que não foi tão difícil, visto que ela ainda não tinha esse tipo de conhecimento e estava concentrada em formular uma mentira.

Apesar de toda a informação que possuía, entretanto, o mestre de poções ainda não decidira o que fazer, como agir para recapturar Black e trazer Potter de volta em segurança. Não que realmente se importasse com o destino do garoto ou de seu padrinho imprestável, mas Harry Potter era a única parte que restara da pessoa que fora mais importante para ele, uma pessoa que ele jurara proteger. Já no caso de Black, queria ver aquele maldito pagar, fora por culpa dele que Lily acabara morta.

— Entendo...- começou a falar, escolhendo as palavras com certo cuidado, não queria demonstrar que sabia da mentira, era melhor tirar aqueles garotos insolentes de lá e depois voltar para procurar pelos outros dois. – Vou leva-los a ala hospitalar e depois voltarei para buscar Potter, não acho que ele tenha ido muito longe, mas Weasley precisa de cuidados médicos por conta desse ferimento.

Os garotos apenas assentiram, ligeiramente incrédulos de que o professor não fosse lhes fazer mais perguntas. Mesmo achando aquele comportamento esquisito, preferiram guardar silencio, assim que Snape retornasse para a Floresta Proibida iriam até Dumbledore e lhe contariam tudo o que estava acontecendo.

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Harry já fora a Floresta mais vezes do que gostaria, ainda assim, parecia que não conhecia nenhuma parte daquele lugar estranho. Quanto mais andava, mais sentia que estava perdido. A cada nova bifurcação, não importando por qual direção se decidisse, era como se voltasse para o mesmo lugar, como se estivesse andando em círculos.

Andava por uma trilha sinuosa há quase meia hora, e parecia-lhe que não tinha saído do lugar. Tudo ao seu redor parecia extremamente igual ao que vira a dez minutos atrás. Naquele momento, o garoto se amaldiçoou pela ideia estupida que tivera. Porque decidira sair a procura de Rabicho no meio da noite, e na Floresta Proibida? Porque simplesmente não seguira as ordens do padrinho e ficara esperando na casa dos gritos? Mesmo quando se fazia essas perguntas dentro de sua cabeça, o garoto sabia a resposta de todas elas. Se arriscara simplesmente porque queria ajudar Sirius. Não podia deixar que Pettigrew escapasse e seu padrinho tivesse que viver na clandestinidade, sendo tachado de assassino e traidor, ou pior, não podia permitir que ele voltasse a ser jogado em uma cela de Azkaban, tendo os dementadores como companhia. Fora por isso que tomara essa atitude impulsiva e perigosa. Não podia se permitir perder o único membro de sua família que restava.

Apesar de sua determinação, não tivera sucesso em sua busca. Não conseguira encontrar nem o rastro do traidor imundo, e duvidava que fosse conseguir. Estava muito escuro, e a densa cobertura das arvores não permitia que ele tivesse nem ao menos a luz da lua para guiar seus passos, tendo que se contentar com a fina faixa de luz que sua varinha produzia.

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O Lago Negro reluzia a luz da lua, rilhando feito uma pérola negra. O cão, quase tão negro quanto as águas do lago, caminhou pesadamente até a margem, deixando que a água lavasse suas feridas. Sentiu como se tivesse jogado sal em seu corpo, tamanha foi a ardência que o contato com a água produziu.

Ainda assim, o alivio foi quase instantâneo. Sentiu despertar do torpor em que a dor o havia deixado, sua mente parecendo emergir da bruma em que estivera emersa.

Decidiu-se por retornar a sua forma humana. Aquela hora não tinha que se preocupar que alguém o visse, além do mais seria mais fácil de ver a extensão de seus ferimentos. Enquanto analisava a extensão dos danos causados pela luta com o lobisomem, a mente de Sirius voltou a divagar, desta vez para uma época mais feliz, para a primeira vez em que estivera ali naquele mesmo lugar em sua forma animaga pela primeira vez.

Flashback on

O majestoso cão, de pelagem muito negra, se aproximou da margem do lago, acompanhado de um colossal cervo de olhos castanho – esverdeados que exibiam um brilho travesso.

Estavam muito felizes. Para a primeira vez que lidaram com a transformação de Aluado, haviam se saído maravilhosamente bem, obrigada. Fora muito difícil no começo, quando tiveram que assistir a seu amigo consumido pela dor e nada poderem fazer para ajuda-lo, mas depois que a transformação se completara a coisa ficara mais fácil.

Embora fosse grande e muito forte, o lobisomem não tinha força suficiente para enfrentar o cervo e o cão juntos, e não demorou muito para que conseguissem controla-lo. é claro que não haviam saído completamente ilesos, Sirius tinha alguns hematomas pelo corpo, e James ostentava uma grande marca de mordida do lado direito de seu corpo, além é claro, das dores nas costas que ambos sentiam. Apesar disso, sentiam que tinha valido a pena. Ao menos seu amigo não precisava mais passar por aqueles períodos horríveis sozinho.

Quando chegaram a margem do lsgo, ambos voltaram a suas respectivas formas humanas, exaustos.

— Cara, to cansado. Não consigo nem pensar em dar sequer mais um passo! – falou Sirius, fazendo drama, como de costume.

— Você devia atuar sabia? Nunca vi pessoa mais dramática! Poderia muito bem fazer parte de uma daquelas companhias trouxas de teatro! – zombou James, rindo da cara que o amigo fez ao ouvir este comentário.

— Talvez fosse melhor mesmo..pense bem, eu não ia mais ter que aguentar mais as suas piadinhas bestas. – falou Sirius, em um falso tom de pessoa ofendida.

— Isso seria triste não acha? Aposto que seu dia seria muito mais deprimente se não tivesse as minhas piadinhas para alegra-lo. – respondeu James, novamente caindo na risada, o que não durou muito tempo, já que rir fazia suas costelas doerem.

— Você é impossível! Não sei por que te aturo! – respondeu Almofadinhas, também caindo na risada, contagiado pelo amigo. – Nos saímos bem, não acha? Aluado deve ter ficado feliz de ter a gente do lado dele, pelo menos não teve que aguentar essa barra sozinho. – continuou em um tom mais serio.

— Sim, acho que foi importante pra ele não estar sozinho. Deve ser horrível ter que lidar com isso, não é?! – respondeu James, lembrando-se do aperto que sentira no coração ao ver o amigo se contorcendo de dor.

— é, também acho. Ei Pontas, talvez amanhã possamos tentar algo diferente...- começou Sirius, seus olhos brilhando de forma travessa ao se virar para encarar o melhor amigo.

— No que você está pensando?? – indagou James, que conhecia bem demais aquele olhar, e sabia que estava prestes a ouvir uma perigosa e excelente ideia, daquelas que apenas Almofadinhas era capaz de ter.

— E se saírmos da casa dos gritos? E se levássemos Aluado para dar uma volta? Pela Floresta Proibida, por exemplo? Tenho certeza de que faria bem a ele sair daquele casebre...além do mais, tenho certeza de que podemos controla-lo, para garantir que ninguém o veja e para evitar que ele acabe ferindo alguém. O que acha?? – perguntou o maroto, sem conseguir disfarçar a animação em sua voz.

— Excelente ideia Almofadinhas!! Finalmente você pos seu cérebro para funcionar para algo que não seja quadribol! – falou Pontas, rindo novamente. – podemos combinar tudo com Rabicho quando retornarmos a casa dos gritos. Vai ser uma aventura em tanto! – continuou, tão animado quanto o amigo.

Flashback off

Lembrar-se daquela noite, em que tiveram a primeira ideia de se aventurar pelos terrenos de Hogwarts durante as transformações de Remus aqueceu o coração de Sirius. Era mito bom relembrar períodos mais felizes de sua vida, fazia-o de certa forma ter forças para continuar lutando, para não desistir...

Depois de longos minutos imerso nas águas do lago, tempo no qual estivera perdido em recordações, Almofadinhas voltou a margem, encharcado até os ossos.

Seus ferimentos ainda estavam extremamente doloridos, mas a água tinha-os limpado, e a maioria tinha finalmente parado de sangrar. Ainda muito cansado, resolveu sentar-se aos pés de uma arvore, apenas por alguns instantes, para que pudesse recuperar minimamente suas forças.

Apoiando as costas doloridas no tronco de uma grande arvore, o maroto fechou os olhos por um instante, tentando se forçar a ficar calmo, mesmo que tudo estivesse saindo completamente fora de controle.

Mais tarde ele não saberia dizer como foi que tudo aconteceu. Em um minuto, estava apenas de olhos fechados, perdido em suas indagações sobre o paradeiro de Rabicho. No outro, o cansaço pareceu vencer a batalha silenciosa que travavam, mergulhando-o em um estado de inconsciência sem sonhos, onde tudo que conseguia enxergar era o preto de sua própria mente.

Foi desperto por um frio cortante que atravessou-lhe o corpo, fazendo-o estremecer. Abriu os olhos devagar, e quando o fez, desejou intensamente que os tivesse mantido fechados. O que viu a sua frente foi um mar de mantos negros que o rodeavam, cercando-o por todos os lados, formando uma cela invisível, que parecia se fechar ao seu redor a cada segundo.

Eram muitos, parecia que a cada vez que o maroto piscava apareciam mais. Sirius sentiu que as poucas energias que o sono havia lhe devolvido foram rapidamente sugadas de seu corpo. Não conseguia respirar, sentia-se preso, enclausurado. Não via saída, não sabia o que fazer. Nem uma varinha possuía para tentar se defender.

— Acabou. Esse será o meu fim, e eu não consegui fazer nada de útil com a minha vida. Não consegui vingar a morte de meus amigos, nem mesmo tive a chance de passar algum tempo na companhia de Harry. Prometi a ele que seriamos uma família, e agora vou desaponta-lo de novo. Mas que ótimo padrinho você é Sirius Black, não consegue fazer nada direito. – pensou, misturando medo e raiva no fundo de seu estomago.

Os dementadores se aproximavam cada vez mais, sugando-lhe sua felicidade. Estava novamente no inferno, tornando-se uma casca vazia de quem roubam toda a felicidade e as boas lembranças até que nada mais reste...

A cada vez que o manto negro de um dementador se aproximava, Sirius fraquejava. Tentava manter-se firme, não perder a consciência, mas estava cada vez mais difícil. Mesmo com seus muitos anos de experiência em Azkaban, era difícil não sucumbir perante os dementadores. eles pareciam ser milhares e milhares....e ele era apenas um, sozinho em meio a escuridão.

Estava a ponto de desmaiar quando ouviu uma voz ao longe, que chamava por ele, parecendo estar a quilômetros e quilômetros de distancia..., era a voz de Harry: — Sirius!!! Sirius!!! Por favor aguente firme!! SIRIUS!!!! – chamou o garoto, desesperado por uma resposta do padrinho.

Finalmente o garoto conseguiu chegar ao local onde seu padrinho estava, cercado por dementadores que pareciam vir de todas as direções. Almofadinhas estava caído de joelhos, prestes a tombar no chão. Com um pouco de dificuldade (os guardas de Azkaban o afetavam bastante), Harry conseguiu se aproximar do padrinho.

Ele estava quase se entregando, mergulhando nas trevas novamente. Não tinha mais forças para continuar consciente, mas a voz de Harry o despertou de seu estado por um breve momento. O que seu afilhado estava fazendo ali??? Era perigoso demais! Harry tinha que sair daquele lugar enquanto ainda pudesse, antes que os dementadores se aproximassem dele...Sirius quis gritar. Falar para o afilhado dar o fora dali, força-lo a se virar e ir embora, mas não teve forças.

Abriu a boca na intenção de alertar o afilhado, o maroto se deu conta de que não conseguiria. Antes que apagasse por completo, pode ouvir um feitiço ser proferido por Harry: — "Expecto Patronum"! – gritou o garoto, colocando-se a frente do padrinho e fazendo com que da ponta de sua varinha surgisse uma névoa branca muito fina, que durou apenas alguns segundos antes de ser engolida pela escuridão que tomou conta da mente de Almofadinhas quando ele finalmente tombou no chão.

Notas finais
E então?? Como me sai?? Espero que tenham gostado!! Não deixem de me mandar um oi ok?! Beijokas!!