Lutte
6 Lutte Club
Notas iniciais

Lutte Club
Acordei me sentindo o pior lixo do mundo. O que eu tinha feito de tão mau para os meus próprios pais me desprezarem daquele jeito? Sei que não sou o filho mais fácil de lidar, mas foram ELES que me tornaram isso.
Admito que meu sangue gelou quando meu pai me disse que me tiraria de Marie. Para onde eu iria? Para casa dele eu não voltaria, prefiro viver na sarjeta que lá dentro. Sei que é meio radical e irracional pensar assim, mas melhor sozinho por mim mesmo, que sozinho enjaulado por eles.
Não se engane eu os amo, mas não sou o tipo de pessoa que perdoa com facilidade!
O que me leva a pensar no cara de cavalo. Ainda não terminamos de resolver aquele assunto sobre o Erwin.... Se eu soubesse que ele ficava com o cara de cavalo, nunca teria ficado com ele. Onde será que o Jean põe aquela boca? Credo! Só de imaginar tenho vontade de vomitar!
Decidi que iria até o Erwin, afinal, poder bater em todos sem me ferrar era uma proposta no mínimo interessante e atraente, vamos ver no que dá! Me levantei da cama e fui em direção ao banheiro, precisava de um banho. Passei em frente à janela e pude ver que ainda era dia, ainda bem, assim pelo menos eu ainda poderia aproveitar alguma coisa.
Entrei no banheiro, que era até que bem pequeno. O banheiro é bem simples, com paredes de ladrilho branco e chão quadriculado. Tem uma pia simples, dessas de vidro branco, com um armarinho de toalhas que a apoia.... Fui em direção ao Box e não vi que aquela merda estava fechada! Ótimo o dia já estava uma merda e agora eu queria chorar por ter batido a merda do nariz. Era só o que me faltava!
Antes de abrir aquela merda (preciso colocar uns adesivos para não bater o nariz de novo) coloquei uma música para tocar, entrei e fechei a porta de vidro do Box e liguei o chuveiro na água morna. Só deus sabe o quanto banhos me relaxam! Comecei a cantar ao ritmo da música, e me ensaboar. Sempre gostei de ter um banheiro no quarto, assim poderia me esgoelar no chuveiro e ninguém reclamava (só o Armin quando dormia lá em casa). Continuei meu “show”, quando começou a tocar “I’ll Always love you” da Whitney Houston, eu literalmente soltei a franga.
Adoro cantar essa música, acho tão bonita.
Nem percebi que a porta do banheiro se abriu, tomei um enorme susto quando me chamaram, eu estava de costas para a pessoa ensaboando o cabelo.
–Eren? — Uma voz muito conhecida me chamou, terminei de tirar o que restava do shampoo do cabelo e olhei para ele. Armin estava mais vermelho que um tomate, ele sempre fica assim quando me vê sem roupa (não que isso seja sempre! Nem que nós tenhamos um caso ou algo assim!!). –Oê, Armin! Aconteceu alguma coisa? — Perguntei preocupado. O que o menor ainda fazia aqui em Marie?
–N-não. Só queria saber se você poderia me mostrar o campus depois, e me ajudar a achar o meu quarto. A diretora fez questão que eu e a Mikasa fossemos as aulas do dia. Então não deu tempo de fazer nada! – Disse simples.
Tinha me esquecido completamente que eles estudarão aqui a partir de hoje. Achei que era mentira do Grisha, ou que ele os tivesse levado a força para casa. –Claro Armin, assim que eu me trocar te levo para conhecer o campus! Tenho que ir ao Clube de luta, assim você vai comigo.... Pode ser? – O menor mais que de pressa se animou com o que eu disse. – C-claro!
Pode não parecer, mas o Armin sempre foi meu braço direito nas brigas, muitos caras não levavam ele a sério por seu tamanho, mas muitas vezes ele se mostrou mais ágil que eu. Em matéria de força posso dizer que nós ficamos empatados. Afinal, nem eu ou ele treinamos, então, não somos muito fortes. Mas damos um problemão.
Sai do chuveiro e me enxuguei no banheiro mesmo, assim era só por a roupa. Coloquei o uniforme, que era composto de uma calça azul marinho, uma camiseta branca e um tipo de suéter creme com o brasão da escola gravado sobre o peito, do lado direito. Passei um perfume e um desodorante básico e coloquei o tênis. Agora que estava finalmente pronto, fui em direção ao clube de luta com o Armin do meu lado.
Passando pelos pontos “turísticos” da escola e, eu mostrei os prédios básicos, o refeitório, o salão de jogos, o dormitório masculino e feminino, mostrei as quadras de tênis, de futebol americano e de soccer, enfim, mostrei tudo que os internatos têm.
Deixei para ir aos clubes por último, caso ele quisesse ver algum. Passamos pelos clubes de jardinagem, arco e flecha, culinária, desenho, judô, futebol americano, artes plásticas, jornalismo, são muitos clubes.... Para ser mais especifico é um prédio de escola que comporta todos os clubes que são em torno de uns 25 a 30, os alunos podem fazer seus próprios clubes, contanto, que a comissão disciplinar e os professores aprovem. Então o pessoal tem meio que clube de tudo, quem não está em algum clube não está por que não quer.
Marie sempre incentiva os alunos a participarem de clubes e ganharem troféus, assim os alunos ganham pontos nos boletins. Muitos alunos que não vão bem começam a fazer parte de vários clubes e então melhoram as notas, ganhando troféus para a escola, e coisas do gênero. Acho isso muito bom, minhas notas nunca foram acima de 7.5, mas não caem mais que 6.0. Se não o Grisha coloca professores particulares para me azucrinar.
–Quer ver algum clube Armin? — Perguntei já imaginando em qual ele entraria primeiro.
– Quero ver o clube de luta, o clube de leitura e o clube de culinária! – Disse animado.
–Você no clube de culinária e de leitura? Quem suspeitaria? — Disse rindo irônico.
–Não seja chato Eren! E você em quais clubes está? — Me perguntou com aqueles olhões azuis super animados.
–Em nenhum ainda. – Disse simples, cocando a nuca em sinal de desconforto e vergonha. – Como assim Eren? Já faz o que, Duas semanas que você veio pra Marie?! – Disse incrédulo com a minha cara de pau de admitir que não pertencia a nenhum clube.
–Relaxa Armin! Eu estou indo fazer isso agora, não estou?!- disse simples, mesmo sendo meu melhor amigo eu não gosto que fiquem me cobrando as coisas. Gosto delas ao meu próprio tempo.
–Em quais clubes você vai entrar? – Me perguntou animado.
–No clube de luta e.... talvez no clube de culinária. — Disse simples esperando que ele não me questionasse muito sobre isso.
–Você no clube de culinária? Desde quando você cozinha? — Me perguntou irônico, afinal já tinha sido motivo das trocas de decoração da cozinha de casa. Sempre quebro algo, ou coloco fogo o cômodo.... Uma vez esqueci o fogão ligado o dia todo, por sorte não pegou fogo na casa, de novo.
–Por isso mesmo. Não posso ficar sem saber cozinhar, preciso aprender o básico! Não contei para você e pra Mikasa, mas o Grisha me ameaçou. Disse que me tiraria da Marie, e se isso acontecer eu não vou voltar a morar com ele, então preciso aprender o máximo de coisas para poder sobreviver sozinho e, coisa e tal. – Disse meio sem graça. Não queria contar isso para ninguém, mas se eu não falasse a verdade o Armin iria me atormentar até descobrir. Preferi poupar saliva.
–Eren! Não acredito que ele fez isso! E a Carla? — Perguntou, imagino que tenha achado que ela não fez nada, já que ela nunca faz. –Ela me defendeu, disse que não ia me tirar daqui. – Pude ver a surpresa no rosto dele, isso me deixou contente. E deixei um pequeno sorriso de canto aparecer no meu rosto.
–Vamos ao clube de culinária primeiro. – Disse simples. E logo nos dirigimos ao tal clube. Batemos na porta e logo fomos atendidos por ninguém menos, ninguém mais, que a Sasha. Que tinha um tipo de panela funda meio redonda onde estava batendo alguma coisa cremosa. – Que isso Sasha? – Perguntei apontando para o creme que ela batia. – Isso vai ser um bolo de morango. Que eu vou comer inteirinho. – Disse com brilho nos olhos e babando de ansiedade. Voltou ao normal quando viu o Armin. – Quem é esse Eren? – Perguntou curiosa.
–Meu melhor amigo, Armin Arlet. Armin essa é.... – não deu tempo de terminar, a menina me interrompeu se introduzindo ao Armin. – Sou Sasha Strauss, muito prazer! – Disse sorrindo. – O-o prazer é meu- disse Armin já meio que se encolhendo e se escondendo nas minhas costas. –Ele é meio tímido- disse sorrindo, esse Armin nunca muda. Isso me lembra que eu não sei como ele me achou no meu quarto. –Armin como fez para me achar? – Perguntei curioso
–Encontrei com um cara chamado Erwin, ele me perguntou se estava perdido e eu disse que estava te procurando, e ele me disse onde era o quarto de vocês. — Disse com as bochechas meio vermelhinhas. – Então já conhece o Erwin, melhor assim, ele é o capitão do clube de luta. — Disse sorrindo de lado esperando pela avaliação de Armin. – Ele parece que luta, mas não diria que é o capitão, os músculos dele não são tão grandes assim, e ele não tem aquele porte de líder. –Disse o loirinho simples.
Vi Sasha ficar branca com a análise do pequeno. –Ele é o cara mais forte da escola! – Ela disse com cara de desacreditada em Armin. – Relaxa Sasha, o pai do Armin era preparador físico por isso ele tem essas proporções meio distorcidas. – Disse rindo e pude ver o entendimento tomando conta dela. – Àhh! Então é por isso! – Disse sorrindo e mais relaxada. – Mas Eren? O que vocês querem aqui? – Ela disse com cara de ponto de interrogação.
– Queremos nos juntar ao clube. – Disse Armin empolgado. Assim que ele terminou de dizer isso à menina começou a rir compulsivamente, tirei o bolo das mãos dela antes que ela derrubasse de tanto que ria. – Qual o problema com isso, hein Sasha? – Disse com aquela veiazinha já pulando na testa.
–Esse clube só tem mulher Eren! – Ela disse ainda rindo, mas parou quando viu que estávamos sérios. – Ok! Ok! Podem se juntar ao clube, mas não vai ser fácil! Vocês sabem cozinhar alguma coisa? – Perguntou seria. – Eu sei fazer miojo. Ajuda? — Perguntei sério.
–Serio isso Eren? Não sabe cozinhar nada? – Disse incrédula. – Não Sasha, eu nunca precisei aprender. Sempre tive cozinheiros em casa. – Disse simples. – E você Armin? O que sabe fazer? — Perguntou com medo da resposta. – Minha mãe era dona do “Fourence” um restaurante... — Sasha não deixou Armin terminar de falar e se intrometeu. – Sua mãe era dona do Fourence? Meu deus é um dos melhores restaurantes de Paris, mas ela tem que baixar os preços! – Disse seria. –Imagino que também não saiba cozinhar? – Perguntou meio incerta. – Na verdade a minha mãe me ensinou todas as receitas do restaurante. – A Sasha literalmente pulou de alegria e começou a beijar a bochecha do loiro, e depois entrou em uma brisa muito louca e começou a babar. Já mencionei que tenho medo dela?
–Sasha-san? – Armin perguntou passando as mãos na frente dos olhos dela, a tirando do transe. – Será um prazer ter você no clube Armin! – Disse animadamente para o pequeno. – E em ralação a você Eren, vai ter que aprender desde o básico! Isso vai ser divertido- sorriu sadicamente em minha direção. Algo me dizia para não entrar nesse clube. Mas obvio que eu ignorei. Me juntei ao clube e devolvi o bolo para ela.
–Agora vamos ao clube de luta! – Disse Armin animado. –Primeiro vamos ao clube de leitura, fica nesse andar o clube de luta é lá em cima. – Disse explicando o porquê não iriamos lá direto.
Passamos rapidinho no clube de leitura, onde o Armin se impressionou com a biblioteca que eles tinham, o mesmo se juntou ao clube. E fomos finalmente em direção ao clube de luta. Chegando no andar já dava para ouvir os clubes de artes marciais fazendo barulho, já dava para ver as paredes mais grossas para não incomodar com o barulho, os clubes de música também são aqui em cima.
Chegamos em frente a porta de entrada, e batemos, sendo logo atendidos por um Erwin suado e sem camisa. Isso só me deu mais vontade de me juntar ao clube, ver aquele loiro sem camisa, suado e todo gostoso, foi demais para mim. Parei de pensar, só voltei a mim quando o Armin cutucou as minhas costelas. Pude ver um sorrisinho debochado no rosto do Erwin. – Gosta do que vê, Eren? – Me perguntou na maior cara de pau. — Precisa malhar mais Erwin! — Disse pegando em um gominho de seu abdômen e apertando – isso é uma gordurinha? – Disse zombeteiro. O Erwin sorriu, mas ficou meio vermelho.
–Você é a menina de mais cedo, não é? – Perguntou para o Armin- Ele é homem Erwin! – Disse meio indignado, odeio quando confundem o Armin com uma menina. Vi a cara do Erwin fechando, acho que ficou com ciúmes de descobrir que o Armin é homem. E que está junto de mim, coitado, se tem alguém que eu não abro mão é do loirinho!
–Meu nome é Armin Arlet! Muito prazer — Disse o loirinho não conseguindo conter a animação. – Erwin Smith, prazer. — Disse “prazer” meio contrariado. E eu levantei uma sobrancelha.
–Viemos nos juntar ao clube. – Disse simplesmente, e pude ver a cara do Erwin virar de mim para o Armin e medir ele de cima a baixo. Fiquei puto com isso, o Armin me conhecendo bem do jeito que conhece já segurou meu braço, me dizendo para ficar de boa e não fazer merda.
–Vai fazer o teste com ele ou não Erwin? — Disse sério, o que arrancou um bico de birra do Erwin. – Claro Eren, nos testamos todos igualmente. – Disse sério, assumindo uma face de líder que eu não tinha visto até agora, dava uma sensação estranha ver ele daquele jeito, com uma pose de tenente.
–Vamos ao tatame. – Fomos em direção ao tatame e tiramos os sapatos, afinal não é permitido entrar de tênis. – Connie, vem testar o amigo do Eren! – Disse sério, Connie veio correndo com todo seu jeito extrovertido, se posicionou no meio do tatame e esperou Armin subir e se posicionar. Pude ver vários caras rindo e dizendo que o Armin iria apanhar muito. Devia ter apostado, tiraria uma grana boa desses idiotas.
–Meu nome é Connie Springer, muito prazer! — Disse sorrindo para o Armin. — Armin Arlet, o prazer é meu Connie-san! –Disse do jeito fofo e estratégico dele, pude ver um bando de marmanjo babando por ele. Armin, quem não te conhece que te compre! O que posso dizer dele? Bom ele é um estrategista nato. Sempre nos salvou de encrencas pensando rápido. E criando estratégia durante as lutas...
–Comecem! — Disse o Erwin sério.
Connie foi em direção ao Armin com intenção de soca-lo no rosto, mas o Armin desviou se abaixando e completou o movimento socando Connie no estomago tirando-o do chão, pude ver a “plateia” ficar em silencio com o choque de realidade.
–Não falei que o Armin é melhor que eu em luta, né? — Disse sínico para o Erwin.
–Não Eren, você não disse. – Ele parecia puto. Sujeitinho ciumento.
Armin começou com uma serie de socos no estomago de Connie, que lutava para se defender. Não foi fácil, mas o carequinha conseguiu sair das garras do loirinho e, até conseguiu atingir um soco certeiro no rosto de Armin que estava meio desatento, olhando para alguém, não vi quem. Mas depois de levar um soco na face voltou à atenção para o tatame e deu um cruzado de direita no Connie com uma força exagerada. Admito que o loiro não sabe se controlar quando entra no tatame, e muitas vezes eu tive que tirar ele de cena, se não ele poderia acabar matando alguém. Ele aproveitou a recuada que o Connie deu e deu uma mini corridinha entrando “embaixo” de Connie só para levantar com tudo e nocautear o queixo do carequinha, deixando-o inconsciente. Assim que o carequinha caiu no chão do tatame, eu chamei por Armin. E ele pareceu voltar a si e logo saiu do tatame.
–Eu passei? — Perguntou eufórico.
– Por que não me disse que sabia lutar? — Erwin parecia mais irritado que antes. Mais tarde eu teria que contar ao Armin o porquê do mau humor do maior. –Você não perguntou! – Eu respondi cutucando-o. adoro irritar os outros! Principalmente quando estão com ciúmes! –Armin é filho de Joshua Arlet. — Disse imaginando que Erwin soubesse quem ele era. Vi a expressão do outro mudar para surpresa.
– Isso explica porque me lembrei dele ao te ver lutando. –Armin pareceu muito feliz de ter ouvido isso — Mas não tem um terço da aptidão dele! – Erwin disse torcendo o nariz. – Mas mesmo assim, bem-vindos ao clube! – Disse passando a mão no meu cabelo, bagunçando-o. – O Eren não vai fazer o teste? – Perguntou inocentemente, queria que não tivesse perguntado.
–Não, a escola toda já viu ele lutando, fui uma decisão unanime a entrada dele no clube. – Disse simplesmente. Pude ouvir um som de irritação lá no fundo e pude ver o cara de cavalo vindo em nossa direção. – Não é justo! Todos passamos por uma avaliação! Está favorecendo ele, Erwin! — Disse se achando o máximo.
– Por mim tudo bem! Posso ir aí e te bater de novo cara e cavalo! — Disse presunçoso. Pude ouvir vários caras tentando segurar o riso, Jean estava puto e vermelho de ódio. –Veremos quem perde, Bixinha! – Disse vindo em minha direção. O mais irônico é que ele é tão gay quanto eu. Cara burro! Nem moral ele tem para falar de mim!
O Braço de Erwin o parou. – EU decido quem entra ou não Jean, não você! E o Eren já provou que tem capacidade para entrar no time! Não se humilhe mais! – Disse sério. Fazendo o Jean ficar puto e sair do clube batendo a porta. –Desculpem por isso, ele ainda não superou os ocorridos. –Disse serio olhando fixamente para mim. Eu sabia bem o que ele queria dizer com os ocorridos. Afinal eu tinha entrado no clube e, roubado o namorado dele. Não é de se admirar que ele me odeie.
Fomos interrompidos pela porta que abriu do nada revelando um menino pequeno, não me lembro como se chama.
– Está atrasado Levi! – Erwin disse censurando-o — Não enche Smith! – O baixinho parecia irritado, e ficou me encarando com olhos desconfiados. Não gostei disso, quem esse nanico pensa que é? Ele deu as costas para nós e começou a tirar a camiseta, gelei quando vi o pássaro no ombro do mesmo. Eu estava muito, muito, mas muito fodido mesmo. O cara da boate era ele? Não, impossível! Fiquei em choque e acho que o Erwin percebeu porque me beliscou quando me viu olhando muito para o tal de Levi.
Do outro lado do tatame o baixinho gritou: — Quero ver se esse moleque sabe lutar! –Disse apontado para mim. Erwin não ficou nada contente com isso, afinal, eu tinha secado o cara e, agora ia me atracar com ele no chão. Isso estava ficando bom!
Nem esperei o Erwin dizer nada e fui em direção ao tatame tirando meu suéter e a blusa, deixando meu abdômen a mostra. Não era tão musculoso quanto os outros, mas tinha os músculos no lugar e senti muito olhos sobre mim, isso me deixou meio de ego inflado e, isso nunca é bom em uma luta. Mas pude ver uma expressão de aprovação cruzar o rosto de Levi. E me permiti sorrir de lado.
Fui em direção a ele indo o socar direto no rosto, mas com posição para caso não acertasse por cima, acertar por baixo. Não contava com o bloqueio de ambos os socos – Bom pirralho! Mas você entrega seus movimentos muito facilmente! — Disse com cara de “nada”. Dei uma leve recuada, erro meu. Ele veio com tudo me socando várias vezes no abdômen. Travei os músculos e dei um soco de direita no rosto dele. Ele recuou levemente e eu passei uma rasteira errônea nele, mas logo me corrigi passando outra atingindo a perna de apoio dele derrubando-o no chão, montei em cima dele. Travando seus braços com o meu peso e segurando as pernas com as minhas, deixando nossos pontos sensíveis em contato. Não ia aguentar ficar muito tempo naquela situação sem gemer, o filho da puta ficou se mexendo – Muito bom vovô, mas você não tem muita força. –Disse me vingando por ter me chamado de obvio. Vi ele ficar puto, não sei de onde o cara tirou força para inverter as posições. – Sou mais ágil que você. – Disse com um meio sorriso sínico que me deu uma puta vontade de foder aquela boquinha linda.
Ia inverter as posições quando ele soltou um de seus braços do meu aperto e quase me socou no rosto. Joguei meu corpo contra o dele. Péssima ideia! O nanico caiu para trás e eu cai em cima com a boca colada na dele, foi tudo muito rápido. Acho que ninguém viu! Afinal, meus braços tamparam os lados das nossas cabeças, já que eu tentei parar a queda.
Mas o Erwin estava bem de frente para nossas cabeças, logo ele viu o beijo. Mas rápido que o flash eu sai de cima do cara, e estiquei a mão para ele. Oferecendo ajuda para levantar. – É melhor pararmos por aqui! – Disse simples, mas não rápido o suficiente para perceber que ele aí me puxar para o chão e me socar. Obvio que eu retruquei dando um soco bem dado no estomago dele, que fez ele abrir aquela linda boquinha em um grito mudo. Fiquei tentado a beijar ele ali mesmo, e acho que o Erwin percebeu isso. Mas não fiz nada, afinal, a merda já estava feita.
Era melhor parar antes que piorasse.
Dei as costas para Levi, e sai do tatame. – Acho que já deu por hoje. Vou para o quarto, te vejo mais tarde, Amin! –Erwin estava puto, queria me matar e trucidar o Levi. E acho que o mesmo percebeu isso. Pois sorriu divertido de lado. Ia dar merda, a se ia.
Graças aos céus o sinal de fim de dia tocou e, o pessoal começou a ir para os seus quartos tomar banho e se trocar, afinal, nos clubes não tinha vestiário. Por que será hein minha gente? (Ironia, doce ironia).
– Armin, acha a Mikasa para mim, por favor.... Vou para o quarto tomar banho, e depois encontro vocês no refeitório! – Disse simples. Arrastando um Erwin puto ao meu lado que apresentava certa resistência. – Erwin se quer conversar vamos fazer isso no quarto, não aqui! – Disse simples soltando ele, passei por um Levi que sorria irônico e, prestava atenção em nós.
–Pensei que namorasse o Kirsten, não esse pirralho! – Disse piorando a situação.
– Isso não é da sua conta nanico! – Disse irritado, já teria que ouvir muito e, não precisava desse aí piorando tudo. Se ele me fodesse mais ainda com o Erwin eu ia estuprar ele ali mesmo, na frente de todo mundo! Uma ideia que não me parecia ruim... como será que ele é na cama?
Pude ver uma veinha de irritação saltar na testa dele. — Quem me agarrou foi você! – Disse irônico. Ah! Como eu queria que ele tivesse ficado quieto! – Foi um acidente, se o fraquinho aí não tivesse me tirado para lutar isso não teria acontecido! – Disse, provocando-o, vi outra veia saltar na testa dele.
– Você que deveria emagrecer! Esta meio gordinho, não acha? — Disse me irritando. Como assim eu estou gordo? Por um segundo me esqueci do Erwin.
– Mas você não teve problemas quando ficou me sacando antes da luta! – Disse provocando-o, nessa altura do campeonato, eu estava me fodendo para o Erwin.
– Fala o cara que quis me comer naquela boate! – Disse rindo irônico. Eu gelei na mesma hora, então o nanico era mesmo o gostoso da boate. Ele faz jus as minhas lembranças, devo admitir, que bunda é aquela senhor? Redondinha e empinadinha, linda! Mas logo seria uma bunda esfolada e fodida se não parasse de falar merda na frente do Erwin! Não que eu ame o Erwin, longe disso. Mas ainda assim ele é meu colega de quarto e vai ser de foder ter ele puto comigo por trocar ele por um baixinho fodasticamente fodível.
Ao contrario do que eu imaginei o Erwin não disse nada, só ficou quieto e foi em direção aos dormitórios. Eu nem me preocupei em dar tchau pro Levi, simplesmente olhei feio pra ele e fui atrás do Erwin. Teria muito o que explicar.
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