Notas iniciais
Gente se eu não responder nenhum comentário é por que a minha net não esta funcionando direito ja que eu estou na pria e só tenho 600Mb pra aguentar até dia 08/01 então desculpem!! Não vou entrar em Hiatos!! Os chaps ja foram programados de 4 em 4 dias desde o dia 29/12!!

Desconhecido

Acordei com o Connie se jogando em cima de mim, quase tive um troço. Assim que eu entendi o que aconteceu me pus para fora da cama e comecei a correr na direção dele. Saímos do quarto, só paramos quando demos de cara com uma mulher baixa loira e com cara de mal encarada. O Connie ficou branco na hora e eu não entendi o por que.

–Professora Annie, bom dia!- disse mais que de pressa. Já tentando passar despercebido, já que a mulher estava a me encarar. Eu estava com uma bermuda de surfista meio larga na cintura o que deixava a mostra o elástico da cueca e sem camisa. Não se enganem achando que ela me secou por que foi beeeem o contrario.

– moleque, se vai ficar desfilando por ai quase sem roupa pelo menos apresente alguma coisa decente, e não esse corpo de lacraia mole. — ela nem alterou a expressão facial pra dizer isso, falou com uma voz monótona. – detenção. Hoje depois das aulas vocês vão ficar na detenção por 3 horas. Se tentarem cabular ou se atrasarem um minuto que for, é suspensão. – a mulher disse de um jeito tão foda-se que me deixou estupefato. Que mulher mais fria. Agora eu entendo o porquê de a chamarem de “Akuma” (demônio em japonês). Essa mulher deve ser o cão chupando manga quando acorda. Deve ser problema com homem, certeza que ninguém comeu essa ai direito!

–Eren, vai se trocar que eu te espero lá no refeitório, na mesma mesa de ontem, com a Sasha. — disse simples, mas ainda parecia abalado pelo encontro com a Akuma no Annie-san.

–ok. Te vejo depois então.- disse simples e fui em direção ao meu quarto. Nem bati na porta, afinal no máximo o Erwin estaria se trocando, eram só 7:00 A.M. o que ele poderia estar fazendo? De fato eu achei estranho quando entrei e o cara-de-cavalo estava lá pedindo alguma coisa pro Erwin, não sabia que eles eram amigos, bom eu não sabia nada sobre ninguém ali. Quando eu entrei o cara-de-cavalo (não lembro o nome dele) simplesmente disse um “foda-se” pro Erwin e saiu batendo o pé.

–interrompi alguma coisa?- perguntei com cara de interrogação. O Erwin estava fazendo de novo, estava me secando de novo. Isso já estava começando a me incomodar de verdade. Que porra era aquela? –Erwin?

–desculpe, o que disse?- perguntou meio constrangido.

– perguntei se tinha atrapalhado alguma coisa. — disse simples.

–não, o Jean só estava enchendo o saco, ele é muito ciú... Complicado. — fiquei cismado com a troca súbita de palavras, mas não achei que ele realmente fosse dizer que o outro o cara-de –cavalo “Jean” tinha ciúmes dele. Mas se fosse isso, imagino que seja só ciúmes de amizade.

Troquei de roupa com o Erwin no quarto mesmo, teria que me acostumar com isso mais cedo ou mais tarde, afinal deve ser o jeito dele mesmo. Depois de trocados fomos juntos pro refeitório, chegando lá eu vi o cara-de-cavalo me fuzilando, mas não era um olhar de ódio qualquer, do tipo filho da puta ta roubando meu amigo, não, era bem pior era do tipo filho da puta da dando em cima do meu homem. E eu olhei pra ele com cara de bunda e meio intrigado. Que porra era aquela? Será que o cara de cavalo curtia o Erwin? Muito estranho isso aê.

–Erwin, você ta saindo com o cara-de-cavalo?- perguntei como quem não quer nada.

–com quem?- ele disse como se não tivesse entendido.

–com o Jean, o cara-de-cavalo. – disse com a maior cara de pau do mundo. E ele? Bom, ele engasgou e começou a tossir, entre os tossidos ele disse um – n-não, que isso Eren. De onde tirou isso? – me perguntou meio branco, como se tivesse medo de alguma coisa. Achei estranho.

–desde hoje de manha, o cara-de-cavalo não para de me fuzilar, como se eu estivesse causando com a mina dele, homem no caso, acho. – depois que eu disse isso eu achei que o Erwin fosse desmaiar, no mínimo, afinal ele ficou muito, muito, mas muito vermelho mesmo. Achei que ele poderia estar mal ou qualquer coisa assim. Mas do nada ele disse que tinha esquecido alguma coisa aleatória no quarto e que teria que buscar, porque era importante para a próxima aula. Algo assim.

Fui em direção à mesa que estavam o Connie e a Sasha, tinha mais gente com eles, mas eu não conhecia. Então eles logo me apresentaram, do lado do Connie estava Marco, um menino aparentemente alto, com sardas. Christa, uma menina aparentemente baixinha, com cara de criança, loira e de olhos azuis enormes, achei ela muito fofa, mas não comentei nada. Ao lado da pequena estava Ymir uma menina (o), alta com cabelos castanhos presos em um rabo de Jean, ela tinha feições fortes e parecia ser a protetora da pequena, pois quando eu olhei pra menor só faltou ela me morder. Berthould era o ultimo da mesa oval em que estávamos, ele é moreno, mais alto que eu, e de feições bonitas mesmo sendo bem másculas. Eu não sou hipócrita, eu admito quando acho um cara bonito, afinal não tem nada de mais nisso, né?

–prazer minna-san, eu sou Eren Jaeger. — disse com um sorrisão na cara.

–senta ai, vem comer com a gente Eren. — foi a Sasha quem disse, não sei se eu cheguei a comentar, mas essa menina mesmo sendo magra como que nem um cavalo, meu deus deve ser magra de ruim, porque com o que ela come era pra ela ser no mínimo redonda. Mas ela e Connie eram muito divertidos juntos, eles são o estereotipo de “casal perfeito”, mesmo com as brigas por causa de comida, que eram no mínimo hilárias.

Comemos de boa, conversando banalidades do tipo o que cada um mais gostava, as matérias que tinham problemas e coisas assim. Quando o primeiro sinal de inicio de aula tocou, todos fomos para a sala, que incrivelmente era a mesma. As aulas passaram rápido de mais até, ficamos conversando entre as aulas e o que eu tinha duvida eles me ajudavam. Quando a tarde caiu, todos já estavam indo para os quartos, Connie mandou um whats em um grupo que nos criamos, dizendo pra irmos pra cidade hoje, pra me apresentarem a night de paris. Achei a ideia ótima, admito. Erwin disse pra nos encontrarmos depois das aulas dos clubes, todos prontos e conforme as pessoas fossem chegando já indo em direção ao ponto do ônibus pra não levantar bandeira.

–Connie, quando você se trocar busca o Eren lá no quarto, leva ele pro ponto. Vou me atrasar uns minutos podem ir na frente, encontro com vocês na boate “nightmare” no camarote de sempre.- mandou um áudio autoritário, mesmo sendo em uma voz bem baixa, acho que ele estava em um lugar que poderiam ouvir se ele não tomasse cuidado.

Fizemos como nos foi instruído, fui pro quarto, tomei um bom banho, quando eu estava saindo o Connie chegou, usando uma roupa até que bem arrumada, estava de camisa pollo, jeans escuro e sapa-tênis, e colocou tanto perfume que até de longe eu conseguia sentir. Estava até enjoativo.

–Caramba Connie, você bebeu o vidro de perfume?- perguntei rindo. Ele ficou vermelho. – Eu estava passando o perfume e cai. O vidro quebrou em cima de mim. – disse rindo.

–você se machucou? – perguntei preocupado, já que os vidros geralmente são grossos, e difíceis de quebrar, a pancada deve ter sido bem forte.

–hahaha, estou sim, pode ficar tranquilo, sou meio desastrado então isso sempre acontece. — disse rindo, como se o ocorrido não tivesse sido mesmo nada.- se troca logo Eren! Estamos atrasados.

–já to indo. – disse rápido, indo em direção ao armário, pegando uma boxer preta lisa, uma calça jeans preta, uma blusa folgadinha azul marinho com gola em “V”, e um sapa-tênis branco e azul. Passei um perfume “malbec” meu preferido, e estava pronto. Dentes escovados, perfumado, cabelo desgrenhado e roupa suave. Peguei a carteira e o celular, botei nos bolsos traseiros e fomos em direção à “passagem secreta”. Chagando lá encontramos com o pessoal de mais cedo. Berthould, Christa, Ymir, Sasha e Marco, só faltava o Erwin. Mas ele disse que viria depois então fomos em direção ao ponto de ônibus.

Conseguimos chegar no ponto de boa até, as meninas(menos a Ymir) não conseguiam correr por causa dos saltos, ajudamos elas e conseguimos pegar o ônibus, ao meu ver o pessoal já conhecia o motorista e o cobrador, de longa data. Pareciam bem amigos. Demorou uns 15 minutos para chegarmos ao centro de Paris. E meu deus como é lindo! Tem tantas luzes, passamos pela Torre Eiffel iluminada era linda, apagada parecia só um troço de metal, a cidade de noite tinha muitas pessoas. Quando eu cheguei aqui ainda era de manha e eu estava meio sonolento então nem admirei a paisagem nem nada. Descemos em um ponto aleatório, e fomo andando mais umas duas quadras até uma boate meio escondida, não dei nada por ela.

–fala aê, Francisco! – Connie falou com um armário, quer dizer segurança, enorme e mal encarado, que incrivelmente sorriu e fez hi-5 com o Connie foi no mínimo bizarro. Ele me encarou e o Connie logo me apresentou – Esse é o Eren Jaeger, colega de quarto do Erwin. Ele é legal. – disse sorrindo. Quando o nome Erwin foi mencionado o segurando já logo relaxou ao que parece o Erwin tem muita influencia por aqui.

– O Erwin não vem hoje?- o segurança perguntou como quem não quer nada. E o Connie respondeu:- sim, ele vem, mas mais tarde, estava resolvendo uns problemas do clube.

– entendo, aproveitem a noite. — disse e abriu passagem, fazendo assim com que evitássemos a fila enorme que estava para entrar, muitas pessoas vaiaram, e disseram que era injusto, já que não esperamos. Francisco só disse que quem quisesse reclamar que fosse pra outra boate, e assim acabou com o tumulto causado na estrada.

O lugar dentro era no mínimo incrível! Tinha luzes de varias cores, um bar todo fosforescente. O lugar era a Disneylândia dos baladeiros e bêbados de plantão, tinham muitas meninas L-i-n-d-a-s, o Connie me viu olhando pro bar e logo fomos todos pra lá.

–Jimmy, esse aqui é o Eren, cuide dele, não deixe perder a linha!- dessa vez foi o Berthould quem me introduziu com o Barman Jimmy. – fique a vontade pra pedir o que quiser Eren, querido. – pelo jeito esse barmen queria que eu pedisse ele. Que isso jovem? Barmen atirado. Mas eu não liguei, ele parecia simpático, e eu nunca tive nada contra gays, só não compartilho do mesmo gosto.

–obrigada, Jimmy. – disse simples e sorri amarelo pra ele. Não custa nada ser gentil e simpático não é? –o que tem de bebidas ai? Indica alguma?- perguntei querendo iniciar a bebedeira da noite.

–bebida das fadas. É a melhor. Quer provar?- me disse meio provocante, tentando me seduzir, eu só ri e disse que sim.

Ele me deu um copo com um liquido transparente, que ele colocou fogo em cima, esperei a chama apagar e bebi um gole grande. Quase engasguei aquilo era forte, muito forte, em seguida ele me deu um cubo de açúcar e disse pra eu chupar o cubo. E o contraste do doce com o amargo me deixou extasiado, adorei a sensação e quando fui ver já estava no 8 copo de bebida. Começou a tocar uma musica que me envolveu de um jeito que não teve como não dançar.

~ring of fire- krewella~

A batida da musica foi me levando, eu estava levinho, comecei a ir pro meio da pista de dança, dançando normalmente, até que eu vi um cara dançando, ele mexia os braços acima da cabeça, vê ou outra levando um cigarro aos lábios, estava sem camisa, expondo as tatuagens nos ombros, ele tinha um pássaro atoado no pescoço, eu me fissurei naquela imagem e quando eu fui ver já estava dançando com ele, ele estava muito bêbado, me olhou nos olhos, e me deu um sorriso de lado como se me desafiasse a fazer melhor que ele. Comecei a chegar mais perto indo em encontro com seu corpo, de costas pra ele, desci até o chão, subindo de vagar, quase me rosando no corpo dele. Ele entrou no jogo. Segurou minha cintura, me controlando e dançando usando meu corpo como apoio.

Varias pessoas ao nosso redor pararam para ver o que estávamos fazendo, alguns tentando imitar, no pico da musica, eu mandei um foda-se e enlacei uma perna na dele, jogando o corpo pra frente, fazendo ele recuar um pouco, só pra depois ser a minha vez de fazer o mesmo, roubei o cigarro de sua mãe dando uma longa tragada só para trocar o ar com ele, soltei a fumaça aos poucos enquanto ele sugava a mesma, nossas bocas estavam a milímetros de se tocarem, mas sem nunca encostar. Quando a batida ficou mais forte soltei a perna e rebolei de frente pra ele, envolvendo-o, entretendo-o com meu corpo.

–Eren, temos que ir!! – era o Connie me chamando. Eu não queria ir, mas sabia que se não fosse não poderia ir mais.

Acabou que eu não soube o nome do cara da boate. Não tive tempo de perguntar... Mas a imagem daquela bunda linda e sexy não saia da minha mente, mesmo seus cabelos raspados do lado e mais cumpridos em cima, não vi seu rosto direito, mas parecia meio feminino, seu corpo de medidas certas com os músculos bonitos, mas não exagerados e sua altura um pouco menor que a minha, perfeita pra beijar, e que boca estuporável ele tem... Nunca me considerei gay, mas... Esse cara mexeu comigo.

Voltamos pra escola tentando fazer o mínimo barulho possível, eu não vi o Erwin na boate, mas na volta ele estava no ônibus com a gente. Fomos todos pro dormitório, entrei no quarto e fui direto pro banheiro, estava suado depois de danças tanto. Precisava de uma banho relaxante, e pra no mínimo dar uma mãozinha pro meu parça lá de baixo... Aquele baixinho mexeu comigo mesmo.

Depois do banho e de ajudar meu amigo, voltei pro quarto que já estava escuro, imagino que o Erwin já tenho ido dormir. Mas arrisquei mesmo assim.

–Erwin, ta dormindo?- perguntei meio incerto.

–tava quase, por quê?- disse sonolento.

– o que você acha dos caras Gays?- fiquei com um pouco de vergonha de perguntar, mas acho que ele não percebeu. Ou ignorou. na verdade ele quase pulou da cama quando eu disse isso. – o que quer dizer Eren?- ele parecia meio temeroso. Não vi um por que – você não se importa de ter amigos que possam ser gays? Não tem medo que eles deem em cima de você?- disse como quem não quer nada. Afinal não ia admitir nada. Ainda.

– então você descobriu que eu soou gay, e esta me dizendo que não quer mais ser meu amigo? É isso Eren?- quase tive um troço quando ele me disse isso. Bom eu achei estranho à relação dele com o Jean, mas até ai. Não tinha provas de nada. – não é isso, é que eu estou com uma duvida. – falei me defendendo e vi que ele pareceu relaxa.

– que tipo de duvida?- me perguntou interessado. – como eu sei se realmente gosto de homem? – perguntei, sabia que estava mais vermelho que um pimentão. Afinal fico vermelho fácil, e nesse caso, era impossível não sentir vergonha. Fiquei esperando pela resposta, mas eu não esperava pelo que ocorreu.

–assim. – foi tudo que o Erwin me disse antes de colar os lábios aos meus, eu fiquei estático por um segundo, não sabia o que fazer, nem como reagir, afinal o meu colega de quarto estava me agarrando, bom quem pediu por isso fui eu então melhor aproveitar. Entreabri a boca deixando sua língua se juntar com a minha, de inicio foi um beijo meio tímido, afinal era meu primeiro com um homem, e eu não sabia como agir. Só tinha beijado meninas antes, e se tem que ser mais delicado, já com homens se pode ser mais bruto. Senti ele mordendo meu lábio inferior pra deixar eu me recuperar, e logo em seguida voltou com tudo, explorando a minha boca como se fosse um doce delicioso, eu chupei sua língua, enrolando-a na minha em seguida, a sensação era diferente mas era muito boa, podia sentir o corpo forte dele vindo contra o meu me fazendo deitar no colchão. O momento nos envolveu de um jeito que por pouco nos não fizemos merda. Só paramos quando ouvimos batidas na porta.

–só um minuto — o Erwin disse após me soltar e ir atender a porta. Era o professo Auro, fazendo a ronda noturna, ele só bateu por que a porta estava trancada, e segundo ele muitos alunos trancam a porta e saem, pensando que não sabemos que eles não estão. Mas a cara de frustração dele foi a mais quando viu que estávamos os dois no quarto de pijama, eu na minha cama e o Erwin na porta. – algo mais professor? – o professor negou com a cabeça e disse um breve boa noite. E assim fomos dormir.

Amanhã seria um dia complicado...

Notas finais
obrigado por ler e não esqueçam de comentar!! quando a minha net ficar boa de novo eu continuo postando!!