Lutte
14 Vous préférez ce est à moi? Você prefere ele à mim?
Notas iniciais
Capítulo 14 — Vous préférez ce est à moi?
–Eren, precisamos conversar! – Era Carla. Eu não sabia como reagir. Antes do acidente eu tinha descoberto que não era filho do Grisha. O que ela me diria agora? Que eu era adotado? –Está na hora de você saber a verdade sobre seu pai Eren. – Ela parecia cansada e triste. E eu estava puto. Eu tinha acabado de acordar de um coma, e ela nem me deu um “oi, filho amado, fico feliz que tenha acordado! ”, mas acho que isso é pedir muito dela.
Ela ficou esperando eu responder, acho que ela não sabe que eu não posso falar. Então eu simplesmente fiquei encarando ela, esperando a explicação que ela me daria. –Vai realmente me dar o tratamento do silencio Eren? – Ela perecia incrédula, e..... Magoada. E eu continuei lá olhando para ela. – Tudo bem, vou falar o que tenho para dizer e vou embora. – Ela parecia ferida. Eu queria dizer que não a estava ignorando, que só não podia falar. Mas nem escrever eu conseguia direito, então eu não usava o caderno que o Mike me emprestou/deu.
–Quando eu fiquei gravida do seu pai, foi uma alegria para toda a família. Seu pai era piloto Eren – ela sorria com os olhos ao falar dele. — Nós íamos nos casar um pouco antes de você nascer. – Conforme ela dizia ela soltava lágrimas, e tentava controlar a voz. – Mas um mês antes do casamento, ele teve que viajar. Ele foi em uma viajem até o Japão.- ela chorava compulsivamente. – Ele não ficou mais que uns cinco dias lá. Todos os dias nós conversávamos pelo computador. Minha vida era perfeita Eren. – Ela olhava para mim com uma dor nos olhos que era quase palpável. — Eu fui no aeroporto busca-lo, fiquei na salinha esperando o avião pousar. Mas ele nunca pousou Eren- ela sorria tão amargamente. Meu coração foi se apertando mais, e mais conforme ela contava. – O avião não fez um pouso decente Eren, uma rajada de vento fez o avião desestabilizar e seu pai perder o controle. O avião foi direto para o chão, mas seu pai conseguiu salvar os passageiros. – Ela falava com orgulho dele. Nunca a vi falando de ninguém assim, nem do Grisha. – Mas com o impacto a cabine soltou muitas peças Eren.... Uma dessas peças atravessou o peito do seu pai! – Ela quase não aguentava mais falar. –Ma-mas... – ela se controlava para terminar a história em vão.
–Ele não morreu na hora Eren. – Eu pude ouvir a voz do Grisha, machucada e magoada. – Ele morreu nos braços da Carla. – Eu fiquei em choque quando ele disse isso. Como assim meu pai morreu nos braços da minha mãe? – Ele foi retirado do avião pelos paramédicos. Mas ele não tinha chance de sobreviver. O câmbio tinha atravessado o pulmão dele. Ele teve uma hemorragia muito grande. Quando os médicos viram que ele não sobreviveria a Carla já estava agarrada nele. Tentando jogar ar para dentro dele. – Grisha parecia perdido nas memórias, com olhos escuros, melancólicos.
– Ela não podia salva-lo. Ninguém podia. Mas foi a Carla que esteve com ele nos últimos momentos. Vocês dois na verdade. Você tinha oito meses de gestação Eren. Quando a sua mãe viu o seu pai cuspindo sangue, ela entrou em choque e quase perdeu você. – Ele parecia amargurado. – Você nasceu no mesmo dia que seu pai morreu Eren. – Aquilo me destruiu. Então era por isso que a minha mãe nunca estava nos meus aniversários? Ela não conseguia comemorar o meu nascimento porque foi no mesmo dia em que me pai morreu? Eu não podia fazer perguntas, eu só consegui chorar, sem som.
A Carla só percebeu que tinha alguma coisa errada comigo quando ela viu que eu não conseguia falar. –“E” – era tudo que saia, eu tentei falar “mãe”, mas não saia. Eu tentei e tentei e conforme eu me esforçava eu podia ver os olhos da Carla se arregalando, e eu pude ver novamente lágrimas caindo pelos olhos da minha mãe. Mesmo o Grisha não esperava por isso.
–Você não consegue falar Eren? – Ele perguntou atônito. E eu simplesmente acenei positivamente com a cabeça. E pela primeira vez na vida eu o vi ficar assustado e com uma cara de quem se culpa. Eu simplesmente sorri fraco, como se dizendo que estava tudo bem. Eu ainda não entendia como eles tinham se casado. Levantei um braço, que foi bem difícil, já que eu ainda estava franco e apontei de um para o outro, ainda tinha movimentos disformes. E ainda não conseguia esticar os dedos só o mindinho. Mas estava trabalhando nisso. Porém o Grisha e a Carla perceberam o meu “problema” e ficaram ainda mais em choque. A Carla veio e me abraçou chorando, pendurada no meu pescoço. E pedindo perdão, dizendo que era culpa dela. Que se não tivesse sido a briga dela e do Grisha eu não teria saído correndo e entrado no carro do Levi, que nada disso teria acontecido. Odeio quando fazem isso! Tiram a culpa das próprias costas. Ela descaradamente jogou a culpa no Levi umas mil vezes, e eu delicado como sempre simplesmente olhei com ódio para ela, e me separei da mesma. Apontando a porta. Não seria na minha presença que ela falaria mal do MEU Levi!
Ela ficou atônita com isso, e simplesmente se separou de mim com uma cara confusa, sendo logo trocada por entendimento. –Você prefere aquele nanico, filho de uma traidora, a sua própria mãe Eren? — Ela sibilou a pergunta. E eu resisti em dizer que sim. Fiquei imóvel, mas ela percebeu o meu desconforto com a pergunta, captando a resposta que eu queria dar. –Ele te colocou nessa cama! – Ele já estava gritando a essa altura. Grisha não moveu um único músculo para impedi-la de vir para cima de mim. Eu fiquei com medo. Eu não conseguiria me defender.
Quando ela finalmente ia meter a mão na minha cara, ela foi parada de súbito. – Eu sei que a culpa dele estar assim é minha, mas eu não admito que o machuque! — Ouvi a voz do Levi machucada, magoada e cheia de raiva. Mais do que nunca eu queria dizer que era mentira que, não era culpa dele, mas mais uma vez a merda da minha voz não saia. –Como tem a coragem de machucar seu próprio filho? Que já está machucado? — A voz do menor era quase um sussurro indignado e cheio de amargura.
–Não me toque seu monstrinho! Isso é tudo culpa sua! – Carla desferiu um tapa no Levi, que o mesmo não parou. Eu fiquei em choque com a cena, mas mesmo assim jamais perdoaria alguém que o machucasse, fosse quem fosse.
Usei todas as minhas forças para elevar meu troco ficando sentado e recebendo a atenção de todos, a Carla veio mais perto de mim. E com o resto de forças que eu tinha eu desferi uma tapa com a mão fechada mesmo, no rosto dela. Mas como eu não tinha força o movimento foi falho e sem força. Mas ela entendeu o que eu tinha feito e começou a chorar. Eu vi o Grisha ficando puto e vindo em minha direção e vi um Levi atônito, mas com um sorriso brincando naqueles olhos que eu tanto gosto. Finalmente eu vi aquelas safiras ganhando o antigo brilho, mesmo que por só um segundo. As coisas aconteceram rápido demais, quando eu vi o Levi tinha nocauteado um Grisha que estava vindo com tudo na minha direção e que praticamente nem tinha visto o menor até ser atingido. E a Carla estava pálida, chorando, mas assim que viu o marido caído no chão ela logo o recolheu. Tirando-o da sala, dando de cara com um Mike confuso.
O Levi explicou o que o correu. – O Grisha e a Carla vieram aqui, e eu e ela brigamos ela me bateu, o Eren me defendeu e o Grisha foi bater no Eren, então eu bati nele. – Mike parecia atônito. – O Eren não pode ser exposto a esse stress Levi! Ele pode piorar! — O médico parecia preocupado, veio logo a meu encontro e começou a passar uma lanterna de um olho para o outro. — Graças a Deus, nada de ruim aconteceu com o Eren! — Assim que o médico disse isso um Marie conturbada entrou soltando fogo pela boca.
– O que aconteceu com o pirralho? Eu encontrei com a Carla, e ela disse um monte de asneiras sobre os bons modos do meu filhinho! – A mulher parecia um furação. Estava mais do que puta. – O Grisha e o Levi brigaram, Eren defendeu o Levi da Carla, e a merda foi feita, como você viu!
–Arrume as suas coisas Levi! Eu vou arrumar as do Eren! Mike de alta para ele. O tratamento será continuado lá em casa! – A mulher disse ríspida, de forma que ninguém pudesse contestar. –Mas os pais do Eren têm que assinar a alta, para ele poder sair do hospital. –Mike disse com certo medo da matriarca da família Rivaille – faça o que eu mandei Mike. O resto eu resolvo.
Eu realmente não sabia o que ela tinha feito, mas umas três horas depois do ocorrido, minhas coisas já estavam arrumadas e eu estava em um carro indo direto para a mansão do Levi. Não demorou muito até chegarmos a casa. Eu fui literalmente carregado pelo menor que nem quis saber de me deixar andar, ele quase me mordeu, literalmente, quando eu tentei ir sozinho. E a Marie concordou com ele, dizendo que ele deveria me levar e blá-blá-blá. Eu acabei cedendo e deixando o nanico me levar em seus braços. Me senti uma princesa. Nem preciso dizer que fiquei verde de vergonha, né?
O menor me levou escada a cima com uma facilidade que me deu até raiva. Ele continuava forte e malhado (eu conseguia sentir o abdômen malhado dele colado na lateral do meu corpo) e eu sem nem conseguia me mexer direito. Os braços do menor me agarravam com tanta força, como que se quisessem garantir que dessa vez ele não me deixaria cair.
Ao chegarmos no quarto, Mike que tinha vindo com a gente, passou algumas coisas que deveriam sem feitas por mim e que o enfermeiro deveria ajudar. Uma delas foi que eu deveria me exercitar, tentar fazer alguns movimentos básicos com os braços e com as mãos, igual nos fazíamos na reabilitação.
Ao mencionar reabilitação o menor ficou tenso, mesmo no quarto ele ainda estava comigo nos braços. Ele tinha me colocado na cama, mas como tinha que me ajustar ele tinha me colocado sentado entre as suas pernas e me manobrado na cama, mas como eu queria ele ali, juntinho de mim eu joguei o peso do meu tórax nele, e apoiei a cabeça no ombro dele. Me ajeitei deixando bem claro o que eu queira. O Mike ficou meio chocado com a cena, mas acabou dando um sorriso maroto de canto e deixando bem claro que não tinha nada contra a nossa relação.
–Vou trazer alguma coisa para o Eren comer. Fique aqui com ele Levi. – O médico disse rápido saindo do quarto.
Eu não aguentei e virei o rosto olhando para o meu Levi, sorri um sorriso enorme quando encontrei os olhos dele sorrindo de novo. Ele parecia muito feliz. Eu simplesmente acabei com o espaço entre nós dois e dei um selinho nele. Não confiava nos meus dotes motores atuais para aprofundar aquele beijo. Ficamos assim juntinhos até o Mike me trazer a comida em uma bandeja, o que obrigou o Levi a mudar de posição para que pudesse me dar comida na boca, já que eu ainda não movia os dedos das mãos. O que era bem inconveniente.
Passamos o resto do dia numa boa, só curtindo a presença um do outro. Mas a noite seria diferente.
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