Notas iniciais
Novo chap pra vocês meus lindos e lindas!!! Vocês não sabem o quantos os coments de vocês me anima a escrever!! Eles tornam todas as madrugadas de escrita muito mais legais!!! obrigada pelo carinho minna-san!! kissus boa leitura!! Espero que gostem!! :3

Ennemis

O dia começou normalmente, com o Connie se jogando em cima de mim para me acordar. Com o Erwin já fora do quarto. Nunca perguntei o que ele fazia acordado assim tão cedo.... Isso me lembra que nós precisamos conversar sobre o que houve ontem, não sei direito o que aconteceu, mas não foi ruim, acho que posso realmente estar me tornando gay. Isso me assusta muito. Mas ainda quero encontrar o cara da noite passada.

Quem diabos era ele?

–Eren, vai logo! A Sasha fica puta quando fazemos ela esperar! — Disse Connie me tirando dos meus devaneios.

–Ok, ok! Já estou indo! — Disse simples, começando a me trocar. De fato, estávamos muito atrasados, não dava tempo para tomar banho. Odeio sair sujo, mas fazer o que?

Fomos em direção ao refeitório, logo pudemos avistar a montanha de comida da Sasha e certa agitação. Costumeira, devido aos alunos estarem sentados juntos comendo e falando auto. Fomos em direção à mesa de comida, que a cada dia aparecia com vários pretos deliciosos e “estranhos” típicos da França, nos servimos e fomos nos sentar com o pessoal.

–Eren, a diretora disse que quer conversar com você o mais rápido possível. – Disse Sasha com a boca cheia, cuspindo um pouco de comida para todos os lados.

–Sasha engole primeiro! – Disse o Connie e, assim, começou a nossa não tão calma manhã. Acabei esquecendo de comer e fui logo ver o que a diretora queria. Fui andando pelos corredores da escola meio distraído. Olhando ao redor, os enormes quadros que enfeitavam uma parede qualquer. Acabei encontrando com Erwin, disse um bom dia e, segui caminho até a sala da diretora. Chegando lá eu bati na porta e esperei me deixarem entrar.

–Entre – disse a mulher em tom autoritário. Logo girei a maçaneta e entrei. Dando de cara com uma cena no mínimo inusitada. Onde se podia ver Carla e Grisha sentados de frente para a mesa da mulher enquanto que Mikasa e Armin estavam em um tipo de sofá retro encostado em uma parede, ao lado da mesa da Diretora. Todos sorrindo na minha direção.... Todos menos, Grisha.

– O que vocês fazem aqui? — Disse assustado.

– Oê Eren, não está contente em ver a gente? — Mikasa fez uma voz chorosa. – Não é isso Mika, só não esperava ver vocês aqui. – Disse me defendendo.

Isso era tudo que me faltava. Imagino que eles tenham vindo me obrigar a ir para “casa”. Mas de jeito nenhum eu saio dessa escola, nem que eu tenha que vender meu lindo corpinho para pagar a mensalidade!

–Vamos estudar aqui com você Eren! — Disse o Armin animado. Me fazendo entrar em choque, de tudo, isso eu não esperava, mas fiquei feliz, afinal, ele e Mikasa são meus melhores amigos e irmãos. – Por que assim tão de repente? – Disse simples, desconfiando do significado de tudo isso.

– Você não está feliz filho? – Foi à vez de Carla de se pronunciar. E eu simplesmente me dignei a ignora-la. – Responda a sua mãe Eren! — Grisha já estava ficando puto com a conversa pelo que pude ver. –se tivesse alguma mãe aqui eu até responderia. – Disse frio, dando meu melhor “olhar de peixe morto” o que foi a gota d’agua. Ele levantou e veio em minha direção levantando a mão, mas quando foi me bater, Carla o impediu.

– Não bata nele Grisha, não vale a pena. – Admito que ouvir que eu não valia a pena nem para apanhar me magoou muito. E eu não poderia deixar passar, não é? — Tem razão “mãe” eu não valho a pena, não sei por que gastam seu tempo comigo, A é. Vocês não gastam! Estão ocupados de mais com os seus umbigos. – Disse e sai da sala, ignorando os protestos, não queria saber o que eles tinham a dizer, nada que pudessem falar me traria algo de bom.

Ótimo, estava puto, sentia meu sangue ferver em minhas veias. Precisava de uma briga. Se algum idiota me provocasse ia levar porrada.

Comecei a ir de volta para o refeitório. Ainda respirava acelerado devido a adrenalina da raiva, eu precisava de algo para me distrair. Foi aí que vi ele, a vítima perfeita para ser meu saco de pancadas, o Cara-de-cavalo-Jean. Assim que me viu o loiro, já veio colocando o dedo no meu rosto, puxando briga.

–Oê, você! Fique longe do Erwin! Um merda que nem você não deveria ficar perto de alguém como ele! — Me disse com a aquela cara de convencido, mas com olhos de puro ódio. Isso era tudo o que eu precisava. Esse idiota seria meu saco de porradas por um tempinho. –Me obrigue, cara-de-cavalo! – Disse lançando o desafio, sabia que ele aceitaria sem pestanejar. – Me chamou de quê? — Jean ficou puto com o apelido carinhoso que eu lhe dei. Eu achei tão adorável.

–Te chamei de cara-de-cavalo – disse simples, esperando ver a reação dele. Que foi exatamente a que eu esperava. Pude ver ele lançando o corpo contra o meu. Elevou a mão em punho vindo em direção a meu rosto pela direita. Bloqueei com o antebraço direito. Já me abaixando, lançando meu corpo contra o dele, jogando ele no chão. Montei em cima de seu abdômen e comecei a socar a socar seu rosto.

Acertei dois socos até ele segurar meus braços e incrivelmente conseguir me deitar de lado e sair de baixo de mim. Já que montar em mim ele não ia conseguir, ele usou as pernas como distração me chutando, para ganhar tempo e ficar de pé. Pelo visto esse cara-de-cavalo não é tão burro quanto parece, isso vai ser divertido.

–Está putinho só porque o Erwin encontrou coisa melhor que você? – Alfinetei. Ele pareceu surpreso e quando o entendimento bateu ele ficou ainda puto. – filho da puta! Você agarrou o Erwin! – Não deu tempo de retrucar, ele já tinha se lançado na minha direção e por pouco eu escapei de um soco bem dado no queixo, certeza que seria W.O.¹ se eu não desviasse.

Sejamos realistas um soco bem levado no queixo é nocaute na certa. Dei mais um passo para trás saindo do seu alcance de socos, e girando o corpo dando um chute alto. Com o elemento surpresa, eu consegui acertar o chute em seu rosto. Voltei à posição inicial me preparando para dar uma sequência de socos nele. Quando senti alguém me pegar por trás e, vi o mesmo ocorrendo com ele.

Não tinha percebido que tínhamos plateia.

Quando olhei para trás pude ver o Erwin me segurando enquanto Grisha segurava Mikasa. Carla acalmando o Armin, e a diretora mandando nos separarmos. Deixei o Erwin me puxar para trás, e quando ele viu que eu não reagiria, ele me soltou. O cara-de-cavalo estava com tanta raiva que queria arranjar briga com os outros. Queria me matar e pelo jeito não pararia tão cedo, estava tão possesso que parecia não ter visto a diretora. Só sossegou o faixo quando a professora Annie deu um soco no queixo dele fazendo o mesmo desmaiar, o que calou o barulho da multidão, tendo inclusive muitos olhos arregrados, inclusive os meus.

– O que estava acontecendo aqui? — A diretora perguntou, mesmo já sabendo a resposta.

– Uma briga. – Eu disse irônico. Péssima ideia Eren. – Não se faça de engraçadinho senhor Jaeger, já fez o suficiente fazendo sua mãe chorar e agora, brigando. – Fiquei cego de ódio por um segundo e quando vi já tinha escapado — Não se meta nos assuntos que não lhe dizes respeito, velha intrometida. – Disse com ódio. A mulher pareceu se enfurecer com isso, mesmo momentaneamente tendo ficado atônita por meu atrevimento.

– Está na minha escola, você obedece a mim e não ao contrário, então me respeite ou sofrerá as consequências! – Disse seria. E eu? Bom eu dei as costas a ela, e disse: — Quem paga as suas contas sou eu, então que venham as consequências.

O pessoal ficou estupefato com a minha atitude, admito que me arrependi na mesma hora. Mas ela não devia ter se metido em assuntos que não dizem nada a ela. Fui em direção aos dormitórios, indo tomar um banho, afinal, rolar no chão com o cara-de-cavalo não tinha mantido as minhas roupas limpas.

Não percebi que estavam me seguindo. E por isso não enfrentei a pessoa.

Entrei no quarto começando a tirar a roupa, já estava sem a camisa quando senti braços fortes me rodearem, me assustei na hora, e virei para ver quem era. Era o Erwin. Relaxei, mas mesmo assim afastei os braços de mim, eu queria ficar sozinho. Ele pareceu triste quando fiz isso, mas não ligue e voltei a me despir.

–Anda Erwin, fala o que está pensando. — Disse já imaginando o que viria em seguida.

–Acho que brigar e humilhar a diretora não é o melhor jeito de se livrar da raiva, mas ainda bem que fez isso. – Disse com aquele sorriso enorme que ele dá quando aprova alguma coisa.

– O que quer dizer com isso? — Perguntei confuso.

– Quero que entre para o clube de luta! – Disse simplesmente, voltando a circular meu corpo com os braços, estava só de cueca e, acabei ficando muito vermelho por isso. – Assim não vai levar broncas por brigar à vontade e, precisamos de alguém forte! Vi o que fez com o Jean e fiquei impressionado, Jean é um dos mais fortes. – Disse sério, vindo em direção à minha boca me dando um selinho, aceitei o beijo de bom grado, mas estava curioso.

– Se o Jean está no clube, como espera que nos demos bem? — Disse simplesmente, afinal eu tinha acabado de brigar com o mesmo. Esperar que nos déssemos bem era no mínimo ridículo. – Não espero! Espero que se odeiem tanto o quanto for possível. Que sejam rivais e que usem o outro para melhorar o máximo possível. – Disse simplesmente.

Fiquei meio cabreiro com a ideia, mas se eu poderia brigar e bater o quanto quiser nos outros, não teria problema, não é? Afinal era o “clube de luta”.

– Vou aceitar a sua oferta, mas não se arrependa depois! — Disse simplesmente – vou tomar banho, estou fedendo. – Disse dando um selinho e me separando dele. Indo em direção ao banheiro, percebi que ele estava me seguindo. Já dentro do banheiro disse: – Se acha que vamos tomar banho juntos, pode tirar o cavalinho da chuva! — Disse sério, logo em seguida pondo ele para fora e fechando a porta. – Eren! Eu já vi você pelado mesmo. Qual o problema? Vergonha?! – Disse indignado com a minha ação.

Como assim ele já tinha me visto sem roupa? Não me lembro disso. “Ouvindo” meu silencio ele me respondeu – Quem você acha que colocou a cueca de ursinho em você? — Disse rindo do outro lado. – Agora mesmo que eu não deixo você entrar! E nada de ficadas para você! Ainda estou puto com isso! — Disse simplesmente e percebi que ele viu a merda que tinha feito me dizendo que quem tinha posto aquela merda em mim tinha sido ele. – Eren é brincadeira! Deixa eu entrar vai! – Fez voz de criança, com certeza devia estar com uma cara de cachorro que caiu da mudança. Eu nem respondi, só liguei o chuveiro e entrei. Fiquei lá dentro o máximo possível, ensaboando meu corpo, passando shampoo em meus cabelos e tomando todo o cuidado do mundo em tirar aquela imundice de meu corpo. Acho que fiquei uma hora lá dentro. Só sai quando já estava parecendo uma ameixa seca, todo enrugado e, completamente relaxado.

Sai do banheiro com uma toalha enrolada na cintura, e infelizmente dei de cara com o Grisha. Até pensei em voltar para o chuveiro, mas nem isso eu tinha vontade.

– O que quer aqui? — Disse ríspido. –Não fale comigo assim Eren! Querendo ou não eu sou e sempre serei seu pai! — Disse sério, impondo sua “autoridade”. – Pode ser meu genitor, mas nunca será um pai de verdade! Alguma vez você parou para saber do que eu gostava? Não, acho que não. Até sua secretaria é mais meu “pai” que você! — Disse irritado, vi uma sombra passar por seus olhos quando o chamei de genitor.... Ele pareceu magoado com o que eu disse.

– Eu sei que eu e sua mãe não temos passado muito tempo com você e com a Mikasa ultimamente, mas... – não deixei ele terminar – Vocês só adotaram a Mikasa para ver se a falta que vocês faziam seria “tapada” por ela, e tinham razão, a Mikasa se tornou mais importante para mim que vocês dois, juntos. – Disse com frieza e um tom sínico na voz, verdade seja dita! Eu realmente me importo mais com ela e com Armin que com ambos. –Agora saia do meu quarto, por favor. – Praticamente sibilei o por favor.

–Em pouco tempo esse não será mais o seu quarto! Não vou pagar a mensalidade para alguém ingrato e indigno que nem você! – Grisha quase gritou. Me assustei de início, logo sendo atropelado pela compreensão. Como assim eu não estudaria mais no Marie? Eu já tinha me adaptado, tinha amigos e um “namorado” ou quase, não sei.

–Ótimo faça isso, e eu sumo da vida de vocês! Afinal falta eu não vou fazer, não é? Não fiz falta por anos, por que faria agora? – Disse puto com ele e mostrando a magoa que eu sentia. Grisha agiu como se eu tivesse estapeado o rosto dele, e sem mais nem menos ele me deu as costas e saiu, me deixando sozinho.

O que eu faria agora? Como pagaria a mensalidade? Eu nem sabia o quanto era. Admito que estava em pânico. Logo coloquei a primeira roupa que eu vi, e fui em direção à entrada da escola, se era para deixar a escola, então que fosse agora! Doeria menos. Corri até o carro dos meus “pais”. Assim que Carla me viu ela abriu a janela. –Eren, querido. Que bom que veio se despedir. – Disse gentil, e com lagrimas nos olhos.

Ver a minha mãe frágil assim me doeu, mas eu não voltaria atrás, não agora.

–Não seja sínica, Carla. Como se não soubesse que o Grisha me ameaçou, dizendo que me tiraria da escola! – Disse com ódio. Ela fez uma cara de interrogação, logo compreendendo o que eu disse. Pela cara de Grisha ela não devia saber sobre isso, afinal, ele fechou a cara na mesma hora.

–Não vamos tirar o Eren da escola Grisha! Pensei que já tínhamos discutido sobre isso! — Disse séria, poucas vezes eu a vi falando assim. Fiquei muito feliz dela ter me protegido.

– Eu só vim dizer que daqui eu não saio, e se sair, não vai ser para casa que eu vou! — Disse sério. – Mas obrigada por me proteger Car... Mãe. – Vi a surpresa dela, e o sorriso que se formou nos olhos dela, mas antes que alguém comentasse alguma coisa eu sai de lá com um meio sorriso no rosto. Afinal, não era sempre que a Carla levantava a voz para contrariar o Grisha ainda mais por minha causa.

Decidi que dormiria o restante do dia, e depois talvez eu fosse até o Erwin no clube de luta.

Notas finais
Obrigada por ler! me contem o que acharam! se ficou bom ou se acham que pode melhorar ou qualquer outra coisa!! kissus ja ne :3