Lutte
7 Maintenant Baisée
Notas iniciais

Maintenant Baisée
Ao chegar no dormitório pude ver o loiro de pé me esperando. Admito que estava começando a ficar amedrontado com a calma do loiro, podia sentir uma tensão no ar, mas não parecia tão grave...
Não deu tempo de raciocinar nada, assim que passei pelo batente da porta o Erwin me prendeu contra a parede, não sei como ele se moveu tão rápido.... Em menos de 2 segundos eu já estava com os braços presos em cima da cabeça, sendo segurado por uma das mãos do loiro. Podia sentir a tensão do seu corpo através de seus dedos enlaçados nos meus punhos, no mínimo ficaria a marca deles.... Sua perna esquerda estava entre as minhas, impossibilitando uma fuga. Não poderia chuta-lo, ou empurra-lo para longe. Estava definitivamente à mercê do loiro...
–Por que fez isso Eren? – O loiro me olhava nos olhos com um misto de irritação, ciúmes e, mais alguma coisa que eu não consegui identificar. Achei melhor não responder.
Senti a tensão em volta dos meus punhos aumentarem. – Responda Eren! — Ele estava perdendo a paciência. Era melhor responder! – Foi um acidente Erwin! Estávamos lutando, ele se desequilibrou e eu... — ele não me deixou terminar de falar. –Não minta para mim Eren, vai ser pior! – Disse com um tom tão calmo que, quase, parecia tudo bem, mas é nessas horas que nós realmente percebemos que a merda está feita!
–É a verdade Erwin! Ele se desequilibrou e eu cai em cima! — Falei firme, não adiantava inventar uma história. O loiro tinha visto o jeito como eu olhei para o Levi, e para ajudar o nanico ainda contou sobre o lance da boate.
–O que houve na boate? — Disse com o mesmo tom calmo e controlado.
– Não aconteceu nada! — Eu disse tentando me justificar.
–Marco, me disse que te viu se agarrando com alguém.... Então foi com o Levi! – Erwin sentenciou de olhos fechados, como se tentasse se auto acalmar. Suei frio, o filho da puta do professor Marco tinha que ter aumentado e porra da história? – É mentira Erwin! Eu não fiquei com o Levi, ok? Eu só dancei com ele! – Disse admitindo a verdade.
–Eu sei que dançou com ele Eren, eu vi! – Disse com um tom ainda mais calmo que o anterior. Comecei a ficar realmente preocupado, desde que cheguei a Marie eu nunca vi o Erwin assim. — Já não basta o loiro afeminado, ainda tem que me cornar com o Levi? – Disse começando a demonstrar o seu real ciúme e descontrole.
– Eu não te cornei! Nós não estamos namorando Erwin! — Disse já ficando puto, eu ODEIO que falem mal do Armin. Foda-se quem seja, mexeu com ele, mexeu comigo!
O loiro me olhou incrédulo, estava puto e a essa altura do campeonato eu já não sentia mais meus punhos. Estavam dormentes de tanto que foram apertados. –Tem razão Eren não namoramos, então não preciso ser assim com você! – Disse sínico – EU não preciso ser tão carinhoso com você, não é? — Ele me olhava com olhos fissurados, olhos loucos.
– Posso fazer o que quiser com você! Afinal, não é nada meu! – Disse com um sorriso no mínimo medonho, seus olhos estavam fissurados. Aquele sorriso sádico do Paraguai não chegava nem aos pés do sorrisinho sádico do Levi!
Comecei a perceber a situação real em que estava quando fui literalmente lançado longe, cai de cara no chão. Porra é a segunda vez que eu bato o nariz hoje! Mas que merda! Me distrai com a dor no nariz e não percebi o quão vulnerável eu estava. Só me dei conta quando já era tarde e o loiro estava em cima de mim. Não aguentei segurar o seu peso por muito tempo, dando de novo com a cara no chão, mas dessa vez pelo menos eu consegui virar o rosto de lado, dando uma bochechada no chão e não uma narigada! Viva algo deu certo hoje! (Aplausos, por favor!).
Mais uma vez eu senti meus braços sendo presos em cima da minha cabeça, a bunda ossuda do Erwin estava em cima da minha lombar, e o mesmo estava um pouco inclinado para frente, o que deixava a ereção nada discreta do loiro tocando as minhas costas, fazendo com que eu sentisse calafrios. Se ele pensa que vai meter essa porra na minha bunda está muito enganado! Aqui não malandro. Aqui não!
Comecei a me debater tentando tirar ele de cima de mim, bati com os pés nas costas dele. Os “chutes” não tiveram o efeito esperado, já que eu estava de costas deitado no chão. Mas foi o suficiente para ele ficar ainda mais irritado. Senti seus dedos entrando no meu cabelo, segurando bem perto do couro cabeludo com uma força desnecessária e puxando minha cabeça para trás.
–Não devia ter feito isso Eren! Eu tinha pensado em ser gentil, mas... Mudei de ideia! — Disse no meu ouvido, logo em seguida eu vi o chão vindo na direção do meu rosto, ele tinha forçado a minha cabeça com tudo em direção ao chão. Creio que perdi a consciência por uns instantes tamanha fora à força que ele usou, sentia a minha testa úmida. O mundo girava e eu não sentia mais o peso nas minhas costas. Me senti sendo içado do chão para logo ser arremessado em cima da cama, bati com a cabeça na cabeceira, ficando mais tonto ainda. Queria vomitar, mas sabia que era uma péssima ideia, então aguentei.
Vi o loiro montando em cima de mim, tentei impedir, mas meus braços não me obedeciam, estava ficando sem forças.... Acho que machuquei minha cabeça! O mundo começou a ficar preto de repente. Vi minha consciência indo embora.
Não sei quanto tempo eu fiquei desacordado, mas deve ter sido um bom tempo, já que a minha bochecha doía muito, e o Erwin estava me sacudindo e dando bofetadas no meu rosto. Pude ver seu corpo bem trabalhado sobre o meu, eu parecia tão pequeno e frágil embaixo dele. Tentei empurrar suas mãos para a longe, mas meus punhos estavam presos, acho que por uma corda de pular.
–Finalmente a bela adormecida acordou! Achei que teria o desprazer de ter você enquanto dorme! – Disse sádico. Como assim me ter? Esse filho da puta ia me estuprar? –Filho da puta! — Falei, bom eu tentei pelo menos. Como eu fui burro! Não tinha percebido a amarra na boca. Me sentia um cavalo com estribo¹ na boca! Se eu não podia falar, pelo menos gritar dava, abafado, mas ainda assim sairia alto. Todos sempre me dizem que grito bem alto. Espero que alguém me ouça antes que esse maníaco filho da puta esfole a minha linda bunda!
Gritei a plenos pulmões, mesmo abafado pela camisa/estribo/mordaça eu ainda consegui um som até que alto. Mas o loiro filho da puta meteu uma bofetada na minha cara que me fez ficar desnorteado, como alguém podia ser tão forte? Foi quase um W.O.²! –Se gritar de novo Eren, não vai levar só uma bofetada! – “Só uma bofetada? ” Como assim “só”? Por acaso eu tenho cara de saco de pancada, infeliz? Que ódio! Olhei para o loiro com ódio nos olhos. Queria matar ele! – Não me olhe assim, Eren! Vai ser divertido! — Disse com um sorriso maníaco nos lábios... Como eu já tive a coragem de beijar essa boca imunda?
Vi o loiro se levantar e ir em direção ao armário. De início não entendi. Ele voltou ao pé da cama com duas calças nas mãos, voltou a subir em cima da cama, e antes que eu me desse conta e pudesse reagir, o loiro agarrou a minha calça junto com a cueca box que eu estava usando e arrancou as duas em um movimento rápido, que muito gentilmente esbarrou no meu lindo pênis, me fazendo soltar um grito mudo de dor.
Pude ouvir uma risada sádica vinda do loiro, o filho da puta ficou feliz com a minha dor! Quando eu sair daqui vou matar esse infeliz! Como eu tinha me encolhido pela dor, foi bem mais fácil para o loiro puxar uma dar minhas pernas e envolver a calça fazendo um tipo de amarração no meu calcanhar me prendendo na cama, mas não me impossibilitando de mexer a perna, diferente dos braços. Isso acabou dando um pouco de trabalho para ele já que eu tentei soltar a perna de tudo quanto foi jeito, mas acabei com as duas pernas amarradas nos pés da cama. Vi o loiro começar a tirar a própria roupa, fazendo um strip, que seria sensual se não fosse pela minha atual “situação”.
Imaginei que o loiro iria me arregaçar em seguida, mas diferente do que eu imaginei, eu o vi levando à mão ao seu próprio falo, começando movimentos de vai e vem cadenciados, aumentando o ritmo. Conforme ele aumentava o ritmo ele vinha na minha direção pelo lado esquerdo da cama.
Ele sorria maniacamente, chegando cada vez mais perto, até que subiu na cama, e montou em cima de mim. Ficando sentado no meu peitoral. Podia ver aquele falo nada pequeno e, que no mínimo me arrombaria, quase na minha cara. Foram quase 10 minutos de puro desespero enquanto o maldito se tocava na minha frente, até que o infeliz finalmente teve o seu tão esperado orgasmo e, claro que o “gênio” gostaria na minha cara, ótimo! Primeiro bate o meu nariz no chão, abre um rombo na minha testa, e depois ainda joga porra na minha cara! E claro, atingiria o corte!
Já tinha ouvido falar que gozo geralmente é salgado, mas não esperava que fosse verdade. Aquela merda em contato com corte da minha testa ardia muito. Eu me debatia querendo acabar com o contato do machucado com o esperma.
Acho que o loiro percebeu, pois fez questão de passar os dedos melados pelo corte, apertando-o me fazendo gritar em agonia. Eu chorava e, a cada lagrima derramada, o loiro parecia se divertir mais. Eu queria dilacera-lo! Mas a meu ver seria eu o dilacerado.
– Se for um bom menino Eren eu não te machuco, tanto! – Disse o loiro vindo com a mão em direção à minha boca, vindo retirar a camiseta, quando finalmente vi minha boca livre tratei logo de responder. – Vai se foder seu filho da puta! – Disse a plenos pulmões, se alguém ouvisse acharia que estávamos brigando e no mínimo iriam vir ver o que acontecia, preferia pagar o mico de ser visto assim, que ser arrombado por esse cretino!
Uma das mãos do loiro foi direto de encontro com os meus cabelos da nuca, puxando-os para baixo me fazendo abrir a boca, para que o mesmo pudesse se enterrar em minha boca. Senti aquele falo enorme indo contra a minha garganta. Não tive tempo de engasgar.
– Se me morder vou te penetrar junto com um cabo de vassoura! – Ok, agora eu estou com medo! Resolvi não arriscar e manter a boca muito bem parada, vai que eu mordo o animal! A cada estocada eu sentia uma dor mais forte na garganta. Ele ia cada vez mais fundo. Eu sentia o gosto de bile e de pré-gozo na boca. Se ele continuasse a me sufocar desse jeito eu acabaria vomitando no pau dele, na melhor das hipóteses! Quando eu já não aguentava mais, não sei se para meu alivio ou pesar, ele gozou na minha boca, mas antes que eu pudesse cuspir toda aquela porcaria o ordinário me disse: — engole, ou eu faço você engolir! – Depois dessa delicada ordem eu não tive muita escolha.... Ou eu engolia por bem ou por mau.... Vai saber o que ele faria para que engolisse por mau, preferi engolir por bem.
–Bom menino Eren! Finalmente está começando a entender quem manda! — Disse sádico, fazendo um leve “cafuné” na minha cabeça, ato que eu tentei me esquivar e acabei recebendo um olhar desaprovador em troca. Fingi que não vi, foi melhor assim! Vi o loiro começando a estimular aquela linguiça mole. Quando ele achou que já estava bem estimulado, ele saiu de cima do meu peitoral e se posicionou entre as minhas pernas, claro que não sem uma pequena briga entre ele e minhas pernas! Mas o corno era bem mais forte que eu, conseguiu as abrir. Colocando as duas em cima dos seus ombros. Claro que eu tentei usar isso a meu favor e, dar uma joelhada na cabeça do cretino, mas as calças amarradas nos meus tornozelos me impediam. Por isso ele tinha deixado um espaço tão grande de movimento, para poder pôr as minhas pernas nos ombros. Inteligente, admito!
Eu já com as pernas imobilizadas por causa dos ombros e das calças, não poderia fazer grande coisa, estava muito vulnerável. Em momento algum o loiro tirou os olhos de mim, ele podia ver o meu desespero. E com um único movimento ele se enterrou dentro de mim. E puta que o pariu, aquele pau era bem maior do que parecia! Ou eu tenho uma boca enorme ou sou muito apertado! Por que o filho da puta me rasgou em dois, não é possível! Eu chorava e, me contorcia querendo tirar aquele falo de dentro de mim. Eu não conseguia falar, minha garganta doía demais, tanto pelas estocadas quanto pelo grito sôfrego que eu dei ao ser arregaçado pelo loiro.
O Erwin não me deu trégua, não esperou eu me acostumar nem por um segundo para se mexer dentro de mim, o corno começou a se mexer com uma força desnecessária, que arrancava gritos sôfregos da minha já tão esfolada garganta. Eu não conseguia conter os gritos de dor, até que não saia mais voz alguma. Eu estava gritando mudamente. Minha garganta estava tão fodida (literalmente), que já não emitia som algum!
A cada segundo o loiro ia mais fundo e, mais forte dentro de mim. Eu sentia a dor dilacerando o meu corpo! Estava quase inconsciente quando senti uma estocada tão funda que atingir a minha próstata. Entrei em pânico quando senti uma sensação boa. Como era possível eu gostar de ser violado desse jeito?
– Você é uma vadia mesmo Eren! – Disse o Erwin irônico, segurando ainda mais forte as minhas coxas e se enterrando mais fundo ainda, indo com mais força contra a minha próstata, me fazendo jogar a cabeça para trás no colchão. Eu estava entrando em pânico e, a cada estocada eu perdia mais o controle do meu corpo, senti uma de suas mãos indo de encontro com o meu falo esquecido, começando a bombeá-lo fazendo uma masturbação nada delicada. Onde ao invés de prazer eu sentia dor, sua mão apertava meu falo com uma força enorme, quase me esmagando. Conforme ele aumentava a força e profundidade das estocadas ele comprimia mais o meu falo aumentando o ritmo da masturbação. Eu já não aguentava mais. Estava muito dolorido. Mas o pior ponto da noite foi sentir o loiro se desfazer dentro de mim. Eu podia sentir o liquido viscoso saindo de dentro de mim, conforme ele continuava com as estocadas.
– Não fique assim Eren! Ainda vamos ter mais um round³! – Disse sádico, voltando a me estocar com força, o pênis antes desfalecido começava a se animar de novo dentro de mim... A cada estocada eu sentia meu pênis mais sensível pela masturbação torturante que o loiro me fazia. Mesmo com ele atingindo a minha próstata a dor no pênis não me permitia sentir prazer, o que era de certa forma um alivio. Afinal, que tipo de monstro sente prazer em um ato tão repulsivo como esse? Eu seria no mínimo, insano, se me sentisse bem com isso. O loiro continuou me torturar até gozar dentro de mim de novo.
Quando finalmente saiu de dentro de mim eu já estava tão machucado e, praticamente já não sentia mais o meu pênis, me sentia tão fraco e debilitado que não tinha nem força para me mexer. O loiro me soltou. Olhou para mim. E foi como se só agora ele tivesse tido noção do que fez. Ele parecia assustado, mas satisfeito. Ele virou as costas para mim, se vestiu e me largou lá.... Sozinho. Estuprado. Machucado e sem um pingo de dignidade. Me sentia um lixo, um inútil, eu não consegui me proteger...
Precisava de ajuda. Precisava sair de lá antes que aquele monstro voltasse.
Reuni todas as forças que eu ainda tinha em meu corpo, peguei meu celular na minha calça que estava no chão, graças a deus ela estava perto do banheiro. Fui em direção ao banheiro me arrastando pelo chão. Quando passei pela porta a tranquei, ele não teria força para arrombar aquela porta, ainda bem que as portas são de madeira maciça! Me tranquei lá dentro e fiz a única coisa que poderia fazer, liguei para o Armin chorando.
Uns instantes depois de iniciar a ligação eu ouvi a porta do quarto bater.... Entrei em pânico novamente. O loiro maníaco tinha voltado, ia me violar de novo! Comecei a me desespera.
–Eren?! Eren você está aqui? — Ouvi a voz da Mikasa e comecei a me acalmar. Eu não conseguia falar, então, bati na porta sinalizando que estava lá. Ao ouvir o barulho a menina veio ao meu socorro, mexeu na fechadura, mas só pode abrir a porta quando eu destranquei a mesma. Imediatamente a minha irmã entrou no banheiro, e me viu naquele estado deplorável no chão frio do banheiro.
–Eren! Quem fez isso com você? — Pude ver aquela tão conhecida aura maligna que surgia na mesma quando alguém me machucava. Sorri com isso. E estiquei meus braços o máximo que consegui, pedido ajuda para levantar, a menina me ajudou no mesmo instante, olhei em direção ao chuveiro e prontamente fui me arrastando com a ajuda dela até de baixo do meu amado chuveiro. Queria me livrar daquela imundice!
A menina me colocou sentado no chão e logo me virou de costas para ela. –Vou te lavar Eren! Me diga se doer em alguma parte! – Mikasa estava com a voz embargada, nunca a tinha visto chorar antes, isso acabou ainda mais comigo.
A menina se levantou, ligou o chuveiro, deixando uma água morna cair sobre a minha cabeça, logo mudando para o chuveirinho. Pegou uma bucha azul que tinha no Box colocou um pouco de sabão liquido e, começou a me esfregar com cuidado para não me machucar mais.
Pude sentir meus músculos relaxando aos poucos. Depois de esfregar meu corpo quase por inteiro, (ela não tocou nas minhas partes intimas), ela pegou o shampoo e ensaboou meus cabelos, massageando o meu couro cabeludo, fazia tanto tempo que não fazíamos isso! Quando éramos menores, ela sempre ensaboava meus cabelos (eu sempre estava em uma banheira com uma toalha enrolada nos “países baixos”), finalmente pude me permitir sentir “seguro”. Minha “irmã” nunca me machucaria!
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