Luz e Escuridão

13 Pique Nick com o Professor.


Notas iniciais
Hoje irei postar apenas um capítulo, peço desculpa aos leitores que acompanham...Por causa das provas e dos trabalhos, que foram muitos, eu fiquei sem tempo essa semana, mas na Quarta-feira eu posto o capítulo 14.Agradeço pela atenção e por estarem acompanhando...
Beijitos, boa leitura.

Já era sexta-feira. Sofia se sentia nervosa, pois o garoto, havia a chamado para um programa estranho com o professor que ele discutiu no primeiro dia de aula... Mas ao jeito que ele se referia ao professor e ao jeito que o professor se referiu a ele, eles eram amigos de longa data, como se o professor o conhecesse desde pequeno, ela queria saber mais sobre os dois. E poderia perguntar tudo no encontro deles.

Era dez da manha, ela estava nervosa com um vestido preto rodado, de mangas compridas, em frente ao ginásio, como Enrique havia orientado na noite anterior. Seus cabelos, agora curtos, loiros e ondulados voavam com o vento. Já era dez e cinco, será que ninguém iria aparecer? O céu da escola estava nublado como sempre, e ela se sentiu bem quando raios de sol que conseguiram escapar entre as nuvens cinza, tocaram seu rosto, fazendo seu olhos azuis, gélidos, lagrimejarem e ela sorrir.

“Meu Deus, não podemos demorar cinco minutos e você já esta chorando achando que nos não viríamos mais? Desculpa a demora, tive que passar no refeitório, não queria que comesse vento...”

“Ora seu bobo, não estou chorando, estou apenas olhando para o céu, o sol bateu em meu olho...”.

“Vê-la chorando, ainda é surpresa para mim...”, disse ele secando as lagrimas da garota com as costas a mão, ate que parou de limpar e ficou olhando nos seus olhos, depois mirou em sua boca e quando começou a descer a cabeça lentamente, de encontro com os lábios de Sofia, o professor pigarreou e Enrique ergueu a cabeça novamente e tirou a mão do rosto de Sofia.

“A ultima vez teve que ver Miles... Maneire...”.

“Desculpe... Desculpe Sofia, não irei rela-la em hipótese alguma” .

Foram todos ate um local não muito longe dali, Ariel estendeu uma toalha vermelha quadriculada no chão e Enrique pousou a cesta e começou a tirar as coisas, ele parecia amargo e melancólico. Sofia não via muito o garoto naquele estado, a ultima vez foi quando eles estavam na piscina... Os cabelos escuros penteados para trás revelavam seus olhos penetrantes, enquanto ele cortava tudo que havia trazido na cesta. Sofia se pegou olhando para o rapaz fazendo o serviço, estava de camiseta preta e calças de couro cheias de fivelas. Estava diferente, mas não no sentido de a aparência estar diferente, mas a garota depois de levar tantos toques doces dos seus lábios rosados, não se sentia mais tão a vontade de estar tão perto dele.

Quando de repente o garoto, ainda cortando os sanduiches, ergueu o olhar e pegou Sofia o olhando fixamente, a primeiro momento ele arregalou os olhos e depois sorriu e voltou ao serviço.

“Anda logo com isso moleque, só temos hoje para comer”.

“Ora, se reclama tanto, deixe me usar a minha faca, essa que você me deu esta uma droga...”.

“Corta com essa mesmo, vai saber onde você colocou essa faca sua...”.

“Poderia ter cortado sua garganta, velho chato...”.

“Cão que ladra não morte”, disse Ariel rindo da cara de Enrique. O garoto estava com as sobrancelhas levantadas e olhava com pouco causo para a cara do professor. Coisa que antigamente com todo aquele cabelo nos olhos, era impossível ver. Sofia se pegou sorrindo de ver aquela expressão, ate então desconhecida para ela.

“Pronto, vamos comer...”. Ele olhou em volta e ouviu a risada da garota, que já estava vermelha segurando a risada com a mão na boca, a risada dela era suave e delicada, como a voz. Ele pendeu a cabeça para o lado ainda a observando. “Linda”,deixou escapar.

A garota parou de rir e o olhou assustada. Os olhos do garoto estavam brilhando, e sua pele pálida estava corada, ela desviou o olhar e Ariel o derrubou, empurrando para pegar um sanduiche.

“Quem quer café??”.

Todos ficaram quietos olhando para o rosto do professor, que depois de uma pausa continuou:

“Esse menino deve estar com sono, e você Sofia, querida, quer que eu coloque café para você...”.

“Ah, s...”, Sofia foi interrompida pelo garoto.

“Ela não gosta de café”.

“Não me importo em tomar, esta com um cheiro ótimo, mesmo quando não gostamos de algo, as vezes da vontade de comer...”.

“Mil desculpas, querida, eu não sabia. Vou buscar uns refrigerantes para nos três, café é coisa de gente velha. Por isso que o Enrique fez...”.

“Você me falou que ia trazer chá, não me culpe por esquecer-se de fazer o seu chá...E falou o cara que quase não tem cabelo, não sei por que ainda se esforça usando esse seu chapéu marrom...”

“Diz isso por que suas cabeleiras estão em alta, mas um dia elas iram começar a cair e você ira ficar careca...”, disse Ariel rindo.

“Mais essa agora, estão jogado praga no meu cabelo...”.

“Vou buscar os refrigerantes. Se cuidem crianças”.

“Ok papai, mas não demora viu, se eu quiser ir ao banheiro, eu não sei ir sozinho...”, disse Enrique com um sorriso irônico.

“Vou te trazer o pior refrigerante que tiver na maquina, pirralho mal criado, cuidado com os espíritos da floresta, e não enche sua frauda”, os dois ficaram rindo e Sofia começou a rir também. O encontro dela, seu amigo e o professor de historia, estava melhor do que qualquer outro encontro que estava vendo ao redor. Ela descobriu que o professor nem sempre é serio, e que Enrique sabe ser engraçado, o modo como os dois interagiam era divertido, parecia grandes amigos, apesar da grande diferença de idades. O garoto estava bonito em seu visual escuro como sempre, mas o cabelo daquele modo deixava seu rosto mais evidente, mostrando todas as expressões que antes Sofia nuca tinha percebido.

“Gostei do vestido, esta linda”.

“Obrigada, também gostei do seu novo visual. Seu cabelo esta melhor assim, da para ver melhor seu rosto...”.

“Isso é bom? Obrigado”, disse ele virando o rosto.

“Somos algum tipo de casal de emos no pátio?”.

“Ora, só por que estamos de preto?”, e continuou baixo em um sussurro, “Eles nos olham porque somos diferentes, e eles são todos iguais...”.

“Espero que isso seja uma coisa boa...”.

Ele riu.

“Por que cortou o cabelo?”

“Ah, eu estava cansada do cabelo comprido e de ser a copia mal feita de minha mãe... A quem quero enganar, estava na aula de química, e um garoto derrubou um frasco de fogo em lata, ou seja lá o que era aquilo, Luca me explicou ser um tipo de fogo que não pode ser parado com água, o contado com a água só aumentaria as chamas. Um conhecido de Castiel cortou meu cabelo, deve ser canhoto pelo jeito que cortou de baixo para cima...”.

“Esta brava por isso ter acontecido?”.

“A primeiro momento me senti mal pelo cabelo curto, sempre meu cabelo foi longe, e Castiel não aprovou muito o corte, mesmo quando eu perguntei afirmou que estava bonito, mas deu para ver pelo seu tom de voz que ele preferia antes...”.

“Que besteira, ele te acha bonita de qualquer jeito, ate porque é impossível não te achar bonita, mas eu preferi mesmo o seu cabelo assim”, disse ele sorrindo o que a fez corar.

“Bom, mas eu me senti mais leve, e gostei mais assim, queria agradecer quem fez isso, mas não tenho a menor ideia”.

Enrique se inclinou para frente e seus lábios quase se tocaram, o coração da garota se disparou e sua respiração ficou pesada. Ele iria a beijar, ali e agora, no meio de um bando de anjos, acompanhados com seus filhos. Ele colocou a mão direita no chão e com a mão esquerda ele relou no rosto de Sofia, um pouco abaixo da linha de seus olhos e depois sorriu e mostrou a ponta do dedo indicador, para ela. Mostrando o cílio que ele havia acabado de tirar, isso a fez rir. Estava tão preocupada com os atos imprevisíveis do menino que havia se esquecido de que eles eram amigos.

“Faz um pedido”.

“Ummm, deixa me ver... Não faço a menor ideia... Alguma sugestão?”.

“Falou que queria encontrar quem cortou seu cabelo, não foi? Que tal isso?”.

“Pode s...”, Sofia foi interrompida pelos lábios carnudos do garoto que colaram com os dela, ela estava com as mãos em seu peito, e como sempre o afastou de perto de si, antes que o beijo parasse de ser apenas os toque dos lábios.

“De nada”, ele sussurrou em meio de um sorriso. Sofia ficou surpresa, mas não conseguiu dizer nada, pois foi interrompida pelo professor.

“Garotos, cheguei com os refrigerantes, o meu são os light. Sei que não preciso, pois sou muito magro...”, Ariel foi interrompido por Enrique que estava rindo com a mão na boca, “Mas eu vou toma-los mesmo assim... Sujo muito a fraldinha, filhinho??”.

“Não se preocupe, sei me cuidar sozinho...”.

“Assim espero”, disse ele tacando um refrigerante para cada um dos seus companheiros. Os dois abriram as latas e começaram a tomar a bebida enquanto o professor comia os sanduiches naturais que Enrique havia cortado. Os dois adolescentes trocavam olhares desapontados e desconfiados um para o outro. “Vou deitar um pouco, vocês vão descansar também? Mais tarde damos uma volta, que tal?”.

“Acho uma boa ideia”.

“Então vamos descansar”,os três deitaram na toalha e em menos de 5 minutos o velho já havia dormido, Enrique estava de frente para Sofia e de repente abriu os olhos e sorriu.

“Não estava dormindo?”, sussurrou Sofia.

“Por que dormiria, se posso te levar para passear nesse tempo?”. Sussurrou de volta Enrique.

“Por que mentiu para o professor?”.

“Pelo mesmo motivo que mentiu para Castiel, falando que queria refrigerante, aquele dia...”, o que ele disse tinha certa razão, se houvesse falado que queria dar uma volta com Sofia , o professor nunca iria deixar... “Vem comigo?”, disse ele estendendo a mão. Sofia segurou a mão pálida com as luvas pretas tampando ate a metade dos dedos, eram quentes e seu toque era macio. Sem pensar no que estava fazendo, Sofia se viu indo para o meio da floresta correndo de mãos dadas com seu melhor amigo, para um lugar misterioso. Queria soltar a mão do rapaz e voltar onde o professor estava, mas já era tarde de mais, o rapaz havia acabado de começar a rir. Aquela melodia que Sofia mais gostava de ouvir, ate que enfim ele estava feliz, e todo o medo e insegurança que ela sentia, esqueceu naquele momento.