Lutte
11 Vérités découvertes part. 1
Notas iniciais
Capítulo 11 — Vérités découvertes part. 1
Nunca pensei que ver o loiro maior chorando compulsoriamente desse jeito me dilaceraria por dentro. Agora eu via a merda que eu tinha feito. Eu devia simplesmente ter avisado o pai do Levi sobre o que aconteceu e não ter deixado a Hanji fazer aquilo! Querendo me vingar de um “monstro” eu criei outro muito pior. Eu tinha revelado para todos o que era a real dor de alguém que fora violado e machucado tão profundamente que a cicatriz nunca curaria, eu tinha destruído alguém que já estava quebrado.
~6 horas antes~
–Oê Eren acorda! – Levi me chacoalhava querendo me tirar daquela deliciosa e macia cama. –Eren, se não levantar e me soltar eu vou te bater! – O menor parecia cada vez mais irritado, mas no momento eu só me importava com o calor do corpo dele e das cobertas. Eu estava enlaçado na cintura do menor, usando a barriga dele como travesseiro, que por sinal era bem duro!
Não deu tempo de processar, quando eu vi, eu já estava no chão com a bunda dolorida do impacto. Não sei como o menor me jogou longe daquele jeito. Foi como se eu fosse uma boneca de pano sendo literalmente atirada no chão. Fiquei uns 5 minutos olhando admirado e indignado, tanto pela força quanto pelo o ato do menor. –Eu te avisei! – O menor disse fazendo um biquinho emburrado e virando o rosto para o lado oposto, afim de que eu não visse a birra que fazia.
Passado as provocações da manhã. Ambos tomamos banho e nos vestimos. Levi foi introduzido à classe, onde muitas das meninas suspiraram por ele. Não gostei nada disso! Mas estava mais surpreso em o menor mesmo sendo mais velho estar na minha sala. Achei estranho e um tempo mais tarde eu acabei perguntando e, descobrindo que a mãe do Levi só o deixou ir para a escola três anos depois do esperado. Ela era (é) muito apegada (ciumenta/possessiva) com o menor.
Depois das aulas matinais nós aproveitamos o começo da tarde antes mesmo do almoço para arrumar o quarto, que não foi nada fácil já que chegando lá o menor tirou um monte de produtos de limpeza e literalmente me obrigou a encerar o chão, polir as fechaduras e janela, limpar o vidro, varrer o chão. Tudo isso umas cinco vezes! Ok, eu tinha minhas manias de limpeza, mas ele era obsessivo! Chegava a dar medo! Ficamos umas 2 horas na arrumação das coisas (isso porque a porra do quarto é minúsculo, mas o banheiro é um pouco maior que o meu antigo, e até tem uma banheira pequena).
O mais rápido foi colocar as roupas nos armários, o quarto era bem simples. Tinha duas camas de solteiro, dois armários, duas mesas uma sendo no meio das camas e a outro no pé da cama que o Levi escolheu (a que ficava colada na parede); no encosto das camas tinha um tipo de abajur que ficava preso na mesma. Tinha um ventilador de teto, e uma janela em cima da mesa que tinha uma cortina horrorosa verde musgo, que o mais rápido possível será trocada!
Assim que terminamos de arrumar nossas coisas (o básico pelo menos), nós tomamos um rápido banho (separados) e nos trocamos, para logo ir almoçar. Cara meu estômago já estava colado nas costas! O Levi podia ser pior que um carrasco quando queria!
Chegando no refeitório eu arrastei o Levi comigo até a mesa em que o Jean (depois que ele me ajudou eu parei de chamar ele de cara de cavalo, nada mais justo.), Armin, Sasha, Connie, Ymir e Christa estavam. A Sasha como sempre já estava com o seu prato de pedreiro, comendo loucamente. O pessoal já tinha comido, mas ficou lá para conversar e esperar a gente, já que tínhamos dito que íamos comer. Quase não tinha mais comida, mas pelo Levi ser um nanico muito manipulador e dramático a moça da cozinha acabou cozinhando só para nós, nada muito requintado, só um macarrão e esquentando um pouco de frango que já tinha sido servido igualmente para os outros alunos.
Nós estávamos comendo e conversando em paz até que ouvimos pelos autofalantes da escola que devíamos ligar as televisões, já que a diretoria iria passar um pequeno anuncio do qual todos deveriam estar à par.
O telão do refeitório foi baixado e todos os alunos que estavam lá dentro, incluindo nós, olhamos para o mesmo. Começou a passar um tipo de retrospectiva, de início eu não entendi. Por que diabos passariam a história da escola no meio do dia, do nada? Uma lista de nomes começou a passar, onde eu vi o nome do Erwin e o meu próprio. O que era aquilo? Após ver nossos nomes eu comecei a prestar mais atenção, os nomes não eram acompanhados de fotos, mas muitas pessoas ficaram desconfortáveis ou falando que conheciam os mesmos, que eram senpais e, ou amigos que não estavam lá na hora. Eu gelei quando os seguintes dizeres apareceram:
“A mais de seis anos nossa escola tem sido vítima de violações sexuais graves, onde alunos violam alunos, onde nossos jovens não estão seguros. Mesmo quando juntos daqueles que chamam de amigos. Os mais de cem nomes que apareceram a pouco foram só alguns dos alunos que sofreram esse tipo de violação.
Recentemente mais um caso foi relatado. Não citarei o nome do aluno violentado dentre os outros, porém mostrarei quem foi o agressor e o que o levou a fazer isso. Hoje eu lhes contarei a história de Erwin Smith, capitão do clube de Luta da escola Marie. ”
Eu não podia acreditar no que eu lia, mas pior ainda foi ouvir a história do loiro.... Eu nunca pensei que ele poderia ter passado por isso. Minha ficha só caiu quando a voz da Hanji alterada por computador atingiu meus ouvidos como espadas me cortando, cada palavra, cada fato que ela disse, cada foto, me destruíram e destruíram muitos que estavam lá. A escola ficou chocada.
“Erwin Smith, agora um homem feito. Um homem loiro de olhos castanhos, muito bonitos por sinal. Um líder nato. Porem um homem quebrado! Desde seus onze anos de idade o menor morou em Marie, mas o que ninguém sabe é que o menor sempre fora violentado, de várias formas. Uns o cortavam outros o agrediam, mas todos o violavam. Desde criança o Erwin foi maltratado.
Em seu primeiro ano nessa escola o loiro teve sua primeira violação, com apenas onze anos de idade ele foi violado por um ex-aluno da escola, Marco, que hoje leciona na mesma! Esse adolescente que violou uma criança foi o mesmo adolescente que colocou uma arma na cabeça do loiro e jurou que o mataria. Mas eles não sabiam que mais alguém tinha presenciado o ocorrido, não Marco nunca suspeitou que eu estava lá vendo as lágrimas e ouvindo os gritos de dor e agonia que o menino loiro abaixo de si soltava. Eu vi cada corte, cada surra, cada estocada que o maior dera na criança. ”
Eu entrei em desespero quando o vídeo do ocorrido foi posto na tela. O loiro era só uma criança na época! Eu podia ver os olhos amedrontados do menor.
“-Por favor, Marco-san, não me mate! Eu juro que foi sem querer! — O menor dizia enquanto ia para trás, tentando sair do alcance do moreno maior.
– Deveria ter prestado mais atenção antes de pisar no meu lanche, pirralho! — O moreno falava com ódio e escárnio na voz.
– Eu te compro outro! – O loirinho dizia, querendo amenizar a cólera do outro. – Não se preocupe Erwin, eu já tenho meu novo lanche! — Ele praticamente sibilou a palavra “lanche”.
–Mas que merda esses dois estão fazendo aqui? Bem quando eu vim filmar fantasmas! — Podia ouvir a voz da Hanji, a original no vídeo, falando baixo. -Tch, pelo visto vou ter que voltar depois. Merda! — A morena parecia irritada no áudio. “
Assim que a menor começou a se mexer a câmera se movimentou, porém, não o suficiente para que perdesse o momento em que o moreno maior literalmente lançou o corpo frágil do loiro a uma distância razoável, tamanha fora a força posta no movimento. O loirinho tinha ficado sem ar e tinha certa dificuldade para respirar. Mas o maior não teve dó. Montou em cima do loirinho, que inocente não entendeu o porquê.
“-Ma-Marco-san! Não... consigo... respirar! — O menor dizia com uma dificuldade visível. –Se você ou alguém contar o que vai acontecer aqui Erwin, eu mato você! – O maior tinha tirado um tipo de mini revolver das costas e agora apontava para a criança sob si. ”
Foi visível o travar de músculos e de respiração que a Hanji deu na hora. Ela ficou tão imóvel que a câmera nem mesmo mexia um único milímetro, ela nem parecia respirar. O som de respiração que antes podia ser ouvido (baixo, mas audível) agora era um silencio comunal.
A criança em baixo do moreno claramente tremia de medo. Ele não entendia o que estava acontecendo. O que de tão errado ele tinha feito para ter uma arma posta na cabeça e ser jurado de morte se por acaso contasse aquilo para alguém? Eram visíveis o medo e a dúvida no rosto do menor.
“-Quando alguém te incomodar como você fez comigo ou quando alguém te magoar faça como eu vou fazer com você! Só assim a pessoa vai aprender Erwin! Nunca se esqueça disso! — O moreno dizia como se aquilo fosse algo completamente normal. ”
Ele colocou a arma no chão, meio afastado do loiro, mas ao seu alcance. Passou uma das mãos pelo corpo do menor que parecia muito mais assustado, mas ainda sem entender. Chegou com a mão nos cabelos do loirinho e os puxou igual o Erwin tinha feito nos meus. O loirinho soltou um gritinho de dor, para logo ter a boca invadida pelo moreno maior. Quando o loirinho teve a boca tomada foi possível ver o medo e a compreensão começar a tomar conta do loirinho. Depois de um tempo (curto, já que o menor não sabia como beijar e muito menos respirava normalmente) o moreno soltou a boca do menor.
“-Marco-san, quando alguém me chatear eu devo beijar a pessoa? — O loirinho perguntou inocentemente, com um rosto angelical. Como alguém podia ser ruim com uma criança tão bela e inocente como o Erwin era?
O moreno sorriu cruelmente antes de responder a inocente pergunta do loirinho a baixo de si. — Não pirralho, você deve foder essa pessoa! — O moreno sorriu sadicamente para o loirinho.
– O que é foder? — O menor perguntou com cara de interrogação. E teve como resposta um sorriso de canto bem macabro do moreno que se levantou, para logo em seguida se postar entre as pernas da criança.
–Já irei te mostrar, Erwin! — Ele literalmente cuspiu o nome do menor, ao mesmo tempo em que em um só movimento ele retirou a bermuda e a cueca do menor. Tendo um loirinho completamente exposto a si. Assim que o menor entendeu o que tinha acontecido, mas que de pressa ele se encolheu tentando se cobrir e dizendo –Marco-san não tem graça fazer isso com os outros! Minha mãe diz que é errado pregar peças nos outros! – O Erwin miniatura deu uma bronca no adolescente que não ficou nada contente com a atitude da criança a sua frente. Logo indo em direção à criança e lhe deferindo uma estridente bofetada no rosto – Você só vai falar quando eu deixar! — O moreno praticamente gritou com a criança.
Os olhos do Erwin triplicaram de tamanho com o grito enfurecido do moreno, logo sendo novamente prensado pelo corpo maior, mas dessa vez ele não se sentou em cima da criança e sim puxou as pernas da criança até que estivessem ao lado do corpo do moreno. As abrindo, enquanto o menor se esforçava ao máximo em tentar escapar”
Ver aquela cena estava me dando um enjoo, eu tinha passado pelo mesmo, mas eu não era uma criança e nem de longe tinha sido minha primeira vez transando. (Bom, foi à primeira vez com um homem).
O moreno deu uma coronhada na cabeça do loirinho fazendo ele ficar zonzo, por tempo mais que suficiente para que o moreno pudesse abrir a braguilha e liberar o próprio pênis. O menor recobrou os sentidos bem a tempo de ser literalmente rasgado pelo membro pulsante do moreno. O Grito de dor e desespero que o menor soltou me deu calafrios. Ele chorava e se debatia enquanto Marco ia cada vez mais rápido e mais fundo.
A câmera tremia nas mãos da Hanji. Mesmo com a tremedeira da morena foi possível ver o sangue escorrendo do corpo do menor, o loiro gritava e pedia por ajuda, mas ninguém ouviria.
“-O que eu te disse Erwin? – O moreno sadicamente perguntou, ele sabia que a criança não iria conseguir responder, estava ocupada gritando de dor e desespero -Disse que só falaria quando eu mandasse! — O moreno praticamente fez o loirinho abrir espacatti, colocando o peso do próprio corpo no menor, fazendo as perninhas abrirem ainda mais. ”
Mais sangue pode ser visto saindo do corpo. Eu não conseguia olhar para quilo. Tive que virar o rosto, vendo um Levi puto e incrédulo com lágrimas nos olhos. Todos ao redor pareciam estar tendo a mesma reação, o que mais chorava e se desesperava era o Jean. Ele sempre amou o loiro, mas nunca deve ter ficado sabendo disso, até agora. Vi os olhos do cavalo se arregalando ainda mais, e uma cara de indignação aparecendo. Tive que voltar a olhar para o telão.
Me deparei com o maior se preparando para gozar dentro do menor. Marco tinha um celular antigo em mãos onde tirava fotos e ria do loirinho que já não tinha força para a nada. Era desesperador ver aquilo!
Assim que achou que já tinha fotos o suficiente ele simplesmente parou o que fazia e apertou uma serie de botões, onde segundos depois ele colocou o telefone na orelha, onde chamava alguém para vir até o antigo ginásio, que na época estava desativado. O moreno dizia para a pessoa trazer os “de sempre”, que eles tinham um novo “brinquedo”.
Foi o cumulo! Todos que estavam vendo pelo telão ficaram ainda mais indignados com o Erwin sendo chamado de brinquedo pelo estuprador, mas o pior foi ver a criança ser novamente atacada pelo moreno. Para depois de mais um round¹ de tortura ter o corpo novamente violado por outros dois garotos, eu não os conhecia. Mas um era mais baixinho com cabelos muito loiros quase brancos e olhos verdes iguais aos meus, o segundo era gordo como um porco e bem parecido com o marco. Moreno de sardas e olhos castanhos.
Antes que fosse visível a criança ser violada pelos três ao mesmo tempo o vídeo simplesmente escureceu, voltando instantes depois com mais um discurso da Hanji.
“Devido aos acontecimentos passados o Erwin desenvolveu uma segunda personalidade retorcida que o ajudou a conviver com os outros sete anos de violações constantes. Porém a ele foi ensinado que isso era normal! Ele veio diversas vezes pedir ajuda e ninguém nunca lhe ofereceu a mão. Eu sei que o que ele fez foi imperdoável Eren, mas o perdoe. Ele assim como você é uma vítima!
Espero que ambos entendam que para vinga-los eu tive que fazer isso. E para que mais ninguém sofresse o que esses dois sofreram! Mas como simples palavras não bastam eu tive que apresentar as provas, no caso, o vídeo. Já foi feito um boletim de ocorrência em nome dos dois agredidos. Espero que agora ambos possam finalmente superar isso e seguir em frente. ”
Pude sentir os olhos dos outros em cima de mim, agora todos sabiam o que tinha acontecido comigo e com ele. Todos me olhavam com pena, e até certa vergonha de não terem percebido. O Jean finalmente entendeu o porquê de eu ter trocado de quarto, e antes que eu pudesse perceber eu já tinha o cavalo agarrado em mim, me abraçando e chorando. Chorando como se ele tivesse sentido na pele. Mas o nome dele não estava lá.
–Eu sinto muito Eren! – Ele me dizia como se a culpa fosse dele. – Eu nunca imaginei que o ciúmes excessivo do Erwin pudesse levar ele a esse ponto! – O Jean chorava compulsivamente e ao mesmo tempo tentava me acalmar, dizendo que tudo ficaria bem, que agora tudo tinha acabado.
Eu pude sentir e ver um enorme abraço onde todos os meus amigos me envolviam em seus braços e me confortavam. Aos poucos as lágrimas foram cessando. Eu parei de chorar e finalmente pude ver com clareza o sorriso de conforto e confiança que todos me davam, mas o que mais me importou foi o sorriso de certo nanico que estava a distância me olhando.
Ter visto o loiro maior chorando daquele jeito e tão frágil no vídeo me dilacerou, eu nunca pensei que ele poderia ter passado o mesmo que eu e por tanto tempo, como que ninguém nunca percebeu o que acontecia com o menor? Ou será que sabiam e não faziam nada? Por que a Hanji não escondeu o loirinho na casa dela e denunciou o Marco? Por que ninguém nunca fez nada por tanto tempo?
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