Luz e Escuridão

14 Céu Estralado, Rapaz Apaixonado.


Notas iniciais
Capitulo de quarta na terça, pois não sei se vou conseguir entrar amanha.... então, boa leitura ate sexta-feira seus fofosos

Correram os dois, ate chegarem longe do ponto de vista do professor. Eles estavam entrando na floresta, e Enrique se certificava que a mata não iria machucar Sofia, ele erguia os galhos e os seguravam para ela passar, sempre segurando sua mão com a desculpa de ‘ você pode cair, ou se perder’. Sofia sabia que era mentira, ele disse aquilo rindo, ele estava esquisito aquele dia, mas ela não falou nada. Não se importava de ficar de mãos dadas com Enrique, seu toque era leve, e ela gostava de segurar nas mãos quentes do rapaz.

Ela pegou lembrando-se da ultima vez que haviam saído juntos, havia sido divertido, Enrique às vezes era tímido, e Sofia gostava disso. Da ultima vez que viu o rosto do garoto corado não conseguiu parar de olhar. Ela se viu rindo enquanto ele observava a trilha certa para eles seguirem.

“O que foi?”

“Nada, só estava me lembrando da vez que fomos pegos usando a piscina fora de hora. O que aconteceu com você que depois apareceu com o cabelo todo molhado e teve que ficar dias no hospital?”

“Ora, aquela velha é uma doida, por isso dessa vez vamos bem longe, onde ela não pode nos achar. Ninguém pode...”.

“Então é um tipo de lugar secreto?”

“Sim, espero que goste”, disse ele parando em baixo da sombra de um enorme carvalho. Ele estava passando a mão sobre um mato alto que cercava toda uma área que parecia gigantesca.

Sofia não fazia ideia do quão a escola era grande. Mas agora ela via porque ir a floresta era proibido, se alguém que não tivesse algum conhecimento daquelas áreas entrasse ali, nunca mais saia. Ele a olhou nos olhos e sorriu e segurou a grama para que ela passasse, ela olhou e viu uma vastidão amarela e laranja e quando entrou no campo amarelado percebeu que eram tulipas, ela amava tulipas, mas preferia rosas.

Ele ficou segurando a grama alta enquanto Sofia passava, e depois passou.

“Gostou?”

“É muito lindo...”.

“Castiel vai te trazer aqui ainda, é o canto dele esse, finja que esta surpresa, não tem outro caminho para ir onde eu quero te mostrar. Talvez prefira aqui... Você me falou uma vez que Castiel era um arcanjo, certo? Sabe que arcanjo ele é?”.

“Não faço a menor ideia... Você sabe?”.

“Claro que tenho. Já ouviu falar de Raziel? Ele é o Príncipe dos mistérios e da originalidade. Protege a humanidade para que todos se sintam positivos e prósperos. Traz paz e bondade às pessoas e é o guardião da sabedoria e da criatividade. E etc etc, todas essas frescuras...”.

“Isso explica porque mesmo quando ele esta nervoso parece calmo, e porque ele parece tanto outro tipo de anjo e não um arcanjo, que seria os guerreiros do céu...”.

“É assim que é a vida, ele não parece porque ele traz paz e bondade... Por isso ele sempre é tão calmo e gosta de fazer esses encontros românticos e frescurentos...”.

“Posso jurar que esta com ciúme...”.

“Não estou com ciúme coisa nenhuma”, disse ele ficando corado e se virando de costas, puxando o braço de Sofia, e juntos adentraram no campo de tulipas. “Este é o lugar dele, vou te mostrar o meu lugar...”, atravessaram o campo de tulipas, ate chegarem em uma especie de muro de pedra, coberto por plantas verdes, ele agachou e tirou algumas tulipas com as mãos, mostrando uma passagem que dava para passar caso se agache e engatinhasse.

Ele passou primeiro e chamou Sofia do outro lado, ela se agachou e foi andando pelo mine túnel, o chão estava coberto de folhas secas e já negras e quando ela chegou do outro lado viu uma aparência muito diferente da qual ela havia saído.

O lugar era escuro e havia uma arvore, perto de um lago, com apenas os galhos contorcidos, negra. Suas folhas, todas secas, cobriam o chão, formando um tapete negro seco. Enrique esticou a mão para que ela pegasse, ela aceitou a mão do rapaz e se levantou e limpou os joelhos. Pensou em como foi uma boa ideia não ter ido de meia calça, pois teriam rasgado elas nesse passeio.

Ela escutou um barulho forte e olhou para frente, havia uma pequena cachoeira, suas águas límpidas batiam nas pedras grandes formando espumas, a água perto da borda era limpa e translucida. Sofia se pegou encantada com a beleza do lugar, mas ao mesmo tempo parecia estranho, havia roseiras de rosas vermelhas, ela descobriu a cor depois de tanto procurar no meio dos ganhos cheios de espinhos e encontrou algum botão perdido. Elas estavam por todo canto e de frente para a cachoeira, perto da arvore e da entrada para aquele lugar. Havia um banco de madeira, que parecia antigo e desgastado com o cupim. Sofia se viu imaginando aquele lugar quando a arvore estava viva e o banco novo, tudo limpo e novo, talvez ou ate mesmo seria, um lugar muito mais bonito do campo que haviam saído.

Enrique limpou o banco, com a mão e sentou, depois bateu no lado do banco para que Sofia se juntasse a ele. Ela ajeitou o vestido preto junto ao corpo e se sentou elegantemente.

“È um lugar estranho, mas é bonito...”, disse ela um pouco sem jeito, ele riu e falou:

“Já foi mais agradável, mas uma peste varreu esse lugar...”.

“Que tipo de peste?”, perguntou ela curiosa.

“Uma terrível, ela começou da maneira mais inocente possível. E quando percebi esse lugar havia perdido toda a beleza, e ficou seco e estranho desse jeito... Desculpe não te levar a um campo cheio de tulipas e um carvalho gigantesco, de onde olharíamos para o horizonte e veríamos o por do Sol, trazendo um sentimento de paz. Castiel ainda fará isso com você, ele é bem criativo, realmente...”.

“Você é o anjo de que?”.

“Não tenho a menor importância, vai por mim...”.

“Que seja então, você disse que o nome de Castiel é Raziel... Por que então ele se apresenta como Castiel?”.

“Isso é complicado... Bom, é Castiel porque é uma mistura de Raziel com Cassiel. Ele é duas vezes mais importante do que parece, legal não é?”.

“Não sei se entendi direito o que disse... Acho que isso significa um, ‘pergunte você mesma para ele, ele te conta os detalhes’. Disse Sofia numa tentativa falha de imitar a voz rouca do amigo, que começou a rir e a fez corar.

Depois de minutos de silencio, Enrique sentou de lado no banco, de frente para o lado de Sofia, que balançava as pernas e segurava o banco com as mãos. O que fazia quando estava inquieta. Ele a olhou e começou a falar com uma expressão seria.

“Já ouviu aquele expressão popular: ‘Você é bonito de boca fechada, porque quando abre a boca sai de perto’??”.

“Já, por quê?”.

“Eu fiz um parecido”, continuou ele sem jeito, como quem queria voltar atrás com o que havia dito. Mas Enrique era um menino corajoso e é isso que pessoas corajosas fazem, elas fazem as coisas mesmo tendo medo, mesmo com o coração acelerado e com as mãos suadas e tremulas, mesmo com aquele frio da barriga e aquela falta de ar, que parece que o coração ira saltar da boca. Ele estava vermelho e não aguentava olhar no rosto da garota que o olhava com o rosto virado para de frente ao dele, ela estava com as sobrancelhas erguidas achando que ele estava a ofendendo. “Você fica mais linda quando seus lábios encontram os meus...”.

O seu rosto estava vermelho e o dela o acompanhava. Ele se inclinou para frente e seus lábios se tocaram, ele a olhou nos olhos. Seus olhos azuis gélidos estavam arregalados, como quando ela era pequena, quando ela tinha medo de tudo. Ele perdeu os dedos sobre os cabelos loiros da garota e seus lábios se encontraram novamente, a visão da garota foi ficando turva, ate que ela fechou seus olhos, e não viu mais o rosto do garoto, dos cabelos negros.

Estavam em transe, aquele beijo, parecia para os dois, que haviam parado o tempo, era só os dois e nada mais. Ela percebeu, que a unica sensação melhor de que ver lo sorrir, era a de beijar seus lábios. Ela não sentia mais duvidas, sentia se calma e decidida, como se tudo estivesse ao seu favor, que tudo daria certo daqui para frente.

O beijo apaixonado e feroz do rapaz, parecia passar um amor sem igual a ela, mas ao mesmo tempo parecia estar com raiva, de tudo de todos e que ela era a única que ele podia confiar... Ela não sabia o que sentia por ele, não sabia mais o que sentia por Castiel. Mas uma coisa ela sabia... Ela não queria que aquele momento acabasse nunca.

Ela se sentia segura nos seus braços fortes e seus lábios doces a acalmavam, ela estava encantada por ele. O primeiro beijo de verdade da menina foi debaixo de uma arvore com galhos retorcidos, em um lugar estranho, com o céu escuro estrelado, como teto. O mesmo céu que ela havia visto quando conversou com ele no jardim, o mesmo céu que ela havia visto na noite em que o viu pela primeira vez quando pequena, o mesmo céu que lhe trazia tanta paz e a ajudava a decidir os seus problemas. O mesmo céu que ela amava, ele ficava mais bonito no local onde o rapaz a levara, assim como o próprio. Quando seus lábios se separaram, ela o olhou assustada, como se estivesse arrependida pelo que havia feito, mas ele mostrou aquele sorriso largo e branco, que ela tanto amava. Ela não pode não deixar de sorrir.

Ela nunca havia o viu tão feliz, mas logo seus olhos se fecharam novamente, com os encontros dos lábios do rapaz apaixonado.

Sobre o céu estrelado.

Notas finais
O capitulo ate agora, mais fofoso de todos kkkkkkkkk, espero escrever mais capítulos bonitinhos. beijitos meus amores, ate o próximo capítulo